terça-feira, 20 de outubro de 2020

DOUTORES? AH, SIM! OS DOUTORES!…..

 


Sentimo-nos constrangidos quando empregamos o vocábulo “doutor” antes do nome de um médico ou de um advogado, mormente ser for um espírita. Ajuizamos que o termo “doutor” é uma erva daninha inflexível que reflete muito sobre um Brasil tupiniquim. Nossa rejeição ao extemporâneo “doutor” é um ato consciente. Dia virá (queira Deus, o quanto antes!) em que os filólogos e bons dicionaristas definirão a palavra “doutor” como “um arcaísmo usado no passado pelos subordinados (pobres) para acercar-se dos mais presunçosos (ricos), a fim de limitar a dominação especialmente de médicos e advogados, entretanto, com a abolição da desigualdade socioeconômica e a conquista dos direitos de cidadania, essa definição desmoronou em desuso”.

domingo, 18 de outubro de 2020

SOBRE O AMOR PEDAGÓGICO

 

Ilustração de Anasor no livro "Pestalozzi e a escola num castelo", de Dora Incontri

Nossas bases teóricas e filosóficas consideram a criança como construtora de si mesma. Diante dela, devemos evitar a tentação da manipulação e praticar o amor pedagógico. A rigor, não precisaríamos adjetivar o amor, porque quando entendido, sentido e praticado em sua verdadeira essência, dispensa qualificações. Lembremos aqui a definição que o filósofo e psicanalista Erich Fromm empresta ao amor em A Arte de Amar (2002), incluindo em sua abrangência, as dimensões do cuidado, da responsabilidade, do respeito e do conhecimento.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

ENTREVISTA FOLHA ESPÍRITA: DEVE A PSICOTERAPIA CONSIDERAR A REECARNAÇÃO?

 


1- Qual é o limite da crença do psicólogo diante da crença do paciente?

O artigo “Deve a psicoterapia considerer a reencarnação?” (Should psychotherapy consider reincarnation? https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22297317/), que recentemente publiquei no Journal of Nervous and Mental Disease, discute essa importante questão. Há um crescente reconhecimento da necessidade de se levar em conta o ambiente cultural e os sistemas de crenças dos pacientes na psicoterapia. Respeitar as opiniões e realidades subjetivas do paciente é uma necessidade terapêutica e um dever ético, mesmo que os profissionais não compartilhem das mesmas crenças. As informações obtidas na psicoterapia devem ser sobre o que os pacientes acreditam, o que exige conhecimento de estratégias objetivas para otimizar o enfrentamento e a superação de suas dificuldades com base neste sistema de crenças.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

POLÍTICA E A INQUIETAÇÃO DOS ESPÍRITAS

 


Há pouco tempo pude ouvir pela internet – em uma live, ecos de vozes federativas que comentavam sobre os espíritas que militam social e politicamente no Brasil, como fossem estes uns tipos previsíveis de “açambarcadores” da doutrina com intuitos partidários e eleitoreiros.