quarta-feira, 30 de setembro de 2015

OS JOVENS E O VÍCIO¹

Por Júlio Peres(*)



Jovem em estado de meditação. Crédito: internet
Por que os jovens dependentes buscam apoio nas religiões?

As religiões em geral ensinam o perdão, o amparo de Deus e a absolvição por meio do caminho do bem fornecendo maneiras de pensar o mundo que atendem algumas necessidades dos jovens que buscam a libertação da dependência química. A raiz da palavra religião (religare) exprime o sentido de volta à essência, retorno à origem criadora da vida. As tradições religiosas de maneira geral estabelecem os caminhos para o homem religar-se à origem verdadeira de sua natureza, podendo dessa forma viver em harmonia e equilíbrio. Os jovens dependentes quase sempre perdem, por algum tempo, a estabilidade constituída para conduzir o dia a dia. Isso pode favorecer o enfraquecimento da motivação para viver, o isolamento e a depressão. Solidão, vazio, desesperança e desamparo são palavras utilizadas, com frequência, por jovens dependentes para exprimirem seus estados emocionais. Nessas e em outras condições, muitas pessoas buscam um novo significado e propósito para suas vidas. A religiosidade e a espiritualidade estão fortemente enraizadas numa busca pessoal para compreender a vida, seu significado e suas relações com o sagrado ou o transcendente. Assim, as crenças e práticas espirituais e/ou religiosas podem atender essa necessidade dos jovens de buscar um sentido mais amplo e uma melhor qualidade para a vida.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

SURFANDO NAS ONDAS DO RÁDIO¹





 Por Roberto Caldas (*)



             Quando o físico James Clerck Maxwell lançou os seus primeiros estudos, em 1863, demonstrando teoricamente a existência das ondas eletromagnéticas nem de longe desconfiava que acabara de dar a partida para a descoberta de uma das mais incríveis ferramentas de comunicação humana. O século XIX foi o grande laboratório que projetou para o mundo a invenção da comunicação à distância através da palavra falada: o Rádio.
            No Brasil, apesar de Roquete Pinto (foto) ser considerado o pai do rádio brasileiro, cujo dia 25/09 utilizado para festejar o Dia do Rádio no Brasil tratar-se de uma homenagem a sua data de nascimento, é impossível que se deixe de reverenciar a espetacular contribuição que o padre gaúcho Roberto Landell de Moura ao fazer a primeira transmissão radiofônica do mundo em 1893.

sábado, 26 de setembro de 2015

COMO SERVIMOS NA SEARA ESPÍRITA

Por Alkíndar de Oliveira (*)



O título desse texto pode levar-nos a um equívoco: a de julgar que seja lícito exigir padrões de comportamento e de linguagem aos seguidores da Doutrina Espírita. Exigir, nunca. Haja vista que o mal mais fácil de ser alastrado em qualquer grupo, por mais sério que seja este, é a institucionalização de normas, que, se em questões específicas tem o seu mérito, tem também o grande demérito de, no assunto espiritualidade, burocratizar o que não deve e não pode ser burocratizado: o trato com a alma. Sobretudo, respeitemos o livre-arbítrio do próximo. Também afastemo-nos, com todas as nossas forças, da descabida vestimenta de defensores da pureza doutrinária nos outros. Defendamos, sim, a pureza Doutrinária em nós, através do empenho em aplicarmos os conceitos espíritas.

Que nunca esqueçamos que uma das importantes formas de incentivarmos a mudança do outro, é pelo nosso exemplo, é pela nossa conduta.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

ANTE A CRISE DE REFUGIADOS DO MUNDO





 Por Jorge Hessen (*)




Documento da Organização das Nações Unidas considera a guerra civil síria como a grande tragédia do século 21. O conflito foi marcado por violenta revolta armada em 2011. Segundo estimativas de organizações internacionais, o número de mortos na guerra é de quase 300 mil pessoas. Mais de quatro milhões de sírios já teriam buscado refúgio no exterior para fugir dos combates. O governo sírio garante estar tão-somente combatendo terroristas armados que visam desestabilizar o país. A guerra, todavia, tem raízes de natureza sectária e religiosa, com diversas facções atingindo outros países como Iraque e o Líbano, atiçando especialmente a rivalidade entre xiitas e sunitas.
A partir de 2013, aproveitando-se do caos da guerra civil tanto na Síria quanto no Iraque, um grupo autoproclamado Estado Islâmico (EI, ou ad-Dawlah al-Islāmīyah) começou a reivindicar territórios na região. Desde então, passou a chamar a atenção do mundo pelos requintes de violência e crueldade nas inúmeras atrocidades que cometem. Lutando inicialmente ao lado da oposição síria, as forças desta organização passaram a atacar qualquer uma das facções (sejam apoiadoras ou contrárias ao presidente sírio) envolvidas no conflito, buscando hegemonia total.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

