domingo, 29 de novembro de 2015

FÉ NA VIDA, FÉ NO HOMEM, FÉ NO QUE VIRÁ.



“... hoje não são as entranhas do globo que se agitam, são as da humanidade.”
(Allan Kardec, “A Gênese”)



Por Jorge Luiz (*)



            Um estudo da Fundação Causa Comum(1) revela resultados significativos. O primeiro é que 74% de um universo de mil pessoas pesquisadas identificam-se mais fortemente com valores altruístas do que com valores egoístas. Para esses, mais importante do que o dinheiro, fama, status e poder, é o senso de honestidade, gentileza, perdão e justiça. Ademais, é que uma maioria semelhante - 78% -  acredita que os outros são mais egoístas do que realmente são. É fácil de concluir que se comete um equívoco grotesco quando se julga o comportamento das outras pessoas, advertência severa do Mestre Galileu quando assegurou que “com o critério com que julgardes, sereis julgados, e com a medida que usardes para medir, igualmente medirão a vós.” (Mt, 7:2). Outra explicação é a do mecanismo de defesa conhecido na psicologia como projeção, pelo qual se atribui a outra pessoa os próprios defeitos pessoais, os pensamentos inaceitáveis ou emoções.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

UMA NOVA ÉTICA



Quanto mais buscamos o progresso material, ignorando a satisfação que provém de um crescimento interior, mais rapidamente os valores éticos desaparecem de nossas comunidades. Então, no longo prazo, nós todos seremos infelizes, pois, quando não há lugar para a justiça e a honestidade no coração do homem, os fracos são os primeiros a sofrer. E os ressentimentos gerados por semelhante injustiça acabam gerando um efeito adverso a todos.” Dalai Lama, Citação do livro Como Lidar com Emoções Destrutivas, de Dalai Lama e Daniel Goleman (Ed. Campus)


Por Alkíndar de Oliveira (*)




A crise econômica mundial iniciada em 2008, fruto da exacerbada ganância do mundo econômico-financeiro, que só por ser “ganância” já seria um mal, e sendo também “exacerbada” passa a ser duplo mal, está levando-nos a fazer ponderações sobre o que de fato é a Economia Real e a Economia Financeira. De maneira sintetizada, a Economia Real representa a compra e venda com o intuito de satisfazer a necessidade humana, colocando de lado o ganho financeiro exploratório. Já a Economia Financeira corresponde às operações ou aos investimentos em papéis para aumentar os ganhos. As duas economias, por si, não são ruins. No entanto, quando a ganância toma conta, a Economia Financeira desregula a Real. O que fazer para evitar esse mal? Exterminar a movimentação da Economia Financeira? Não. Mesmo porque isso é impossível. Creio que a palavra mais adequada seja “moralizar”. A razão de viver do homem deve ter por base essa palavra. Profissionais que encontram uma justa razão de viver, sustentada na boa moral e na boa ética, tendem a ser pessoas conscientes sobre a importância de manter o sensato equilíbrio entre a Economia Financeira e a Economia Real, fazendo com que uma sustente a outra.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A MEDICINA DA ENERGIA¹






Por Roberto Caldas (*)


            


A Homeopatia é uma disciplina médica-terapêutica experimental desenvolvida pelo médico alemão Christian Friedrich SAMUEL HAHNEMANN (1755/1843), cuja denominação é derivada do grego "homoios-pathos" (sofrimento semelhante), num retorno científico ao pensamento médico-filosófico do pai da Medicina, Hipócrates. Lançada ao mundo em 1796 através de artigos publicados. “ORGANON da arte de curar” em 1810 é o seu primeiro livro.
            Medicina do VITALISMO antecede a Doutrina Espírita nesse conceito, visto que só em 1857, Kardec lançaria O Livro dos Espíritos, cuja questão 67 e anteriores traduzem a mesma concepção homeopática: “A vitalidade é um atributo permanente do agente vital ou apenas se desenvolve pelo funcionamento dos órgãos? – Apenas se desenvolve com o corpo. Não dissemos que esse agente sem a matéria não é a vida? É preciso a união das duas coisas para produzir a vida”.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

POESIA





 Por Gilberto Veras (*)


