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DETALHE SIGNIFICATIVO: DEUS O COLOCOU...

 


Nem sempre nos damos conta, mas está lá. Questão 873 de O Livro dos Espíritos traz uma informação muito importante: o sentimento de justiça pode ser desenvolvido pelo progresso moral, mas não o dá. Deus o colocou no coração humano. Daí se explica, conforme também constante da resposta dada pelos espíritos, que muitas vezes se encontra noções mais exatas de justiça em pessoas simples e mesmo em homens primitivos, do quem em homens considerados de saber.

Todavia, nesses, os considerados de saber, esse sentimento mistura-se às paixões motivadas especialmente pelo orgulho e egoísmo (que geram ambições, leviandades, pretensões descabidas e seus conhecidos desdobramentos), alterando-o em sua essência e normalmente adaptado aos próprios interesses. As questões seguintes ampliam o assunto e define justiça na 875: consiste no respeito aos direitos de cada um.

Expressiva, porém, a informação da base da justiça fundada sobre a lei natural (876): “O Cristo vo-la deu: Desejai para os outros o que quereríeis para vós mesmos. (...)”.

Diante dos quadros que todos os dias observamos na vida cotidiana, com comportamentos que destoam com as mais elementares noções de justiça, o que se vê é o completo desrespeito dessa regra fundamental de convivência saudável e harmoniosa, já que a primeira necessidade para viver em sociedade é “(...) respeitar o direito dos seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos será sempre justo (...)”, na clareza da questão 877.

Não se assuste, porém, o leitor. O aprendizado se faz dessa forma mesmo: vivendo, errando, acertando, observando, refletindo, reparando no tempo e no espaço os prejuízos que se originaram dessa falta de observação do que já está dentro de nós: o sentimento de justiça, que, em outras palavras, significa respeitar o próximo...

Comentários

  1. Creio que a gente vai desenvolvendo e adaptando nosso senso moral às injustiças. Antigamente, era normal concordar com massacres; contudo, ainda hoje, há uma dupla moral, que permite que tudo seja feito para condenar aquele de quem não gostamos - inclusive, burlando a lei - e protegemos aqueles de quem gostamos, mesmo que as evidências mostrem erros crassos.
    Enquanto convivermos e concordarmos com a hipocrisia, ainda estaremos longe de percebermos a lei natural como ela efetivamente é.

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