segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

ANO NOVO






 Por Paulo Eduardo (*)




Quatro dias. Reta final. Fim de 2014. Ano Novo ímpar 2015! Será a grandeza da perfeição? O novo calendário vem forte, na sabedoria do ser humano para administrar crises? Acreditar na afirmação positiva da esperança? Começo de interrogações. É sempre assim. Os ponteiros dos relógios já não se cruzam homogêneos. Tem-se a hora de verão.

O TEMPO E NÓS¹




Por Roberto Caldas (*)



                A consciência não se prende ao tempo, pois o tempo não lhe serve de prisão e sim de esteira. Ela é a municiadora de todos os nossos passos e a gestora de todas as nossas lembranças. O inconsciente foram os nossos conceitos passageiros quem o criou, ele de fato não existe. Se estivermos de olhos abertos ou não, pouco importa, estamos vivendo a consciência ampla, na exata esquina que a eternidade permite existir.
            São eles, a Consciência (Espírito) e o Tempo (Deus) as duas grandezas que inferem todos os fenômenos possíveis a deflagrarem Universo afora. Na primeira, a presença de todos os conhecimentos e práticas que traduzem a sabedoria de toda a criação. No segundo, a fenda da eternidade que permite o caminho da simplicidade à angelitude.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

APENAS NATAL¹

               

Por Roberto Caldas (*)


           
 No exíguo tempo em que esse texto está sendo lido, milhares de existências estão chegando ao ocaso físico vitimadas pela fome, pela sede e pela violência das guerras. Nos motivos que as justifica é possível vermos a assinatura humana como a grande responsável, mandante e executora. Não se trata de uma providência geológica, de um cataclismo, a ação dos homens civilizados ceifa vidas numa proporção múltipla quando comparada com as catástrofes planetárias. O planejamento dos lucros e o desejo do sucesso político desdenham da necessidade da geração de uma vida com maiores oportunidades e menos desigualdade na divisão das riquezas que o planeta franqueia.
            Os direitos fundamentais e inalienáveis – à vida, à propriedade, à cultura e ao trabalho – sofrem golpes mortais diante da ambição desmedida da parte daqueles que insistem em prosperar em detrimento do vácuo social que promovem, o qual suga a energia da maioria precipitando uma sobrevivência sem qualidade para a imensa maioria da população. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

ESPÍRITO DE NATAL



Por Gilberto Veras(*)


Natal não representa apenas a data magna do calendário, atribuída ao nascimento do Mestre dos mestres, emissário divino que encarnou na Terra, há dois milênios. Mais expressivo que o fato, foram os atos por Ele implantados no planeta com ensinos e exemplos inolvidáveis, direcionados ao melhoramento crescente de caráter do homem incivilizado e amoral de então, estendem-se a tempos atuais, em processo de mudança contínua, na busca vivencial do binômio harmonioso “moralidade-intelectualidade”. Como é agradável e motivador o envolvimento na atmosfera natalina! Durante todo o mês de dezembro, presenciamos, no posicionamento da sociedade, em maioria predominante, a fraternidade ativada, abraçada com solidariedade e igualdade social de modo mais estreito. Devido inclusão geral da sociedade por força de tradição, embora de limite periódico, não perde mérito, pois algo acrescentará ao nosso grau de humanidade alcançado em vida milenar, e todos são contemplados por essas benesses, em maior ou menor intensidade, em função da credibilidade espiritual de cada um, inclusive aqueles cujo coração nem sequer ainda percebem a qualidade da vibração disponibilizada às almas, sem exceção, com absoluta generosidade, porque vem do Alto, com grandeza abrangente.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

QUANDO CHEGA O NATAL...




Por Dora Incontri (*)



O Natal sempre me pega pelo coração. Seja pela tristeza e pelas saudades por ausentes, mortos e vivos. Seja para me alegrar com a alegria das crianças que amo. Seja porque me lembro (e tenho boas lembranças) de Natais de outras vidas, sobretudo na Alemanha e na Áustria. Seja para me conectar mais fortemente com o homenageado da data.

Já dezembro é um mês que anuncia emoções e balanços. Para mim, especialmente, que é o mês de meu aniversário. Para muitos, que se embebem do espírito natalino, para outros que realmente param par fazer reflexões de fechamento de um ciclo, que é o ano que se vai.

