quarta-feira, 30 de abril de 2014

O ABRE ALAS DA ESPIRITUALIDADE¹



Por Roberto Caldas (*)



       

         Ainda inspirados pela comemoração dos 157 anos do surgimento de O Livro dos Espíritos julgamos fundamental reproduzir, com algumas alterações, o texto que serviu em 2010 para retratar o imenso respeito que o Programa Antena Espírita alimenta pela mais expressiva obra já escrita na nessa bibliografia especializada: 
            O advento de O Livro dos Espíritos trouxe ao mundo dos encarnados um conceito novo a ser entendido no campo da fé. Até então a fé não passava de artigo absolutamente insondável e inquestionável, envolta que era nos mistérios de Deus. Pretendia-se que os profitentes apenas aceitassem o que lhes fosse dito sem qualquer cogitação ou dúvida que colocasse em xeque a autoridade eclesial que representava o poder religioso vigente.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

REENCARNAÇÃO E RENOVAÇÃO ESPIRITUAL





Por Francisco Cajazeiras (*)


“Importa-vos saber: Aquele que não nascer da água
e do espírito, não entrará no Reino dos Céus”.
(Jesus de Nazaré in João, 03: 05)



Jesus de Nazaré usa a metáfora do “Reino dos Céus” para falar da felicidade futura assegurada por Deus a todas as Suas criaturas. Os seus coevos e contemporâneos não estavam dotados dos conhecimentos necessários para a compreensão daquele estado e, por esse motivo, foi necessário utilizar-se desse recurso didático.
Ainda hoje, a despeito de todo o progresso intelectual da Humanidade, ainda se tem grande dificuldade para apreender-lhe o significado, sendo expectado, mais pela fé que pela razão, como um lugar e/ou um estado indefinido e aguardado para o futuro.
O Mestre dos Mestres, no entanto, assegura-nos que o “Reino de Deus” é construído de dentro para fora da criatura humana e não de forma inversa: “O Reino de Deus está dentro de vós”.

sábado, 26 de abril de 2014

A CONTINUIDADE DE JESUS¹



Por Roberto Caldas (*)



Apesar de mera coincidência do calendário, e nada mais que uma coincidência, o dia 18 de abril desse ano reuniu duas passagens comemorativas de muita importância espiritual. De um lado a simbólica homenagem que lembra os momentos últimos de Jesus, quando é possível, mesmo que minimamente quando o coelho e os chocolates deixam, aprofundarmos uma reflexão sobre a lição da vida sobre a morte, não, pela ressurreição, mas pela transcendência do Espírito em relação ao sepulcro. De outro lado a certeza de mais um ano, para maior precisão, os 157 anos do advento de O Livro dos Espíritos, a mais clara e precisa mensagem do mundo espiritual em direção ao mundo dos encarnados.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O PERDÃO DIVINO



Por Gilberto Veras (*)




De que modo Deus nos perdoa as ofensas? Assim como perdoamos nossos ofensores (veja oração dominical do Mestre Galileu).
E como perdoamos nossos ofensores? Ao direcionar a eles energia positiva na forma de virtudes essenciais, a fraternidade que nos iguala aos olhos da Inteligência Suprema, a humildade que nos credencia ante as leis superiores, a tolerância que nos mantém em paz e a compreensão que nos equilibra o emocional, todas elas (entre outras solicitadas de conformidade com tipo de agressão recebida) movidas pela força fecunda do amor. Este procedimento, sintonizado com a vontade do Pai, o Criador Indefinível, ao combater o mal (postura nociva do homem que agride projeto divino com o uso infeliz do livre-arbítrio) fortalece a alma iluminada a serviço do bem, e, assim, vitoriosa na marcha evolutiva, cada vez mais acelera e clarifica a caminhada, tal posicionamento caracteriza o perdão do Pai da Vida com consequência promovedora da alma boa que, mais leve, desloca-se na direção do norte redentor com mais facilidade de movimento harmonizado. Assim, também, ocorre em menor proporção com o irmão ofensor que receberá, no perdão do ofendido, vibrações luminosas que atenuarão sombras projetadas por obras desrespeitosas às determinações provindas de planos elevados.

terça-feira, 22 de abril de 2014

COERÊNCIA



Por Paulo Eduardo (*)





Há limites para tudo. Conexão de assuntos no campo religioso, por exemplo, traz a diversidade dos pensamentos a fim de dissertar a crença em Deus. Move-se o mundo da fé entre dicotomias, divisões de temas visando o mesmo alvo. São bifurcações necessárias para definir conceitos.

sábado, 19 de abril de 2014

JESUS - MORTE E RESSURREIÇÃO




Por Francisco Cajazeiras (*)



