domingo, 30 de dezembro de 2012

NOVA PRECE (*)





 Por Paulo Eduardo (**)


Orar é preciso. Religar com Deus. Nova prece. Tentativa de afastar o infortúnio. Esquecer tanta violência. Desprezar a má notícia. Atingir o patamar da dignidade inerente à nossa condição de seres humanos em mundo civilizado.

 Vamos fazer uma nova prece repleta de esperança. Logo estaremos vivenciando um Ano Novo. O 2013 vem disposto a marcar o calendário como período de sorte. Afastar de vez o medo do número 13. Sorte ou azar é fruto da nossa imaginação para criar situações. Não custa nada tentar o recomeço de tudo imbuído da vontade de crescer. Vencer pelo trabalho, pela persistência e vontade maior de construir.

É o momento certo para renovar ideias. Colocá-las em dia com o progresso. É tempo de aproveitar o que a vida nos oferece a título de evolução. Estamos cercados de tecnologia de ponta. Somos passageiros do tempo capazes de aportar o entusiasmo das mudanças. Saudar o Novo Ano com esperança e fé.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

CARPE DIEM!






“Deus pede hoje estrita conta do meu tempo
E eu vou, do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanto conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Frei Antonio das Chagas (1631-1682)





Por Jorge Luiz (*)


             O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou no dia 18 último, resultado de pesquisa que revela que em uma escala de 0 a 10, os brasileiros dão em média 7,1 para suas vidas. Esse nível colocaria o Brasil em 16º entre os 147 países pesquisados pela Gallup World Poll, que apontava uma felicidade média de 6,8 no Brasil em 2010.
            O Nordeste é a região mais feliz do Brasil, com nota média de 7,38. Se fosse considerado um país, nós nordestinos ficaríamos em 9º na classificação global, entre belgas e finlandeses. Apesar de ser considerada a região mais rica do Brasil, o Sudoeste foi considerada a região mais infeliz do Brasil com índice de 6,68%.
            A pesquisa mostrou uma relação direta entre renda e felicidade. No entanto, pesquisadores contestam. Segundo eles, a renda só interfere na felicidade quando comparada a renda do seu vizinho. Quando a renda aumenta para todos, não se observa variação no índice de felicidade.
            As expectativas para que o fim do mundo ocorresse no dia 21 não se concretizaram. De bônus, a Divindade nos brinda com mais um ano “novinho em folha” para escrevermos mais uma página da nossa história espiritual, sempre almejando a felicidade, conscientes de que ela ainda não é desse mundo, segundo Eclesiastes.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ESTÁ CHEGANDO 2013: AINDA DÁ TEMPO





Por Francisco Castro(*)






No final do mês de setembro deste ano de 2012, publicamos aqui em Canteiro de Idéias, um artigo que titulamos de: ESTÁ NA HORA DE PENSAR 2013. Naquele artigo comentávamos que as empresas, de pequeno, médio e de grande porte, aproveitavam o final do terceiro trimestre para fazer o planejamento do ano seguinte.
Sugerimos que os dirigentes espíritas avaliassem o que foi realizado em 2012, e pensassem o que fazer em 2013. Aconselhamos que a análise das necessidades da Casa Espírita fosse feita reunindo dirigentes e trabalhadores, e, didaticamente, sugerimos que fosse dividida em três áreas: Estrutura Física, Estrutura Humana e Estrutura Doutrinária.
Se, para uma modesta Casa Espírita, sugeríamos um planejamento detalhado, as mesmas sugestões valem também para o Movimento Espírita, iniciativa que cabe ao Órgão Federativo.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O HOMEM ESPIRITUAL (*)






 Por Roberto Caldas (**)


Testemunhamos os milagres da tecnologia e não cansamos de nos surpreender com as inovações diárias que alcançamos, enquanto civilização, frutos da desenfreada inteligência humana que se revela nos avanços das ciências modernas, em praticamente todos os seus campos de ação.
            Penetrou-se nos interespaços universais e nos aproximamos de forma rápida das vizinhanças planetárias trazendo informações que aplicadas à rotina da astronáutica nos permitirão em breve tempo a conquista dos espaços gravitados em torno do nosso astro luminoso, o Sol. Mergulhou-se na incomensurabilidade das formas menores e confrontamo-nos com o espetáculo dos universos atômicos a desenharem as estratégias da conquista dos potenciais de energia que haverão de mover todo o progresso nos milênios que se seguem. Vislumbraram-se as células e avançamos cada vez menos limitados à descoberta dos diagnósticos e dos tratamentos que a cada dia que passa mais curam pessoas ao redor do mundo, assim assistimos ao aumento da expectativa de vida nas cidades.

