quarta-feira, 24 de junho de 2015

COMO SUPERAR A DEPRESSÃO?





Por Júlio Peres (*)



A depressão é a segunda causa de incapacidade no trabalho (a projeção é que, até 2020, seja a primeira da lista) e apenas 10% das pessoas deprimidas recebem tratamento adequado, conforme a Organização Mundial de Saúde. Infelizmente, muitas pessoas não buscam tratamento para Depressão por confundi-la com uma tristeza profunda. A causa da depressão é tida como multifatorial, isto é: converge vários fatores como o estilo de vida, o tipo de personalidade, a história pessoal e a predisposição genética. Não há um momento único ou específico em que a depressão comece. A depressão tem características neuroquímicas importantes e não depende necessariamente de um evento gatilho para se manifestar. Muitas pessoas apresentam sintomas depressivos na infância ou na adolescência. Tenho pacientes que após uma sequência de eventos traumáticos na idade adulta manifestaram a depressão. 

Esta síndrome tem sido cada vez mais frequente em nossa sociedade. São vários os tipos e subtipos de Depressão. E o diagnóstico dos estados depressivos deve considerar se os sintomas são primários ou secundários a traumas psicológicos, doenças, uso de drogas e medicamentos. Fatores hormonais (como o funcionamento precário da tireóide ou desbalanceamento de outros hormônios) são variáveis que também devem ser consideradas para que não aconteça um falso diagnóstico. No diagnóstico da depressão são considerados os sintomas psíquicos (tristeza, angústia, autodesvalorização, culpa, diminuição da capacidade de experimentar prazer nas atividades antes consideradas agradáveis, sensação de perda de energia, dificuldade de se concentrar ou de tomar decisões), fisiológicos (alterações do sono, alterações do apetite, redução do interesse sexual) e evidências comportamentais (retraimento/isolamento social, crises de choro, ideações/comportamentos suicidas, lentificação ou agitação motora expressivas).


(*) psicólogo clínico e Doutor em Neurociências e Comportamento pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Fez Pós-doutorado no Center for Spirituality and the Mind, University of Pennsylvania e na Radiologia Clínica - Diagnóstico de Imagem pela UNIFESP.



3 comentários:

  1. Bastante esclarecedor.

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  2. É uma pena que com essa estatística eles não procurem abraçar o auxílio com mais força quantas pessoas não sofrem desse malo pior que algumas pessoas confundem com falta de Deus

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  3. É uma pena que com essa estatística eles não procurem abraçar o auxílio com mais força quantas pessoas não sofrem desse malo pior que algumas pessoas confundem com falta de Deus

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