Poesia é o idioma falado pelo coração,
a intermediação de expressão,
manifestada no poeta,
não depende de intelectualidade,
com regras e condicionamentos linguísticos,
é livre e pura,
conduzida apenas por sentimento poderoso e original,
existente em todas as almas,
essa a única disciplina,
sentir e expressar,
nada mais,
assim são sensibilizados aqueles que à ela ouvem,
são poetas também,
sentem as vibrações do belo,
emocionam-se com luz esplendente,

sábado, 21 de novembro de 2015

AS ARENGAS SOBRE O "DE MENOR"







Por Jorge Hessen (*)


Foi altruística indubitavelmente a reação do carioca Deivid Domênico, carteiro, músico e autor do samba enredo 2016 da “estação primeira da Mangueira” que após ter o celular roubado por um menor infrator (na janela do ônibus), conseguiu detê-lo, protegendo-o de um possível linchamento. Acompanhou o delinquente “de menor” até a delegacia, prometendo visitá-lo no centro de reclusão para onde foi levado.

Deivid é contra a redução da maioridade penal, e de forma um tanto burlesca disse que seguirá o “conselho” da Rachel Sheherazade[1], adotando “seu” bandido “apreendido”. Contudo, a opinião do carteiro sambista não reflete a tendência da sociedade brasileira, conforme consigna a última pesquisa nacional em torno do tema: segundo o instituto Datafolha, 87% dos brasileiros são favoráveis à redução.[2]

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A CONTRIBUIÇÃO ESPÍRITA NO DEBATE DA ESCOLA PÚBLICA NO BRASIL (PARTE FINAL)






Os educadores espíritas brasileiros

Ao longo do século XX, iniciando-se na primeira década, com o marco histórico da fundação do primeiro colégio espírita do Brasil – Colégio Allan Kardec – pelo educador mineiro Eurípedes Barsanulfo (1880-1918) e alcançando a dobra do século XXI, diversas propostas foram teorizadas e postas em prática, envolvendo a relação educação/espiritismo. Algumas tomadas de posição mais significativas diante dos problemas fundamentais com que nos defrontamos historicamente, podem fornecer um quadro aproximado do papel do espiritismo em nossa sociedade.
Em primeiro lugar, é preciso considerar que existem claramente duas tendências no movimento espírita brasileiro: a mais popular, que se tornou massa crítica nas últimas décadas, sob influência da liderança de Chico Xavier, praticada na maior parte dos centros espíritas e nas obras sociais que levam o rótulo de espírita, tem um perfil politicamente conservador e socialmente assistencialista. Realizando quase um sincretismo com a herança católica, essa tendência é criticada pela outra face do espiritismo brasileiro, representada entre outros pelo jornalista e filósofo J. Herculano Pires:

“O católico, o protestante, o espírita se equivalem neste sentido, todos buscam o caminho do espírito para soluções de questões imediatistas ou para garantirem a si mesmos uma situação melhor depois da morte. A maioria absoluta dos espiritualistas está sempre disposta a investir (esse é o termo exato) em obras assistenciais, mas revela o maior desinteresse pelas obras culturais. Apegam-se os religiosos de todos os matizes à tábua da salvação da caridade material…” (PIRES, 1975)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A HUMANIDADE E SEUS ALGOZES¹





 Por Roberto Caldas (*)



               Se há uma regra sem exceção, considerados todos os períodos da humanidade e as leis estabelecidas em todos os tempos, essa não deixa o menor rastro de dúvida a quem a examine: toda violência é fruto da maldade. A maldade por sua vez é opcional e voluntária, jamais uma imposição da Natureza. O que nos estabelece a Natureza é a obrigatoriedade de uma linha evolutiva que inicia na simplicidade e na ignorância.
            Há quem se compraza e até estabeleça objetivos baseados na destruição de outrem, como forma deliberada de conquistar patamares de sucesso em suas empreitadas de cobiça e poder. Nesse afã emprega meios e instrumentos que vão desde o uso de armas de fogo e bombas até a manutenção de fortunas conquistadas pelo roubo e a prevaricação das leis. Em todos os casos as estratégias que se emprega escondem uma alma embrutecida pelo ódio e trazem à tona o horror dos nossos piores vícios, aqueles que impregnam a mente das pessoas que exorbitam a esfera do sofrimento individual para se tornarem algozes da coletividade. Antes de poderem ser admirados pela fortaleza que intentam transparecer, essas pessoas devem ser vistas sob o olhar de piedade, tamanha a brutalidade de que são geradoras e vítimas ao mesmo tempo.