domingo, 23 de dezembro de 2012

NATAL DOS SONHOS (*)





 Por Paulo Eduardo (**)



Pensar o Natal. Reviver momentos. Canto de esperança para reencontrar o Menino Jesus. Nascimento de uma criança. Festa. Dia de aniversário. A simbologia do Natal mistura-se nas idades.

O nataliciante já não é o bebê da manjedoura. Ocorre a mudança cíclica das emoções. A lembrança do Menino Jesus surge de permeio com a presença de um velhinho: o Papai Noel. Paira no ar ainda o sopro divino da ternura das crianças recebendo brinquedos, recebendo amor. Sorrisos perdidos na Noite de Natal e recuperados no dia seguinte.

A magia dos sapatinhos em baixo da cama substituída pela realidade da informática. O trenó do Papai Noel navega agora via internet.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

QUEM TEM MEDO DO PAPAI NOEL?



                                                                                              


      Joana Abranches(*)



É Natal!

Na Evangelização, tudo pronto para a festinha de fim de ano. Brinquedos, roupas e guloseimas serão distribuídos à criançada em clima de muita animação. Poesias, teatrinhos e cânticos, tudo planejado pra celebrar o nascimento do menino Jesus.

Mas na hora de concluir a programação alguém sugere que o Papai Noel, caracterizado por algum companheiro de boa-vontade, faça uma entrada surpresa e distribua os presentes.

A sugestão cai feito uma bomba! Imediatamente o espírito natalino sai de cena e começa a brigalhada. Que ousadia!... Como permitir que o símbolo capitalista do consumismo selvagem adentre o recinto “sagrado” da Casa Espírita e “substitua” o aniversariante, que deve ser o centro das atenções?!?...

E quem falou em substituição? E quem falou que criança fica elucubrando sobre os porquês ideológicos desta ou daquela personagem? Criança gosta de cor, movimento, carinho e fantasia; da energia gostosa do sentimento de amor, facilmente detectada pelo coraçãozinho infantil.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A PRIMEIRA MOCIDADE ESPÍRITA DO CEARÁ



 

Por Luciano Klein (*)



            Certa vez, quando passava por uma das praças de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, a caminho da Federação Espírita Brasileira, Leopoldo Machado topou com um jovem alcoolizado, alvo de chacotas e zombarias. Profundamente sensibilizado com aquela cena, começou a pensar no futuro dos jovens, principalmente os filhos de espíritas. Desde então, ao lado de outros seareiros, passou a pensar na fundação de mocidades.
 A primeira delas surgiu no Rio, na década de 1930, no Centro Espírita Amaral Ornelas. A segunda, em Nova Iguaçu, no Centro Espírita Fé, esperança e Caridade, dirigida por Leopoldo. E a terceira, em Três Rios, também no Rio de Janeiro, no Grupo Espírita Fé e Esperança, coordenada por Ramiro Gama. Na década seguinte, inúmeras outras apareceram em todo o País. O corolário desse esforço foi a realização, no ano de 1948, do primeiro congresso de mocidades espíritas do Brasil, no teatro João Caetano, na antiga capital da república.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O CONSOLADOR PROMETIDO (*)






 Por Roberto Caldas (**)



Jesus Cristo, considerado como sendo o aniversariante do mês, legou uma mensagem à humanidade e predisse que a mesma precisaria ser complementada com o passar do tempo. E Então a sua mensagem que muitas vezes se revestia com o sentido figurado, parabólico como ele mesmo esclarecera (“Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem” Mateus 13:13) abre as cortinas e retira os véus na segunda metade do século XIX e passa a ser reconhecida como Doutrina Espírita.
            Segundo relatos espirituais, foi o próprio Jesus que, do mundo espiritual, repassou as informações que comporiam a 3ª Revelação diretamente a Allan Kardec que sabidamente precisaria amadurecer no corpo físico e só depois de completados 50 anos de idade é que seria chamado para iniciar a missão que lhe cabia na Terra, comprovadas a sua capacidade técnica e moral para representar a nova vestimenta da doutrina cristã.

sábado, 15 de dezembro de 2012

MORTOS E VIVOS (*)






 Por Paulo Eduardo (**)



Bom Deus. Quanta confusão! 

