quinta-feira, 30 de agosto de 2012

UM PONTO DE VISTA



"...pessoas da família de Cloé, informaram-me a Vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós. Digo isso, porque cada um de vós afirma: 'Eu sou de Paulo'; 'Eu sou de Apolo'; ou 'Eu sou de Cefas'; ou 'Eu sou de Cristo'. Será que Cristo está dividido?" (1 Cor 1: 11-13)

Por Jorge Luiz

Compartilho com a ideia daqueles que acreditam que os ensinamentos morais do Cristo serão vivenciados mais por força das relações do mundo corporativo do que no contexto inter-religioso, apesar dos mais de dois mil anos de domínio do último.
Se olharmos o cenário religioso da atualidade é fácil constatar que vivemos o apogeu do fenômeno que o Profr. Herculano Pires definiu como “Agonia das Religiões”. É um processo cíclico e característico das religiões consideradas sociais, dentro da estrutura de Pestalozzi, o grande Mestre de Allan Kardec: religiões primitivas, sociais e morais.
Um sinal desse processo “agonizante" das religiões sociais é o crescente florescimento das seitas.
Se voltarmos à vista para o contexto da família espírita é fácil de verificar que experienciamos um grande cisma (*) em todas as suas dimensões, apesar das advertências de Allan Kardec elaboradas nos estudos sobre o tema, publicadas em Obras Póstumas, Constituição do Espiritismo.

sábado, 25 de agosto de 2012

SENTIR PARA CRESCER



“Quem sente, pensa e faz produz
com segurança e honestidade.”
“Sinto com o coração, penso com a mente e
com o amor e a razão realizo as obras do bem” (pensamentos do autor).


 Por Gilberto Veras (*)

Sentir, pensar e vivenciar, esta a ordem natural a seguir no processo de aperfeiçoamento do Espírito.
Sentir é experenciar vibrações emitidas pelas faculdades divinais de que fomos dotados, são sensações emocionais despertadas nas mais variadas oportunidades de contemplação da vida, tanto no relacionamento com o próximo como na observação de quadros e comportamentos da natureza. Pensar consiste em analisar esses ensejos, compreendê-los e racionalizá-los, vivenciar é a etapa em que são eles expressos, na fala, na escrita ou nas condutas sociais.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

REENCARNAÇÃO: A SINERGIA DO ESPÍRITO


Por Jorge Luiz


                 O reconhecimento da reencarnação como lei biológica revolucionará todos os paradigmas vigentes e promoverá mudanças profundas em todas as disciplinas, principalmente as de ciências humanas. 
                Para nós espíritas a reencarnação é uma certeza. Quais, portanto, suas implicações nas relações interpessoais no Centro Espírita?
                 O paradigma espírita que instrui todas as relações, que sejam elas individuais e grupais, é a regra áurea Cristã do amor ao próximo como a si mesmo.
            Em pesquisas psicossociais e observações informais no dia-a-dia, constatou-se que o indivíduo que se conhece e aceita pode fazer opções mais realísticas de mudanças pessoais e interpessoais e preservar a sua autenticidade.
            Na questão nº 919 de “O Livro dos Espíritos”, os Espíritos Reveladores respondem que o conhecimento de si mesmo é o meio mais eficaz para se melhorar nesta vida.
            O início do processo de autoconhecimento do Ser pela aceitação da reencarnação como lei biológica é o início do seu inventário pessoal que parte da resposta à indagação filosófica primordial: quem sou eu?

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A QUESTÃO SUCESSÓRIA NA CASA ESPÍRITA


         
 Por Francisco Castro


             Ao longo de mais de 35 anos de participação no movimento espírita, temos observado que uma das questões de grande relevância para o futuro das instituições espíritas é a sucessão de seus dirigentes, seja de uma pequena casa, de uma instituição de maior porte e até do órgão de coordenação dessas instituições, chamado de órgão federativo.
               Já se tornou até um refrão ouvirmos expressões como essas: não tem quem queira assumir cargos na diretoria; não podemos passar o comando para qualquer pessoa; quando falamos nesse assunto todos fogem; e assim por diante.
       Por que será que acontecem essas coisas nas instituições espíritas? Por que será que as pessoas se comportam assim? Será verdade que é assim mesmo que as coisas acontecem? Será que não estamos colocando uma capa para encobrir outro tipo de problema?