16.11 - DIA INTERNACIONAL DA TOLERÂNCIA




“Amarás ao teu próximo como
a ti mesmo.”
(Jesus, Mt, 22:34-40)


Por Jorge Luiz (*)


             

            John Locke (1632-1704), filósofo inglês, com o propósito de apaziguar católicos e protestantes, escreveu em 1689, Cartas sobre a Tolerância. Voltaire (1694-1778), filósofo iluminista francês, impactado com o episódio ocorrido em 1562, conhecido como Massacre da Noite de São Bartolomeu, marcado pelos assassinatos de milhares de protestantes, por fiéis católicos, talvez inspirado por Locke, em 1763, escreveu o Tratado sobre a Tolerância.
            Por meio da  UNESCO¹, em sua 28ª Conferência Geral, realizada de 25.10 a 16.11.1995, com apoio da Carta das Nações Unidas que “declara a necessidade de preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra,...a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana,... e com tais finalidades a praticar a tolerância e a conviver em paz como bons vizinhos", os Estados Membros decidiram firmar a Declaração de Princípios sobre a Tolerância, proclamaram solenemente o dia 16 de novembro como o Dia Internacional da Tolerância.

domingo, 15 de novembro de 2015

DO TERROR À LAMA, TUDO QUE PODEMOS LAMENTAR. MAS O QUE FAZER?¹







Por Dora Incontri (*)



Como não chorar por todas as dores, sem menosprezar nenhuma, dessas que infestam o mundo? A dor das mães, cujos filhos morrem violentamente, é igual: sejam elas muçulmanas, judias, parisienses, sírias, quenianas, norte-americanas, das periferias de São Paulo, dos assaltos na classe média, dos massacres entre todos os povos…

A dor da natureza aviltada, mutilada, envenenada, seja em Fukushima, seja em Mariana, seja nos transgênicos que causam câncer, seja nas sementes estéreis, indecentes, da Monsanto…

A dor das crianças abusadas, violentadas, escravizadas, sejam sírias, vietnamitas, bolivianas, brasileiras, de qualquer época, de qualquer povo…

A dor dos povos oprimidos, expulsos, tiranizados, que são tantos, ou são todos, que nem se pode mencioná-los…

A dor que campeia no planeta, toda ela merece nossa compaixão, nossa empatia, nossa solidariedade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O RAMATISISMO¹







Por Sérgio Aleixo (*)


"Para Herculano Pires, ninguém fala para não pecar e peca por não falar, por não espantar pelo menos com um grito as aves daninhas e agoureiras que destroem a seara. (Cf. O Espírito e o Tempo, 4.ª Parte, cap. III, item 5.) Sobre os periódicos espíritas afirmava o grande jornalista, altissonante:

“A imprensa espírita, que devia ser uma labareda, é um foco de infestação, semeando as mistificações de Roustaing, Ramatis e outras, ou chovendo no molhado com a repetição cansativa de velhos e surrados slogans [...]”. (O Espírito e o Tempo, 4.ª Parte, cap. III, item 5.)

Por força da acertada referência de Herculano, assim como ressaltei noutro artigo alguns pontos de doutrina do roustainguismo, vejamos algo sobre o ensino do espírito Ramatis, que, aliás, é analisado bem a fundo no excelente livro Ramatis: Sábio ou Pseudo-Sábio?, de Artur Felipe de A. Ferreira.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

FAZER A NOSSA PARTE NO MUNDO - PARA OS DESANIMADOS DE PLANTÃO¹





 Por Dora Incontri (*)


 
Orquídea Bebê no Berço
Um grande e inspirador amigo que tive, Dr. Tomás Novelino, fundador do Educandário Pestalozzi de Franca (SP), médico e educador, sempre dizia o seguinte para pessoas que lhe vinham com pensamentos pessimistas a respeito do mundo: quem está trabalhando pelo bem, quem está fazendo a sua parte, não sente desânimo e nem vê o mundo com cores negras.

