segunda-feira, 16 de setembro de 2019

O SANTO CASAMENTEIRO


 

  
A jovem era devota de Antônio de Pádua.

Orava, genuflexa, diariamente, reiterando rogativas:

– Abençoa meus familiares, dá-lhes saúde e paz. Quanto a mim, santo querido, peço seus préstimos, ajudando-me a encontrar um companheiro, um bom rapaz que realize meu sonhos de um lar feliz, abençoado por muitos filhos…
A família até que ia bem, certamente amparada pelo santo…
Quanto ao casamento, nada feito. Ele parecia fazer ouvidos moucos.
Entrava ano, saía ano, e nada de aparecer o príncipe encantado.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

PÁTRIA INCOMPARÁVEL


  

 
O notável Olavo Bilac (1865 – 1918) – jornalista, escritor e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras e muito conhecido por sua atenção à literatura infantil e especialmente por sua participação cívica – é o autor da belíssima letra do Hino à Bandeira.
A música é de Francisco Braga (1868 – 1945), que foi compositor, regente e professor.
Detenho-me, porém, na letra do hino.
Apresentado pela primeira vez em 1906, a letra do hino representa um apelo vivo ao civismo, sentimento um tanto esquecido e tão necessário a todos nós. Parece-nos que só nos lembramos dos hinos, entre eles o incomparável Hino Nacional, em jogos de futebol.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

BRASIL EM GUERRA?




Parece muito estranho o título dessa matéria. Porém, a verdade surge reluzente, revelando que, a nossa Pátria, em diversos locais, exuberantemente na Cidade do Rio de Janeiro, vivencia, realmente, um grave estado de conflagração, de confronto armado, aterrorizando sua caótica população.

Trata-se de uma batalha diferente, não existindo ocupantes e dominados. Indivíduos do crime organizado são portadores de armamento de calibre pesado e promovem arrastões, assaltos diversos, incêndios em ônibus, chegando o ponto de invadirem condomínios e restaurantes.  Lutam até entre si, nos morros, presídios, nas periferias das cidades, desde que, pertencendo a diferentes facções, se digladiam na disputa de valorosos pontos de venda de tóxicos.

sábado, 7 de setembro de 2019

HOMENS DE POUCA FÉ


                     
     
           Inúmeras as ocasiões em que Jesus, depois de exemplificar com uma ação efetiva, questiona os homens que o seguiam a respeito da fé. Parece que, aos olhos do Mestre, era evidente o temor dos seus seguidores diante daqueles momentos provas e provações. Claro que a Sua clarividência entendia a vacilação da equipe que selecionara para dar andamento ao seu ambicioso plano de redenção do mundo e investia seu tempo em ensinamentos que cabiam a todo aquele que se esforçasse um pouco em compreendê-los.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

CULPA E CONSCIÊNCIA


 

Culpa e consciência é matéria que ponderaremos neste texto. É importante dizer que o “alerta ou conflito da consciência” ainda não é a instalação da culpa, porém nos convida ao arrependimento diante dos erros. Tal constrangimento consciencial é imprescindível para a libertação do desalinho psicológico, oriundo da culpa.

A consciência é o Divino em nossa realidade existencial; nela estão escritas as Leis do Criador. Já a culpa resulta da não auscultação do “alerta da consciência”, portanto é patológica e gera profundo abalo psicológico autopunitivo. Detalhe: é impossível inexistir o alerta consciencial no psiquismo humano. Podemos fingir não ouvir a “voz da consciência”, e apesar disso ela sempre alertará, exceto nos casos extremos de psicopatologias, quando o doente mental não sente um mínimo de arrependimento e ou culpa.

domingo, 1 de setembro de 2019

O RETORNO DE JESUS


 


 João, 21:18-23

Prosseguindo o diálogo com os discípulos, Jesus dirigiu-se a Pedro:

– Em verdade, em verdade, te digo: quando eras mais moço, tu te cingias e andavas por onde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde tu não queres.

Trata-se de um aforismo, relacionado com a mocidade e a velhice.
O jovem se cuida; o velho é cuidado.
O jovem tem a iniciativa; o velho, a dependência.
No contexto evangélico Jesus queria dizer que o apóstolo teria uma morte não desejável, como de fato aconteceu, martirizado em Roma.