segunda-feira, 29 de setembro de 2014

TUDO PASSA¹






Por Roberto Caldas (*)




        Só há uma eternidade. Aquela que faz da existência um extenso campo de aprendizagem e provém da mecânica de Deus. De resto, tudo se resume à mágica frase que confere esperança e força a qualquer pessoa que se empenhe em cultivá-la: “tudo passa”.
            O planeta que um dia já retratou a atmosfera primitiva e inabitada carregada de pesados gases em ebulição - vulcões, terremotos, maremotos – permite generosamente a fonte de oxigênio que alimenta a vida em seu esplendor para todos os seres vivos selecionados para esse período evolutivo que conquistou. As civilizações que enfrentaram a barbárie, a ignorância das letras e o nomadismo, fruto da escassez de alimentos, prosperam em áreas geograficamente definidas na constituição de populações que buscam uma identidade. As leis que hoje defendem a vida e as liberdades já estiveram entregues nas mãos dos conquistadores vitoriosos que legislavam pela ânsia exclusiva de vingança e extorsão dos povos.

sábado, 27 de setembro de 2014

REENCARNAÇÃO E O MUNDO DE REGENERAÇÃO



“Não te maravilhes de eu te dizer:
É-vos necessário nascer de novo.”
(Jesus, Jo:3:7)



Por Jorge Luiz (*)




            As evidências científicas alcançadas nas últimas décadas, no que diz respeito à reencarnação, já são suficientes para atestá-la como lei natural. O dogmatismo de cientistas materialistas vem sendo o grande óbice para a validação desse paradigma.
            Indubitavelmente, o mundo de regeneração, como didaticamente classificou Allan Kardec o estágio para as transformações esperadas na Terra, exigirá novas crenças e valores para a Humanidade, radicalmente diferenciada das existentes e que somente a reencarnação poderá ofertar, em face da explosiva diversidade e complexidade da sociedade do mundo inteiro.
            O professor, filósofo, jornalista, escritor espírita, J. Herculano Pires, em sua magistral obra O Espírito e o Tempo, assim se pronuncia sobre a questão:

“A axiologia (1) espírita não é antropológica. Sua escala de valores não funciona em relação ao homem, mas à realidade universal.”
           
            Kardec, na questão nº 100 de O Livro dos Espíritos, elabora de forma também didática a escala espírita, considerando o grau de desenvolvimento, as qualidades morais adquiridas e as imperfeições ainda não superadas dos Espíritos. São três categorias principais, contemplando dez classes.
            O processo dialógico resultante do meio, admitida a reencarnação como lei biológica, promoverá uma revolução conceitual, estrutural e ética daquilo que hoje se classifica como ordem social, estabelecendo a moral cristã que o mundo de regeneração exige.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

SINTONIA DIVINAL



Por Gilberto Veras (*)



Chove lá fora, o frio é acolhedor.
Introspectivo, abraçado pela beleza envolvente da poesia,
sinto-me só e não estou triste ou amargurado,
encontro-me com Deus,
Sua presença me é sensível e preenche-me vazios.
Confiante na Bondade Infinita,
motivado por Esperança superior que move montanhas,
dirijo-Lhe rogativas.
Amado Pai,
por intermédio de Teus mensageiros,
desperta a paz a corações aflitos,
paciência ao inquieto,
ponderação ao inconsequente,
lucidez ao insano,
amor à alma rija,
fraternidade ao egoísta,
serenidade no momento da provação.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O MESTRE HERCULANO

25.09.2014 - ANIVERSÁRIO DE 100 ANOS DE NASCIMENTO DE JOSÉ HERCULANO PIRES

Por Dora Incontri (*)

Fotos de Herculano Pires (1914-2014)


Lembranças da adolescência

Escrever sobre o mestre Herculano é para mim um dever e um deleite, pois o despertar de minhas pro­postas existenciais nesta vida se deu sob a sua influên­cia. Eu o admirava com fervor durante minha infância e adolescência, a ponto de ficar horas prestando aten­ção nas conversas que mantinha com a multidão de pessoas que frequentava sua casa, bebericando o café de D. Virgínia. Esta, sempre muito preocupada, queria me arranjar outras crianças para brincar, queria me dar alguma tarefa mais de acordo com minha idade… mas eu teimava em ficar na sala, embora fosse grande amiga da neta Regina, com quem costumava me en­treter.

