domingo, 20 de janeiro de 2019

REFLEXÕES SOBRE A PARÁBOLA DO SEMEADOR - PARTE 1


 


5. Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; em torno dele logo reuniu-se grande multidão; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:

“Aquele que semeia saiu a semear; e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. Mas, levantando-se, o Sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. Ouça quem tem ouvidos de ouvir.” (Mateus, 13:1 a 9.)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

MEDIUNIDADE - PERCEPÇÃO DA IMORTALIDADE


 
O intercâmbio mediúnico, segundo a Doutrina Espírita, corresponde a uma disposição orgânica de que qualquer homem pode ser dotado, estabelecendo relações com os espíritos, em diferentes graus e tipos. Contudo, a qualificação de médiuns se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada, que se revela por efeitos patentes de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XXIV:12 e O Livro dos Médiuns – item 159).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

BRANDURA COM ENERGIA


       


         É inegável que Jesus agia de forma branda, porém enérgica. Branda porque destituída de ranços, ódios, senso de perseguição ou vingança. Enérgica porque não se permitia em momento algum fugir do roteiro ético que desenhara ao largo dos inumeráveis milênios de evolução e crescimento até atingir a condição de conduzir os primeiros momentos de um planeta tornando-se seu mentor e guia (LE – q. 625).

          Relata-se que expulsou os vendilhões do templo (João II; 13 a 25), pois negociavam com as profundas esperanças da fé, algo inaceitável dentro do respeito absoluto pela crença das pessoas, mas os incluiu entre os doentes da alma e se mostrou como o médico que vinha para curá-los (Marcos II; 17). Foi forte suficiente com Simão Pedro quando o impeliu a largar as redes do ofício humano, mas o candidatou a se tornar um pescador de homens. Discutiu com os doutores da lei sem perder tempo de mostrar-se como o preposto de Deus, muito além das palavras contidas nas escrituras. Admoestou sua mãe quanto ao pertencimento à família universal mantendo a gentileza filial e a reciprocidade ao seu carinho. Brandiu autoridade diante de Espíritos malévolos que atacavam o rapaz atormentado, contudo prometeu que nenhuma das almas se perderia do seu rebanho.  

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

MITOLOGIA, KARDEC E MARIA - UMA REFLEXÃO SOBRE A NATUREZA BIOLÓGICA DE JESUS



 
Os evangelhos de Lucas e Mateus descrevem que Maria manteve-se “virgem” e que Jesus hipoteticamente fora concebido pelo “Espírito Santo”, ou seja, a concepção de Maria acontecera de forma “sobrenatural”, sem a participação do esposo, conquanto já fosse recém-casada com José à época.

A crença na virgindade de Maria e a suposta “fecundação divina” nada mais é senão uma “fotocópia” rudimentar, diríamos, uma imitação burlesca, dos mitos pagãos organizados pelas castas sacerdotais ancestrais. A explicação desses pormenores históricos é indispensável ao espírita, para preservar-lhe contra as deturpações místicas impostas por longos anos pela tradicional instituição “unificadora” do Brasil. Até porque pesquisas e estudos sobre a fábula mitológica, bem como da História das Religiões, comprovam de maneira categórica a origem da alegoria do nascimento virginal.