terça-feira, 30 de junho de 2015

SONHOS RESOLUTIVOS¹





Por Paulo Eduardo (*)



Sonhar é o pensar dormindo. Mil mistérios na esteira do raciocínio para entender a própria vida. Sutilezas em mensagens cifradas sobre a natureza divina do ser. Mostra supra-realista dos filmes conscienciais. Rastro de fenômenos cujo surrealismo realmente impressiona e marca.
Visão dinâmica descortinando vivências incríveis. Mistura enigmática de formas às vezes não alcançadas à nossa percepção normal das coisas. Fatos e atos aparentemente sem lógica. Razões que “a própria razão desconhece”.
A filosofia dos sonhos consegue despertar ideias nunca percebidas. A dialética do sonhar segue curso de raciocínio ilógico. É a busca por entender a grandeza de tudo o que nos cerca.

domingo, 28 de junho de 2015

COMO FUNDAR UM CENTRO ESPÍRITA - PARTE III






Por Francisco Castro (*)

  1. – Que tipos de pessoas frequentam os CE’s?

A grande maioria das pessoas que procura os Centros Espíritas o faz porque sabem que os espíritas têm como lema a prática da caridade.
Mas há aqueles que procuram por simples curiosidade, como nada encontram de maravilhoso ou de sobrenatural logo desistem.
Há, porém, a “grande legião dos descrentes e dos deserdados”, dos que procuram algum tipo de resposta que não encontraram em outros lugares por onde passaram, e que, pelo estudo da Doutrina encontram respostas seguras para suas indagações, ali permanecem e podem se tornar até grandes colaboradores.
Há outro tipo de pessoas que procura as casas espíritas, são os “espíritas sem o saberem”. Esses dois últimos tipos, facilmente apreendem os princípios da Doutrina e se dedicam à sua divulgação com grande entusiasmo: “Convencidos de que a existência terrena é uma prova passageira, tratam de aproveitar os seus breves instantes para avançar pela senda do progresso, única que os pode elevar na hierarquia do mundo dos Espíritos, esforçando-se por fazer o bem e coibir os seus maus pendores.”(Livro dos Médiuns-Nº 28, 3º)- Grifamos.

sábado, 27 de junho de 2015

NUNCA DESISTIR...




Por Dora Incontri (*)

Faixa inspiradora da manifestação de ontem (26) na Avenida Paulista

Num mundo, onde tudo se tornou descartável, incluindo o ser humano, onde os valores se tornaram tão flexíveis, que quase se liquefazem, onde sonhos e utopias se esvaziaram, sou ainda alguém que acredita em amores eternos, em amizades inquebrantáveis, em valores como fidelidade e lealdade, em causas existenciais pelas quais há que se viver e, se preciso for, morrer…

Jamais desistir de um propósito elevado, de uma meta que faz sentido, de um sonho de justiça, de um projeto existencial. Jamais desistir de alguém que se ama, seja um filho, um amigo, um irmão, um marido ou uma esposa. Investir no próximo até o sacrifício, entregar-se ao outro com amor incondicional. Trabalhar por um ideal, sem medir a luta; servir a uma causa, com abnegação.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O QUE O TIME DO BARCELONA PODE ENSINAR AO MOVIMENTO ESPÍRITA?



“Os líderes permitem que as pessoas ajam não pela concentração de poderes, mas por sua dispersão. Quando as pessoas têm maior poder de decisão, mais autoridade e mais informação, elas tendem mais a utilizar suas energias para produzir resultados extraordinários”.
(Kouzes e Posner:”O Desafio da Liderança)

Por Alkíndar de Oliveira (*)


No dia 18 de dezembro de 2011, ocorreu a final do Campeonato Mundial de Futebol Interclubes. Finalistas: Barcelona e Santos. Para quem não conhecia a técnica e a habilidade do time espanhol, o resultado foi impressionante: Barcelona, quatro; Santos, zero. Esse placar, incomum quando dois times consagrados se enfrentam, foi consequência de evidente mudança de paradigma no estilo de um jogo de futebol. Mudança essa que, relacionada ao movimento espírita, estimula-nos a refletir: O que o time Barcelona pode ensinar ao movimento espírita?

