sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O MODELO MASCULINO DE CIVILIZAÇÃO¹






Por Dora Incontri (*)

 
Ying e Yang - a simbologia chinesa para o masculino e feminino.
Reflito aqui sobre duas matérias que vi recentemente, sobre diferentes assuntos, mas ambas ligadas a São Paulo, a cidade em que nasci e de onde fugi há 15 anos, para viver no interior, mas onde estão minhas raízes e um pedaço do meu coração.

Uma é a reportagem chocante, de dezembro de 2015, intitulada As veias abertas da Faculdade de Medicina da USP, (ver http://www.adusp.org.br/files/revistas/58/mat05.pdf) e a outra é o documentário Entre Rios, já mais antigo de 2011, mas que eu não conhecia, que conta de maneira didática o processo de urbanização de São Paulo. (Ver: https://www.youtube.com/watch?v=Fwh-cZfWNIc)

O que há de comum entre essas duas matérias: elas de certa maneira dissecam a lógica da dominação, da sujeição, da violência do homem sobre a natureza e sobre outros seres humanos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

RELIGIÃO E ESTADO, QUAIS OS LIMITES¹



           

Por Roberto Caldas (*)


             O sentimento de transcendentalidade é inerente ao homem, desde as mais tenras eras. Todos os povos transitaram entre as constituições humanas e a efervescência de crenças variadas e os cultos aos deuses repicam no histórico milenar que retrata a evolução humana. Parece que, paralelo aos deveres de cidadania, há uma sede espiritual de reverência a um poder invisível que nos mantém irmanados pelas semelhanças de convicções. Dispostas em seus devidos lugares, as leis humanas e aquelas espirituais funcionam como alavancas para o ajuste dos valores necessários ao progresso da civilização.
            Infelizmente a história nos dá provas de que a tentativa de unificação dessas leis, mormente conduzida pelo ente político confundido com a figura de orientador espiritual, tornando o Estado oficialmente religioso, constitui-se em alternativa geradora de dores, perseguições e injustiças. A sabedoria provavelmente se expresse em considerar que as pessoas têm direito de escolhas espirituais, mas o Estado necessariamente precisa ser LAICO, visto que é sua incumbência a proteção ao direito universal de culto.

domingo, 24 de janeiro de 2016

POR UM MOVIMENTO ESPÍRITA SUBVERSIVO





 “A revolução foi proposta por Kardec,
foi ensaiada por esses cientistas
(Crookes, Bozzano, Aksakof, Richet,
Rochas e outros)
mas ainda não foi realizada na civilização
ocidental – onde se enraíza –
e não foi nem mesmo
compreendida pelos espíritas.”
(Dora Incontri, “Para Entender Allan Kardec.”)




Jesus, no Sermão das Montanhas (representação)



            É provável que o leitor esteja intrigado com o título do artigo, pelo uso da palavra subversivo. Não é de se estranhar, até por que é esse o propósito. Entretanto, a etimologia de subversivo, vem do latim (sub=abaixo) e (vertere=dar voltas) + (ivo=efetividade, capacidade). De subverter = verter por baixo; executar atos visando à transformação ou derrubada da ordem estabelecida; revolucionário.
            Se se estudar a semântica histórica ou diacrônica (que estuda as mudanças que as palavras sofreram no tempo e no espaço), vê-se que a palavra subversivo, no período do regime militar assumiu significado pejorativo, marginalizando e criminalizando àqueles que pensavam diferente do governo, quando na realidade esses lutavam para resgatar democracia e a liberdade de expressão. Os “subversivos” foram perseguidos, presos, torturados e muitos mortos. Situação idêntica, sofreu a palavra herege (que ou quem adota ou sustenta ideias, opiniões, doutrinas etc. contrárias às admitidas por um grupo), na idade média, o que motivou o tribunal eclesiástico da igreja católica, que tinha como propósito combater os heresiarcas, e que até nos dias atuais respinga nos espíritas.

sábado, 23 de janeiro de 2016

A NICOTINA SATURA O CORPO ESPIRITUAL DOS FUMANTES



Por Jorge Hessen (*)


