terça-feira, 30 de abril de 2013

A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO





 Por Gilberto Veras   (*)



Nada na natureza é fato absoluto, sempre há, nos acontecimentos ou nas providências, as relações necessárias, não existe trabalho isolado, seja qual for a área de atuação na matéria ou no espírito, tudo está encadeado, regido por leis superiores. Absoluto, só o Pai Infalível e Insondável, Criador da vida universal. Nem mesmo as virtudes de que fomos dotados realizam obras efetivas sem o concurso de parcerias, paciência não é obtida sem calma que precisa de paz, tolerância, compreensão e por aí vai, em ligações infindáveis, indicando a solidariedade inteligente entre elas, enfim o todo virtuoso está em alerta para o desempenho vitorioso nas oportunidades de relacionamento.
E no perdão, como identificar a contribuição de ações cúmplices nessa virtude tão difícil de ser vivenciada? Em primeiro lugar, é necessário entender o verdadeiro sentido do perdão. Qual o objetivo dele, que sensação gera, como ocorrem as providências evolutivas decorrentes?

segunda-feira, 29 de abril de 2013

JUNTOS SOMOS FORTES ¹






Por Roberto Caldas (*)



As práticas esportivas em nível de competição de alto desempenho demonstram uma condição que, se bem utilizada, pode ensinar lições formidáveis à pessoa entregue à labuta de suas rotinas. É que independente do tipo de esporte, se coletivo ou individual considerando a modalidade, sempre há um batalhão de pessoas por trás de cada conquista alcançada pelo atleta ou pela agremiação de atletas. Não é por acaso que a conquista é festejada com espírito de agradecimento, pois o verdadeiro vencedor sabe que nos bastidores de suas vitórias existe um pelotão de personagens que não aparece  ao público que aplaude.
            A ilusão de poder, sem apoios, alcançar os resultados pretendidos tornam a luta além de inglória, fadada ao fracasso. Da mesma forma sucede nas questões da existência comum, aquela que permanece longe das ribaltas do sucesso público, mas se idealiza dentro de uma exigência de alcance de resultados, o que confere legítima pretensão de cada pessoa envolvida em sua própria existência.

domingo, 28 de abril de 2013

CONVIVER




 Por Paulo Eduardo (*)


Viver em comum. Uma arte. Saber o porquê da existência da família. Ter familiaridade. Respeitar os limites do outro. Convivência para sustentar harmonia. Tudo tem o seu aporte notadamente em preceitos religiosos. A Doutrina Espírita vem crescendo conceitualmente nessa temática de conviver.

O Centro Espírita trabalha bem a ideia de igualdade. Ambiente de estudo para integrar. Objetivos bem definidos na valorização dos espaços a fim de exercer a solidariedade. A convivência solidária e fraterna estimula a paz social. Religião é religar com Deus. O Espiritismo vem crescendo também como religião.

Avança na ciência e pratica a filosofia da caridade. Regras básicas para conviver. O convívio é essencial a fim de estabelecer sintonia agradável. Os considerados bons espíritos amam os relacionamentos de paz. Faz parte da diuturna forma no sentido de preservar o vínculo família. A conversação do equilíbrio surge do modo simples e inteligente de conviver.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

COMPETÊNCIAS E REVOLUÇÃO DO ESPIRITISMO ¹






Pelo Espírito J. Herculano Pires



Os caminhos da competência e a revolução copernicana patrocinados pelo Espiritismo exigem dos seus adeptos uma atitude mais ousada e um envolvimento mais profundo, tendo em vista as suas responsabilidades que resultam do legado filosófico e científico de Allan Kardec.
As competências que nos cabem desenvolver pelo estímulo educativo visceralmente presente na mensagem espírita, através do estudo sério e do esforço continuado de autoeducação, já se deveriam patentear, fazendo do Espiritismo o arauto de esperança em um futuro de paz e da certeza na superação de todas as nossas dificuldade e limitações morais como Humanidade.
A revolução espírita sem par, comparável àquela gerida pela demonstração científica de Nicolau Copérnico, que mudou de maneira tão formidável as concepções do significado e da posição do nosso planeta em relação ao Universo, faz-se no campo do universo humano, com demonstrações insofismáveis da realidade abissal do Espírito em construção. Por isso mesmo, é possível afirmar-se ser o saber espírita mais revolucionário que as descobertas da física quântica, tão reverenciada e detentora de tamanho fascínio aos olhos dos cientistas.
Muito já poderíamos ter caminhado ante as expectativas daqueles que nos têm motivado pela confiança creditada ao longo da estrada, mas, apesar do notório progresso e da palpável construção de uma Cultura Espírita no mundo, ainda nos ressentimos de realizações mais organizadas e consistentes no que respeita à Obra Educativa – e aqui me refiro à educação entendida em seu significado espírita de transformação das atitudes e hábitos em nosso cotidiano.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A ARTE DE VIVER