Desde os 11, comecei a receber poemas psicogra­fados. Herculano os escutava, me estimulava e orien­tava. Aos 13 anos, já estava decidida a me tornar es­critora como ele. E ele me indicava livros, discutia po­etas de que gostávamos. Lembro-me de ele dizer o quanto apreciava Cecília Meirelles. Falávamos dos escritores russos – outra paixão – sobretudo Tolstoi, de quem ele tinha um retrato no escritório. Para fazer par, eu mandei enquadrar um de Dostoievski, que lhe dei de presente de aniversário. Atento à minha sede de aprender, o mestre me fazia dedicatórias esperançosas nos livros que me dava. Aos 14 anos, fez-me um fan­tástico poema, A Hora de Dora. Uma resposta a uma incipiente poesia que eu fizera em sua homenagem, cheia daquele ardente amor filial. Nele, Herculano procurava me trazer para a realidade presente, pois eu era muito fixada em recordações espontâneas de vidas passadas:

Dora cisma à luz da aurora
Musas cantam céu em fora.
Dora, Dora, por que chora?
Na distância a lua agora
Fria e trêmula descora,
Baço espelho a Dora enflora
Tempo antigo a Dora adora,
Dora sonha, rememora…
Ora às musas Dora ora
Morre a lua em cada aurora,
Toda aurora é cor de amora.
Canta agora, Dora, Dora,
Da poesia a voz sonora
Canta e exalta a nova Dora
Céu em fora terra em flora
Na pletora de outra hora.

Dora é Dora em cada hora,
Integrada tempo em fora
Na hora de Dora – ora!

domingo, 21 de setembro de 2014

FUTURO



Por Paulo Eduardo (*)


Os livros fomentam viagens. "Viagem Para o Futuro" é o tema onde "o sucesso nos estudos e na vida profissional" dá o salto de qualidade numa soberba dissertação de Francisco Castro de Sousa.

O autor é advogado após sua primeira graduação em Administração de Empresas. Suas formaturas foram efetuadas na Universidade Federal do Ceará. Castro tem fôlego de escritor com embasamento na arte de estimular o sucesso nos estudos e no trabalho. Senso objetivo de um membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza que se revela um lutador para vencer usando as técnicas do aprendizado que a própria vida oferece. Advogado na defesa intransigente dos bons costumes para ajudar o próximo. Profissional isento de egoísmo exatamente por tentar dividir a riqueza dos seus conhecimentos. Mescla de estudos e experiências na programação de uma "Viagem Para o Futuro". Castro condensa sua sabedoria inata para vencer crises. Associa pendor e estudos numa vertente ou dinâmica de quem realmente coloca o "pé na estrada" do êxito, num livro de bolso onde é impressionante a sua capacidade de armazenar dados cuja grandeza não se mede. Uma abordagem nova aos que intentam o sucesso nos estudos e na vida profissional. Autêntica prestação de serviço de utilidade pública aos que têm esperança no porvir de luz. Pavimentação de estradas que levam ao futuro desejado. Leitura fácil e rápida que fará o leitor colocar o pé na estrada, com todos os cuidados e a segurança ou a certeza de estar caminhando por terreno firme, no sentido de alcançar metas desejando vencer num futuro bem próximo.


(*) jornalista e integrante da equipe do programa Antena Espírita.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

GENTILEZA¹






Por Roberto Caldas (*)




A vida é pontilhada por atos simples. Água para a sede, alimento para a fome, conforto para a dor, sono para o cansaço, amigo para a solidão. Eis uma regra que dificilmente venha a ser contestada por alguém. Costumeiramente não são os grandes acidentes que nos acontecem, senão pequenas situações que se propõem reversíveis, quando estamos despertos para a solução do problema evitando que se torne de grandes proporções.
            O dia que vivenciamos a cada nascer de sol e que se estende até o seu ocaso, em todos os hemisférios do planeta, representa a realidade que temos disponível para o que precisamos aprender nessa fração que o tempo permite. Não sabemos definitivamente se teremos um novo dia de sol para despertar nessa encarnação ou se seremos chamados para encerrar um ciclo de existência no corpo físico. Importa, pois, que cuidemos desse dia que temos em mãos. Importa que estejamos atentos para os atos de cortesia que tornam mais fácil a convivência humana. Importa que tornemos esse dia mais leve de cobranças. Importa praticar sem medos, conforme o poeta Guilherme Arantes na canção “Brincar de Viver”, “A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não”.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

