domingo, 28 de fevereiro de 2016

EVITANDO A POLUIÇÃO MENTAL¹






 Por Roberto Caldas (*)

          A poluição do planeta começa em nossa mente. E não se fala apenas da poluição visível, aquela patrocinada pelo ato de contaminar os esgotos com soluções caseiras, substâncias de uso residenciais ou pelo ato de jogar pela janela do carro restos do que não queremos mais. Essas formas de poluição fazem parte da falta de educação doméstica e urbana, um pouco de boa vontade em aprender é suficiente para facilmente nos livrarmos delas. Aprender a lidar com o nosso lixo é obrigação.
            A mais importante poluição que geramos é a mental, a qual por falta de comprovação material, passa ao largo da nossa percepção, sem que identifiquemos a perturbação que geramos em um ambiente quando reagimos encolerizados. Usando o verbo para agredir criamos ao ambiente uma forma de contaminação que foge a nossa leitura, assim como um pensamento maledicente produz uma nuvem escura que se espalha pelo espaço de imediato.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

CRÔNICAS DO COTIDIANO: "O SUPERAVIT DO EGOÍSMO"










            Dados recentes, divulgados pela organização não-governamental (ONG) britânica Oxfam no relatório intitulado “Uma economia a serviço de 1%”, atestam que o capital acumulado por 1% das pessoas mais ricas do mundo suplantou os 99% restantes.
            A Oxfam exorta o fim dos chamados “paraísos fiscais”, considerando que nove em cada dez empresas que figuram “entre sócios estratégicos” do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suiça, “estão presentes em pelo menos um paraíso fiscal”. Isso tem sido imperativo para o fomento das desigualdades no mundo.
            Enquanto isso, estatísticas apontam que há 800 milhões de pessoas desnutridas na Terra, um bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no planeta não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete da população mundial padece de fome. (1)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

CONVIVÊNCIA E LIBERDADE¹







Por Roberto Caldas (*)



                A Doutrina Espírita trafega na mesma estrada de outras filosofias que ensinam o caminho da liberdade humana, apenas convida a pessoa para reflexões nunca experimentadas. Parte do princípio de que todos somos Espíritos que trilham cursos independentes, apesar das vinculações que ocorrem à medida que os relacionamentos acontecem. Zela pelos laços de família e as amizades esculpidas pelas afinidades espontâneas, mas faz compreender que os laços que nos unem não passam pelo parentesco sideral, desde que podemos em cada encarnação modificar o papel que desempenhamos no concerto familiar e social. Espiritualmente não somos pais ou filhos ou irmãos ou primos ou tios ou sobrinhos ou esposo ou esposa, nem chefes ou subalternos ou diretores ou gerentes. Todas essas posições mudam a cada encarnação, daí não são essas posições familiares ou sociais que caracterizam a nossa condição no contato uns com os outros. Esclarece quanto aos cuidados que devemos ter com os papéis que desempenhamos em diversos retornos à existência corporal sem impedir-nos de antever que a evolução é uma posição individual, abstida de todas as pessoas que completam o cenário de convivência humana qualquer responsabilidade sobre as decisões que a existência nos exige, exceto nos períodos em que a educação e a autoridade dos pais deve se expressar para manter a sanidade e a educação dos filhos ainda menores de idade.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

NOTA DA AJE-BRASIL sobre o vírus zika e a microcefalia¹



1. A AJE-Brasil (Associação Jurídico-Espírita do Brasil) posiciona-se contrariamente à proposta de se estender as hipóteses de aborto legal às mulheres grávidas infectadas pelo vírus zika, como forma de se evitar o nascimento de crianças que possam vir a sofrer de microcefalia, como vem sendo reivindicado por parcela da imprensa e da sociedade civil. E assim o faz por diversas razões:

• o aborto é contrário ao fundamental direito à vida e encontra suas excepcionais hipóteses previstas restritivamente em lei e num específico caso de construção jurisprudencial;
• a microcefalia não é incompatível com a vida, embora possa acarretar deficiências, tal como sucede em diversas outras síndromes;
• a autorização para a prática do aborto com base em mero prognóstico é medida que afronta a leitura restritiva que há de ser feita das hipóteses legais de abortamento;
• a autorização para a eliminação da vida como modo de se evitar o nascimento de criança com deficiência é medida de eugenia que contraria os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da solidariedade.