Há meio século os cantores Roberto e Erasmo Carlos lançaram a música “É proibido fumar”. Passados cinco décadas, a canção é oportuna e pode ter soado como premonição naqueles momentos tão afastados dos anos de 1960, considerando que hoje está em pleno vigor no Brasil a lei federal antifumo, que “proíbe fumar” em locais fechados de uso coletivo – públicos e particulares – de todo o país. Em resumo, assegura lugares completamente livres de cigarros e do cheiro de fumaça. Estão terminantemente proibidos cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés [1] e similares em locais como hall e corredores de condomínios, restaurantes e clubes, mesmo que o ambiente esteja apenas parcialmente fechado por parede, divisória, teto ou toldo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O FUTURO É TUDO






Por Sérgio Aleixo (*)


Tive oportunidade de comentar, seja em programas radiofônicos, em livros, seja em palestras ou seminários, sobre as doutrinas de J.- B. Roustaing. E Deus sabe o preço que pago por isto... Mas nada vale o silêncio acerca deste assunto, senão em proveito de colaboração com erros manifestos, a pretexto do cultivo de virtudes que são quase sempre desconhecidas da turminha seráfica do deixa-disso. Aliás, o estudo das instruções de Kardec e dos espíritos superiores que o assistiram não deixa qualquer dúvida quanto ao que se deve fazer:
Ah! crede-me, não temais desmascarar os velhacos que, novos Tartufos, [1] se introduziriam entre vós sob a máscara da religião; sede igualmente impiedosos para com os lobos devoradores, que se ocultariam sob peles de cordeiro. [2]

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O ESPIRITISMO E A CIÊNCIA MATERIALISTA¹






Por Roberto Caldas (*)

              A ciência humana, considerada um dos grandes avanços da espécie desde o seu aparecimento sobre o planeta, tem sido uma das inequívocas provas do caminho evolutivo pelo qual trilha a humanidade. Descortinando os ditames da Natureza o pesquisador abre perspectivas para o crescimento coletivo e acena para novos patamares de conquistas nos campos da qualidade de vida e da socialização dos grupamentos mundo afora.
            Dotada de exigência afinada à compreensão analítica profunda e baseada em resultados objetivos resultantes de estudos e experiências que necessitam ser sérias para então aceitas, a ciência humana estabelece uma ponte entre o imaginário que alimenta a observação e o concreto que estabelece a mudança de paradigma sempre que vencida uma etapa de testes e formulação de teses. Foram as experiências que culminaram com formulação das teorias do mundo quântico na Física e do sistema binário na computação que permitiram ao século XX ter sido considerado aquele que estabeleceu uma nova mudança de era para a humanidade, comparada àquela que foi a descoberta da escrita nos primórdios dos tempos.

domingo, 17 de janeiro de 2016

ENSAIO: UMA VISÃO ESPÍRITA SOBRE A EDUCAÇÃO - PARTE FINAL






Por Francisco Castro (*)



A EDUCAÇÃO NO BRASIL

No Brasil, a educação é disciplinada pela Lei Federal nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996 a qual, em seu artigo 1º, na versão mais atualizada, de março de 2015, assim define:

A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.

Vê-se aí que o termo educação tem um sentido bastante amplo, mas que, na sua essência, conforme definido na lei, abrange os processos formativos que se desenvolvem, primeiramente na família, em seguida na convivência humana, no trabalho, e por fim nas instituições de ensino e pesquisa, além de outros.

Essa definição legal, conforme se encontra destacado acima, imagina-se que tenha passado por um acurado exame dos experts na área e não apenas daqueles que cuidam da técnica legislativa.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

UM OÁSIS DE AMOR





O começo - 1992 - Uma das primeiras turmas da Educação Espírita

Com a aproximação do final do ano de 2015, meus filhos propuseram um programa diferente, ao invés da orla marítima de Fortaleza, com o tradicional show musical e queima de fogos, desfrutarmos do clima serrano na cidade de Viçosa do Ceará. O programa foi aceito pela maioria, apenas um, dos quatro filhos, não concordou em ir, por ter um programa mais ao gosto de seus três filhos menores e preferiu uma colônia de férias próxima de Fortaleza.
Alugamos duas casas em um sítio próximo à cidade, muito confortáveis, com piscina e cercadas de uma vista linda e verdejante. Mas não dava para abrigar todos, por isso nossa filha mais velha, o marido e as filhas, conseguiram acomodação em um hotel na cidade de Tianguá, distando aproximadamente 30 km de Viçosa, o que permitia em pouco menos de meia hora estarmos todos juntos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

PACTO ÁUREO?