SUICÍDIO - VISÃO ESPÍRITA REVISITADA¹





 Por Dora Incontri (*)
 
"A Melacolia" de Edvard Munch
Há muito queria escrever algo sobre o suicídio e aproveito esse setembro amarelo, em que se faz uma campanha nacional de prevenção ao suicídio, para lançar ao público algumas das reflexões que tenho feito sobre esse de grande relevância. Segundo a excelente cartilha feita pela Associação Brasileira de Psiquiatria, Suicídio, informando para prevenir (http://www.flip3d.com.br/web/pub/cfm/index9/?numero=14)  são 10 mil pessoas que se matam por ano no Brasil e quase um milhão no mundo! Temos portanto que falar sobre isso! A fazer algo a respeito.

A cena mais bela e forte de um filme que adoro – Lutero – é quando ele toma nos braços o corpo de um rapazinho que se suicidara e cava ele mesmo a terra, para enterrá-lo. Esse ato significava um gesto de empatia e compaixão para com o rapaz e para com a família e uma forma de resistência à inapelável condenação que a Igreja sempre lançou sobre os suicidas, nunca permitindo que fossem sepultados em “terra santa”.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ENQUANTO DORMIMOS¹



           

Por Roberto Caldas (*)



            É muito interessante quando resolvemos aprofundar a nossa visão a respeito do receio que a morte provoca na mente da imensa maioria da população de encarnados, quase uma unanimidade, não fossem as exceções que geralmente desafiam as regras. O receio da morte se encontra democraticamente espalhado tanto entre aqueles que dizem possuir uma espiritualidade quanto os que professam alto e bom som a sua descrença em qualquer motivo que fuja do palpável. Uma fatia grande de pessoas que garantem ter o céu como moradia depois da morte, ainda assim preferem a vida na Terra a fruir desse paraíso que as espera.
            Há quem defenda que os muitos medos que exibimos vida afora guardam uma relação direta com o receio inconfessado de morrer, assim como a necessidade de amealhar bens e riquezas exageradas, muitas vezes de forma desonesta, seria uma forma de se imortalizar por deter poderes que excedem em muito à média das pessoas que habitam o planeta.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

UM PROJETO DE INCLUSÃO INTEGRAL¹






Por Dora Incontri (*)


A Pedagogia Espírita, como se sabe, se insere numa tradição de pensadores e educadores, todos militantes de propostas progressistas e libertadoras, que pretendem colocar a humanidade numa rota de transformação radical, individual e coletiva. É uma proposta que se dirige a todos os seres humanos, sem separar atividades, preconceitos ou exclusões.
Nesse sentido, revive em primeiro lugar, o chamado de fraternidade universal que Jesus pronunciou dois mil anos atrás. Ele incluiu, em seu círculo de amor, todos os que eram discriminados e relegados à marginalidade e, ao mesmo tempo, usou de crítica enérgica contra os que se fechavam em preceitos rígidos e hipócritas, considerando-se puros e exploravam o próximo com seu poder. Estabeleceu o princípio de igualdade essencial entre os homens, num tempo em que os povos mais civilizados, como Grécia e Roma, consideravam essencialmente inferiores os que chamavam de bárbaros, os que eram escravos e em que mulheres e crianças eram mera propriedade do poder masculino. Naquele tempo, mesmo o povo que descobriu um Deus só, não O via como Pai de toda a humanidade, mas apenas como Senhor dos exércitos, que fizera exclusiva aliança com os judeus.
Os princípios de fraternidade e igualdade inaugurados por Jesus deixaram profundas marcas na civilização e, ainda hoje, quando falamos em palavras como inclusão, diversidade, pluralismo, mais não estamos fazendo do que laicizar princípios profundamente arraigados na filosofia do Cristo, embora seus seguidores, na maioria das vezes, tenham traído tais ensinos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A FARRA DOS SACOS PLÁSTICOS¹







O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.

Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO TERAPÊUTICO A PESSOAS QUE SOFREM EM LIDAR COM A COMPETIÇÃO¹




Por Júlio Peres (*)

Especialista no tratamento de traumas, Dr Júlio Peres, enfatiza a importância do atendimento psicológico a pessoas que circulam em ambientes competitivos ou lidam com esse sentimento dentro de suas profissões.