Essa lembrança querida abre minhas reflexões nesse texto, já que os tempos de hoje se apresentam a muitos olhos com cores bastante sombrias.

De fato, não faltam notícias tristes, sangrentas, nauseantes. E não é difícil nos deixarmos envolver por ondas de depressão e descrença, quando nos sintonizamos com todo o acervo de injustiças, problemas, crueldades, ataques à dignidade humana, depredação da natureza… e poderíamos aqui estender o quadro indefinidamente.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

AO RADIALISTA, COM CARINHO¹




Por Roberto Caldas (*)



            Quando se sintoniza uma emissora de rádio dá-se azo à imaginação. De lado a lado duas pessoas se comunicam sem se saberem exatamente. O ouvinte só escuta a voz de quem lhe fala coisas que transformam a sua rotina pela informação, opinião, dica musical, comentário.  Uma voz sem rosto, hiato especial para exercitar a imaginação.
Fazendo-se uma viagem em torno do mundo e um emaranhado de ondas faz do comunicador do Rádio um dos mais importantes elementos de transformação planetária. Alguém que leva a história para os rincões mais longínquos, quase inalcançáveis por outros meios. Dessa maneira que as pessoas ficaram sabendo que os alemães entregaram as armas ao final da 2da Grande Guerra (1945); o Brasil ficou pasmo com a notícia que um presidente havia se suicidado (Getúlio Vargas – 1882/1954), sofremos o Maracanaço (1950) e exultamos com o sucesso das jornadas de 54 e 58 da seleção brasileira, emocionamo-nos que o primeiro astronauta a gravitar a Terra tenha falecido em manobra de um simples avião (Iuri Gagarin, 1934/1968) e comemoramos o lançamento da Apollo XI (1968). Por trás dessas notícias, apenas uma voz, uma voz que traduzia que mudanças enormes pulsavam nos quatro cantos.

sábado, 7 de novembro de 2015

A CONTRIBUIÇÃO ESPÍRITA NO DEBATE DA ESCOLA PÚBLICA NO BRASIL¹ - PARTE I










A participação histórica do espiritismo no Brasil tem sido desconsiderada em estudos acadêmicos, apesar de já estarem catalogadas na Capes pelo menos 35 dissertações e teses, que fazem alguma referência ao espiritismo entre nós. São estudos, porém, que permanecem desconhecidos e sem divulgação entre os pesquisadores. Trata-se por isso de uma necessidade de resgate histórico promover a descoberta dessa porção ativa da sociedade brasileira, suas raízes ideológicas e seus posicionamentos sociais e políticos.
No campo da educação, minha tese de doutorado na Universidade de São Paulo se ocupou em mostrar as longínquas raízes do pensamento pedagógico espírita (desde Sócrates e Platão, passando por Comenius, Rousseau e Pestalozzi) e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento desse pensamento no Brasil e sua interação com nossa cultura.i 
Nesse ponto, o engajamento dos espíritas na defesa da escola pública foi um dos temas analisados rapidamente, já que se tratava de fornecer um panorama geral da história, da filosofia e da prática da pedagogia espírita. Aqui porém, farei uma revisão do assunto, indicando alguns pontos nevrálgicos que podem ser mais desenvolvidos em futuras pesquisas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

UMBANDA E ESPIRITISMO CRISTÃO NUMA AVALIAÇÃO OPORTUNA





 Por Jorge Hessen (*)



Confrades solicitaram-me comentar novamente sobre a tendência umbandista nas instituições espíritas cristãs. Disseram-me que muitos centros “espíritas”, localizados no planalto central, possuem dirigentes, trabalhadores e frequentadores que ainda não se desataviaram dos ritos umbandizantes. São frequentadores, médiuns e doutrinadores que não conseguem se livrar das entidades de “terreiro”. Como se não bastasse, há os que elegem na instituição espírita cristã “mentores ou mentoras” de espíritos impregnados dos atavismos psicológicos de “vovós sicranas” ou “vovôs beltranas”, ou veneram “ex” “preto(as) velhos(as)” etc., como se tais “entidades” fossem campeãs da humildade. Nada mais inconsistente! E não se podem comparar tais “entes” com os sensatos espíritos que se apresentaram como “ex-padres” e “ex-freiras” na concepção da Codificação Espírita.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

