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SER ESPÍRITA NO BRASIL QUE MORRE

 


Combater a necropolítica de Bolsonaro e dos seus apoiadores não me impede de abrir o coração em preces pelas vítimas.

Uma tragédia humanitária que assusta e faz sofrer costuma ao longo da história preparar o resultado final para a exposição maciça do caos, que em contextos de poder, tem a propensão de levar a sociedade a absorver os discursos mais oportunistas e empoderar a vilania, em busca da (falsa) sensação de segurança.

Assim como o descrédito na condução política pode desestabilizar um país, um território arrasado pode levar a população restante ao medo de enfrentar líderes ameaçadores, que entrecortam falas com rompantes grotescos e aconchego aos seguidores.

Eis um rabisco do que nos aguarda. Eis o que verá, quem viver, literalmente.

Neste caos a flor ainda pode brotar, não tenhamos vergonha de cultivar as palavras que gostaríamos de ouvir.

Em horas de choro, desespero e desesperança, o Espiritismo cumpre seu amoroso triunfo de dissipar as sombras da morte, descortinando a aurora da vida eterna!

Como espíritas livres, já sabemos semear pela vida resposta de luz! Pensar não será negar a fraterna missão de acolher corações.

Essa é a política do amor, feito ética de convívio e relacionamento curativo que justificamos seguindo os passos de Jesus, porque estamos encarnados em um período histórico afetado por inúmeras patologias.

Se puder dividir o pão, o faça gentilmente. Mas não esqueça de espalhar a benção da palavra nesta terra carecente de esperança.

A indignação diante do crime hediondo nos faz tremer a voz e identificar a responsabilidade social do horror estabelecido.

A compreensão sobre a continuidade da vida em outras dimensões nos possibilita consolar os feridos pela pandemia que mistura vírus, ódio e capitalismo, uma receita que mata impiedosamente; mas ainda assim, a vida espiritual segue incólume.

Equilibrar a luta e a poesia é tarefa de fé e confiança!

A hora pede mais amor.

Comentários

  1. Está sendo um desafio lidar com essa tragédia humanitária num Brasil como o nosso, especialmente no lidar com as situações cotidianas. Estamos sendo testados no limite do "Amai os vossos inimigos.".

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