Nos primeiros tempos do Cristianismo, os seguidores de Jesus usavam a figura simples de um peixe como símbolo para a comunicação discreta de sua adesão à causa do Nazareno, haja vista a perseguição de que se faziam vítimas pelos poderes então estabelecidos.
Alguns pesquisadores entendem ser a adoção desse símbolo devida ao fato de que o vocábulo “peixe”, em grego, contém as iniciais da expressão: “Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador”, (Ichtos – Iesous Christos, Theou Uios Soler), formando-lhe um acróstico.
Além disso, sendo pescadores, em grande número, os seguidores de Jesus e constituindo-se o peixe em alimento de relevância em sua região, fácil seria a comunicação e a relação com o sentimento de fraternidade, de divisão do alimento, com o repartir do pão, fomentado pela genuína mensagem de caridade e de amor ao próximo semeada por Jesus.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

"O LIVRO DOS ESPÍRITOS" - 157 ANOS DE ATUALIDADE



Por Francisco Cajazeiras (*)




Naquela manhã de sábado, no dia 18 de abril de 1857, vinha a lume a obra primeira e síntese da nova Doutrina que raiava para o mundo: "O LIVRO DOS ESPÍRITOS". Com ela se dava cumprimento à promessa feita por Jesus, anotada no Evangelho de João, do envio de um outro consolador que se faria permanente entre os seres humanos e, também, brilhava o alvorecer de uma nova era para a Humanidade.
O Prof. Denizard Hippolyte Léon Rivail, sábio e pedagogo francês, que dedicara sua vida à Educação dentro de uma nova abordagem – a de seu mestre Pestallozzi -, fora convidado a analisar de perto à mais recente, intrigante e curiosa prática que se estendia pelo mundo, oriunda – pensava-se, à época – dos Estados Unidos da América: as designadas “mesas girantes ou dançantes ou falantes”. O fenômenos caracterizavam-se por movimentos daqueles instrumentos, quando da presença de certas pessoas. Além disso, era possível manter-se uma comunicação com essas “mesas”, que respondiam a perguntas formuladas pelos presentes, através de um número de pancadas previamente convencionado.

A PÁSCOA DE JESUS



Por Dora Incontri (*)






A morte de Jesus pode ser vista e interpretada de diversas maneiras. Na ortodoxia do cristianismo tradicional, é artigo de fé de que Jesus morreu para selar com o sangue a salvação da humanidade. Na teologia estabelecida por Paulo de Tarso, o homem pecou com Adão e redimiu-se com o Cristo. Não procuremos entender a racionalidade dessa doutrina: por um, todos caem; por um, todos se salvam… parece injusto e desproporcional. Carregamos todos o pecado de Adão e podemos ser salvos se acreditarmos em Cristo. Mas os artigos de fé das religiões em geral não pretendem ser racionais; aliás, a obscuridade e o mistério é que constituem o seu atrativo.

Para uma visão mais politizada, podemos dizer que Jesus foi um subversivo, pois era um crítico do clero judaico e alguém que emancipava consciências e por isso, como em todas as épocas e em todas culturas, não agradou a nenhum representante do poder. Judeus e romanos; Kaifás, Herodes e Pilatos se deram as mãos (ou lavaram-nas), para entregar Jesus à morte.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

TERAPIA DO SONO¹




Por Roberto Caldas(*)



                É possível aproveitar melhor o tempo de vida que temos a partir do alongamento do tempo que nos é dado viver. Partindo do princípio que passamos 1/3 da existência dormindo, nada mais lógico que aprendamos formas que tornem essas horas mais úteis, sem subestimar a sua importância na qualificação das funções orgânicas em especial às cerebrais, fato que não há como negar. Dormir de forma adequada é uma das receitas para a saúde orgânica e mental.
            O livro dos Espíritos traz importante contribuição ao tema ao tratar a respeito da emancipação da alma – sono e sonhos – no capítulo 8 de sua segunda parte. A questão 401 esclarece que durante o sono o ser espiritual não repousa junto com o corpo. Aproveitando do relaxamento dos laços que lhe prendem à matéria, “ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com outros Espíritos.”

domingo, 13 de abril de 2014

RAIZ NO CORAÇÃO



Por Gilberto Veras (*)



Viola, minha viola é programa de televisão apreciável,
desperta a simplicidade,
raiz no coração,
sentimento essencial para qualquer evolução.
O simples precisa ser desenvolvido,
receber o aprimoramento da beleza e da arte,
em exercícios de amor e dedicação,
extrair da alma a essência,

sexta-feira, 11 de abril de 2014

TRANSTORNO MENTAL E OBSESSÃO: ONDE COMEÇA UM E TERMINA O OUTRO?



Por Roberto Lúcio (*)


Uma das perguntas que mais chega a minha pessoa é sobre a diferenciação entre doença mental e obsessão. Estimulado pelo fato e diante da necessidade de buscar uma temática interessante para os caros leitores, optei por tentar falar do tema, na esperança de esclarecer alguns e de estimular a outros para o questionamento.

