sexta-feira, 29 de novembro de 2013

KARDEC, a biografia - um livro bom de se ler








Por Dora Incontri (*)



Não direi que o livro Kardec: a biografia é uma grata surpresa, porque quem escreveu a melhor biografia de Chico Xavier, até hoje, prometia escrever também a melhor do mestre de Chico e de milhões de espíritas brasileiros: Allan Kardec.
Por que considero ambas excelentes biografias? Porque são biografias mesmo e não hagiografias. (Para quem não sabe, hagiografia é história de santo, escrita dentro dos cânones da Igreja Católica). Marcel Souto Maior conta a história de um ser humano. De um grande ser humano, mas um ser humano. Um homem de bem, que é o que O Evangelho segundo o Espiritismo propõe como padrão ético. E conta muito bem contado.
Seu estilo é leve, sem cair na banalidade. É espirituoso e às vezes oportunamente irreverente, justo para não assumir um tom laudatório demais, o que acabaria com a sua credibilidade de biógrafo e jornalista investigativo. É um texto saboroso, ágil e que nos dá vontade de ler sem parar.
Souto Maior soube tratar de um assunto delicado, sem ferir nenhum partido; de um assunto sério, sem cair numa doutrinação massacrante e antipática.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MUDANÇA - DOR NECESSÁRIA¹




Por Roberto Caldas(*)



         Ousar no campo das mudanças impõe a conquista de uma contínua capacidade de lidar com as dores obrigatórias ao propósito contido na essência de uma transformação. A própria Natureza nos apresenta modelos de mutações que servem de reflexão contínua a quem se atreva às exigências inerentes ao processo de renovação: o trigo se deixa triturar para oferecer-nos o pão, a uva encara o esmagamento antes que o mundo aprecie os mais finos vinhos e a lagarta se anestesia na crisálida até ganhar as formas de beleza que caracterizam a borboleta. Sem renunciar ao que se é, jamais se alcança o intento de transmudar-se nos modelos idealizados.
A aquisição de uma nova perspectiva, em especial no campo das práticas dos relacionamentos interpessoais, implica na adoção de uma série de comportamentos que exigem dar as costas às antigas práticas, com as quais estamos habituados, para que novas atitudes acarpetem a nossa caminhada em direção ao que pretendemos. Sócrates, uma das maiores referências em Filosofia, afirmava que “o próprio sábio cora das suas palavras, quando elas surpreendem as suas ações” numa clara conotação de que palavra e ação devem declarar uma mesma realidade quando escolhemos atingir um estado de coerência diante das decisões de mudança que ambicionamos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

TVP E ESPIRITISMO











O que a Terapia de Vida Passada (TVP) e o Espiritismo têm em comum?

Como espírita e terapeuta de vida passada, poderia afirmar algumas coisas. Em primeiro lugar, a TVP é uma linha de psicoterapia que trabalha com a hipótese científica da reencarnação, e partindo desse pressuposto, cremos que tudo que somos hoje, nossas qualidades, nossos defeitos, pontos fracos, pontos fortes, enfim, nosso temperamento e, principalmente nosso caráter, seria a somatória de todas as experiências agradáveis e desagradáveis que passamos desde a nossa criação, passando por todas as nossas vivências até o minuto que acabou de passar.  Então, como reencarnacionista, parece que nada acontece à toa, fatos felizes e infelizes que passamos têm uma causa anterior.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

EM PROTEÇÃO À VIDA






Por Roberto Caldas (*)




A Constituição Federal Brasileira estabelece, literalmente, em seu 5º artigo: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes (segue-se a citação de 78 incisos e parágrafos que podem ser lidos no próprio texto). O primeiro direito citado, o da inviolabilidade à vida, o mais importante de todos, pois sem a vida os demais direitos deixam de existir, é brutalmente desrespeitado quando se trabalha pela legalização do aborto. Aliás, no inciso XLVII está declarado “não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; b) de caráter perpétuo; c) de trabalhos forçados; d) de banimento; e) cruéis.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A DOUTRINA ESPÍRITA APLICADA AO QUOTIDIANO - III





                                                                                                   Por Francisco Castro (*)



“A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos têm aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito.” Santo Agostinho. (Paris, 1862.) Cap. III – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Allan Kardec.



