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VIGOROSO CONVITE!



 
À primeira vista parece impossível, inviável. Uma parada para pensar, todavia, situa-o em possibilidade real, ainda que relativa. O apelo é forte, marcante, renovador. Ecoa no tempo, ecoa em nossas consciências.

Ele falou com convicção, causou espanto e a expressão valiosa ainda nos desafia, face ao estágio que ainda nos situamos. Todavia, temos que refletir na sua viabilidade.
O “Sede Perfeitos”, quando analisado à primeira vista soa impossível. Como ser perfeito com tantas dificuldades que trazemos? E Ele ainda acrescentou: “como perfeito é vosso Pai Celestial”. Isso então inviabiliza totalmente o convite, pois que não há como alcançar a perfeição absoluta de Deus.


Mas Ele convidou diretamente ao nosso coração. E, claro, como aprendemos e fruto de madura reflexão, é na relatividade do estágio que nos situamos que essa perfeição pode ser alcançada.

Essa relativa perfeição convoca à uma nova postura, justamente aquela que ainda teimamos em aderir com o coração. É a correspondência do “sal da Terra”, da “luz do mundo”, do “Sois Deuses”, do esforço continuado pela bondade, pela honestidade, pela ética, pela renúncia ao egoísmo e orgulho, enfim, pela conduta moral de humildade com o espírito de servir.

E olha o detalhe impressionante: acrescentada do “Amai os vossos inimigos”, pois como bem acrescentou: “se amarmos apenas o que nos amam, qual o mérito?”. E esse “amor aos inimigos” igualmente solicitando ampla reflexão. Não seremos capazes de sentir a mesma sensação de alegria, prazer e felicidade na presença de pessoas que nos maltratam, nos desprezam, nos humilham, nos agridem. Mas o convite é para não guardar mágoa ou ressentimento, para não querer vingança. Esse o sentido relativo da perfeição, que requer inclusive o sentimento de benevolência, indulgência e perdão para com nossos adversários. Afinal, podemos nós mesmos sermos a causa da adversidade que nos chega. E, considerando o futuro, ser guardarmos o sentimento de vingança, criaremos laços vigorosos de mais adversidade que se transforma em ódio e obsessão. Então, há que pensar!

Como a perfeição, ainda que relativa – como é nosso caso no estágio que estamos –, expressa no convite, leva necessariamente ao amor em todas as circunstâncias inclusive com o surgimento da abnegação (desprendimento, dedicação, altruísmo) e do devotamento (dedicação), não é difícil concluir que inclusive com os adversários essa perfeição relativa é capaz de superar-se para a plena compreensão e a vivência do amor.
O convite é mesmo vigoroso! Reflitamos sobre sua abrangência.

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