sábado, 28 de fevereiro de 2015

O RUSTENISMO E A INFALIBILIDADE BÍBLICA




Por Sérgio Aleixo (*)



Roustaing e seus discípulos ainda não haviam chegado à Era da Razão, porque se mostraram por demais entusiastas de teorias mirabolantes, vertidas na linguagem prolixa de Espíritos enganadores, que só fizeram lançá-los às vagas místicas dos tempos mágicos da antiga Era Mitológica.
Eles julgavam que textos bíblicos, como os versículos da revelação do anjo a Maria e depois a José, por exemplo, “não podem e não devem ser recusados”.[1] E por esta pseudorrazão, para eles, “o que de Maria nasceu se formou por obra do Espírito Santo”; entendiam que a concepção, a gravidez e o parto “não podiam ser e não foram reais”, mas “apenas aparentes”, porque, “se reais tivessem sido, estaríamos em presença de um fato contrário às leis naturais que presidem à geração dos corpos no seio da humanidade terrena”.[2]

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

PENSAMENTO LINEAR E PENSAMENTO SISTÊMICO¹



Por Alkíndar de Oliveira (*)


Para o leitor ainda não familiarizado com os termos mundo newtoniano,  pensamento linear, mundo quântico e pensamento sistêmico, exponho a seguir alguns exemplos para que fiquem claros os seus contrastes.
No mundo newtoniano, que se sustenta no pensamento linear a regra era o “eu mando e você obedece”. No mundo quântico, que se sustenta no pensamento sistêmico, a regra é: “utilizemo-nos do diálogo para chegarmos a um consenso”.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

CONTINUAMOS INDO ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO?¹



Por Roberto Caldas (*)


Passados os festejos da “alegria compulsória” em terras brasileiras, ao guardar as fantasias e retornar para a luta nossa de cada dia, é fundamental que repassemos os nossos conceitos a partir da matéria prima que conseguimos selecionar entre os muitos estímulos que recebemos de todos os lados. Bombardeados por fatos e notícias, que nos mostram a diversidade de situações que o mundo atravessa, convém ponderações que nos permitam adotar posições raciocinadas, na qualidade de direito e dever ao mesmo tempo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

MILITARES ESPÍRITAS




Talvez, à primeira vista, pareça existir uma certa incompatibilidade entre os ensinos evangélicos e a atividade militar. Porém, analisando profundamente o Evangelho de Jesus e refletindo sobre os ensinamentos espíritas das Obras Básicas e Complementares do Espiritismo, logo verifica-se o equívoco de quem, desta maneira, tira suas conclusões.
A atividade militar, como qualquer outra, tem a sua razão e a sua necessidade de existência atual, e deve ser regida, como qualquer outra atividade, por princípios salutares coletivos e individuais.
A cada um de nós compete uma tarefa específica na difusão do bem, e esta função deve ser exercida com moralidade e respeito íntimo. Assim procedendo, cada ser estará contribuindo não só para o seu aperfeiçoamento próprio, mas também para o da coletividade da qual faz parte.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

CONSUMINDO A VIDA¹



Por André Trigueiro (*)


A avassaladora farra consumista desencadeada a partir da Revolução Industrial, potencializada com o avanço tecnológico dos meios de produção e universalizada pela mídia na era da globalização, está custando caro ao planeta. Há evidentes sinais de exaustão dos recursos naturais não-renováveis, já denunciados em sucessivos relatórios do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), no estudo divulgado pela organização não-governamental WWF, segundo o qual “o consumo de recursos naturais já supera em 20% ao ano a capacidade do planeta de regenerá-los”, ou ainda no relatório “Estado do Mundo 2004”, do Worldwatch Institute, quando se afirma que “o consumismo desenfreado é a maior ameaça à humanidade”.

Os pesquisadores do Worldwatch denunciam que “altos níveis de obesidade e dívidas pessoais, menos tempo livre e meio ambiente danificado são sinais de que o consumo excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas”.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

IMPARCIALIDADE DA CRIAÇÃO




Por Gilberto Veras (*)




A criação divina é dinâmica e contínua, com diretriz única, inalterável, não faz distinção de princípios, firma-se na benevolência do amor, energia absoluta que se propaga conjugada com Inteligência Suprema, devemos entendê-la como a semente que se desenvolve em incontáveis passos e se transforma em várias formas, de diferentes aspectos, sem, contudo, perder a essência de que foi originada, presente em todos os momentos de sua existência útil, solidária e transferível. Observada quando no estágio humano, a obra divina não é alterada no seu princípio de dinamismo e continuidade, todos os homens estão a caminho, uns à frente, outros atrás, e todos contemplados pelo Amor do Criador com o propósito de se amarem uns aos outros aplicando as virtudes de que foram dotados (ferramentas de execução dos atos amorosos), cada uma com finalidades próprias, todas movidas pelo sentimento áureo, e convergem abraçadas, solidárias pela fraternidade, em auxílio mútuo na marcha próspera em direção ao aperfeiçoamento feliz. A nenhum irmão em Deus deve-se negar relacionamento virtuoso, no qual é necessidade básica a compreensão, a tolerância e o perdão, comportamentos que não devem restringir-se à simples afirmação das palavras, pois o endosso do alto repousa invariavelmente na vivência legítima do sentimento superior (amor) que se revela impregnado na intimidade da alma digna, a manifestação oral pode até ser dispensada (em casos especiais, quando a sensatez sugerir) porém jamais o Justo aceitará ausência do sentimento sincero que deve pulsar emotivo no coração sensibilizado. 