Uma importante observação: este artigo foi escrito quando Guardiola era o técnico do Barcelona, o que – atualmente – já não acontece. Todo o comentário a seguir faz sentido se o leitor lembrar-se deste fato, pois sem o técnico Guardiola à frente, o Barcelona perdeu um pouco de sua majestade, mas continua surpreendendo. A lição fica: a forma do líder atuar – seja no futebol, seja no movimento espírita - é determinante!!!
Mas o que tem a ver “movimento espírita” com “time de futebol”?

quarta-feira, 24 de junho de 2015

COMO SUPERAR A DEPRESSÃO?





Por Júlio Peres (*)



A depressão é a segunda causa de incapacidade no trabalho (a projeção é que, até 2020, seja a primeira da lista) e apenas 10% das pessoas deprimidas recebem tratamento adequado, conforme a Organização Mundial de Saúde. Infelizmente, muitas pessoas não buscam tratamento para Depressão por confundi-la com uma tristeza profunda. A causa da depressão é tida como multifatorial, isto é: converge vários fatores como o estilo de vida, o tipo de personalidade, a história pessoal e a predisposição genética. Não há um momento único ou específico em que a depressão comece. A depressão tem características neuroquímicas importantes e não depende necessariamente de um evento gatilho para se manifestar. Muitas pessoas apresentam sintomas depressivos na infância ou na adolescência. Tenho pacientes que após uma sequência de eventos traumáticos na idade adulta manifestaram a depressão. 

domingo, 21 de junho de 2015

ONDE A PAZ QUE PROCURAMOS?¹





 Por Roberto Caldas (*)



Existimos num mundo de interconexões. Cada ato nosso tem respectivas consequências e influências que fogem do nosso conhecimento imediato. Qualquer ação, a partir do próprio ato de pensar tem uma pulsação que movimenta uma infinidade de elementos plásticos etéreos e transformam as paisagens em que respiramos. Antes que os resultados possam ser mensurados pelas comprovações reconhecidamente materiais, a mudança acontece em um nível nem sempre perceptível aos olhos.
É assim que aos poucos se torna possível impregnar de êxito um desejo fervoroso, que deságua numa conquista, mercê de bem engendrada estratégia de persistência otimista. O fato é que as circunstâncias não se modificam jamais sem que um trabalho sério justifique a edificação de novos pilares em troca daqueles que deixaram de ser aceitos.

sábado, 20 de junho de 2015

A FORÇA DO RÁDIO E DA TELEVISÃO NA DIVULGAÇÃO ESPÍRITA





 Por Alkíndar de Oliveira (*)



Uma das melhores médiuns de todos os tempos, Yvonne A. Pereira, até hoje altamente referenciada no meio espírita, passou o seguinte depoimento pessoal no seu livro Devassando o invisível (FEB): “No ano de 1.915, no correr de memorável sessão a que assistiram nossos pais, em seu próprio domicílio, na cidade de São João Del-Rey, em Minas Gerais, e na qual servia o médium Silvestre Lobato, já falecido – o melhor médium de incorporação por nós conhecido até hoje – o Espírito do Dr. Bezerra Menezes anunciou o advento do Rádio e da Televisão, asseverando que este último invento (ou descoberta) facultaria ao homem, mais tarde, captar panoramas e detalhes da própria vida no Mundo Invisível, antecipando, assim, que a Ciência, mais o que a própria Religião, levaria os espíritos muito positivos a admitir o mundo dos Espíritos (...).”

Em 1.926, onze anos depois da reunião mediúnica de 1915, o mundo conhecia os primeiros experimentos da televisão que, de tão rudimentar (apresentava traços apenas) ainda não merecia este nome. Hoje a televisão é uma realidade, e a comunicação do Mundo Invisível citada no depoimento da Médium Yvonne Pereira, já ocorre de forma experimental (por ora “traços” apenas).

sexta-feira, 19 de junho de 2015

UMA ENCÍCLICA PARA MUDAR O MUNDO¹




Por André Trigueiro (*)



O primeiro Papa "Francisco" da História da Igreja fez valer a homenagem prestada ao poverello de Assis quando escolheu este nome para sinalizar os novos rumos da instituição sob sua liderança.