“... eu estou esperando alguém!
Imediatamente?
Não, mas a qualquer minuto.
Qualquer minuto? Muita gente vive uma vida num minuto.
O que está fazendo agora?
 (Diálogo do filme “Perfume de Mulher” 



Por Jorge Luiz (*)




Quem assistiu ao filme “Perfume de Mulher” (1992), não deve ter-se esquecido da cena marcada pelo diálogo acima entre Frank (Al Pacino), e Donna (Gabrielle Anwar). A interpretação fantástica de Al Pacino, que lhe rendeu o Oscar de melhor ator, consegue dar veracidade encantadora a essas palavras, em tom, gestos intensos.
            A arte é recurso pedagógico fabuloso. O Espírito Lamennais, na Revista Espírita, junho de 1862, avisa que a arte sem originalidade é hipócrita. Os Espíritos, segundo ele, aplaudem toda a arte cuja idealidade é haurida na natureza simples e verdadeira e, por conseguinte, bela em toda a acepção do termo. Perfume de Mulher é assim. Nos leva a refletir sobre os conflitos do tenente-coronel cego, e da forma que consegue resignificar sua vida na convivência com um jovem, Charlie Simms, que o acompanha naquela que seria sua última viagem, - intencionava suicidar-se - ao se interessar pelos problemas pessoais de Charlie. É um chamado à Vida!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

SENTIR É FUNDAMENTAL




 Por Gilberto Veras (*)


Toda obra material é iniciada e sustentada pela fundação, exemplifico com a construção civil, as simples, de pequeno porte, requer base em tijolos ou pedras agregadas por argamassa de liga forte, em traço adequado de cimento, areia e água, alicerce de edificações de vulto, edifícios, pontes, viadutos e outras, solicita materiais mais resistentes, ferro, brita e cimento, em variadas misturas que constituem o concreto armado, em tempos modernos maior resistência adquiriu com o acréscimo de componentes de elevados graus de solidez. Cada dia nos encantamos com obras da engenharia que viabilizam desafios nunca antes pensado, verdadeiros sonhos que se realizam por portas alargadas para materializar projetos incríveis em todas as áreas, espelhos do progresso intelectual e científico da humanidade, no entanto, nenhum deles dispensa a fundação inicial e sustentadora, sem ela nada seria feito e o homem permaneceria ignorante e embrutecido, com imenso espaço desconhecido e sofrendo as intempéries do tempo em seus dissabores desconfortáveis.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

18.04 - 156 ANOS DE "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"







Por Jorge Luiz (*)

           


            Por ocasião do centenário de “O Livro dos Espíritos” – 18 de abril de 1957 -, o filósofo, jornalista e escritor espírita, José Herculano Pires, escreveu texto que depois iria figurar como introdução na edição da referida obra, por ele traduzida.
        Chamado pelo Espírito Emmanuel como o “metro que melhor mediu Kardec”, o professor elabora uma análise minuciosa da obra em todas as suas dimensões.
            Ao tratar dos “Estudos Futuros”, na conclusão do artigo, não escapa de sua crítica a forma despretensiosa que comumente a obra tem sido estudada, quando poucos se atêm às múltiplas implicações e em sua mais profunda significação.
        As suas expectativas para o segundo século do Espiritismo, que ora se iniciava, repousavam de que os seus adeptos exercessem uma atitude mais consciente em face da obra, e que o seu verdadeiro papel na história do conhecimento revelasse mais consistente.
            No seu último parágrafo, faz menção a dois nomes ilustres: primeiro Sir Oliver Lodge, o grande físico inglês, que considerou o Espiritismo “uma nova revolução copérnica” em sua obra “A Imortalidade Pessoal”; logo a seguir, cita o conhecidíssimo “Apóstolo do Espiritismo”, Léon Denis, que em sua obra “O Gênio Céltico e o Mundo Invisível”, profetiza que o Espiritismo reunirá e fundirá, numa síntese grandiosa, todas as formas do pensamento e da ciência.