A competição faz parte do dia a dia de quase todo indivíduo, não importando a sua atuação. Desde a infância, a ambientes esportivos, ligados ao setor da moda, ou mesmo de avanços tecnológicos e médicos, a competição faz-se presente em maior ou menor grau, sempre acarretando conflitos, angústia, insônia, e tristeza. Isso varia de pessoa para pessoa, considerando personalidade, ambiente, circunstâncias. O importante segundo o Dr. Júlio Peres, é encontrar a fórmula para competir, sem, no entanto, sofrer.

Ainda segundo o Dr. Júlio Peres, nossos ancestrais viveram em condições áridas, inóspitas e de fato precisaram da competitividade, da agressão e até mesmo da ansiedade para sobreviver e perpetuar a espécie. Nos dias atuais, agimos como se estivéssemos ainda sob a ameaça da morte por um animal maior ou uma tribo inimiga. As respostas que geramos a eventos simples, como a fechada de um veículo no trânsito, podem suscitar o mesmo preparo de fuga ou ataque que os nossos ancestrais disparavam diante da iminência da morte.

domingo, 13 de setembro de 2015

INSTANTES - É TUDO QUE TEMOS¹

          

Por Roberto Caldas (*)




        Um poema que por muitos anos foi reproduzido como se fosse de autoria do renomado escritor argentino Jorge Luis Borges, intitulado Instantes, fala de uma inquietação por ter chegado aos 85 anos e estar revendo muitos daqueles passos que dera no passado, ensejando que faria diferente se fosse factível recomeçar. Os créditos da produção pertencem à desconhecida escritora Nadine Stair, mas a olhada no retrovisor continua cabendo de forma magistral nas escolhas que adotamos e define a sensação que alimenta os nossos últimos passos na existência.
            Certo que não devemos parar na crítica ácida ao que fizemos e não deveríamos ter feito, porque muitas vezes nos faltaram elementos do amadurecimento que só chegariam com o passar do tempo, mas o material psicológico acumulado ao longo dos anos deve servir para nortear a retomada do caminho e a requalificação de nossas atitudes.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

ENDINHEIRADOS, MÃOS À OBRA!



Por Jorge Hessen (*)

Christopher Catrambone, um milionário empresário americano, dono de uma companhia que oferece seguros em zonas de conflitos, criou sua própria fundação de resgate de imigrantes. Desde 2014 sai com sua família pelo Mediterrâneo para salvar estrangeiros que se arriscam a atravessar o mar para chegar à Europa. Sem receio de investir toda fortuna e confiante de que se algum dia seu negócio falir, ele e sua mulher não teriam nenhum arrependimento em ter gastado todo dinheiro e tempo nas operações de resgate dos imigrantes. [1]

A tradição da filantropia americana vem de longe. Cremos que Andrew Carnegie seja seu maior ícone e, de certo modo, definidor conceitual. Imigrante pobre, Carnegie fez fortuna na siderurgia americana, na segunda metade do século XIX. Em 1901, aos 66 anos, vendeu suas indústrias ao banqueiro J.P. Morgan e tornou-se o maior filantropo americano. Uma de suas tantas proezas, não certamente a maior, foi construir mais de 3 mil bibliotecas nos Estados Unidos. Em 1889, escreveu o artigo “The Gospel of Weath”, defendendo que os ricos deveriam viver com comedimento e tirar da cabeça a ideia de legar sua fortuna aos filhos. Melhor seria doar o dinheiro para alguma causa, ou várias delas, à sua escolha, ainda em vida. [2]

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

NOVE ANOS NÃO SÃO NOVE DIAS¹




Por Roberto Caldas (*)


           Frequentemente nos defrontamos com termos comparativos que tornam superlativos o poder do tempo em nossas vidas. Na ocasião em que o Programa Antena Espírita completa nove anos de existência de divulgação espírita através do rádio, é possível evocar uma dessas sentenças: “nove anos não são nove dias”.
            Essa a mais pura verdade. Desde que Antena Espírita iniciou a sua tarefa de espalhar a mensagem espírita pelas ondas da Rádio Cidade AM 860 (www.cidadeam860.com.br), foram 3285 dias, 450 horas no ar e ao vivo, mais de uma centena de ilustres convidados, cerca de 1000 livros espíritas distribuídos, milhares de eventos noticiados.
            Nesse meio tempo, Antena Espírita se tornou um programa de finíssima utilidade pública pelo serviço de trazer às residências daqueles que lhe dão a honra de suas audiências, a palavra de Jesus, sob o prisma da Doutrina Espírita sem jamais utilizar um minuto sequer no combate a qualquer ideia diversa, fosse religiosa ou filosófica. Afinado com os ensinamentos de Allan Kardec, manteve-se de forma renhida na defesa da pureza doutrinária sem se deter além do necessário na crítica de outras práticas, e quando o fez jamais estacionou no comentário ácido que fere o outro, cumprindo o seu papel de tornar claro o ponto de vista do Espiritismo, tarefa da qual não abre mão.

