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DIAS DAS MÃES. SIMPLES ASSIM

 

Imagem da internet

                No segundo domingo de maio, comemoramos o Dia das Mães. Difícil é falar do tema sem ser repetitivo, porém como não ser repetitivo a respeito de uma figura cuja expressão popularizada para chamá-la – MÃE – são três caracteres na língua portuguesa e só perdem em popularidade para Deus e Amor entre as palavras mais utilizadas em todos os idiomas?

            Depois de muito tempo buscando uma forma original para tratar de um dia tão especial – O Dia das Mães -, desistir pode até ser uma virtude, pois nada há de original em ser mãe. Todas acham os filhos lindos e maravilhosos, não importa quanto lhes falte de beleza e virtudes. Todas conseguem superar o próprio cansaço para dar conforto aos seus rebentos e dariam a própria saúde para aliviar a dor das suas crias. As mães não são originais quando se emocionam com as pequenas conquistas diárias das suas crianças, quando começam a andar e a falar nem dos seus filhos adultos quando conquistam o primeiro emprego... são todas iguais.

                Diferente mesmo nas mães é a cor dos cabelos e dos olhos, a condição social, o nível cultural, mas nada disso tem a menor importância quando o motivo é fazer a defesa dos filhos. Todas, igualmente, são capazes de armar o maior barraco, despentear-se e borrar a maquiagem se necessário for, e aí de novo todas se tornam pouco originais, agem da mesma forma quando sabem de qualquer risco sofrido pelo filho.

                A explicação para tudo isso é bastante simples. Passar nove meses gestando um ser dentro do ventre estabelece uma vinculação de intimidade tamanha que torna difícil a separação dos padrões energéticos gerados nesse período, condição essa essencial para quebrar os padrões das memórias do passado pela exacerbação do afeto, o que produz no passar do tempo e dos cuidados obrigatórios da alimentação/proteção uma identidade de vínculo com aquela vida que lhe saiu das entranhas. Tanto é assim que quando o filho querido não foi gestado, e sim um presente que veio de outra genitora, a mãe que o adotou gostaria também de tê-lo concebido, embora isso não faça a menor diferença para que se gere uma onda de afeto desencadeada pelos cuidados dos primeiros dias de total dependência do filhinho gestado pelo coração.

            O que seria da evolução do planeta sem as mães? Portas abertas para a reencarnação, elas são o caminho da regeneração humana, o início das transformações que o mundo precisa. Ser mãe é a condição precípua da mulher, respeitadas as outras funções quase tão importantes que desempenha, mas não é à mulher executiva ou operária, atleta ou astronauta que devemos as nossas vidas, e sim à mulher-mãe, aquela que parou um pouco a sua vida para permitir que existíssemos, dando o seu empenho para que se desenvolvessem as nossas potencialidades de espírito, guardadas pelo seu afeto incondicional.

                Por todas essas razões é impossível ser original para homenagear esse pilar da evolução do planeta. A sua existência deve ser festejada por todos, todos os dias.

 

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