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O LETRAMENTO ESPÍRITA E A PEDAGOGIA DA LIBERTAÇÃO

 


Há uma avalanche de arrependimentos daqueles que fizeram campanha e votaram no inominável. Como diriam sabiamente nossas avós, agora é tarde e Inês é morta, o caos já se instalou e o retrocesso é inexorável. A destruição do país é tão profunda que levaremos, provavelmente, mais de uma geração para retomarmos o patamar de desenvolvimento econômico e social do início dessa década. O governo do traidor golpista somado ao curto e já desastroso (des)governo daquele que não se diz o nome conseguiram a proeza de colocar o país como um pária internacional, além dos imensos retrocessos na educação, na saúde e no emprego do trabalhador. O estado brasileiro, nesses últimos três anos, tem-se especializado em massacrar os direitos e as liberdades do seu povo e, o pior, com o apoio do seu próprio povo. Como faz falta a consciência política.

A pergunta que deixamos para reflexão de todos é: de que forma o movimento espírita pode participar mais ativamente do imenso trabalho de conscientização do seu público?

Nossa primeira proposta é a de que os trabalhadores, médiuns e dirigentes espíritas levem os temas sociais para análise e reflexão nas palestras, reuniões e grupos de estudos. Dessa forma, comparando criticamente os textos evangélicos e kardecistas com os problemas que afetam gravemente a sociedade brasileira, poderíamos despertar consciências adormecidas e alienadas pelos aparelhos ideológicos e repressivos, auxiliando-as, como propunha Paulo Freire, a perceber que há um contexto de exploração inserido nas engrenagens de funcionamento da sociedade.

Assim, por meio do letramento espírita e da pedagogia da libertação, poderíamos participar da formação integral do homem, tanto no seu aspecto individual quanto social.

Nosso povo não é fascista. Nosso povo não deseja a destruição do estado em prol da exploração do homem pelo capital. Nosso povo só está alienado, e nosso papel é auxiliá-lo a despertar desse sono profundo que o aprisiona sob os grilhões dessa exploração insana.

Espíritas, temos muito trabalho pela frente. Mãos à obra, camaradas!

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