Temos umas dificuldades bastante comuns, que é a de estudar um tema ou objeto sem necessariamente ter que analisá-lo pelas partes. Isto é um dos grandes desafios ao falarmos do ser humano. Não conseguimos fazer a gestalt, como diriam os alemães, ou seja, ver o todo, querendo entender as situações vivenciais do ser como se fossem dicotomizadas.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A MÍSTICA MORTE¹




Por Roberto Caldas (*)


         O mundo dos encarnados licenciou para a grande viagem, sem tempo para despedidas, um cearense que fez história migratória para o mundo das fantasias dramatúrgicas e ocupou espaço de destaque na cinematografia brasileira. Em poucos minutos o mundo artístico entregou para o mundo espiritual o ator José Wilker. Consideradas as manifestações absolutamente emocionadas dos seus colegas, além de cheias de natural pasmo pela surpresa, fica patente que todos se comiseram pela falta considerada prematura do colega. Ao que parece, o viajante do momento é alguém que desempenhava o seu papel com extrema habilidade profissional sem deixar de colecionar simpatias de todos do seu meio pela generosidade, inteligência criativa e respeito pela coletividade artística sem perder o humor. Sabemos de antemão que são os augúrios de ausência e saudade que perpassam o sentimento das pessoas sempre que lamentam a imperiosa separação e nada mais natural que isso.

domingo, 6 de abril de 2014

PRESENTEIE: DÊ O EVANGELHO AOS SEUS AMIGOS




Por Alkíndar de Oliveira (*)






Hoje o mundo está conturbado como talvez nunca esteve.
A acentuada defesa de interesses próprios, a desunião, o desamor e a maldade são vistos em quaisquer esquinas de nossas vidas.
Duas questões instigam nossas mentes:
Se Deus é soberanamente Justo, por que deixou que a injustiça se alastrasse desta forma?
Se Deus é soberanamente Bom por que deixou que a maldade tomasse conta dos corações de seus filhos?
A resposta de tanta injustiça, tanta maldade está em nós mesmos, em nossos atos, na má utilização do nosso livre arbítrio. Quando cada lar da Terra for um exemplo prático da paz, da justiça e do amor, toda a humanidade respirará paz, justiça e amor.
Estamos vivendo na terra um momento de transição, um momento de aumento de responsabilidade.
Deus, com toda a sua sabedoria, está deixando conhecer a injustiça para que valorizemos a justiça, conhecer os tentáculos ameaçadores da maldade para que valorizemos a bondade. Séculos de aprendizagem deixaram-nos conscientes de que o homem só valoriza a vida quando sente a morte, só valoriza a saúde quando vem a doença.

sábado, 5 de abril de 2014

COMPASSO SINTONIZADO



Por Gilberto Veras(*)



Toda realização, seja simples ou complexa, material ou espiritual, para resultar em obra aprimorada, reconhecida e evolutiva, requer concurso solidário, entrosado e sintonizado. Fora dessas condições, o projeto realizador não alcança propósito pretendido, inevitavelmente aborta e decepciona sonho alimentado por boas ou más intenções, os exemplos se multiplicam em todas as áreas e em toda parte, não há do que duvidar. Quantos sonhadores não interrompem ideais e desistem de obras bem intencionadas por verem densas sombras invadirem luzes de sustentação de sua fé? Quando o insucesso ocorre no campo das coisas pessoais, físicas e concretas (o objeto inacabado ou defeituoso, a compra infeliz, artes inexpressivas em trabalho inútil), o prejuízo é individual e menor é a nossa responsabilidade, porém, se envolve outros seres a penar por incúria alheia, os cuidados devem ser redobrados porquanto o comprometimento com leis superiores aumentam sobremaneira, e o resgate necessário pode ser doloroso e de difícil quitação.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

PAI NOSSO MATUTO




Por Everaldo Mapurunga (*)





Pai de todas as criaturas
Que governas das alturas
O universo sem-fim.
Teu reino seja exaltado,
Teu nome seja louvado
Javé, Jeová, Eloim.

terça-feira, 1 de abril de 2014

A BÍBLIA E O ESPIRITISMO





A palavra Bíblia vem do grego (biblia=plural de biblion ou biblios= livro), portanto é um conjunto de livros. Em hebraico, a Bíblia chama-se O TANACH (o vocábulo é masculino) e constitui o livro sagrado dos hebreus. Narra a história da saída de Abraão da cidade de UR na Caldéia em busca da terra prometida (CANAAN). A palavra “HEBREU” vem do hebraico “EVER” ( ‘ivri) e pode ter dois significados: Em Gen. 14,13,  Ever (hebreu) é uma denominação dada a Abrão. Desta forma, “ ‘ivrim ” seriam os descendentes de EVER, ( Abraão) e o termo designaria grupos étnicos.