domingo, 14 de abril de 2013

IDEIAS




 Por Paulo Eduardo (*)


De passagem ideias louçãs. Um ônibus estacionado na praia. É o caminhão Chico Xavier transportando cultura. Livros. Ideal de servir de forma itinerante. Nas proximidades do Náutico essa biblioteca ambulante. Vários títulos de uma literatura do futuro. Mensagens de fé e esperança. Visão profunda do ontem, de hoje e de amanhã. Sedimentação cultural de rara grandeza. No dia 18 deste mês de abril, às 20 horas, é data marcada para difundir "Psicologia Espírita".

Junção de talentos com o autor Antônio Marques Novais Araújo trazendo deliciosos recados do espírito Amna. Psicografia como um bem divinal para promover o encontro de dois planos de vida. Um lançamento de livro em versão de boa conversa a céu aberto para fazer luzir a Doutrina Espírita. A eloquência do Cid Carvalho na apresentação de "Psicologia Espírita" vai ofertar rara oportunidade na senda do aprimoramento de cultura sob o pálio do nome de Jáder de Carvalho.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O LÍDER EDUCADOR





Por Jorge Luiz (*)





            Todos os significados e funções que se possam atribuir ao centro espírita deverão ter como sua resultante maior, a formação de uma comunidade moral. 
            Para que isto se concretize as atividades nele desenvolvidas deverão ter como linha mestra a educação espírita, forjando sua cultura, estruturada na essência filosófica-espírita, que faculta ao homem uma nova visão de si e do mundo.
            Sendo a Doutrina Espírita obra de Educação, o dirigente espírita tem que ter em seu perfil competência para educador, sem esquecer que também é educando em processo. O líder educador espírita é interativo e invoca a troca de conhecimento. Mobiliza a si e as pessoas a construir processos direcionados ao autoconhecimento, pela educação espírita.
            Faz-se necessário, no entanto, que se elabore projeto pedagógico para o centro espírita observando as peculiaridades do meio onde se está inserido e do público frequentador. O projeto terá que demonstrar o educando como Espírito encarnado dotado de potencialidades íntimas, singularidade, e a felicidade como determinismo divino, que alcançará através das experiências terrenas. Favorecerá a consciência de si mesma e o desdobrar do seu glorioso destino.

terça-feira, 9 de abril de 2013

NOVA IDADE MÉDIA? O RETROCESSO CULTURAL NO CIBERESPAÇO





Por Dora Incontri (*)



Tenho uma tese que ainda vou desenvolver melhor num livro ou em alguns artigos mais profundos: é a de que corremos o risco de mergulhar numa nova Idade Média, claro, diferente da que foi. Mas há sinais fortes e semelhantes à chamada Alta Idade Média que vai do século V até mais ou menos o ano mil, período da desagregação do Império Romano e do retrocesso da cultura, da civilização… Depois, a Baixa Idade Média não pode mais ser considerada como um período de trevas, pois houve o nascimento das Universidades, a retomada gradativa das cidades e do comércio, as catedrais góticas, as línguas europeias, nascentes em poesia… e assim por diante.

O que indica esse risco de novo mergulho medieval? A onda fundamentalista das religiões, deflagrando irracionalidade e fanatismo; a desagregação da linguagem, da música, da arte em geral; o desaparecimento da infância (veja-se o livro de Philippe Ariès, História Social da Criança e da Família, demonstrando que na Idade Média, as crianças eram adultas em miniatura e não eram vistas e tratadas como crianças, que é o que está acontecendo hoje, quando a mídia e a propaganda fazem da criança um pequeno, sensualizado e obeso consumidor!). Outro sinal de retrocesso é o brotar do misticismo fácil, das seitas irracionais e de uma espiritualidade light, indicando falta de consistência e conhecimento filosófico, podendo nos levar a superstições já cientificamente superadas.