SENSIBILIDADE NA ARTE




Por Gilberto Veras (*)


Arte Barroca



Arte é sensibilidade desenvolvida,
é o poder de sentir com espontaneidade,
naturalmente,
em comunhão com potencialidade íntima do sentimento,
essa vibração superior
recebida por amor profundo do Criador,
o artista capta a identidade do belo e do aprimoramento
e a transmite com habilidade própria a olhos apurados,
que,
por sintonia,
despertam impressões afins em sala nobre da alma.
A expressão artística mostra a vida do emocional,
e a forma toma aspectos especiais.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

HERCULANO PIRES: UM CONVITE PARA O FUTURO Trailler Oficial



ACESSE: HERCULANO PIRES 100 ANOS

PROGRAMA ANTENA ESPÍRITA - 8 ANOS NO AR¹




Por Roberto Caldas (*)




Antena Espírita completa 08 anos de circulação, nesse setembro de 2014, a partir das ondas hertzianas da Rádio Cidade AM 860 e pelo acesso www.cidadeam860.com.br, com transmissão global e gerando uma onda invisível que se encontra muito além do que podemos imaginar, limitados que estamos pelo ponto de vista fragmentado que o corpo físico nos confere. Sua criação e manutenção, mais do que uma empreitada necessária ao encargo desses humildes serviçais que semana pós semana ocupam esse estúdio de rádio, estão ancoradas numa iniciativa muito maior, sob o comando da espiritualidade que julga urgente e necessária a divulgação da mensagem espírita para o mundo.

domingo, 14 de setembro de 2014

DOENÇAS: PERGUNTAS MAIS FREQUENTES




Até que ponto devemos responsabilizar as vidas passadas pelas doenças com que nascemos ou adquirimos ao longo da vida? Uma doença que não está nos planos da vida da pessoa no momento da reencarnação, pode ser adquirida ao longo da vida?
Resposta: As doenças congénitas ou hereditárias são, necessariamente, frutos do nosso passado ou da necessidade de aprendizagem, quando escolhemos um processo de doença para o nosso trabalho de crescimento, ou pela reparação dos nossos atos menos felizes, que criamos em encarnações passadas. Ou seja: as doenças previamente marcadas no código genético têm uma causa anterior, como não podia deixar de ser diante da Sabedoria e Justiça divinas. No entanto, as doenças ocasionais, muitas delas relacionadas com o estágio evolutivo do planeta, não estão relacionadas com o nosso passado, mas surgem pelo estado que nos encontramos na Terra e pelas circunstâncias vivenciadas pelo orbe. Ainda, existem outras que são o resultado da nossa invigilância, criando uma base orgânica ou psíquica para essas moléstias, as quais são mais frequentes quando não nos propomos a transformação pessoal e nos deixamos cair na ansiedade e angústias do dia a dia, e pelas posturas frívolas e difíceis da vida, como é o caso das viciações e excessos dos tempos atuais.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

UM MUNDO DAS PESSOAS SEM CORPO




Por Francisco Castro (*)



Vulto do Avô
Vez por outra, na internet, encontramos a publicação de fotos com a intrusão de imagem de pessoas falecidas em fotos de pessoas ainda no corpo físico, portanto, vivas. Às vezes vultos de parentes daquelas pessoas que estão sendo fotografadas, outras vezes de estranhos, mas de pessoas.
A primeira reação de quem vê esse tipo de fenômeno, é de que se trata de alguma brincadeira de alguém próximo, parente ou amigo, mas nunca que seja algo real, verdadeiro. O aparecimento de pessoas adultas em fotos de crianças, ou de crianças em fotos de adultos, tais ocorrências são mais comuns do que se pode imaginar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O PERIGO DO SABER




Por Gilberto Veras (*)