Por Jorge Hessen (*)


 
Outubro de 2014 - 65 anos do Pacto Áureo
Os primórdios do “espiritismo”

De conformidade com as fontes compulsadas, identificamos os primórdios do movimento “pré-espírita” brasileiro nas experiências dos partidários do mesmerismo (1). Dentre os seus adeptos, encontramos os médicos homeopatas Benoît Jules Mure (francês) e João Vicente Martins (português). Ambos chegaram ao Brasil em 1840. Havia mais apaixonados pela técnica de Mesmer, a exemplo de José Bonifácio de Andrada e Silva (o “Patriarca da Independência”), igualmente adepto à homeopatia, e Mariano José Pereira da Fonseca (Marquês de Maricá), este último publicou um livro de essência “pré-Codificação espírita, em 1844.

O “Espírito” Humberto de Campos explanou em “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” (*) que Benoît Jules Mure e João Vicente Martins “fariam da medicina homeopática verdadeiro apostolado. Muito antes da codificação espírita já conheciam os transes mediúnicos e o elevado alcance da aplicação do magnetismo espiritual. Introduziram vários serviços de beneficência no Brasil e traziam por lema, dentro da sua maravilhosa intuição, a mesma inscrição divina da bandeira de Ismael – “Deus, Cristo e Caridade”. Aplicavam aos doentes os passes como um ato religioso. Não o faziam por charlatanismo. Samuel Hahnemann recomendava esse processo auxiliar da Homeopatia. Foram os homeopatas que lançaram os passes, não os espíritas. Estes continuaram a tradição.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

DEUS, O GRANDE AMIGO¹







Por Roberto Caldas (*)




Quão maravilhoso podermos nos considerar amigos de Deus! Podermos sentir Deus fazendo parte do nosso respiro a cada momento que passa nas horas do nosso dia. Retirados todos os argumentos que nos fazia sentir medo da Divindade, cessadas quaisquer restrições ao amor incondicional do Pai em nossa direção, vencida qualquer dúvida a respeito da Bondade e da Justiça em que opera junto conosco.
            A Doutrina Espírita descortina em Deus, Aquele que supera qualquer imagem humana. Descobre um Poder que não muda de humor nem cria regras, que não se exalta nem se surpreende jamais, que não persegue nem se sobressalta com as nossas infantilidades frutos das imperfeições que nos são próprias. Ao contrário permite um caminho de ascensão sem limites e disponibiliza através de leis imutáveis, oportunidades para encontrarmos pelo esforço pessoal o caminho do equilíbrio. 

domingo, 10 de janeiro de 2016

ENSAIO: UMA VISÃO ESPÍRITA SOBRE A EDUCAÇÃO - PARTE II






Por Francisco Castro (*)



IDEIAS SOBRE A EDUCAÇÃO

João Amós Comenius (1.592 -1.670) em sua Didática Magna – Tratado da Arte Universal de Ensinar Tudo a Todos, logo no primeiro capítulo, nos diz textualmente: “Um dos primeiros ensinamentos, que a Sagrada Escritura nos dá, é este: Sob o sol não há nenhum outro caminho mais eficaz para corrigir as corrupções humanas que a reta educação da juventude”. Como exemplo, ele cita o provérbio 22:6: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”

Dizendo mais adiante, ainda do primeiro capítulo: “Cristo ordena que nós, adultos, nos convertamos como criancinhas, isto é, para que desaprendamos os males que havíamos contraído com uma má educação e aprendido com os maus exemplos do mundo, e regressemos ao primitivo estado de simplicidade, de mansidão, de humildade, de castidade, de obediência, etc. (...) Daí resulta que não há coisa mais difícil que voltar a educar bem um homem que foi mal educado. Na verdade, uma árvore, tal como cresce, alta ou baixa, com os ramos bem direitos ou tortos, assim permanece depois de adulta e não se deixa transformar.”