MICROCEFALIA NÃO É PENA DE MORTE¹



Querer considerar apenas as crianças saudáveis com direito à vida é retomar a prática da eugenia feita na Grécia antiga e pelo nazismo



Por Gilson Luís (*)





Os que defendem a legalização do aborto encontraram na associação do aumento da microcefalia com o surto de zika uma oportunidade para retomar a discussão da liberação do procedimento no Brasil. Querem transformar o diagnóstico de microcefalia em atestado de morte para todas as crianças das mães que contraíram o vírus e que optarem pela interrupção da gravidez, mesmo com possibilidades de nascerem sem sequelas neurológicas graves.
Com o avanço da medicina fetal e da genética médica, hoje é possível a detecção, ainda no útero, de várias anomalias fetais. Querer considerar apenas as crianças saudáveis com direito à vida é retomar a prática da eugenia feita na Grécia antiga e pelo nazismo, abrindo um precedente para a liberação do aborto em outros casos de microcefalia.
Não se pode falar na opção de abortamento, pois não se trata de patologia letal que inviabilize a vida extrauterina. A discussão do aborto em casos de microcefalia retrata bem o momento pós-moderno em que vivemos.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O ABORTO E OS ZUMBIDOS DAS MURIÇOCAS - "DESPERTA BRASIL!"





Por Jorge Hessen (*)


A epidemia do vírus zika requer urgente debate e muita prudência. É estranhável apontar o algoz Zika, um vírus que foi descoberto na década 1940, e que nunca foi notório por causar defeitos de nascimento. Mas, as instituições que estão pesquisando esses surtos estão buscando “provas” de uma relação entre o vírus Zika e a microcefalia, embora sejam necessárias mais investigações para entender essa relação. De qualquer forma, em nome das prováveis causas, supõe-se também o conjunto de falhas e metodologias grosseiras, realizados pelo Ministério da Saúde, SUS, seus institutos associados e suas autoridades constituídas, que supostamente provocaram e continuam provocando a inquieta crise de microcefalia em todo o Brasil.

Conjetura-se ter conexão aos mosquitos transgênicos desenvolvidos pela empresa de biotecnologia britânica Oxitec, que é financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates. A Oxitec tem lançado os mosquitos Aedes geneticamente modificados no meio selvagem no Brasil desde 2011 para combater a dengue. A empresa produz até dois milhões de mosquitos geneticamente modificados por semana em sua “fábrica” em Campinas, Brasil. [1]

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

NÃO HÁ DIREITO SOBRE A VIDA; HÁ DIREITO À VIDA¹









A concepção é o momento comprovado cientificamente da formação da pessoa, com direito absoluto à vida, sem nenhuma relativização. A vida humana é um bem anterior ao direito; logo, não existe licitude em qualquer ato que possa ceifar esta vida.
A afecção pelo zika vírus é uma calamidade e há décadas convivemos com o mosquito, sem gestão adequada da situação; e eliminar os bebês doentes não é a solução.

DEFENDENDO QUEM NÃO PODE SE DEFENDER






Como cidadãos e como espíritas defendemos a VIDA em todas as suas manifestações, de forma especial a VIDA humana. Como cidadãos invocamos, na defesa do direito à VIDA, o que diz a Constituição de 1988, que em seu Art. 1º, colocou como fundamentos da República Federativa do Brasil, dentre outros, a cidadania e a dignidade da pessoa humana, e, como princípio, no Art. 4º, a prevalência dos direitos humanos, ou seja, os direitos da criatura humana.
Sendo que, em uma das cláusulas pétreas da atual Constituição, no caput do Art. 5º, que trata dos direitos e garantias individuais, há a garantia da inviolabilidade do direito à VIDA, à liberdade, à segurança, e à propriedade.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

VIDA E MORTE SÃO DECISÕES DIVINAS¹



                                          

 Por Roberto Caldas (*)