Dezembro, sempre acho um mês leve, festivo, apesar das possíveis nostalgias que nos possam assaltar nas datas de celebração. Apesar do comercialismo abusivo. Mas se permanecermos em nosso eixo de paz e equilíbrio, promovendo pequenas ou grandes alegrias para próximos ou estranhos; se estivermos em sintonia com o Mestre que nasceu e renasce sempre para os homens e as mulheres de boa vontade, o dezembro nevado do norte ou o dezembro ensolarado do sul, será sim um mês de beleza e elevação. Cabe a cada um fazê-lo assim.

domingo, 21 de dezembro de 2014

NATAL




Por Paulo Eduardo (*)



Fomos buscar a simplicidade para dizer Natal! Provar o novo sabor da festa maior do calendário da existência. Nasce Jesus. Aniversário surpreendentemente com margem para receber todos os convidados no mesmo diapasão de amor. Escolha seletiva de cada um para a grande reflexão. O certo é que o mundo respira numa paradinha aureolada pelo tom da harmonia que enseja a reciprocidade do Feliz Natal. É o vai e vem da felicidade sonhada e decantada em todos os quadrantes do globo. Vamos trazer a luz interior capaz de brilhar até no escuro da solidão. Paradoxo? Talvez. Um aproveitamento do otimismo para reescrever a mensagem de Natal que não admite tristeza. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

ENTENDENDO A PACIÊNCIA




Por Gilberto Veras (*)


Suportar com tolerância inoperante atitude afrontosa, acalmar-se até desaparecer efeito vibratório desconfortável decorrente da discordância a agressões, insultos e desequilíbrios nocivos de irmãos inconsequentes, colocar-se como censor em posição superior para apenas desaprovar ou condenar e, em seguida, conformar-se com a cômoda desobrigação são atitudes que não devem ser consideradas como exercício da paciência.  As virtudes divinais, e a paciência é uma delas, são ferramentas de trabalho para servir o próximo no processo de aperfeiçoamento da humanidade, é necessário aprendermos utilizar tais recursos com consciência lúcida e operacional para alcançarmos fins elevados.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

GESTÃO: O "NÓ" DA INSTITUIÇÃO ESPÍRITA

 O Espiritismo será o que o fizerem os homens.
 Similia similibus!
Ao contato da Humanidade as mais altas verdades às
vezes se desnaturam e obscurecem. Podem constituir-se
uma fonte de abusos. A gota de chuva, conforme o lugar onde cai,
continua sendo pérola ou se transformar em lodo.
(Léon Denis, No Invisível)





            Por Jorge Luiz (*)




            Há no Brasil o movimento espírita mais fecundo do Planeta. Porém, a ausência de ações doutrinárias e diretivas eficazes pelos órgãos federativos, favorecidas por essa fertilidade, permitiu a disseminação do sincretismo religioso, o institucionalismo, o religiosismo igrejeiro e o profissionalismo religioso. Atalhos e desvios.

            Em decorrência dessas fragilidades, foi verificado o seguinte:

a)    no afã de promoverem a divulgação doutrinária, alguns adeptos terminam aprisionando-a em pontos de vista pessoais;
b)    a cultura doutrinária de que se necessita para a criação da unidade de princípios acaba por não ser reproduzida, favorecendo a massificação, com prejuízo da própria identidade doutrinária;
c)    há conflitos e prejuízos entre o estabelecimento teórico e a divulgação – estes dois elementos considerados por Allan Kardec para o progresso da Doutrina Espírita –, aprofundando a incoerência entre a teoria e a prática.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

E NÓS, O QUE TEMOS PARA DAR?¹



Por Roberto Caldas (*)