            Esse trecho de “O Evangelho Segundo O Espiritismo” transcrito acima, é do capítulo III, com o título “Há Muitas Moradas na Casa do Pai”, no qual Alan Kardec o inicia transcrevendo o seguinte trecho do Evangelho de João:
Não se turbe o vosso coração. – Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. – Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós ai estejais. (S. João, ap. XIV, vv. 1 a 3)
Para, em seguida,  iniciar o seu comentário, sob o título, Diferentes estados da alma na erraticidade, dizendo o seguinte: “A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos. Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem  referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticiadde

domingo, 17 de novembro de 2013

FELICIDADE E SAÚDE






 Por Jorge Daher (*)



               Felicidade faz bem para a saúde. O que era uma assertiva da sabedoria popular virou prescrição médica desde que uma série de artigos, que datam desde a década de 80, demonstraram efeitos benéficos de estados relacionados ao que chamamos felicidade, como o sorrir alegremente, o viver sem preocupação com o dia de amanhã, planejar o futuro com otimismo, ter uma rede saudável de amigos reais (e não virtuais, como o que ocorre com as redes sociais da internet).
            Na década de 80 uma série de pesquisas iniciadas na UCLA, Universidade da Califórnia em San Francisco, demonstrou a íntima relação entre estados de humor e sistema imunológico, mediado pelos neuropeptídios, que se encontram por todas as regiões cerebrais. Relações entre queda imunológica e depressão, mediados por transmissores celulares, chamados citoquinas e interleucinas, e hormônios, como o CRF (Fator Liberador de Corticotropina) foram demonstrados e uma nova disciplina surgiu, chamada de Psiconeuroimunologia.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

BLOOD MONEY - ABORTO LEGALIZADO




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Vá ao cinema neste final de semana
e diga SIM à VIDA
O documentário BLOOD MONEY - ABORTO LEGALIZADO esclarece a verdade sobre a bilionária indústria que se formou nos Estados Unidos após a legalização do aborto há 40 anos. Segundo Eduardo Girão, diretor da ONG Movida - Movimento Pela Vida e Não Violência, o amplo esclarecimento que o documentário oferece foi o que o motivou a distribui-lo no Brasil. "É  a primeira vez que o cinema trata o assunto desta forma, tirando-o da invisibilidade. Acreditamos que vá atrair diversos segmentos sociais e pessoas sensíveis a essa questão, sejam elas contra ou a favor da legalização do aborto no Brasil".
O documentário traz denúncias como a prática da eugenia e do controle da natalidade por meio do aborto e trata aspectos científicos e psicológicos relacionados ao tema, como o momento exato em que o feto é considerado um ser humano.
Blood money - aborto legalizado traz, também, depoimentos de mulheres que foram coagidas e pressionadas a praticar o aborto e que, após a intervenção cirúrgica, são tomadas pela vergonha, medo, angústia, vazio e depressão. Mulheres como Kelly, Lisa, Judy, Angele, Dana e Katlynn, quando não ficam com problemas no aparelho reprodutivo, passam por transtornos psicológicos e emocionais. "Todos temos um momento em que percebemos que somos mães e matamos nossas crianças", confessa uma delas.
Assista a entrevista com o produtor do filme: clique aqui.
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Visite o site oficial do filme: clique aqui.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

LEI DA ATRAÇÃO E RESPONSABILIDADE¹





 Por Roberto Caldas (*)



                O mundo virou um mercado. Tudo virou artigo de compra e venda, até a própria fé. Aliás, a fé desde todos os tempos já era utilizada como produto de negociação, senão qual terá sido a razão do maior cisma já sofrido pelas doutrinas cristãs ocorrido no início do século XVI capitaneado por Martinho Lutero?
            É inegável que a desigualdade social, instituição egóica humana que permite a convivência do esbanjamento irresponsável frente a frente com a escassez absoluta, estabelece um padrão de repressão às classes menos favorecidas que naturalmente intentam descobrir o caminho para atingirem os patamares do sucesso. Aí que entram os instrutores da riqueza fácil, sob as diversas capas de credibilidade que variam dos princípios do “self-made man” até a intermediação de Deus pelas trocas através dos dízimos passando por uma centena de outras idéias que seduzem pelas promessas de grandes resultados. Muitas dessas idéias utilizam os princípios da Física Quântica, modelo que transformou irreversivelmente a visão científica da solidez da matéria jogando-nos a todos no insofismável mundo das energias.

sábado, 9 de novembro de 2013

A DOUTRINA ESPÍRITA APLICADA AO QUOTIDIANO - II










LE. Q 934 – A perda dos entes que nos são caros não constitui para nós legítima causa de dor; tanto mais legítima quanto é irreparável e independente de nossa vontade?