sábado, 5 de setembro de 2015

O ESPIRITISMO E A UNIVERSIDADE




Por Dora Incontri(*)



 
Uma questão vital para o Espiritismo é a sua entrada na universidade. Há no Brasil um grande contingente de acadêmicos espíritas, em diversas áreas do conhecimento. Mas até agora, pouquíssimos assumiram o espiritismo como um discurso científico válido ou se empenharam em demonstrar que Kardec foi um intelectual com contribuições importantes para a filosofia, a ciência, a religião e a pedagogia. Alguns chegam a declarar a inutilidade de tal tentativa, por verem a universidade refratária ou por lhe atribuírem pouca importância, como cenário de debates. Muitos doutores têm uma vida universitária burocrática e, se espíritas, não veem nenhum motivo para perturbar sua carreira, defendendo uma ideia marginalizada. Assim, a questão é a seguinte: é preciso mesmo levar o Espiritismo para a universidade? Por quê? Para quê? Como? Para defender não só a necessidade, mas a urgência de se adentrar o mundo acadêmico com a proposta espírita, farei antes um breve histórico do papel da universidade através dos tempos.

Um pouco de história

A universidade é uma das belas heranças que o final da Idade Média nos deixou. Os séculos XII e XIII, que viram seu início, foram palco das mudanças sociais, culturais e políticas, que desembocariam no Renascimento. Aliás, o século XII é considerado como a primeira etapa do movimento que tomaria mais tarde esse nome.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

DE ONDE VIEMOS? A criação




Por Francisco Barbosa (*)



Formação dos Mundos
“O Universo compreende a infinidade dos mundos que vemos e aqueles que não vemos, todos os seres animados e inanimados, todos os astros que se movem no espaço, assim como os fluidos que o enchem”.
O Universo não existe de toda a eternidade, como Deus, pois se assim fosse, ter-se-ia feito por si mesmo e, portanto não seria obra de Deus. “A razão nos diz que o Universo não pôde se ter feito a si mesmo e que, não podendo ser obra do acaso, deve ser obra de Deus.” Por sua vontade, Deus o criou. Nada traduz melhor essa vontade todo poderosa, que estas belas palavras do Gênese: “Deus disse: que a luz seja: e a luz foi”.
Tudo o que se pode dizer e podeis compreender, quanto a conhecer o modo da formação dos mundos, referem os Espíritos da Codificação Espírita, é que os mundos se formam pela condensação da matéria disseminada pelo espaço. Os cometas seriam, como se pensa há muito tempo, um começo de condensação da matéria e de mundos em via de formação, mas o que é absurdo é crer-se em sua influência, quer dizer, a influência que vulgarmente se lhe atribui; porque todos os corpos celestes têm sua parte de influência em certos fenômenos físicos.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

RESSURREIÇÃO DA CARNE: UMA ATUALIZAÇÃO ESPÍRITA


“Se Jesus não ressuscitou com o mesmo corpo em que morreu, se a dissolução de suas células tomaram seu corpo, se suas moléculas não se reanimaram, se seus aminoácidos não reacenderam, a Igreja sucumbirá!”
(John Updike)



A Congregação para a Doutrina da Fé percebeu que em certos missais em algumas partes do mundo a palavra “carne” foi ao longo do tempo substituída pela palavra “corpo”. Em decorrência disso, que em 14 de dezembro de 1983, presidida então pelo cardeal Joseph Ratzinger, emitiu o documento “Decisões sobre a tradução do artigo ‘Carnis resurrectiohem’ do Símbolo Apostólico”, na qual pediu que todas as Conferências Episcopais usassem a tradução literal da expressão que é “ressurreição da carne” e não outras semelhantes.
A ressurreição de Jesus é ponto fundamental para o entendimento da natureza e destinação do Ser, e construção de uma nova mundividência, da nossa esperança como Humanidade. O Apóstolo dos Gentios assim assegura: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” (I Cor, 15:19).
 Nos dias atuais, as experiências de quase-morte (EQM), de transcomunicação instrumental (TCI) atestam a preexistência da alma e comprovam o perispírito de Allan Kardec. No passado, além das pesquisas de Allan Kardec, teve-se os estudos de J. B. Rhine, Charles Richet, Ernesto Bozzano, William Crookes, César Lombroso, Gabriel Dellane, Friedrich Zöllner, Frederic Myers e a produção mediúnica de Chico Xavier.