Após sucessivos abalos sísmicos na Cúria causados pelo rigor sem precedentes no julgamento dos padres pedófilos, à faxina no Banco do Vaticano, ao gesto de acolhimento dirigido aos homossexuais, entre outras situações que desagradaram alguns representantes da ala mais conservadora da Igreja, o Papa que veio "do fim do mundo" - como disse o Cardeal Bergoglio em seu primeiro pronunciamento como Sumo Pontífice - lançou uma encíclica que já entra para a História como um dos mais importantes manifestos em favor da vida em todas as suas formas e resoluções.

"Laudato si ("Louvado Sejas" em italiano, expressão que abre o "Cântico das Criaturas" que Francisco de Assis escreveu 8 séculos atrás) sobre o cuidado com a nossa casa comum" resume em 192 páginas os mais importantes desafios da Humanidade num mundo onde a espécie-líder, topo da cadeia evolutiva, "feita à imagem e semelhança de Deus", vem a ser a principal responsável pela avassaladora onda de destruição dos recursos que sustentam a vida, e a própria Humanidade.

O Papa explicita "a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta ", num mundo onde o modelo de desenvolvimento concentra renda, polui o ar e as águas, agrava o efeito estufa e reduz a qualidade de vida das atuais gerações e, principalmente, das gerações futuras. Em resumo: o modelo vigente castiga o planeta e agrava a exclusão.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

CRÔNICAS DO COTIDIANO: "INTOLERÂNCIA RELIGOSA"




“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

(Jesus, Mt. 22:34-40)



Por Jorge Luiz (*)

Mãe Dede de Iansã


            Mildreles Dias Ferreira, 90 anos, conhecida por Mãe Dede de Iansã, morreu na madrugada de (1/06) de junho, vítima de um infarto, após atos de intolerância religiosa por grupo de fiéis de uma igreja que se instalou em frente ao terreiro Oyá Denã do qual Mãe Dede é líder e fundadora. Na noite da morte os fiéis da igreja, segundo informações, realizaram uma vigília de “libertação” na calçada do terreiro, horas a fio, aos gritos de “queima essa satanás, liberta Senhor, destrói a feitiçaria” ameaçando a dirigente do centro religioso de cultura africana.
            A nonagenária Mãe Dede de Iansã, diante da pressão psicológica que sofria, foi acometida de infarto do miocárdio vindo a desencarnar.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

EXISTEM ALMAS GÊMEAS? SIM E NÃO




Por Dora Incontri (*)


Um dos pontos polêmicos e contraditórios, presentes nas obras espíritas, é a questão das almas gêmeas. Kardec nega terminantemente a sua existência. Léon Denis e Emmanuel falam que as há. Sempre tive uma postura estritamente kardecista de negar também. Mas ultimamente tenho meditado no assunto e cheguei a algumas conclusões um pouco mais matizadas, que não podem se encerrar apenas no sim ou no não.

Explico-me. Não, não pode haver almas gêmeas no sentido de metades, de seres que se complementam. Isso fere um dos princípios básicos da filosofia espírita, que enxerga com muita ênfase a individualidade (não individualismo) do espírito. Aliás, esse e outros aspectos da visão espírita têm um diálogo surpreendente e fecundo com as ideias de Erich Fromm. Ele também aponta como uma necessidade evolutiva da espécie, e de cada ser humano em particular, o processo de individuação. As relações saudáveis e plenas, portanto, seriam para ele, aquelas em que duas pessoas inteiras, se amam, sem complementaridade, nem submissão, nem perda da identidade de nenhuma das duas. Nesse sentido, portanto, e talvez seja esse o que Kardec entende, não há almas gêmeas – duas metades que se procuram na eternidade e que se encontram e não podem estar uma sem a outra. Isso significaria que há uma falta a ser preenchida, uma lacuna no ser, que não pode ser inteiro, sem outro ser. De fato, essa ideia revela um aspecto de romantismo exarcebado e místico e que se distancia da racionalidade (que vem desde a Grécia e perpassa a cultura judaico-cristã – raízes em que o espiritismo se mantém). A razão anda junto com o princípio da identidade. A razão define, individua, afirma a identidade dos seres. Sócrates e Platão, que têm ideias reencarnacionistas e visão de mundo portanto espiritualista, foram os primeiros a definir o conceito do ser, aliás como alma independente do corpo. As teorias panteístas, por exemplo, são bem menos racionais e quebram com a lógica da identidade, lógica que é socrática, platônica e artistotélica. Que é cristã e que é espírita. Quando Fromm segue por essa linha, também se ancora nessa tradição. Aliás, ele revive os clássicos da filosofia. A psicologia ocidental, com todas as suas práticas terapêuticas, está igualmente radicada no princípio da singularidade de cada um, o que no fundo revela a identidade do ser.