domingo, 19 de agosto de 2012

DIÁLOGO DA UNIÃO NO MEIO ESPÍRITA


“Um dos maiores obstáculos capazes de retardar a propagação do Espiritismo seria a falta de unidade”.(Allan Kardec)

 Por Alkíndar de Oliveira (*)

ATITUDES PROATIVAS DO DIRIGENTE ESPÍRITA PARA ESTIMULAR A UNIÃO:

I) Eu, a partir desta data, entendo cada vez mais que se Kardec, homem de visão que era, colocou a tolerância como um dos pilares do tripé da sustentação e do crescimento do movimento espírita (relembrando: trabalho, solidariedade e tolerância), é porque ela – a tolerância – é o calcanhar de Aquiles da união.

II) Eu, a partir desta data, passo a entender cada vez mais o real significado da palavra tolerância, que conforme o dicionário Larousse é a “disposição de admitir, nos outros, modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos”. Saberei, nos momentos de indecisão, fazer a seguinte pergunta a mim mesmo: “Estou admitindo, nos outros, modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos meus?”.

III) Eu, a partir desta data, passo a entender que a minha tolerância se faz necessária junto aos diferentes, isto é, junto àqueles que não comungam com os meus modos de pensar, agir e sentir, pois a lógica me diz que, junto aos que pensam como eu penso, agem como eu ajo ou sentem o que eu sinto, a tolerância é totalmente desnecessária.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

AMOR-RAZÃO: INDICADOR EVOLUCIONAL



 Por Gilberto Veras (*)
  
Amor é sentimento poderoso, primordial, é força recebida do Criador, e move a vida por intermédio da criatura. A potencialidade desse sentimento básico é liberada pelo Espírito aos poucos, em função da capacitação adquirida em passos acertados na marcha evolutiva pela entidade que o detém, isto significa dizer, a pessoa ama com qualidade e extensão na medida do seu adiantamento espiritual. Não existe quem não ame, o amor poderá ser pouco desenvolvido, mas nunca ausente no coração das pessoas. Em consequência, também é verdade que o sentimento áureo não desaparece nos filhos de Deus com pouca educação ou de difícil relacionamento social, até mesmo o pária, o celerado, o de predominância malévola conta com o amor essencial, porquanto o Criador não privilegia nenhum dos seus filhos, dotou todos com latentes virtudes de avanço para serem acionadas no mundo das relações. Guardemos em nossas consciências: não há criatura humana que não possa amar, apenas o espaço de alcance do amor é diferente em cada qual, varia do ínfimo ao magno, em correspondência ao máximo de imperfeição até a depuração completa da alma. Então podemos dizer, amamos mais ou menos do que o outro.
A aproximação dos humanos acontece por afinidade, quando ocorrem similitudes em educação, compreensão, hábitos, costumes e preferências, sem que haja necessidade de todas essas condições serem comuns aos envolvidos, mas é vero dizer que quanto maior o número delas mais forte a atração.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A PEDAGOGIA DO "OUVI DIZER"




Nos meios acadêmicos, que frequentei parcamente, “ouvi dizer” é algo quase sem valor, ou com tanto valor quanto “eu acho”. Chamamos de achismos, pensamentos sem importância!
Mas os insignes mestres da Academia, que lecionam através de distintos livros à cartesiana, esquecem que o homem só é homem quando se mostra capaz de “achar”.
Então, outros mestres, tão distintos quanto aqueles, lecionam com menos reconhecimento, mas será que com menor importância?... Lecionam perguntando: A seara do pensamento deve ser apenas campo de reprodução do conhecimento? Ela não deverá, também, ser capaz de produzi-lo? Só posso citar alguém? Eu mesmo não poderei pensar, criar um pensamento?

