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PROGRESSO - LEI FATAL DO UNIVERSO

 


 Por Doris Gandres

Atualmente, caminhamos todos como que receosos, vacilantes, temendo que o próximo passo nos precipite, como indivíduos e como nação, num precipício escuro e profundo, de onde teremos imensa dificuldade de sair, como tantas vezes já aconteceu no decorrer da história da humanidade... A cada conversação, ou se percebe o medo ou a revolta. E ambos são fortes condutores à rebeldia, a reações impulsivas e intempestivas, em muitas ocasiões e em muitos aspectos, em geral, desastrosas...

E justamente diante desse panorama, nesse momento de tanta expectativa e ansiedades, precisamos lembrar, nós espíritas, os preciosos ensinamentos da nossa Doutrina Espírita e os esclarecimentos de Kardec. Com a sua refinada mediunidade intuitiva, o mestre lionês nos oferece, em A Gênese, capítulo XVIII, Sinais dos Tempos e A Geração Nova, tudo o de que precisamos para compreender o melhor possível essa fase que ora atravessamos.

Eu costumo dizer que me sinto feliz por estar reencarnada nessa etapa – trata-se, para mim e no meu entender, de um período de muito aprendizado, de inúmeras oportunidades de experiências e, sobretudo, de aferição das nossas capacidades de avaliação e observação e mais, se já conseguimos, pelo menos minimamente, por em prática o que vimos acumulando em teoria através dos milênios...

Em um determinado parágrafo do item 2 desse capítulo, é dito que existe um progresso duplo – o físico, que inclusive abrange o mundo, e o moral, dependente das nossas escolhas e procedimentos, e que tudo envolve e atinge, inclusive a condição planetária; mas que esse progresso se realiza de duas maneiras: uma lenta, gradual e insensível; a outra, por modificações mais bruscas. Sem dúvida, essa última maneira não é absolutamente insensível e vimos claramente notando as bruscas modificações que se operam tanto na natureza quanto na criatura.

Ao final do item 8, Arago Espírito nos diz que “a humanidade chegou a um período de transformação e que a Terra deve elevar-se na hierarquia dos mundos, mas que nada há de místico nesses fatos, são simplesmente o cumprimento de uma das grandes leis fatais do Universo, contra as quais se quebra a má vontade humana”. E ele continua no item 9: “A humanidade está (...) já há quase um século no trabalho de transformação; e é por isso que se agita de todos os lados, presa de uma espécie de febre, como que movida por uma força invisível até que retome seu assento sobre novas bases. Quem a vir então a encontrará bem mudada em seus costumes, seu caráter, suas leis, suas crenças, numa palavra, em todo o seu estado social”.

Quando fala da nova geração, Kardec nos esclarece que “a geração atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que nada seja mudado na ordem natural das coisas (...) Tudo se passará exteriormente como de costume, porém com uma diferença capital: é que uma parte dos Espíritos que aí se encarnam, não mais encarnarão; numa criança que venha a nascer, em lugar de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, virá um Espírito mais adiantado e inclinado ao bem (...) que nessa época de transição os elementos das duas gerações se confundem (...) As duas gerações que se sucedem têm ideias e pontos de vista inteiramente opostos”.

“A geração que desaparece levará com ela seus preconceitos e seus erros; a geração que se eleva, embebida numa fonte mais purificada, imbuída de ideias mais sadias, imprimirá ao mundo o movimento ascensional no sentido do progresso moral, que deve assinalar a nova fase da humanidade”.

Com todas essas explicações tão lúcidas e coerentes podemos compreender o que se passa presentemente, com uma parte da geração atual procurando por todos os meios que conhece, lícitos ou não, justos ou não, agarrar-se ao poder sem se dar conta de sua transitoriedade, dela mesma e do pretenso idolatrado poder... Enquanto já constatamos quantos jovens, em todas as áreas de atuação terrena, já começam a elaborar métodos de saneamento moral, de respeito ao ser humano, seja este quem for e qualquer seja sua condição...

Sem abalizar se concordamos ou não as atitudes propostas, vimos no domingo 13 de março milhares e milhares de criaturas de todos os gêneros e idades, em cidades as mais culturalmente diferentes, exercerem seu direito de cidadania sem tumulto, ordenadamente. Porque nos ensinam também os Espíritos Superiores que “é missão dos encarnados instruir os homens, auxiliá-los a progredir e melhorar as suas instituições por meios diretos e materiais” (LE q.573). Não podem os Espíritos fazer a nossa parte, embora nos assistam sabia e carinhosamente a todo tempo... É nossa responsabilidade a edificação de um mundo melhor no plano físico, o que se reflete no mundo extrafísico ligado ao nosso planeta, em função de uma lei natural conhecida como afinidade, sintonia...

Nenhum de nós está isento de participar, de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente, pois se é obrigatório arcar com as consequências de nossos atos, obrigatoriamente também arcaremos com as consequências de nossa omissão.

Comentários

  1. COMENTÁRIO ELABORADO POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - IA (GEMINI)
    O artigo oferece uma análise perspicaz da crise social e moral contemporânea (marcada por medo e revolta) sob a lente da Doutrina Espírita, enfatizando que a agitação atual é, na verdade, um sinal de progresso e transformação planetária.

    Essência do Argumento

    Agitação como Transição: A instabilidade, o receio e as reações impulsivas observadas na sociedade são interpretados à luz de A Gênese, Cap. XVIII, como a modificação brusca que acompanha o progresso moral. Não se trata de uma catástrofe aleatória, mas sim do cumprimento de uma lei fatal do Universo (elevação da Terra na hierarquia dos mundos).

    Oposto de Gerações: O cerne da tensão reside na coexistência de duas gerações: a que desaparece, presa a "preconceitos e erros", e a nova, portadora de ideias mais sadias e inclinada ao bem, que impulsionará o movimento ascensional. A luta atual pelo poder é vista como a resistência da primeira contra a transitoriedade.

    Responsabilidade do Encarnado: O texto sublinha que, embora assistidos pelos Espíritos, cabe aos encarnados a responsabilidade de "melhorar as suas instituições por meios diretos e materiais" (LE q. 573). A omissão não é uma opção; a edificação de um mundo melhor é um dever intransferível que molda a sintonia planetária.

    Conclusão: O autor, ao expressar a felicidade de estar reencarnado nesta "etapa", convida o leitor a ver o caos como uma oportunidade de aprendizado e aferição moral, incentivando a participação ativa e consciente na transição.

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  2. Sempre muito bom ler seus artigos.

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