Na vida nada avança isolado, há sempre a necessidade de parceria, quer no campo espiritual como no âmbito da matéria, e essa cumplicidade acontece em todas interações combinadas do subjetivo e do objetivo em suas expressões, ou entre eles em suas realizações, não faltam exemplos em que verificamos sentimentos ativos em harmonia (paciência, tolerância, perdão, entre outros) como também não são raras as ocorrências de elementos concretos em atividade cúmplice (a tinta sobre o quadro para, pela habilidade de mãos artistas, produzir a tela impressionante), constatamos ainda o trabalho realizado com a participação fraterna do emocional com o racional (a perseverança insistente e a fé inabalável contribuindo na obtenção paciente da obra palpável para melhoramento do próximo). O que não se pode duvidar é da imprescindibilidade de interferência contributiva e da impossibilidade de realização autônoma obtida com recurso pessoal único, individual, se houver insistência nessa direção, certo será o fracasso, cedo ou tarde, com lágrimas e lamentações pelo atraso decorrente de perda do precioso tempo que, se otimizado, abreviará momentos felizes.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

BEZERRA DE MENEZES: DE MÉDICO E POLÍTICO A MENTOR ESPIRITUAL¹





Por Roberto Caldas (*)




O mundo espírita tem em Bezerra de Menezes um dos seus maiores baluartes, um dos principais responsáveis pela disseminação das idéias de Allan Kardec em terras brasileiras. Nascido em terras cearenses teve projeção nacional como político e empreendedor até que se percebesse tomado pelas mensagens renovadoras da terceira revelação. A Medicina, a sua principal atividade durante aquela existência, foi um dos móveis que terá utilizado para a prática de amor e desprendimento em direção aqueles que precisavam de sua intervenção.
            Pela sua capacidade de gerenciar conflitos esteve à frente de dilemas e divisões existentes no seio dos primeiros agrupamentos espíritas, na perseguição de uma identidade para a doutrina nascente no país, tendo sido chamado pelos seus contemporâneos de Kardec Brasileiro, tamanho o bom senso que exibia diante daquelas situações emergentes de relacionamento entre os pares. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

MINHA RELAÇÃO COM PAULO DE TARSO¹




Por Dora Incontri (*)


Capa da nova obra da Prof. Dora Incontri.


E eis que no meio da estrada

repentina luz se faz,

mais luminosa que o sol,

quase ofuscando o rapaz.



Tremendo de comoção,

Saulo tomba do camelo.

No céu se rasga um caminho

e desce alguém para vê-lo.



Voz suave, olhar profundo,

rosto belíssimo, santo,

pergunta esse Alguém a Saulo:

— Por que me persegues tanto?



Responde Saulo espantado:

— Mas quem sois vós, meu Senhor?

— Sou Jesus, a quem persegues,

com tanta raiva e rancor!



Há exatos 40 anos, quando tinha apenas 11 anos de idade, li pela primeira vez Paulo e Estêvão, romance de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. Ou melhor, minha mãe leu em voz alta para mim, porque descobriu que eu estava lendo escondido no banheiro. Ela achava que o livro era muito pesado para minha idade e não queria que eu lesse. Mas acabou ela mesma fazendo a leitura, não sei se censurando alguma coisa. Morávamos então em Berlim. E no inverno sombrio daquela cidade, na época ainda com o muro, que tanto nos deprimia, fiquei apaixonada pela figura de Paulo, pela história de sua vida.

sábado, 6 de setembro de 2014

PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS







Q. 1 – Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”
Allan Kardec, O Livro dos Espíritos. 18.04.1857.



Por  Francisco Castro (*)



O francês, Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède e de Montesquieu, conhecido apenas como Montesquieu (1.689-1.755), logo no inicio da sua obra mais famosa, O Espírito das Leis (1.748), a qual levou aproximadamente vinte anos para concluir, diz o seguinte:

“Aqueles que afirmaram que uma fatalidade cega produziu todos os efeitos que observamos no mundo proferiram um grande absurdo: pois o que poderia ser mais absurdo do que uma fatalidade cega que teria produzido seres inteligentes?”

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O MAL DA HUMANIDADE É NÃO PENSAR NO BEM COMUM¹



           

 Por Roberto Caldas (*)





          


Chico  Xavier e o povo

Os conflitos deflagrados mundo afora deixam a humanidade estarrecida diante de tantos espetáculos de dor e aflição. Não fossem os conflitos armados, que explodem a cada momento tendo como motivo a conquista de espaço territorial, vemos a destruição antepondo concidadãos ao constrangimento de uma guerra doméstica que ensanguenta o asfalto das metrópoles. A face visualizada do drama esconde a gravidade maior que se encontra entrincheirada, portanto escondidas, nas condutas estimuladas pela ganância humana.
            Nesse espetáculo de horrores estamos todos envolvidos e não há quem se possa eximir, se colocadas lentes justas de avaliação. O mundo inteiro soçobra aos ventos oportunistas do lucro a qualquer custo, mesmo naqueles espaços com acentuado crescimento econômico e alto grau de investimento em educação formal, embora muito mais grave naqueles que sobrepujam a importância de tais fatores.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