Resposta: “Essa causa de dor atinge assim o rico, como o pobre: representa uma prova, ou expiação, e comum é a lei. Tendes, porém, uma consolação em poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios que vos estão ao alcance, enquanto não dispondes de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.” Livro dos Espíritos – Allan Kardec.



 Por Francisco Castro (*)




                Continuando a linha que iniciamos e que consta do título, permanecendo ainda na Parte Quarta de “O Livro dos Espíritos”, no Capítulo I, que trata das Esperanças e Consolações, mais precisamente na seção que enfoca a “Perda dos entes queridos”, fato que, como disseram os Espíritos, tanto afeta o rico como o pobre, portanto, está sempre presente em nossas vidas, vamos discorrer sobre a parte final da resposta que Allan Kardec obteve dos Espíritos à pergunta que havia formulado e que transcrevemos acima, pergunta e resposta.
“O Livro Dos Espíritos” teve a sua primeira edição apresentada em 18 de Abril de 1857 e continha apenas 501 Perguntas formuladas por Allan Kardec e respondidas pelos Espíritos. Sendo, posteriormente, bastante ampliada na segunda edição, passando a ter 1019 Perguntas, da mesma forma, formuladas por Allan Kardec e respondidas pelos Espíritos Codificadores.
Essa segunda edição, que se tornou a definitiva, foi anunciada na Revista Espírita de Allan Kardec em março de 1860. Entendemos que esse esclarecimento se faz necessário, posto que, nem todos os que venham a ter acesso a esse texto, tenham algum conhecimento da Doutrina Espírita.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A HISTÓRIA DA ÁRVORE GENEROSA



   



                                                Para os que acham a árvore masoquista

Ontem, em nossa oficina de educação para a vida e para a morte, com o tema A Criança diante da Morte, com Franklin Santana Santos e eu, no Espaço Pampédia, houve uma discussão fecunda sobre um livro famoso e belo: A Árvore Generosa, de Shel Silverstein (Editora Cosac Naify). Bons livros infantis são assim: têm múltiplos alcances, significados, atingem de 8 a 80 anos, porque falam de coisas essenciais e profundas. Houve intensa discordância quanto à mensagem dessa história, sobre a qual já queria escrever há muito.

Para situar o leitor que não leu (mas recomendo ler), repasso aqui a sinopse do livro:

“’A árvore generosa’ traz o clássico de 1964 que conta a história do amor entre uma árvore e um menino. A árvore é a amiga amorosa que dá tudo ao menino, suas folhas, seus frutos, sua sombra. O menino também ama a árvore, a grande companheira de todos os dias; sobe em seu tronco, se pendura nos galhos, brinca de esconde-esconde. Até que vai crescendo, se torna adolescente, depois adulto. E, pouco a pouco, deixa a amiga de lado. ‘Estou grande demais para brincar’, diz o menino, que então precisa de dinheiro para comprar ‘muitas coisas’. A árvore fornece suas maçãs, para o jovem vender. Depois seus galhos, para o homem construir sua casa. E a história acompanha o passar do tempo até a velhice do homem – que até o fim, já bem velho e cansado, é chamado de menino pela árvore.”

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A HORA É MESMO EXTREMA






 Por Sérgio Aleixo (*)



Mais equívocos em traduções dos textos de Kardec, e agora, salvo exceções indicadas, todos em edições L.A.K.E. ou F.E.E.S.P., por J. Herculano Pires...[1]

1 - N. 189 de O Livro dos Espíritos. Onde se lê: “Em sua origem, os Espíritos não têm mais do que uma existência instintiva, possuindo apenas a consciência de si mesmos e de seus atos”, leia-se, na verdade: “Em sua origem, os Espíritos não têm mais do que uma existência instintiva, mal possuindo consciência de si mesmos e de seus atos”. No francês: “A leur origine, les Esprits n'ont qu'une existence instinctive et ont à peine conscience d'eux-mêmes et de leurs actes”. Uma coisa é “mal possuir consciência de si”, outra, “possuir apenas a consciência de si”.