Comenius, um estudioso da arte de educar, coloca a educação da juventude como a única forma de corrigir as corrupções humanas, colocando a criança como elemento central do processo educativo, ou seja, “antes que a árvore cresça muito e se encha de galhos.”

sábado, 9 de janeiro de 2016

SOCIALISMO E ESPIRITISMO, APROXIMAÇÕES DIALÉTICAS - PARTE FINAL






Dora Incontri e Alessandro Cesar Bigheto (*)





Dialética e espiritismo


Entretanto, o que nos interessa mais aqui é discutir a dialética, do ponto de vista filosófico, pois parece que há uma posição original a ser descrita, a partir da obra de Kardec e de seus intérpretes à esquerda.
Diz Piettre (e essa é uma posição mais ou menos generalizada a respeito) que existem duas maneiras de encarar a realidade: a do ser e a do devir. Conforme explica:

“Resumindo-se por alto a longa peregrinação do pensamento humano, pode-se dizer que sempre existiram não mais do que duas filosofias, duas maneiras de representar o mundo: a filosofia do ser e a do vir a ser (…)” (PIETTRE, 1969:27)

A filosofia clássica, de herança platônica, estaria ligada à primeira forma de percepção de mundo: o absoluto estático, a identidade permanente do ser.  A dialética, que descende de Heráclito, depois revivida por Hegel, entende a realidade como transformação permanente. O ser não é, está sendo. No processo de ser, há um momento de negação, de não-ser. Nesta visão, a concepção trinitária de tese-antítese-síntese é a dinâmica de ser através de contradições e superações.
Em Hegel, esta interpretação de mundo está inserida num espiritualismo panteísta em que o Ser é o próprio absoluto, que se encarna no processo histórico. Marx, como se sabe, recebeu uma forte influência da concepção hegeliana da dialética. Para Marx e Engels, a dialética que se manifesta no processo histórico é sobretudo material, sem nenhuma imanência ou transcendência espiritual. São as forças produtivas que engendram a história e o homem é, ao mesmo tempo, por ela determinado, e sujeito, capaz de transformá-la.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

SOCIALISMO E ESPIRITISMO, APROXIMAÇÕES DIALÉTICAS - I PARTE






 Por Dora Incontri e Alessandro César Bigheto (*)



Resumo: Este artigo pretende resgatar a ala esquerda do espiritismo, romontando-a já desde Pestalozzi, mestre de Kardec, pelo próprio fundador do espiritismo e seus discípulos na França e no Brasil. Apesar de o movimento espírita brasileiro revelar traços conservadores, existe um espiritismo à esquerda, cultivado na América Latina, incluindo o Brasil e que descende do espiritismo francês, entendido como proposta social, aplicada na educação.

Estes apontamentos pretendem apenas indicar uma vasta linha de pesquisa ainda pouco trilhada, que aponta as relações históricas e teóricas entre socialismo e espiritismo. Não é assunto pacífico nem para socialistas (sobretudo marxistas) nem para espíritas, mas trata-se de demonstrar que houve aproximações, diálogos e influências mútuas neste campo. Aliás, a dialética, que se propõe como método de entender as contradições e chegar a sínteses, não deveria permitir o dogmatismo ideológico que impede a aproximação do que aparece, à primeira vista, paradoxal.
Tudo começa já com o mestre de Allan Kardec (Rivail), Johann Heinrich Pestalozzi, que, ao contrário da análise pouco informada de alguns, que ignoram a complexidade de sua obra e de sua trajetória, passou da crença no despotismo esclarecido a um pensamento social, que não pode ser meramente considerado burguês, pois, ao mesmo tempo, em que ele foi condecorado como membro honorário da Revolução Francesa, foi crítico dela. Em seu pensamento, (ver Incontri:1996), existem traços de uma dialética original – que é espiritualista, se dá na história, mas não tem o totalitarismo panteísta de Hegel ou de Fichte. Com este último, Pestalozzi manteve fecundo diálogo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

CRÔNICAS DO COTIDIANO: ÉTICA, MORAL E A LEI



“Moralmente, não é essencial que um procedimento semelhante culmine no acordo sobre uma norma. A urgência da vida pública obriga a apelar para o mal menor da votação e das maiorias, mas o mesmo não se dá com a moral, que, apesar dos fundadores da ética discursiva (¹), é questão mais de atitudes que de normas.”
(Adela Cortina, “Ética sem moral”)