terça-feira, 16 de junho de 2015

16.06. 140 ANOS DO PROCESSO DOS ESPÍRITAS





Os espíritas devem considerar-se como soldados num campo de batalha; eles se devem à causa e não podem esperar repouso senão quando a vitória for conquistada. Felizes os que tiverem contribuído para a vitória com o preço de alguns sacrifícios.
(Allan Kardec, RS, out 1867)



Por Jorge Luiz (*)

Fotografia em que a Sra. Allan Kardec pousa para Bouguet.


            Allan Kardec definiu o Auto-de-Fé de Barcelona – 9 de outubro de 1861 - como o episódio que marcou o início do período de luta na marcha do progresso do Espiritismo. Outro episódio muito significativo desse período, ocorrido cinco anos após a sua desencarnação, ficou conhecido como “Processo dos Espíritas”, processo judicial tendo como réu o então diretor da Revista Espírita, Pierre-Gaëtan Leymarie, que foi julgado e condenado a um ano em prisão celular e o pagamento de quinhentos francos de multa, sob a acusação de publicar fotografias fraudulentas de espíritos desencarnados.
            Os primeiros relatos dessas fotografias, obtidas nos Estados Unidos, bem como Inglaterra, foram publicados no periódico Herald of Progress de 1º de novembro de 1862. Entretanto, elas só foram se popularizar no ano de 1870, despertando grande interesse do público e da Revista Espírita. Como fonte de pesquisa, mobilizou-se pessoalmente o eminente cientista Si William Crookes.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O PROCESSO DOS ESPÍRITAS¹






Por Roberto Caldas (*)


          A liberdade que dispomos de entrar em livrarias que expõem as mais diversas temáticas, entra as quais presente o tema espírita, se constitui numa vitória da verdade sobre a injúria. Até que chegássemos nessa condição muitos foram os problemas que precisaram ser resolvidos sob o ferro e o fogo da perseguição.
            A Doutrina Espírita adentrava às bibliotecas de sua época, em meados do século XIX, dividindo espaço com o ranço das velhas concepções religiosas, mas também ombreava com a literatura materialista que invadia o pensamento europeu, sofrendo injunções caluniosas de todos os lados. Não bastasse ter enfrentado e derrotado a cúpula eclesial espanhola jogando o último punhado de terra no terrorismo religioso, patrocinado pela famigerada santa inquisição, no episódio que ficou reconhecido como o Ato de Fé de Barcelona, os inimigos da causa espírita intentariam muitas vezes contra a investida de luz que tomava as ruas da França e se espalhava pela Europa.

domingo, 14 de junho de 2015

COMO FUNDAR UM CENTRO ESPÍRITA - PARTE II







Por Francisco Castro (*)


  1. – Quais as condições necessárias para a fundação de um CE?

“Em várias localidades solicitaram-me conselhos para a formação de grupos espíritas. Tenho pouco a dizer a esse respeito, além do que está contido, como instruções, no ‘Livro dos Médiuns’. Acrescentarei apenas umas poucas palavras:
A primeira condição é, sem dúvida, constituir um núcleo de pessoas sérias, por mais restrito seja o seu número. Cinco ou seis pessoas, se são esclarecidas, sinceras, imbuídas pelas verdades da Doutrina e unidas pela mesma intenção, valem cem vezes mais do que uma multidão de curiosos e indiferentes. Em seguida devem os seus membros fundadores estabelecer um regulamento que se tornará em lei para os novos aderentes.” (Allan Kardec in Viagens Espíritas em 1862 – Casa Editora O Clarim – 2ª edição em língua portuguesa, p.138) – (Grifamos)
  1. – Quem deve fundar um CE?

Alguém que deseje fundar um Centro Espírita deve, primeiro, procurar conhecer a Doutrina Espírita através da leitura e estudo de O Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns e de O Evangelho Segundo O Espiritismo. Ou, se possível, participar de, pelo menos, três módulos do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ou de um Curso Básico de Espiritismo.