As circunstâncias são outras, as características são outras, mas estamos caminhando a passos largos para o eclipse da cultura, da razão, das conquistas civilizatórias dos últimos séculos. É verdade que um pouco disso pode ser decorrência de um processo de resistência e desagrado com a civilização predatória, instalada pelo capitalismo. Mas o que se observa em grande escala (e não é só no Brasil, mas no mundo todo) é um recrudescimento da ignorância, um analfabetismo filosófico, literário, político, espiritual. A mediocridade está tomando conta.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

PELA VIDA, NÃO AO ABORTO! (*)






 Por Roberto Caldas (**)


  


Instado à discussão que invade os noticiários tendo como tema central a descriminalização do aborto, muitas são as elucubrações que passam pela mente. Um ingrediente apimentado em torno da questão é o aval, meio caricato, que o Conselho Federal de Medicina  oferece à comissão parlamentar que analisa o assunto em pauta, enxertando uma desculpa de não tratar-se de serem os médicos favoráveis ao aborto. A desculpa em uso para tal aval é a afirmativa que a mulher manda no seu corpo, o que enseja a afirmativa que o concepto é corpo da mulher e ela pode decidir o que fazer do seu corpo. Interessante que os médicos não têm essa compreensão quando tratam às mulheres de verminoses, doenças bacterianas ou fúngicas, nesse caso eles acreditam que elas foram invadidas por seres que não pertencem ao seu corpo. O concepto, porém, que tem um universo todo próprio (bolsa e líquido amniótico, placenta com cordão umbilical), na cabeça do CFM faz parte do corpo da mulher. Os responsáveis pela arte de curar parecem entender que até 12 semanas de gestação, o embrião não tem direito ao respeito pela sua vida, a mesma estando inteiramente nas mãos da mulher que lhe carrega no ventre, qualquer que seja a sua motivação.
            No livro Obras Póstumas, Allan Kardec, em um texto que discute os problemas humanos sentencia que “Está bem reconhecido que a maioria das misérias humanas tem a sua fonte no egoísmo dos homens” e “O egoísmo tem a sua fonte no orgulho”. Podemos encontrar nessas frases os motivos para uma série de leis que a sociedade abraça sem uma reflexão mais profunda e acabam por gerar uma degradação dos costumes. Enquanto se pretende tornar crime inafiançável cortar uma árvore ou deixar de atender a um animal ferido, a nossa prepotência humana (orgulho) permite licenciar para se matar uma criança indefesa pela mera vontade do veículo que a gesta (egoísmo).

sábado, 6 de abril de 2013

O COQUEIRO SOLITÁRIO







Por Paulo Eduardo (*)



A sensibilidade de Ariane Cajazeiras nos traz duas histórias infantis, num livro rico de idéias. Ela escreve “O Coqueiro Solitário” e “O Novo Irmãozinho”. Duas vertentes de doce emoção. Priorizar a criança numa literatura infantil fada a repercutir também no mundo dos adultos. Temos o lado criança que nos faz caminhar na divina estrada das coisas bonitas.
A autora do livro ora em destaque teve, de logo, sua aceitação pela Editora Eme. Ariane escreveu em linguagem acessível dois primores de textos. Fez evolução belíssima pela estrada do coração, mostrando a ventura de caminhar despreocupada para dizer, com sonoridade, da fraternidade, do amor ao próximo, sem qualquer complicação.
A singeleza do que foi escrito em “O Coqueiro Solitário” e “O Novo Irmãozinho” bem traduz a leveza de alma da autora que cursa jornalismo e já dedica sua parcela de colaboração para entreter o mundo maravilhoso da criança. Escreve com entusiasmo e passa alegria aos que têm a ventura lê-la.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ORAÇÃO DOMINICAL





 Por Gilberto Veras (*)


