domingo, 14 de outubro de 2018

SUICIDA - PASSEGEIRO DA DOR E DA FRUSTRAÇÃO






Há apenas duas fatalidades, das quais nenhum indivíduo pode se esquivar de experimentar: viver é a primeira, alcançar a perfeita felicidade é a segunda. De resto todas as demais circunstâncias são opcionais e absolutamente passageiras. Óbvio que é tudo uma questão de tempo, cuja falta de limites torna qualquer período que se contabilize uma quimera. O Tempo de Deus se chama eternidade e é nesse oceano que surfamos as muitas ondas existenciais que nos permitem o “nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar porque tal é a Lei”.
Nas lutas acerbas de nossas buscas, muitos se perdem no desespero de dores sem o preparo para as suportar. As exigências do mundo, em todas as épocas e crescente nos dias atuais, completamente adaptadas às necessidades espirituais de cada um, às vezes parecem exceder à capacidade de determinadas pessoas de permanecerem no rumo, daí não é incomum que haja desistência diante de planos malfadados. Numa existência física, por volta de 75 anos de expectativa no Brasil, há muitas escolhas que ficaram para trás em detrimento de outras que deram respostas melhores, desde que não se desista quanto à manutenção da vida. Por isso que as manhãs se sucedem às noites e depois de passado um dia, eis que outro dia substitui aquele que se foi.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

NENHUMA SOCIEDADE É PLENAMENTE FELIZ


 



O vocábulo felicidade deriva do latim felicitas que vem de felix (ditoso, afortunado, feliz). Num sentido amplo é a ausência de todo o mal, e vivência plena do bem. Em geral, um estado de satisfação devido à própria situação do mundo.

Desde a década de 80 do século XX há uma chamada “ciência da felicidade”, e alguns pesquisadores, ainda no universo do paradigma oficial utilitarista, estão tentando criar um índice econométrico, a tal “Felicidade Interna Bruta”, capaz de medir o nível de felicidade dos cidadãos de um país. Os estudos apontam, por exemplo, que a riqueza não consolida a felicidade das pessoas no mundo desenvolvido. Proteger um crescimento econômico continuado não significa ter como objetivo uma sociedade mais feliz.

O CORDEL E O CASAMENTO






No centro de uma memória
Me surgiu um pensamento
Que no cordel há história
De diverso seguimento
E numa reflexão
Eu fiz a comparação
Do cordel com o casamento.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O AUTO-DE-FÉ E A REENCARNAÇÃO DO BISPO DE BARCELONA¹


“Espíritas de todos os países! Não esqueçais esta data: 9 de outubro de 1861; será marcada nos fastos do Espiritismo. Que ela seja para vós um dia de festa, e não de luto, porque é a garantia de vosso próximo triunfo!” 
(Allan Kardec)




            Cento e cinquenta e sete anos passados do Auto-de-Fé de Barcelona, um dos últimos atos do Santo Ofício, na Espanha.
            O episódio culminou com a apreensão e queima de 300 volumes e brochuras sobre o Espiritismo - enviados por Allan Kardec ao livreiro Maurice Lachâtre - por ordem do bispo de Barcelona, D. Antonio Parlau y Termens, que assim sentenciou:

“A Igreja católica é universal, e os livros, sendo contrários à fé católica, o governo não pode consentir que eles vão perverter a moral e a religião de outros países.”
           
            Allan Kardec reagiu dessa forma:

“Podem queimar-se os livros, mas não se queimam idéias; as chamas das fogueiras as superexcitam, em vez de abafar. Aliás, as idéias estão no ar, e não há Pireneus bastante altos para as deter. Quando uma idéia é grande e generosa encontra milhares pulmões prestes a aspirá-la.”

sábado, 6 de outubro de 2018

UM GRITO PELA VIDA SEM ABORTO


      Silêncio. Escuro. Vida se formando no laboratório extraordinário que a ciência condicionou chamar de útero. Nesse recinto reprodutivo, uma réplica do gênero humano se encaminha para uma viagem pelas calçadas do mundo, onde a sociedade igualmente humana o espera com finalidades pouco específicas, tamanhas e diversas são as expectativas que povoam as mentes dos diversos grupos de pessoas. Essas pessoas que o aguardam não lembram, mas passaram pelas mesmas fases que agora, aquele viajante em suas primeiras experiências, vivencia.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ALLAN KARDEC: "O BOM-SENSO ENCARNADO"











O vocábulo “senso” vem do latim sensu”, senso, capacidade de discernir, julgar e entender. A partir desse vocábulo, formaram-se locuções como “senso comum” e “bom-senso”. Enquanto a primeira significa a opinião dominante, sem reflexão, a segunda se relaciona com o nível ético, uma vez que é refletida à luz da razão para se decidir entre o bem e o mal que infestam a vida cotidiana. Aristóteles, discípulo de Platão, assegurava que o bom-senso é o elemento central da conduta ética, uma capacidade virtuosa de achar o meio termo e distinguir a ação correta.
            Antonio Gramsci, filósofo italiano, estabelece diferença, admitindo que o senso comum adota uma posição passiva diante dos valores da sociedade ou do grupo que participa. O bom-senso, no entanto, é o movimento espiritual pelo qual o indivíduo assume uma postura crítica, partindo dos conhecimentos que dispõe, enfrentando o desafio de refletir por conta própria sobre as coisas. O bom-senso, abre caminho, continua Gramsci, para o uso transformador dos conhecimentos, questionando as condições existentes, para as inovações.

DESENCARNA O ESCRITOR ESPÍRITA RICHARD SIMONETTI


Fonte da Imagem: Editora CEAC.

Na manhã desta quarta-feira (3/10) desencarnou o escritor espírita Richard Simonetti. Nascido no dia 10 de outubro de 1935, em Bauru (SP), foi funcionário do Banco do Brasil de 1956 a 1986, quando se aposentou. Passou, então, a dedicar-se inteiramente às atividades espíritas, particularmente no Centro Espírita Amor e Caridade, ao qual esteve ligado desde a infância. Expositor espírita, percorreu todos os Estados brasileiros, em centenas de cidades, e também outros países, como Estados Unidos, França, Suíça, Itália e Portugal. Articulou, em 1973, o movimento inicial de instalação dos Clubes do Livro Espírita, que prestam relevantes serviços de divulgação em centenas de cidades.