                        As leis da convivência e das relações humanas, aquelas que dimensionam o papel de nossas atitudes no ambiente social em que vivemos, encontram-se contidas nos registros que servem de base para a compreensão consciente dos fatos ao mesmo tempo em que alimentam o psiquismo inconsciente. Os fatores educacionais da atual existência podem passar por cima da leitura adequada das situações do presente, alienando a pessoa e levando-a a perpetrar ações que ferem absurdamente a harmonia social sem se dar conta da gravidade de sua atitude, mas os acenos inconscientes da mente profunda não deixam espaços para enganos. Os cometimentos contra a vida sempre deixam marcas que superam os limites das lembranças atuais para gerarem constrangimentos que acompanham por longos anos.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

FRONTEIRAS DO EU¹




Por Júlio Peres (*)



Não há como se falar em Psicologia ou Psiquiatria sem abordar a personalidade e a expressão da consciência, e esse tema não pode ser deixado à margem da prática clínica. A visão do homem e a natureza que o constitui são esteios que norteiam as intervenções terapêuticas dos profissionais da Saúde.
Mesmo sem a compreensão cabal dos critérios que constituem a natureza humana, as psicoterapias surgiram em meados do século XIX no Ocidente. As abordagens variam em relação às escolas filosóficas, às perspectivas epistemológicas, às teorias e aos métodos que utilizam como orientação suas intervenções práticas. Tal ordem conceitual é necessária para que os manejos terapêuticos estejam alinhados as estratégias funcionais para o alcance do objetivo maior das psicoterapias: o alívio do sofrimento.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

10 QUESTÕES SOBRE ARTE E ESPIRITISMO






Por Dora Incontri(*)


1- Existe Arte Espírita?
Depende como se entende o conceito. A Arte não pode se tornar serva de idéias alheias a ela própria. Não se trata de fazer uma doutrinação através da Arte, porque senão deixa de ser Arte. O século XX já viu no que resultou a censura ideológica, através dos sistemas políticos totalitários, tanto de direita, quanto de esquerda. Historicamente, também viu-se que a Arte condicionada aos dogmas das igrejas resultou, muitas vezes, na anulação da criatividade individual.

2 - O que é Arte Espírita?
O espiritismo deve influenciar a Arte, transformando moralmente os artistas e abrindo-lhe os horizontes de sua cosmovisão. Naturalmente, se elevados espiritualmente e com uma compreensão mais larga da vida, transfundirão isto para sua arte. Mas antes é preciso ser artista. O artista espírita é que deve fazer a Arte espírita e não o espírita que queira fazer da Arte um instrumento de propaganda ideológica. Nesse sentido, ele presta um desserviço tanto à Arte, quanto ao Espiritismo.
A Arte espírita é aquela que eleva o padrão vibratório do homem, arran­cando sua visão das mesquinharias do cotidiano, para lançá-lo ao infinito, para dar-lhe a certeza da eternidade, para infundir-lhe o ânimo interior de lutar e progredir sem cessar. Pode haver Arte espírita, sem que tenha o nome de espírita. Por exem­plo, as obras produzidas pelos grandes artistas da humanidade, como um Beethoven, um Mozart, um Bach, ao pacificarem a alma humana, ao provomer-lhe a transcendên­cia são muito mais espíritas do que esses hinozinhos que se fazem no movimento, destituídos de qualquer harmonia melódica, de qualquer conteúdo poético, de qualquer senso estético.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

A PSICOSFERA INDIGESTA DO CARNAVAL








Nos períodos de folia os carnavalescos surgem de todos os lados na busca do nutrimento de suas devassidões. Para tais são longas as estações de dias e noites para as preparações do delírio demente dos três dias de miragens. Os incautos esfolam as finanças familiares para experimentar o encanto efêmero de curtir dias de completa paranoia. Adolescentes e marmanjos se abandonam nas arapucas pegajosas das drogas lícitas e ilícitas. Não compreendem que bandos de malfeitores do além (obsessores) igualmente colonizam as avenidas das escolas de samba num lúgubre show de bizarrices. Celerados das escuridões espirituais se acoplam aos bobalhões fantasiados pelos condutores invisíveis do pensamento, em face dos entulhos concupiscentes que trazem no mundo íntimo.