O mestre Jesus, espírito aperfeiçoado, conhecedor de perto dos poderes divinos, sabedor do funcionamento perfeito das leis superiores e com elas em absoluta harmonia vivencial, sabia, por conhecimento de causa, identificar com precisão defeitos humanos, em todos os graus. Não lhe era desconhecido, quando por aqui esteve, as carências morais e necessidades evolutivas do homem terreno, e o foco de sua missão centralizava o ensinamento ético-moral-espiritual adequado ao pálido entendimento de nossos ancestrais que conviviam na ignorância alentada de dois milênios atrás, quando os mais sabidos (os espertos da época), em número relativamente inexpressivo, optaram pelo poder da luxúria escravizadora cujo fim era desfrutar os prazeres materiais encontrados na riqueza inescrupulosa, em detrimento da dignidade do próximo relegado ao estado de miséria discricionária.
Não deslembremos o elevado expoente de potencialidade moral e intelectual do meigo Homem da Galileia, enviado do Pai Criador para socorrer irmãos infantis mergulhados em densas trevas.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

MOÇÃO DE REPÚDIO À POSIÇÃO DO CFM



NO PRÓXIMO DOMINGO O PROGRAMA ANTENA ESPÍRITA - RÁDIO CIDADE AM 860, 21:00H - PROMOVERÁ DEBATE SOBRE A DECISÃO DO CFM. ESTARÃO PRESENTES: DR. CID CARVALHO, ADVOGADO E EX-SENADOR DA REPÚBLICA, DR. ANTONIO MOURÃO CAVALCANTE, PSIQUIATRA E DR. FRANCISCO CAJAZEIRAS, MÉDICO, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO E PRES. DA AME-CE E TODA A EQUIPE DO PROGRAMA: JEAN RODRIGUES, FRANCISCO CASTRO, PAULO VALE, ROBERTO CALDAS, PAULO EDUARDO.


Por Dra. Marlene Nobre(*)


Em nome da Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil) expresso a minha indignação e a dos médicos que represento diante do posicionamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) que se manifestou favoravelmente ao aborto até as 12 semanas de gestação, caso a mãe assim o deseje.
Ao contrário do que foi anunciado, o tema não foi amplamente debatido entre os médicos. Em nenhum momento fomos notificados de que o CFM pretendia apresentar tal posicionamento.
É de se ressaltar que no “I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina”, onde foi feita a votação, e mesmo no site da Instituição, não houve anúncio de nenhuma notícia sobre o assunto, apenas foi passada a informação de que haveria uma mesa redonda “Aborto e Desigualdade Social”. Nada mais.
Isso pode se acompanhar e constatar em:
Conclui-se que não houve transparência do CFM nessa tomada de posição de magna importância para os destinos da nação brasileira, nem tampouco no anúncio da votação e no modo como foi feita. Não se respeitou a tradição médica do nosso país que sempre lutou em defesa da vida. Tudo leva a crer que foi manobra política de uma minoria que não tem representatividade para falar em nome de 400 mil médicos.

terça-feira, 2 de abril de 2013

ASSUMINDO O PRÓPRIO CAMINHO (*)






 Por Roberto Caldas (**)


O chamado não poderia ter sido mais enfático: “... tome a sua cruz, e siga-me” (Mateus XVI: 24). Cabem, no entanto as perguntas: O que representaria na acepção do Mestre o tomar para si a cruz? Para onde estaria nos convidando Jesus, a segui-lo?

            Definitivamente seria necessário que caminhássemos alguns séculos para que a compreensão do divino convite pudesse se tornar mais claro à luz das modernas especulações que envolvem os nossos traçados existenciais. Aqueles homens e mulheres que acompanhavam os seus passos tinham razões para uma interpretação mais objetiva de suas palavras, pelas circunstâncias de estar vivenciando uma rotina de fatos, situação que não nos compete repetir tanto tempo depois.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

155 ANOS DA SOCIEDADE PARISIENSE DE ESTUDOS ESPÍRITAS





 Por Jorge Luiz (*)


Considerada pelo jornalista e escritor espírita Deolindo Amorim (1906-1984), como a primeira sociedade genuinamente espírita, Allan Kardec funda em 01 de abril de 1858, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE).
Para que conservássemos em lembrança, Allan Kardec registra dados da fundação e da sua importância na marcha do Espiritismo, que após a sua morte foi inserido em Obras Póstumas.

Instalada em imóvel alugado, subvencionado por frequentadores que, deliberadamente, resolveram cotizar, foi instalada inicialmente no Palays Royal, galeria de Valois, onde funcionou até 01 de abril de 1859.