Deve, também, estar consciente de que a obra de regeneração do homem exige esforço e sacrifício e de que, antes de procurar melhorar os outros é preciso que o indivíduo melhore a si próprio. Como se lê no item 334 de O Livro dos Médiuns:
“O Espiritismo, que apenas acaba de nascer, ainda é diversamente apreciado e muito pouco compreendido em sua essência, por grande número de adeptos, de modo a oferecer um laço forte que prenda entre si os membros do que se possa chamar uma associação, ou sociedade. Impossível é que semelhante laço exista, a não ser entre os que lhe percebem o objetivo moral, o compreendem e o aplicam a si mesmos.” (Grifamos)

sábado, 13 de junho de 2015

ENTREVISTA DO RECÉM ELEITO PRESIDENTE DA FEB¹





 Por Jorge Hessen (**)


A Federação Espírita Brasileira (FEB) elegeu no dia 21 de março de 2015 o novo presidente, trata-se do companheiro Jorge Godinho Barreto Nery (foto), membro efetivo do Conselho Superior da instituição.
Jorge Godinho presidiu o Centro Espírita Léon Denis, no Rio de Janeiro, na década de 1970. Profissionalmente, serviu por 48 anos à Força Aérea Brasileira (FAB), em que atingiu o posto de Tenente Brigadeiro, atualmente na reserva.
O presidente eleito discorre sobre vários assuntos, alguns deles claramente polêmicos (*), conforme entrevista publicada na íntegra.

Jorge Hessen (“A luz na mente”) – Os princípios institucionalizados (burocratizados) da Unificação inibem o ideário da “UNIÃO” espontânea entre os espíritas?

Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - O ideário da União, como afirmado, é espontâneo, ou seja, é opção da livre determinação do ser humano, especificamente, dos espíritas. Desta forma, cada um de nós expressamos este sentimento por opção, mas Jesus, nosso Mestre e Guia, convida aos que desejam ser seus discípulos à prática desse ideário da UNIÃO, quando nos recomenda: “Meus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem.” Se auguramos ser discípulos do Cristo, então, o ideário de “UNIÃO” será mantido em qualquer circunstância.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

CONCEITO DE NAMORADA




Por Gilberto Veras (*)



Minha definição de namoro não coincide
com a da modernidade de hoje,
é mais restrita,
e a luz que a ela esclarece e eleva
é de origem espiritual,
namorada para mim é sinônimo de amada,
ocupa lugar especial e único em meu coração,
com ela troco sinceridade
na vivência saudável do amor verdadeiro,
esse sentimento grandioso,
rico de solidariedade,
cuidados protetores,
companheirismo educador,
aconchegos prazerosos,
carinhos e fidelidade,
que fecha porta a ciúmes e desconfianças,
e acolhe de braços abertos
vibrações superiores da felicidade.

(*) poeta e escritor espírita

quinta-feira, 11 de junho de 2015

CRÔNICAS DO COTIDIANO: "O MAGISTRADO E O NAZARENO"




“Graças te dou a ti, Pai, Senhor do Céu e da
Terra, porque escondeste estas coisas aos
sábios e prudentes, e as revelaste
aos simples e pequeninos.”
(Jesus, Mt, 11:25)



            Por Jorge Luiz (*)



Personalidade representativa da República, afirmou recentemente nas redes sociais que “o juiz deve ter remuneração muito elevada para não ter preocupação de ordem material. É fator primordial de sua independência”. A afirmação tenta justificar o aumento dos magistrados do judiciário, que deverá beirar a casa dos seis dígitos, de onde é fácil se concluir, segundo o magistrado, que para ser honesto, basta ser rico. É de um simplismo sem retoques.
            Riqueza não é sinônimo de honradez, basta olhar as manchetes dos órgãos de imprensa nacionais e internacionais. O que dizer, então, da catadora de material reciclável que encontrou duzentos e cinquenta mil reais no lixo, que pertencia ao Hospital do Câncer de Barretos e que não teve nenhuma dúvida em devolvê-los, apesar do seu salário ainda está na casa dos três dígitos:
            Quando os valores da Humanidade forem regidos pelo clarão da Boa Nova, relações sociais se pautarão sob a máxima do Meigo Nazareno:

 “(...) Porque a todo aquele a quem muito foi dado muito será pedido, e ao que muito confiaram, mais contas lhe tomarão.” (Lc, XII:47-48).