sexta-feira, 25 de maio de 2018

DOUTRINA DA LIBERDADE











A mensagem espírita caminha na mesma estrada de todas as filosofias que ensinam o a espiritualidade em associação com a liberdade do pensamento. Entre os seus pressupostos esclarece que somos Espíritos que trilham caminhos independentes, apesar das vinculações que geramos à medida que os relacionamentos acontecem. Zela pelos laços de família e as amizades esculpidas pelas afinidades espontâneas, mas faz compreender que os laços que nos une não é restrito parentesco consanguíneo e que podemos em cada encarnação modificar o papel que desempenhamos no concerto familiar e social. Espiritualmente não somos pais ou filhos ou irmãos ou primos ou tios ou sobrinhos ou esposo ou esposa, nem chefes ou subalternos ou diretores ou gerentes. Todas essas condições mudam a cada encarnação, de forma que as disposições familiares ou sociais são completamente passageiras consideradas as nossas idas e vindas ao corpo físico.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

BODERLINE PELA ÓTICA ESPÍRITA


                                                                                                                                                                        
   

Em duas apresentações na Rádio Rio de Janeiro, no programa Falando de Espiritismo, sob os cuidados primorosos da confreira e amiga Martha Batista, fui abordado pelos ouvintes a respeito do Transtorno de Personalidade Borderline e suas devidas implicações doutrinárias.

Os pacientes borderline apresentam quadro de estouros agressivos, comportamentos autodestrutivos, atitudes sociopáticas, tendência ao suicídio, o que faz com que procurem com assiduidade os devidos serviços de emergência psiquiátrica ou se vejam envolvidos nos casos policiais. Em todas as situações, apresentam atitude hostil, estabelecendo uma relação negativa com os funcionários de saúde e com as autoridades. Geralmente são considerados como pessoas sem perspectivas futuras e, na maior parte das vezes, abandonam o tratamento indicado.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

SOBRE O ESPIRITISMO E OS ESPÍRITAS







Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem. [1]
Chama a atenção o primeiro livro da revelação Espírita ser uma obra de perguntas. O Livro dos Espíritos em sua primeira edição de 1857 foi constituído de 501 perguntas que Allan Kardec formulou aos espíritos. No ano 1860, em sua terceira edição, o livro básico já contava com 1019 perguntas.
Muitas vezes me perguntei por que 1019 e não 1000 perguntas?
Entre os variados aspectos fundamentais da Doutrina Espírita, tão importante quanto oferecer respostas, seja elaborar boas perguntas. 1019 não parece ser um número redondo. Deixa a impressão de que outras perguntas poderiam ser feitas, ou seja o sistema de conhecimento Espírita não é um constructo pronto. O Codificador parece deixar assim um ensinamento, o de que a Doutrina Espírita deve caracterizar-se em ser aberta e sujeita a novos ensinamentos e revelações.

domingo, 20 de maio de 2018

O IRRESISTÍVEL APELO DO CORAÇÃO


         



          Foi amor à primeira vista, dessas coisas que só o Espiritismo explica.
         Tão logo se conheceram, Lauro e Cássia sentiram irresistível encantamento. Não era do tipo paixão, na ardência do desejo que se esvai com a satisfação dos sentidos, mas aquele amor autêntico, que transcende os limites da atração física para fixar-se, imortal, na intimidade do coração.
         Logo começaram a namorar, experiência sublime de almas afins que se encontram.
      À luz da Doutrina Espírita, diríamos, com maior exatidão, almas afins que se reencontram. Somente uma convivência milenar nos domínios do afeto poderia justificar tão terna ligação.