2 - N. 673 de O Livro dos Espíritos. Onde se lê: “Já vos disse, por isso mesmo, que Deus desaprova as cerimônias que fazeis para as vossas preces, pois há muito dinheiro que poderia ser empregado mais utilmente”, leia-se, na verdade: “Não quero dizer com isto que Deus desaprove as cerimônias que praticais para a ele orardes, mas muito dinheiro se gasta aí que poderia ser mais utilmente empregado”. No francês: “Je ne dis pas pour cela que Dieu désapprouve les cérémonies que vous faites pour le prier, mais il y a beaucoup d'argent qui pourrait être employé plus utilement qu'il ne l'est”. Uma coisa é Deus condenar as cerimônias, outra, que não as condene.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

COMO COMBATER O MAL





 Por Gilberto Veras (*)




O mal é a contravenção às leis naturais, é ação de vibrações negativas cujos efeitos são nefastos, provocam estado de desconforto em forma de dores (físicas ou morais), ferem, agridem e maltratam, é comum, e às vezes até necessário, no mundo do aprendizado em que talentos divinos estão subdesenvolvidos. Em algumas pessoas constitui regra geral de procedimento e com ele se comprazem, como felizes ficassem com o ato devastador, noutras é menos frequente, mas, ainda assim, causa enganosas satisfações. Enfim, essa transgressão, em maior ou menor tamanho, estará presente em toda parte enquanto houver imperfeições do Espírito. Certo dizer, natural esse impostor não é, pois não foi criado pelo Inventor da Vida e sim por nós outros que ainda não aprendemos a amar, postura digna e condigna, alinhada à vontade do Amor Infinito que nos destinou a Felicidade, percepção plena da paz e da fraternidade.

domingo, 3 de novembro de 2013

CELEBRAÇÃO DE VIVOS E MORTOS¹






 Por Roberto Caldas(*)



           Se você precisou nesses anos de sua vida despedir-se de alguém que a morte convidou para a grande viagem; se sofreu essa perda sem aviso prévio; se teve que respirar a dor de entregar à terra o corpo de alguém muito querido com quem julgava caminharia ainda muito tempo nessa existência, a visão espírita consegue compreender o que se passa nos seus corações. Durante muitos anos a morte não passava de um mistério cruel que separava os amores e levava as pessoas para nunca mais se encontrarem.
            Compreensível que a falta da constatação dos olhos nos olhos e das mãos nas mãos continue a preencher-nos a alma com a sensação de saudade, mas a saudade deve passar longe do conceito de sofrimento. Ter saudade é uma das mais satisfatórias percepções do ser humano, uma espécie de garantia de que foi bom o tempo que passamos juntos, mesmo que a opção do existir tenha sido indicar-nos uma nova paisagem para caminharmos.
            À parte dessa noção de descontinuidade dos laços, a Doutrina Espírita afirma que a morte estreita os laços da afetividade entre aqueles que se amam verdadeiramente e que aqueles que partiram são muito sensíveis aos bons pensamentos que os encarnados lhes emanam em qualquer momento, independente de datas (LE, q. 320). Assim como permanecem os laços, não há nenhuma distância entre nós e aqueles que se foram porque a estrada que nos aproxima ou separa é resultado apenas da forma como dirigimos o nosso pensamento (LE, q. 89 e 89a) e o mundo espiritual está tão próximo dos encarnados que basta um leve cochilo para penetrarmos nele (LE, q. 401).

sábado, 2 de novembro de 2013

RÉQUIEM







 Por Paulo Eduardo (*)


O ofício dos mortos em música sublime. Réquiem significando repouso. Pausa na vida física a fim de enfrentar novos rumos. Retorno à pátria espiritual sendo relembrado neste segundo dia de novembro. Dia de Finados a alegria paradoxalmente triste de uma festa realmente com melodia em surdina. O palco desse momento de velada despedida ou de comunicação interna é o cemitério. Jazigo é sepultura e os espíritos são livres da vestimenta física quando partem em busca dos planos etéreos da vida plena. Ninguém fica residente em catacumba. Uma verdade inconteste. Convém destacar o crescimento da cremação de corpos e nem por isso leva-se ao esquecimento dos nossos cujos despojos tornaram-se pó. Nos réquiens pelo Dia de Finados vamos orquestrar a saudade no seu patamar de harmonia e certeza da perpetuação da vida.

A Doutrina Espírita repercute na sua forma belíssima de reverenciar quem parte através do evento morte. Somos imortais na natureza divina dos nossos sonhos e esperanças de encontrar a luz da felicidade. Da encarnação ao retorno em festejo de alegria após cumprir metas tão bem programadas nos departamentos que preparam, nós seres humanos, para as reencarnações necessárias à evolução da própria espécie. Dia de Finados sim para recordar, na sua grandeza maior, Jesus Cristo ao provar a inexistência da morte. Hoje é um dia especial pela força de produzir a energia positiva das profundas reflexões. De parabéns quem aceita os desígnios de Deus e festeja, com equilíbrio, o Dia de Finados orando convictamente pelo bem de todos irmanados nos dois planos de vida: a física e a espiritual.


(*) jornalista e integrante da equipe do programa Antena Espírita.