domingo, 31 de março de 2019

E O PLACAR INDICA DEZ A ZERO


 


Vale ressaltar de início que não se trata de um novo jogo de futebol entre Alemanha e Brasil o placar que denomina esse texto, sequer intenta falar desse esporte multimilionário que ocupa espaço gigante no ideário mundial. Infelizmente os quarenta e poucos dias de 2019 têm trazido grandes abalos pela ocorrência de intempéries e negligências capazes de dizimar vidas florescentes. Não bastasse o alto risco de ter ressuscitados no País os manicômios aparelhados com o ressurgimento dos eletrochoques, depois de grande luta pela reforma psiquiátrica disseminada pelas sociedades de Psiquiatria, fomos atingidos pelas notícias desagradáveis de desencarnação em massa por chuva, lama e fogo.

quinta-feira, 28 de março de 2019

SOLIDÃO





Estar só, nem sempre, quer dizer solidão.
Quando voluntário, chamo de solitude:
Espaço de aconchego, afago e quietude,
Onde se haure luz celeste, em meditação.

Sem o chão das sadias emoções, na verdade,
O ser solitário, indubitável, é alguém
Que, vivendo na multidão, não tem a ninguém,
Por não laborar a solidariedade!

terça-feira, 26 de março de 2019

AS RAZÕES DE DEUS


         


        Assim como os irracionais, o ser humano também tem uma programação básica que se manifesta na forma de instintos, a conduzi-lo pelos caminhos da vida. O instinto gregário, que lhe impõe a vida em sociedade. O instinto do acasalamento, que favorece a constituição da família. O instinto sexual, que sustenta a perpetuação da espécie. O instinto de conservação, que o estimula a lutar pela sobrevivência.

        Mas há no Homem, além dos instintos, algo que o distingue dos demais seres da criação – a inteligência, o pensamento contínuo, a capacidade de aprender, de acumular informações e tomar consciência de sua própria existência.

domingo, 24 de março de 2019

AI DAQUELE POR QUEM VEM O ESCÂNDALO!


      
      
         A legislação humana, em especial o legislador, é muito gentil com os poderosos que fazem parte de suas zonas de relação. Diga-se de passagem, um desvio da justiça que se arrazoa, deveria ser cega, e alcançar a todos indistintamente. Por essa razão é costumeiro em países subdesenvolvidos, que vivem às voltas com problemas de natureza ética, a manutenção de brechas para cometimentos que resultam em arquivamento ou absolvição, após rituais denominados julgamentos.

quarta-feira, 20 de março de 2019

PMS QUE ATUARAM DURANTE ATAQUES DO PCC PARTICIPAM DE ESTUDOS SOBRE TRAUMA







O áudio tem só 30 segundos, mas elevou a frequência cardíaca do cabo Victor. Em meio a bips, sirenes e disparos de revólver, a gravação traz chamadas à Central de Operações da Polícia Militar de São Paulo. “Brevidade, brevidade, Copom. Bre-vi-da-de!”, exige um oficial em uma delas. “Calma, companheiro. Temos viaturas aí pela rua sem saída”, responde a central. “Brevidade, brevida-de…”, insiste o policial – até sua voz se esvair.

O cabo Victor Augusto Carvalho Júnior, de 44 anos, do 16.º Batalhão, do Butantã, zona oeste, chorou ao ouvir a gravação com vozes de colegas pedindo apoio e sendo mortos – durante a onda de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), no Estado e interior de São Paulo, entre 12 e 23 de maio de 2006, quando 26 PMs morreram. Imagens do seu cérebro, no momento em que escutava o áudio, revelaram que tudo o que ele sentia era medo.

segunda-feira, 18 de março de 2019

"SUZANO", AS ARMAS DE FOGO E O VULGARISMO DA BESTIALIDADE






 Alguns dos mais variados setores da sociedade brasileira defendem a manutenção do comércio legal de armas de fogo aos cidadãos que necessitarem, por algum motivo, justificando que todos têm direito a possuir, nos limites da Lei, uma arma de fogo para se defender de qualquer atentado à incolumidade física do indivíduo, sua vida, seu patrimônio etc.

Mas, precisamos refletir mais sobre liberação de armas de fogo. O massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), que deixou dez mortos e 11 feridos, trouxe à tona novamente o debate sobre o controle de armas de fogo – como o revólver calibre 38 usado pelos autores do ataque.

sábado, 16 de março de 2019

QUANTO VALE A LAMA?