Tentar explicar os mistérios da vida ou da morte é complicado quando os textos refletem as verdades de cada um que tenta ser espontâneo. "Os Mortos e os Vivos" é um livro de teor profundo onde o seu autor, Reginaldo Prandi exercita sua técnica literária de raro talento. Ele é estudioso da temática religiosa à luz da sociologia, mitologia e outros matizes do saber que lhe dão a grande versatilidade e aptidão para escrever em alto nível. Domina assuntos intrigantes e ousou, com rara elegância, dedicar especial atenção ao Espiritismo. Realizou seu trabalho a título de "uma introdução ao espiritismo". Estruturou a obra com minudências de observador ao que se contém nos livros trazidos por Allan Kardec. Analisou a seu modo o contexto da Codificação do Espiritismo e surpreendeu a si mesmo dissertando a respeito de espiritualidade confessando-se materialista.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

NATAL e Natais




 Por Gilberto Veras (*)



Nasci muitas vezes e tantas mais ainda nascerei,
cada nascimento é início de estágio em minha vida imortal.
Quantos natais todos nós já tivemos?
Não é possível precisar,
a ordem de grandeza é milenar.
Essas idas e vindas são importantes oportunidades
de crescimento espiritual,
é através delas que comprovamos saberes adquiridos
e, ao mesmo tempo, outros são acrescidos.
Estamos em processo de aperfeiçoamento
como seres perfectíveis em marcha evolutiva,
relativamente aprendendo e ensinando,
com vistas ao desenvolvimento de sentimentos briosos.
Nesses mergulhos repetitivos,
em múltiplas ocorrências de natais,
quando visitamos mundos densos da escala de adiantamento,
vimos e veremos incontáveis momentos de por do Sol  
e da Lua prateada aparecer,
em espetáculos da vida,
para a alma de amor se abastecer.
Nosso mundo inferior
(gira em torno de estrela de quinta grandeza),
por amor a irmãos-crianças
envolvidos nas trevas da ignorância
moral e intelectual,
recebeu nascimento especial,
missionário e único,
essa chegada de luz compassiva,
os homens,
maus e bons,
há dois mil e doze anos,
graças a Deus,
comemoram no dia 25 de dezembro,
em evento de fraternidade maiúscula,
o Natal do Mestre Jesus.
Que permaneça vivo para sempre
o lume do Messias em nossos corações,
e bússola do Pai Amoroso
orientará passos de felicidade,
sem opressões
e com a paz da liberdade. 

(*) escritor e poeta, autor das orbas "O Retrato do Ser",  "Contos Conclusivos", a  "Recompensa do Bem", dentre outros.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A PRECE ESPÍRITA



“Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós”
(Gilberto Gil)


Por Jorge Luiz (*)




            Divaldo Franco, médium e orador espírita baiano, festejado não só no Brasil como em outros países que visita, afirmou em certa ocasião que “os espíritas transformaram a prece em ritual.” A afirmativa soou como heresia. O Espiritismo não tem ritual. Como então a prece poderia ser um ritual?
            Vamos à definição de ritual, segundo o dicionário Larousse: “conjunto de práticas consagradas pelo uso, ou ditadas por normas, que se deve observar sem alteração em ocasiões determinadas;”
            É óbvio que a prece não é um ritual, pois a sua finalidade é elevar a alma a Deus, como afirma Allan Kardec. Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Kardec dedica o capítulo XXVII ao estudo da prece em todas as suas dimensões. No capítulo seguinte, como sugestão, ele oferece coletânea de preces ditadas pelos Espíritos em várias ocasiões.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O MARAVILHOSO E O SOBRENATURAL (*)



Por Roberto Caldas (**)