PSIQUIATRIA¹




Por Paulo Eduardo (*)



Luz no cérebro. Lógica da razão pura. Trabalhar a sensatez, no sentido de vencer obstáculos. Viver em paz. Consciência aberta. Livre para agir com humanismo. Despertar o próximo dentro da linha de coerência e do equilíbrio que nos governa. A psiquiatria a serviço do ser humano. Joias de procedimento capaz de ajudar a quem necessita do apoio moral para sair da perigosa teia das intrigas que maculam o raciocínio e fomenta a violência de forma tão

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

QUANDO OS HOMENS FOREM BONS...




Por Francisco Castro (*)



Allan Kardec deixou o mundo físico no dia 31 de março de 1869, em Paris, após o seu desencarne, nas suas estantes, muitos escritos seus foram encontrados e com autorização de Amélie Gabrielle Boudet, sua viúva, vieram a ser publicados em janeiro de 1890, sob o título “Obras Póstumas.”
O último texto publicado nessa obra traz o título “CREDO ESPÍRITA,” onde Allan Kardec faz uma análise dos problemas que o mundo enfrentava naquela época, e inicia fazendo a seguinte afirmação:
“Os males da Humanidade provêm da imperfeição dos homens; pelos seus vícios é que eles se prejudicam uns aos outros. Enquanto forem viciosos, serão infelizes, porque a luta de interesses gerará constantes misérias.”

sábado, 14 de fevereiro de 2015

FESTA DA CARNE




Por Paulo Eduardo (*)




O tríduo momino chega. É a festa da carne. Carnaval. Alegria fabricada. Folia. Todo um contexto para cair no samba. Samba no pé. Frevo. Marcha em sintonia com a música própria. Alegoria. Tudo na cadência da harmonia. Forma de saracotear numa religiosidade imprópria para os que se excedem. Espíritos em pânico na tentativa de proteger os seus de origem familiar. Assim o carnaval. Tradição que se não apaga. Aumento dos dias dessa orgia premeditada. Nada contra. Apenas o desejo de colocar cada um em seu patamar de dignidade a fim de evitar os exageros determinados pela turvação dos sentidos impregnados por vícios de conduta. O certo é que a droga vem ocupando espaços preciosos na vida física. Os espíritos no além estão realmente preocupados. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

NÃO HÁ MÉDIUNS INFALÍVEIS






De extremo fanatismo são as premissas que desnorteiam o pensamento dos sectários mediunistas, aqueles que não suportam qualquer crítica à produção de seus médiuns favoritos, produção que, na verdade, é dos espíritos. O pressuposto errôneo em que se apoiam é o da “folha de serviço”, isto é, os médiuns que muito se dedicam à caridade não seriam passíveis de ser enganados, pois os espíritos protetores não o permitiriam. Eis o erro. É função dos benfeitores estimular nos médiuns a responsabilidade do exercício de sua razão. O discernimento, portanto, este sim, é que constitui o melhor contraveneno às inoculações dos espíritos pseudossábios nos comunicados de além-túmulo. Sou eu quem o diz? Não, em absoluto. É Allan Kardec: Pelo próprio fato de o médium não ser perfeito, Espíritos levianos, embusteiros e mentirosos podem interferir em suas comunicações, alterar-lhes a pureza e induzir em erro o médium e os que a ele se dirigem. Eis aí o maior escolho do Espiritismo e nós não lhe dissimulamos a gravidade. Podemos evitá-lo? Dizemos altivamente: sim, podemos. O meio não é difícil, exigindo apenas discernimento. [...] As boas intenções, a própria moralidade do médium nem sempre são suficientes para o preservarem da ingerência dos Espíritos levianos, mentirosos ou pseudossábios, nas comunicações. Além dos defeitos de seu próprio Espírito, pode dar-lhes guarida por outras causas, das quais a principal é a fraqueza de caráter e uma confiança excessiva na invariável superioridade dos Espíritos que com ele se comunicam.[1] Ora, prova a experiência que os maus se comunicam tão bem quanto os bons. Os que são francamente maus são facilmente reconhecíveis; mas há também, entre eles, semissábios, pseudossábios, presunçosos, sistemáticos e até hipócritas. Estes são os mais perigosos, porque afetam uma aparência de gravidade, de sabedoria e de ciência, em favor da qual enunciam, em meio a algumas verdades e boas máximas, as coisas mais absurdas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

E POR FALAR EM CARNAVAL...¹



Por Roberto Caldas (*)