          Relato encontrado em Atos dos Apóstolos, um dos livros anexados ao Novo Testamento que descreve episódios da rotina dos seguidores de Jesus depois do seu desencarne, incita-nos uma reflexão importante. Conta-se (Atos, 3:6) que enquanto Pedro e João se dirigiam ao templo para orar, um pedinte que era paralítico e usava aquele espaço para pedir esmolas voltou-se para a dupla suplicante da ajuda material. Fixando o olhar no interlocutor, depois de mostrar-lhe os bolsos vazios, Pedro lhe diz – “Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou: Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda." A informação que segue no texto é que o homem conseguiu levantar-se de sua paralisia e pôs-se a louvar a Deus naquele mesmo templo.
            A lição nos conclama a perguntar-nos o que temos nos bolsos e o que estamos distribuindo mundo afora. Naturalmente que os petitórios vindos do mundo que nos cerca são diversos e complexos. Pensamentos, palavras e ações são cobradas de forma insistente a cada momento em que interagimos com as pessoas. Estamos envolvidos com dezenas de situações diferentes simbolizadas pelas necessidades variadas, sendo imperioso que tenhamos uma atitude dependendo dos recursos que desejamos utilizar diante da tantas cobranças.  

sábado, 13 de dezembro de 2014

BRASIL TEM 16,4 MILHÕES DE VOLUNTÁRIOS. É POUCO!





A mais recente pesquisa sobre voluntariado no Brasil revelou que apenas 3 em cada 10 brasileiros já realizaram alguma ação voluntária na vida. Entre os que jamais doaram parte do tempo ou energia em benefício de alguma obra ou projeto, o principal motivo alegado para isso é “falta de tempo” (40%), “nunca foram convidados” (29%), “nunca pensaram nessa possibilidade” (18%) e “não sabem onde obter informações a respeito” (12%).

A pesquisa também mapeou o (des)interesse dos mais jovens pelo assunto. Oito em cada 10 jovens brasileiros (16 a 24 anos) jamais se envolveram com voluntariado. O que estaria por trás desse número? Falta de apoio dos pais, das escolas e universidades? Por que a cultura da solidariedade (e a mão de obra voluntária é a expressão mais contundente dessa capacidade de sermos solidários uns com os outros) encontra-se tão distante das novas gerações de brasileiros?
Apenas para registro: é curioso observar que o “tempo” que falta para ser voluntário parece estar sobrando para longas imersões nas redes sociais com trocas frenéticas de textos e imagens, em sua maioria, absolutamente desimportantes, efêmeros, descartáveis. O fascínio crescente da juventude (e de muitos adultos também) por essas novas ferramentas tecnológicas que promovem espetáculos virtualizados de comunicação nos impede de estabelecer contato real com outras realidades que teriam muito a nos ensinar. E isso fica claro a partir do depoimento de quem exerce alguma atividade voluntária (sem necessariamente abrir mão das redes sociais, bem dito).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

AS TEORIAS SOBRE A ORIGEM DA VIDA E A VISÃO ESPÍRITA

“No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz.”
Gênesis, 1:1-3.


Por Roberto Lúcio(*)



Estes belos ensinamentos, contidos no primeiro livro do pentateuco judaico, acrescidos de toda a descrição da criação do mundo, segundo o autor, vem sendo constantemente ponto de discussão acirrada, onde criacionistas e evolucionistas tentam provar qual das teorias estaria verdadeiramente certa.

A busca da compreensão da origem do Universo e, consequentemente, da origem da Vida, tem sido uma constante para a Humanidade que, no entanto, se esquece, na sua presunção, de que tal procura se confunde com a própria essência do Criador e que para tal nos falta “o sentido”, como nos afirmam os Espíritos da Codificação sobre as possibilidades do homem de compreender a Deus.
Apesar das limitações humanas, é dever da Ciência encontrar respostas para os anseios de todos, tentando explicar-nos as causas, das quais resultou o maravilhoso espetáculo da vida. Sendo assim, ainda ficam para a maioria as perguntas: A vida surgiu por acaso ou a partir de uma vontade superior? Os seres vivos sempre tiveram a aparência atual ou sofreram transformações ao longo do tempo? Os animais de diferentes espécies apresentam algum grau de parentesco? Temos um ancestral comum?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

10.12 - 140 ANOS DE NASCIMENTO DE VIANNA DE CARVALHO



Por Luciano Klein (*)

Manoel Vianna de Carvalho (1874-1926)

Com entusiasmo e perseverança, há duas décadas, temos procurado rastrear os passos luminosos de Manoel Vianna de Carvalho, alma preexcelsa, exemplo perfeito de inclinação missionária, baluarte de um trabalho incomparável na difusão dos postulados espíritas, por todo o País. Entre os seus pósteros, todavia, bem poucos conhecem a dimensão exata de seu labor inusitado, disseminando os princípios de uma verdade consoladora: a doutrina sistematizada por Allan Kardec.
            Não nos passa despercebido, nos dias atuais, o efeito benéfico dos serviços prestados ao Movimento Espírita por Divaldo Pereira Franco. Através desse médium admirável, ao mesmo tempo um tribuno consagrado, Vianna de Carvalho se manifesta com frequência, inspirando-o em suas conferências fenomenais que aglutinam multidões.