A característica que mais aproxima e ao mesmo tempo mais afasta as pessoas da Doutrina Espírita é a sua condição de desmistificar ou mesmo desmitificar situações que durante muitos anos, milênios até, se constituíram em tabus extremamente poderosos no ideário dos grupamentos humanos. Os receios que sempre estiveram presentes nas relações entre o homem e o imponderável geraram a certeza de haver um mistério impenetrável e que colocavam em risco a vida ou a sanidade de quem quer que intentasse transpô-lo.
            Historicamente o domínio do vácuo existente entre os mortais e os elementos da imortalidade se tornou uma das maiores formas de manipulação humana. Os detentores da capacidade de intermediar esses dois hiatos de realidade fizeram questão absoluta de fecharem as portas aos questionamentos tornando o mundo invisível um espaço de veiculação para poucos iniciados, que trariam teoricamente as informações para todos os outros, impossibilitados que estariam de acesso às informações originais. Essa condição oportunizou a enxertia de todos os gêneros de crimes cometidos contra a liberdade do pensamento religioso e fez da Religião a maior geradora de exércitos de pessoas movidas pelo medo.
            O princípio básico dos que desejam o poderio sobre grandes grupamentos humanos é a disseminação da ignorância acerca dos pontos que envolvam a tentativa de dominação. E foi assim que a idéia de Deus e das Suas Leis foram anunciadas dentro de um quadro gerador de temores e punições, especialmente em relação àqueles que resolvessem contestá-las ou pesquisá-las. Sabemos o que esteve por trás das ditas guerras santas e que tinham como pano de fundo a falsa premissa de impor aos infiéis a visão da espiritualidade. Temos ainda como resíduo desse tempo o dogma da infalibilidade dos chamados livros santos, entre eles a Bíblia.

sábado, 8 de dezembro de 2012

ATIVISMO ESPÍRITA



O que nos falta é a capacidade de traduzir em proposta aquilo que ilumina a nossa inteligência e mobiliza nossos corações: a construção de um novo mundo. ( Betinho )





            Dia 11 de novembro p.p, participei da Marcha Pela Vida, ato organizado pelo Movimento Pró Vida, que visa barrar a descriminalização do aborto e da eutanásia prevista no pré-projeto da reforma do Código Penal Brasileiro, em curso no Congresso Nacional. Segundo os organizadores, a marcha contou com cerca de cinco mil pessoas e com apoio de artistas, religiosos, políticos e populares.
            A Instituição na qual sou voluntário suspendeu as atividades do dia para que, juntamente com os frequentadores, pudéssemos participar do movimento. A iniciativa tocou-me profundamente. Isso é ativismo espírita.
            Não contabilizei meia dúzia de Instituições espíritas presentes. Situação não muito diferente entre católicos, protestantes e evangélicos. Vale registrar que 83% da população brasileira dizem-se contrária à descriminalização do aborto. Isso é significativo.
            Ativismo espírita está bem delineado no capítulo XVII, de “O Evangelho Segundo Espiritismo”, mensagem “O Homem no Mundo”, assinada por Um Espírito Protetor, quando ele afirma que somente encontraremos oportunidades de praticar a caridade sem limites no contato com os semelhantes e nas lutas mais penosas que afligem o Homem.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

POLÊMICAS E POLÊMICAS





 Por Roberto Caldas (*)


A Doutrina Espírita experimenta desde o seu aparecimento em 18/04/1857 a exigência de provar-se aos demais sistemas de conhecimento que lhe antecederam no arcabouço do próprio conhecimento humano. As denominações representadas em seu tríplice aspecto cobram de forma justa e acirrada que se prove constituída das características de cada uma delas e assim a Filosofia, a Ciência e a Religião constituídas lhe arremetem questionamentos contínuos de verificação.
            Ressalte-se o esforço de Allan Kardec em diminuir o quanto pode os motivos de confusão com idéias que já circulavam no meio, quando publica nas primeiras páginas de O Livro dos Espíritos um esclarecimento com algumas palavras que tornassem menos confusas as acepções a serem empregados pela nova doutrina. Não parece ter surtido o resultado pretendido pelo Codificador.
            Logicamente a exigência que o Espiritismo recebe diariamente de provar-se significa o confrontar-se com os conceitos aceitos pelos que a negam. Um primeiro engano que comete o pretenso adversário, pois a sua mensagem não visa aquele que já se encontra satisfeito com as próprias crenças, senão os que se encontram  buscando algum outro sentido para as suas vidas. Essa a razão maior pela qual os espíritas não devem se esgotar em longas discussões de debates. A discussão lúcida sim, a gritaria sectária e impositiva é desnecessária.