Sobrevém uma permuta vibratória em todos e em tudo. Os espíritos das brumas umbralinas se conectam aos escravos de momo descuidados, desvirtuando-os a devassidões deprimentes e jeitos grotescos de deploráveis implicações morais. Tramas tétricas são armadas no além-tumba e levadas a efeito nessas oportunidades em que momo impera dominador sobre as pessoas que se consentem despenhar na festa medonha.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ALEGRIAS DO CARNAVAL¹





 Por Francisco Cajazeiras (*)




A Doutrina Espírita, por favorecer o entendimento das condições e finalidades da vida, bem como dos motivos por que sofremos, ao mesmo tempo em que nos amplia as possibilidades de felicidade, redimensionando-nos o pensar no porvir em horizontes dilatados e hiperbólicos, longe de formar adeptos taciturnos e tristonhos, os faz pessoas otimistas com a existência terrena e com a Humanidade, esperançosas de um futuro harmonioso e, por isso mesmo, alegres, como aliás deveriam ser todos os cristãos que bem compreendem a mensagem de Jesus.
     Quando se nos depara a crítica ácida, apregoante do inverso a isso, fácil é concluir pelo completo desconhecimento do seu autor sobre o que verdadeiramente é o Espiritismo.
     Se, no entanto, a Doutrina faculta-nos esse estado perene de compreensão e boa vontade para com o existir, com mais justa razão franqueia-nos uma análise assaz criteriosa e justa da problemática anímica e psicológica de todos os que habitamos a superfície deste planetinha de expiações e provas. Assim sendo, compreendemos que o homem traz, represadas em seu íntimo, inúmeras fantasias, das mais diversificadas ordens, tendo frequentemente distorcidos vislumbres da vera felicidade.
     Essas ansiedades e fantasias, esses desejos incontidos, costumam ser exteriorizados em momentos de maior permissividade, pois o indivíduo não se permite mostrar intimamente, em função do medo do julgamento popular ou mesmo por conta do cerceamento promovido pela legislação humana em tempos ditos normais.
     O carnaval, festa copiada pelos "cristãos"(?) aos pagãos (realizadas por estes em homenagem aos seus deuses), costuma prestar-se a esse "desaguar" dos anseios mais íntimos de grande número de pessoas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

VISÃO ESPÍRITA DA BÍBLIA ¹






Entrevista com Severino Celestino (*)



O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Kardec, aborda somente, alguns capítulos do Novo Testamento. Assim, qual a posição do Espiritismo face ao Velho Testamento?

Resposta: A posição do Espiritismo tem que ser a posição de Jesus que é fidelidade a Torá e os profetas. Veja Mateus 5:17: “Não penseis que vim abolir a Torá e os profetas, Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento”. Portanto a Doutrina espírita tem que ser fiel ao (Antigo Testamento) ou mais apropriadamente “Primeira Aliança”. Assim, não devemos desprezar a “Primeira Aliança”, só porque não a conhecemos bem.

Gostaria de saber porque Jesus disse estas palavras quando na cruz: "Pai, porque me abandonastes", sabendo ele da sua missão na terra e sendo o espírito de grandeza que é?

Resposta: Jesus não se sentiu abandonado. Ele tinha plena convicção da sua missão. Ele apenas repete ou recita na cruz, o Salmo 22, que é um salmo profético de Davi falando sobre o que aconteceria com o Messias. Confira...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

PERGUNTE...E A DOUTRINA ESPÍRITA RESPONDE¹






Por Roberto Caldas (*)

A Doutrina Espírita longe de se pronunciar como detentora da verdade, vem a público, desde idos de 18/04/1857, marco do lançamento de O Livro dos Espíritos, com o objetivo de facilitar o entendimento dos homens para questões que os têm afligido em toda sua história. Sua missão não é salvacionista, é esclarecedora. Não promete recompensas nem encomenda regiões espirituais sob qualquer hipótese ou pretexto. Simplesmente clarifica a mente de quem a estuda, com seriedade, comprometendo a pessoa ao constante cuidado com as próprias atitudes. No afã de colaborar com a evolução dos homens e a consequente evolução do planeta, tem servido à humanidade com respostas transformadoras de consciências, tais como:

1. O Cristo salva? - Jesus é o modelo de perfeição que a Terra aspira (LE; q 625). Sua vinda ao mundo não teve o objetivo de promover a salvação pelo seu derramamento de sangue. A sua doutrina de amor é que representa um dos maiores caminhos para a paz de espírito e evolução para quem a segue.