                 Vivemos no mundo das formas. Não há como escapar das impressões dos sons e das imagens. O espetáculo das cores impregna-nos sobremodo os condutores nervosos que dão passagem aos estímulos. Nosso organismo é um verdadeiro carrossel de vibrações emitindo a cada momento ondas eletromagnéticas para a formação das construções invisíveis que circundam e envolvem o ambiente aparentemente material que identificamos ao derredor. O pensamento, como o grande maestro dessa criação, é que estabelece o padrão de salubridade que emitimos nas variações que as emoções permitem.
            O passo, o compasso, o ritmo, a dança. Maneirismos de um corpo dotado de nervos, ossos e músculos em sucessivos movimentos de contrações e relaxamentos combinados numa intencionalidade programada. Solitários ou agrupados formamos os pelotões de pessoas que povoam o planeta e dão o tom das conquistas e controvérsias que vemos estampadas nas manchetes dos jornais diariamente.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

COMENIUS





 Por Dora Incontri (*)
Jan Amos Comenius (1592-1670)
 
“Nosso primeiro desejo é que todos os homens sejam educados plenamente em sua plena humanidade, não apenas um indivíduo, não alguns poucos, nem mesmo muitos, mas todos os homens, reunidos e individualmente, jovens e velhos, ricos e pobres, de nascimento elevado e humilde — numa palavra, qualquer um cujo destino é ter nascido ser humano: de forma que afinal toda a espécie humana seja educada, homens de todas as idades, todas as condições, de ambos os sexos e de todas as nações. Nosso segundo desejo é que todo homem seja educado integralmente, formado corretamente, não num objeto particular ou em alguns objetos ou mesmo em muitos, mas em tudo o que aperfeiçoa a espécie humana; para que ele seja capaz de saber a verdade e não seja iludido pelo que é falso; para amar o bem e não ser seduzido pelo mal; para fazer o que deve ser feito e não permitir o que deve ser evitado; para falar sabiamente sobre tudo, com qualquer um, quando necessário e não ser estúpido em nenhum assunto e finalmente para lidar com as coisas, com os homens e com Deus, em todos os sentidos, racionalmente e não precipitadamente e assim nunca se afastando da meta da felicidade. E educado em todos os aspectos: não para pompa e exibição, mas para a verdade; quer dizer, para tornar os homens o mais possível a imagem de Deus, na qual foram criados: verdadeiramente racionais e sábios, verdadeiramente ativos e espirituais, verdadeiramente morais e honrados, verdadeiramente pios e santos e assim verdadeiramente felizes e abençoados tanto aqui, quanto na eternidade. Em suma, para iluminar todos os homens com a verdadeira sabedoria, para ordenarem suas vidas com verdadeiros governos e para uni-los a Deus com verdadeira religião, de modo que ninguém se equivoque em sua missão neste mundo.” (Pampædia)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

EMBALAGENS PLÁSTICAS: ALERTA PARA GRAVES REPERCUSSÕES SOBRE A SAÚDE




Por Jorge Daher (*)



               As embalagens plásticas substituíram amplamente o vidro e os metais como lata e alumínio no acondicionamento de alimentos e bebidas. Mesmo as embalagens de papel grosso são revestidas com lâminas plásticas em seu interior. O baixo custo de produção e de reciclagem impuseram o plástico por sua viabilidade econômica. A economia realizada ao longo dos anos hoje apresenta suas contas aos cofres de todo o mundo.
            Os resíduos plásticos já são conhecidos poluentes de nascentes e de oceanos, representam motivo de grande preocupação pela ameaça às sobrevivência da riquíssima fauna marinha. Por terem tempo de degradação que se conta em décadas, os danos que ainda hoje são produzidos terão consequências para as futuras gerações.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

ROUSSEAU



Por Dora Incontri (*)
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)


“Na ordem natural, sendo todos os homens iguais, sua vocação comum é o es­tado de homem e todo aquele que for bem educado para este estado não pode preencher mal os outros que têm relação com ele. Que se destine meu aluno à espada, à igreja, ao tribunal, pouco importa. Antes da vocação dos pais, a natureza o chama à vida humana. Viver é a função que lhe quero ensinar. Saindo das minhas mãos ele não será, confesso-o, nem magistrado, nem soldado, nem padre: ele será primeiramente homem; tudo o que um homem deve ser ele saberá sê-lo segundo as necessidades, e a fortuna poderá muito bem trocá-lo de lugar, ele estará sempre no seu.” (Emílio)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

DIVALDO FRANCO - UM HOMEM DE BEM¹



Por Roberto Caldas (*)


Divaldo Franco - Natal na Mansão do Caminho - Salvador (BA)


          A questão proposta em O Livro dos Espíritos, sob o número 918, estabelece um critério de difícil alcance considerado o cenário de imperfeições que caracterizam a população da Terra. Ao questionamento sobre quais os sinais que indicam poder se reconhecer num homem a sua trajetória para alcançar a sua ascensão na hierarquia espiritual, os Mentores da Codificação respondem que “O Espírito prova sua elevação quando todos os atos de sua vida são a prática da lei de Deus e quando compreende por antecipação a vida espiritual”.