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

FUNDAMENTOS ECOLÓGICOS ESPIRITISTAS




         Por Jorge Luiz

            A ecologia espiritista se encontra enraizada nos princípios doutrinários espiritistas e nas idéias revolucionárias de Allan Kardec. Cabe a nós espíritas a sua sistematização em nível de consciência e procurar vivenciá-la em nossas relações práticas.
            O seu núcleo, no entanto, está bem estruturado no item 5, do Cap. VI, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, mensagem assinada pelo Espírito da Verdade: “Espíritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo: Todas as verdades se encontram no Cristianismo; os erros que nele se enraizaram são de origem humana; (...)”. (grifo meu)
         O Espírito da Verdade é enfático quando se refere aos ensinamentos. Logo em seguida, utiliza-se da pedagogia Crística fazendo-se compreensível para todos, contextualiza o Espiritismo na condição do Cristianismo Redivivo. Adverte-nos, portanto, de onde se originou os erros nele enraizados.
            Com esse recurso pedagógico o Espírito da Verdade dá uma maior plasticidade à sua mensagem ao condicionar aos espíritas que o êxito dessa missão é indissociável da vivência desses ensinamentos.
            Mas é Allan Kardec quem vai retomar o pensamento do Espírito da Verdade de forma mais clara e objetiva. Preocupado com futuro do Espiritismo elabora o Projeto 1868, publicado em Obras Póstumas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

DR. BEZERRA: Quanta falta o senhor nos faz!!


 Por Francisco Castro


Estamos no mês de agosto de 2012, portanto, há exatos 112 anos do desencarne do Dr. Bezerra, que já foi chamado de “Chefe dos Espíritas” por alguns, e de “Médico dos Pobres” por outros, e que nós, Espíritas, o chamamos carinhosamente de “Dr. Bezerra,” ou simplesmente “Bezerra”.
Pela importância desse Espírito para o Movimento Espírita Brasileiro, embora ele assine suas mensagens apenas como servidor humílimo, penso que deveríamos aproveitar este mês para homenageá-lo nas reuniões públicas das nossas Casas Espíritas, com palestras e debates em torno do seu pensamento, seja como encarnado, ou desencarnado.
Como encarnado trago a lume as palavras do Deputado Freitas Nobre, na introdução da publicação da Câmara dos Deputados, ano 1986, sob o título: Perfis Parlamentares 33 – BEZERRA DE MENEZES: “O estilo, a coragem, a franqueza, a vivacidade intelectual, a cultura, fizeram dele um exemplo de homem público que honrou o parlamento da nação.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O VOLUNTÁRIO E A CASA ESPÍRITA


Por Jorge Luiz

            É comum ouvir no meio espírita sobre a escassez e a falta de compromisso do voluntário espírita. Mito ou realidade?
            O confrade Francisco Castro já tratou da temática em outro momento e trouxe um dado revelador no seu “canteiro” “Sobre as Revelações do Censo de 2010”: os espíritas têm os melhores indicadores de renda e educação em confronto com as demais religiões.”
            Por exemplo, em termo de crescimento relativo a população espírita foi onde ocorreu maior incremento. E mais, 31,5% da população espírita tem nível superior completo, e 15% tem o ensino fundamental
     Ora, se o nível de educação dos profitentes espíritas é um dos melhores, consequentemente, a excelência do voluntariado espírita deve guardar simetria a essa particularidade.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

TECNICAS NA GESTÃO ESPÍRITA


Por Alkíndar de Oliveira(*)

 Artigo compartilhado com anuência dos administradores  do site:www.caminhosluz.com.br

            É correto utilizar no meio espírita técnicas de liderança oriundas do meio empresarial?
            Alguns espíritas sentem uma verdadeira ojeriza quando alguém coloca o estilo de liderança empresarial, como modelo à liderança espírita. Sentem-se, esses irmãos espíritas, indignados por justapor à uma entidade religiosa, técnicas empresariais que visam sobretudo o lucro financeiro.
            Essa visão têm razão de ser. Ou melhor, essa visão teve razão de ser.
        Durante muito tempo a liderança empresarial foi calcada no respeito imposto, e não no respeito conquistado. Durante muito tempo o líder empresarial via cada funcionário como uma máquina útil à finalidade da empresa, e não como um ser humano merecedor de consideração.        Durante muito tempo o líder não era líder. Era gerente. era chefe. Ele não liderava, ele mandava. Foram os tempos onde as idéias administrativas e gerencias de Frederick Taylor imperavam.