          

 
           Definida como “conjunto de matérias soltas do solo ensopadas em água” (Dicionário Priberam.org), a lama é uma espécie de argamassa que designa vários tipos de sedimentos e possui serventias relacionadas com a sua natureza intrínseca representada pelas substâncias de sua composição. Natural ou artificialmente produzida ocupa espaço na superfície.

quinta-feira, 14 de março de 2019

CONTRA A VIOLÊNCIA - ESPIRITISMO JÁ! *


 

 

Em 13 de agosto, nosso País foi mais uma vez sacudido por uma intensa onda de violência, porquanto uma série de ataques ocorreram em Osasco, Barueri e Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo, ocasionando dezenas de mortos. Comumente, os noticiários publicam matérias a respeito da violência, envolvendo crianças, idosos e animais, sem contar os casos ligados ao tráfico, aos assaltos, aos assassinatos, inclusive no trânsito.

Até mesmo a Natureza sofre investidas à custa do “progresso”, acarretando graves perturbações climáticas, como igualmente matança de animais e derrubada exorbitante de árvores. Os programas de televisão mostram as garras da agressividade. sempre do agrado de seu público. À tarde e ao anoitecer, vários canais exibem dantescos casos policiais, como também, cenas com familiares insatisfeitos, exteriorizando seus conflitos com discussões seguidas de tapas e empurrões e os telespectadores entusiasmam-se com o “barraco armado”, locupletando-se com a confusão e o escândalo em público.

terça-feira, 12 de março de 2019

REFLEXÕES SOBRE A PARÁBOLA DO SEMEADOR - PARTE IV


 

Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera.

Ainda no campo dos relacionamentos afetivos o conjunto de exemplos da “semente entre espinheiros” são inumeráveis. Onde as encontramos?

O que enraíza uma relação verdadeira é a presença do amor. Sem amor não há raiz.

domingo, 10 de março de 2019

DETERMINISMO


 
Qualquer pessoa medianamente informada conhece o complexo de Édipo, consagrado por Sigmund Freud (1856-1939), como a tendência de se ligarem os filhos às suas mães, em oposição aos pais.

        Freud inspirou-se numa tragédia grega: Édipo Rei, de Sófocles (495-406 a.C.). Édipo, segundo os oráculos, mataria seu pai e se casaria com a mãe, o que efetivamente aconteceu, numa fantasia recheada de lances dramáticos e mirabolantes, bem ao gosto da mitologia grega.

quinta-feira, 7 de março de 2019

08.03 - DIA INTERNACIONAL DA MULHER




A força faz o direito nas relações humanas, de maneira inversamente proporcional ao avanço moral de um povo. Assim, também, nas relações entre o homem e a mulher.

Observam-se, infelizmente ainda, em nossa sociedade, traços marcantes do preconceito, dos maus-tratos e da violência contra a mulher, no que pese seu indiscutível e crescente processo de emancipação.

quarta-feira, 6 de março de 2019

CONSCIÊNCIA







Criados pelo Amor, por amor, para o amor...
Com o compromisso de gerar amor e luz,
Por vezes, o amor adoece..., então a dor,
Só aliviada no buscar a Jesus.

domingo, 3 de março de 2019

ALEGRIA DO CARNAVAL - FOLIA E CINZAS



           
        
         Conta-se que o poeta e humorista romano Juvenal (100 d.C) esboçou pela primeira vez que o povo precisava “de pão e de circo” para que tudo ficasse bem. Baseava-se quem sabe no provérbio Taoista que infere “quanto mais instruído o povo, tanto mais difícil de o governar...”. Essas reflexões bem que poderiam ser bordões das realidades atuais. Cabem como luva.
          O Carnaval, tanto qualquer efeméride, gera uma repentina mudança de atitude nos costumes. Nesse caso em particular passa a circular uma energia que impulsiona ao transbordamento de uma alegria que parecia retida sob os nós das gravatas e dentro de sapatos apertados. Uma multidão sai ás ruas como se não existisse o amanhã, ou não quisesse que existisse. Sob esse aspecto denuncia a política pão e circo que configura a lamentável qualidade de vida da maioria cada vez maior de pessoas que lotam as avenidas e clubes das cidades.