           
            Professor de direito brasileiro, ao se manifestar sobre a atitude de um determinado parlamentar, afirmou: “Na perspectiva moral, ética, tudo isso que está acontecendo é realmente asqueroso, lastimável, um jogo recíproco de chantagem. (...) O problema é saber se o meio que ele se utilizou é lícito ou não, está fundamentado ou não.” Ao final ele afirma que a postura não foi ética, mas sustenta que isso não tem importância a partir do momento em que a decisão está fundamentada.(saiba mais)
            Fico com a canção: restam os meus botões, já não sei mais o que é certo” (2)
            Todavia, o certo é que o Estado e a sociedade não serão capazes de subsistirem sem que seus cidadão tenham uma fé consistente apoiada em uma ordem moral.
            Mas, o que é ética? O que é moral?
            A sinonímia entre as palavras ética e moral é perfeitamente aceitável, já que se herdou os vocábulos do latim (moral) e o outro do grego (ética), ambas culturas antigas, que definiam assim o campo de reflexão sobre os “costumes” da sociedade, no que tange à sua legitimidade, desejabilidade, validade e exigibilidade.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

'SELFIES" ALIENANTES






Por Jorge Hessen (*)


As tecnologias pessoais, sobretudo os smartphones, revolucionaram o formato com que as pessoas se expressam no dia-a-dia na atualidade, e a selfie faz parte dessa transformação. Experimenta-se a neurose do selfie (derivada do termo inglês self (eu) junto ao sufixo “ie” – um tipo de fotografia), para indicar uma espécie de autorretrato, tradicionalmente exposto na rede social que tem contagiado a muitos, principalmente no Instagram e Facebook. O indivíduo aponta o smartphone para o próprio rosto e busca o melhor ângulo para tirar uma fotografia esmerada. Pode ser na praia, na festa, no parque, no restaurante ou em situação de alto risco de vida. A obsessão é tamanha que neste último caso chega a causar acidentes fatais.

Quando falamos em selfies aqui, os números não são nem de longe inexpressivos, ou seja, nada menos que 880 bilhões de fotos foram feitos apenas em 2014. Uma parcela relevante de auto-exposição na forma de autorretratos. Tais imagens podem camuflar ameaças, sobretudo quando as fotografias revelam uma conotação erotizante, uma posição lasciva. Obviamente a exposição de dados pessoais, informações e fotografias supostamente inocentes pode servir de matéria prima para os criminosos sempre de plantão.

domingo, 3 de janeiro de 2016

TAREFA QUE PROSSEGUE¹

Por Roberto Caldas (*)


                Abram as portas de suas casas! Antena Espírita começa 2016 com a mesma intenção de todos os outros domingos que esteve fazendo companhia a sua família, levar a Doutrina Espírita da forma mais comprometida com os preceitos de Allan Kardec e discutir as questões espirituais mostrando a versatilidade da mensagem dos Espíritos Superiores, destituída que se encontra de qualquer ceticismo, fanatismo ou preconceito.
            É pouco dizer-nos felizes pela oportunidade de prosseguirmos com essa parceria que já atravessa vários anos aumentando a cada dia que passa. Temos uma certeza inamovível quanto à intervenção dos amigos espirituais na harmonia da nossa programação e na expansão dessa ajuda na direção de cada lar que recebe as nossas vozes nesse pequeno intervalo de tempo em que estamos juntos durante a sua audição. Produzimos todos juntos uma rede de conexões que satura todo o espaço que nos separa estabelecendo uma vertente luminosa capaz de permitir ações espirituais que atendem a muitas de nossas necessidades íntimas de reequilíbrio. Apesar de separados e distribuídos por vasto território que se estende além dos olhos compomos, em um nível invisível, um único espaço onde respiramos as singelas energias de Jesus.

sábado, 2 de janeiro de 2016

ENSAIO: UMA VISÃO ESPÍRITA SOBRE EDUCAÇÃO - I PARTE





Francisco Castro (*)

Estamos no primeiro século do III milênio após a vinda do Cristo.  No Brasil, um país considerado do terceiro mundo pelo seu estado de desenvolvimento, porém de um povo relativamente pacífico, de arraigado sentimento religioso, com uma história sem guerras, que aboliu a escravatura ainda no sáculo XIX, mas que, na atualidade, enfrenta sérios problemas estruturais de educação, saúde, habitação, emprego, renda, violência, e principalmente nos costumes e desigualdades regionais.

O autor, desejoso de dar uma contribuição, ainda que pequena, para que, no futuro, a situação de seu país possa ser diferente, em suas leituras e reflexões, interessou-se pelas ideias de um estudioso da área da educação no século XIX, o qual afirma que “os problemas da humanidade provém da imperfeição dos homens”.