A LIBERDADE TEM REGRAS¹



      



 Por Roberto Caldas (*)


       Todo e qualquer empenho empreendido para uma vida livre depende de como estruturamos a nossa atitude dentro dos regulamentos que o momento contempla. De imediato surge uma interrogação para tal assertiva: como entender a busca de vida livre baseada em regulação?
            Pois bem! Existimos em um espaço demograficamente povoado por outras pessoas que dividem conosco a necessidade da sobrevivência. Necessário perceber que cada consciência traduz e interpreta os fatos da realidade com os instrumentos que compõem a própria experiência, logo tem a sua maneira particular de ver o mundo. O foco de cada componente desse contingente precisa ser a manutenção do seu bem estar. Surge então a obrigatoriedade da composição de um expediente de proteção ao bem comum, pois a aquisição do bem estar particular deverá, ao menos teoricamente, respeitar a condição do outro e não ser “apesar da condição que crie aos demais”.

domingo, 7 de dezembro de 2014

A FILOSOFIA QUE NÃO FILOSOFA




Por Dora Incontri (*)



Estudo Filosofia desde os 12 anos de idade, quando li pela primeira vez a Apologia de Sócrates de Platão. Ainda costumo me dedicar à leitura e reflexão dos filósofos. Na Universidade, fiz mestrado, doutorado e pós-doutorado na área de Filosofia da Educação. E nos últimos anos, tenho me dedicado a projetos interdisciplinares de Filosofia na escola, no ensino fundamental e médio, inclusive com a publicação com Alessandro Cesar Bigheto do livro Filosofia: Construindo o pensar.

Estou convencida do poder fecundante da Filosofia, para formar pessoas críticas, agentes transformadores da sociedade e por isso penso que ela pode ser trabalhada com pessoas de qualquer idade, de qualquer condição. O que importa principalmente é aprender a pensar, a se questionar. É claro que para melhor pensar, com mais acuidade e profundidade, há que se conhecer como outros pensaram, há que se apropriar de uma racionalidade, que é própria da história da Filosofia ocidental.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

RELIGIÃO, SAÚDE E BEM ESTAR ESPIRITUAL¹





Por Júlio Peres (*)


Alguns pesquisadores propuseram que a religião originou-se como uma maneira de tratar a morte (Malinowski,1954). As primeiras discussões sobre religião no âmbito da psicologia foram trazidas por Freud, que a considerou como remédio ilusório contra o desamparo. A crença na vida após a morte estaria embasada no medo da morte, análogo ao medo da castração, e a situação à qual o ego estaria reagindo é a de ser abandonado (Freud, 1980, p. 153). Atualmente, a experiência religiosa deixou de ser considerada fonte de patologia e, em certas circunstâncias, passou a ser reconhecida como provedora do re-equilíbrio e saúde da personalidade (Levin,1996; Koenig, 2001). 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A VESTIMENTA NO MEIO ESPÍRITA







No meu tempo de juventude assisti a um filme épico “A Sandália do Pescador”. E agora, com a lembrança deste filme penso no simbolismo da simplicidade presente numa sandália. Jesus e seus discípulos as calçavam, não utilizavam de calçados vistosos ou de roupas suntuosas. Destacavam-se pela simplicidade. Se ele é nosso guia e modelo - e realmente é - será que neste aspecto também não deveríamos procurar segui-lo?

Óbvio que não estou dizendo que devemos nos vestir de forma simplória, mostrando uma humildade que não está em nós. Vestir bem, de forma simples e elegante precisa ser um dos objetivos da pessoa que gosta de si mesma. O que precisamos evitar é a ostentação. O foco deste texto é a ostentação, quando é vivenciada por líderes espíritas que, em princípio, precisam ser modelo de conduta.