FRASES





 Por Paulo Eduardo (*)



Frases. Palavras soltas. Matéria prima para reflexões. Arte de dizer. Sonoridade. Tudo unido pela meditação. Fonte inesgotável do pensamento. Gostar de si mesmo! Vantagem de nos olharmos em busca da autoestima. Impressões positivas. Frases que ajudam a viver. Hei de vencer! Grito balsâmico na tentativa de superar crises. Repetição uniforme das máximas capazes de incentivar avanços. Frases. Texto psicológico do bom senso. Despertar da fé no amanhã de luz. Força vibracional da Doutrina Espírita ao investir na palavra. Acreditar no que é verdadeiro. Fé inabalável que se firma na razão. Tema cuja espontaneidade tem abrigo nos preceitos da moral. Pode o ser humano viver bem. Somos agentes da moral divina que estimula um leque de oportunidades para conquistar novos horizontes de vida. Saibamos aproveitar o momento de transformação que nos colocará no plano de regeneração. Planeta de regeneração após atravessar a difícil empreitada de expiação e provas. A sofisticação do crime ameaça nossas estruturas. Frases num aproveitamento de boas conversas entre famílias espiritualmente inteligentes.

VERDADE INTERIOR




Por Gilberto Veras (*)



Quando me internalizo,
revelações me são feitas
com garantia da verdade insofismável,
sem sombras nem enganos,
dominam-me por completo,
não me deixam a insegurança da dúvida,
envolvem-me de vibrações emocionantes,
e,
com coragem impulsora e fé inabalável,
lanço-me aos desafios com a certeza da vitória
porque a força vem do divino
e parceiros auxiliares iluminados serão,
poderoso bloqueio impedirá investidas do mal,
somente luz e sugestões superiores definem-me os passos.
Verdades vindas de fora sem sintonia com as internas
são falsas e nada me acrescentam,
não passam elas de engodos com pretensões egoísticas,
não são vozes de Deus e sim de ateus,
conscientes ou não, assumidos ou disfarçados,
que ainda desconhecem a própria potencialidade,
a eles peço luz para encontrarem,
em si próprios,
o caminho da felicidade.



(*) poeta e escritor espírita.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O ESPIRITISMO ESOTÉRICO




Por Sérgio Aleixo (*)



O que pensar das propostas de um Espiritismo esotérico, de feição new age, diluído no chamado “livre pensamento espiritualista”?[1] Mas livre de que, afinal? De toda lógica, de todo rigor; mesmo porque este “livre” pensamento não passa, o mais das vezes, de ressurreição dos residuais míticos, místicos e mágicos do passado ancestral. Esta, a razão de nosso Herculano Pires haver lembrado que a intensa e comovente batalha de Léon Denis, na França e em toda a Europa, foi contra as infiltrações de doutrinas estranhas, de espiritualismos rebarbativos, no meio espírita, para mostrar que o Espiritismo é uma nova concepção do homem e da vida, que não se pode confundir com as escolas espiritualistas ancestrais, carregadas de superstições e princípios individualmente afirmados, ou provindos de tradições longínquas, sem nenhuma base de critério científico.[2] Acerca da mais cara das concepções do ocultismo, a dos sete corpos, disse o nosso querido ex-teósofo:
A concepção espírita do homem, como unidade trina, tanto se opõe ao dualismo religioso quanto ao monismo materialista e ao pluralismo ocultista. Não obstante, como essa concepção é uma síntese estética, nela encontramos os elementos opostos reduzidos ao equilíbrio da fusão. Assim, quando Kardec define a alma como sendo o espírito encarnado, temos a dualidade alma-corpo; quando define o corpo como produção ou projeção do próprio espírito, temos o monismo; e quando define o espírito como entidade independente, possuindo as diversas funções da consciência e sendo capaz de projetá-las por várias maneiras, no plano espiritual e no plano material, temos o pluralismo. Os vários corpos da concepção septenária do ocultismo apresentam-se como simples peças do mecanismo de manifestação do espírito.