ESCAPULÁRIOS ESPÍRITAS: PARA ONDE CAMINHA O MOVIMENTO ESPÍRITA BRASILEIRO?¹



Por Madson Góis (*)


Um dos motivos que nos levou a escrita desse artigo se relaciona com e-mail que recebemos de certo confrade nos oferecendo escapulários espíritas. Não acreditando de pronto na informação recebida, buscamos averiguar e deparamo-nos com a oferta dos tais amuletos no site comercial do Mercado Livre.
Escapulários com imagens de Bezerra de Menezes e Chico Xavier encontram-se à disposição de quaisquer interessados a preços módicos. Esse fato me recordou do inegável apelo catolicizante que sofremos em nossos grupos desde sempre, já alertado por Herculano Pires na década de 70, indicando a tendência igrejeira do movimento espírita no Brasil. E ao mencionar tal fato, não colocamos em cheque a importância do aspecto “religare” da doutrina dos espíritos imbuída da moral crística, mas da influência do fisiologismo religioso-dogmático em nosso meio e os desdobramentos do misticismo no modus operandi do Espiritismo no Brasil.
Situações como esta nos relembram a importância da re-inserção das obras de Kardec naquilo que chamamos de “Movimento Espírita Brasileiro”, visto que inúmeras têm sido as sinalizações do quão distante nos encontramos dos preceitos basilares estabelecidos pelo professor Rivail. Ao falar sobre o tema, remetemos a um termo cunhado no seio do próprio movimento, a “pureza doutrinária”. Nesse sentido, qual seria de fato a origem desse termo? a necessidade de pureza sinalizaria contaminação? – Em termos pragmáticos, parece-nos que o jargão problematiza a existência de um impasse metodológico: 1) de um lado, os que defendem que os pilares do Espiritismo devem permanecer no legado kardequiano; 2) os que defendem que os pilares do Espiritismo devem se estabelecer na nova literatura espírita; 3) os que defendem um equilíbrio entre os pontos 1 e 2; 4) os que defendem uma tendência ecumênica com outras práticas espiritualistas.

LIVRE PARA RENASCER¹




 Por Paulo Eduardo (*)

Os Páramos Celestiais abrigam o nosso querido Edilmar Norões. Ele o homem do sorriso cuja sinceridade era inerente à sua personalidade de alma fraterna. Ser humano de configuração talhada para fazer amigos. No “adeus a Edilmar” vem de logo a lembrança do seu caminhar reto no campo do humanismo.
Edilmar Norões pontua no além com a mesma simplicidade de quem encara a vida no roteiro do bem. Seu porte de natureza ética e elegante assume a postura dinâmica que caracteriza o dia 02 de novembro como data especial aos que partiram. Um sorriso de dignidade que assoma livre para renascer. O renascer da esperança de tê-lo impoluto no plano astral.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

COMEMORAÇÃO DOS MORTOS E A CODIFICAÇÃO KARDECIANA¹






 Por Roberto Caldas (*)



            O capítulo seis da segunda parte de O Livro dos Espíritos – VIDA ESPÍRITA - dá uma verdadeira aula sobre as relações entre aqueles que passaram para o outro lado da existência e os que ainda permanecem travestidos pelo corpo físico. Intitulado “Comemoração dos mortos. Funerais” encerra 14 perguntas, algumas delas desdobradas para maior compreensão, questionando tudo que ainda hoje povoa a cabeça das pessoas a respeito das homenagens dos que ficaram àqueles que partiram.
            O Livro dos Médiuns, precisamente no cap. XXVI – Das Perguntas que se Podem Fazer aos Espíritos, item Sobre Interesses Morais e Materiais – traz a seguinte resposta: "Esqueceis que a morte é a libertação dos cuidados terrenos. Julgais então que o Espírito, ditoso com a liberdade de que goza, venha de boa-vontade retomar a cadeia de que se livrou e ocupar-se com coisas que já não o interessam, apenas para satisfazer à cupidez de seus herdeiros, que talvez hajam rejubilado com a sua morte, na esperança de que lhes fosse ela proveitosa? Falais de justiça; mas, a justiça, para esses herdeiros, está na decepção que lhes sofre a cobiça...”