Pular para o conteúdo principal

CARTA ABERTA AOS ASSOCIADOS E SIMPATIZANTES DA ABPE¹







Estamos num momento de grave crise econômica no Brasil. Isso todo mundo sabe. A maioria está sentindo na carne. As instituições sem fins lucrativos sofrem particularmente com isso, porque neste mundo capitalista, é a migalha do capital que vai para o terceiro setor. Torna-se quase um luxo apoiar um ideal, contribuir para uma boa causa, quando se tem que dar o sangue para sobreviver.

Nós, da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, estamos nessa hora de encruzilhada. Muitas empresas, muitas instituições, muitos trabalhos se fecham, desaparecem, vão à falência com uma crise desse tamanho. Outras se adaptam, se reinventam, esperam abaixar a poeira, insistem até o sacrifício, têm um pouco de sorte, possuem uma boa rede de amigos… e resistem, para se levantarem mais adiante, quando a tempestade passar. Esperamos estar nesse segundo caso.

Para isso, precisamos da contribuição dos que acreditam em nosso projeto, dos que acompanham nossos blogs (da ABPE e da Universidade Livre Pampédia), dos que já foram ou são nossos alunos (e são mais de 500), dos que já estiveram em nossos congressos (e são mais de 3 mil), dos que já leram nossos livros, da Editora Comenius (e são milhares, ao longo de 18 anos de trabalho).
 
Nossa estrutura foi enxugada ao máximo e por isso temos dificuldade em nos comunicarmos individualmente com nossos associados e com as pessoas que nos procuram pedindo orientação para trabalhos acadêmicos que estão apenas iniciando, ainda sem uma temática definida, ou pedidos de bibliografia etc. Para isso, temos o site da ABPE, com dezenas de artigos disponíveis, gratuitos, com os mais diversos temas envolvendo espiritismo, sociedade, mediunidade, filosofia, tanatologia e… claro, Pedagogia Espírita. Também temos um acervo de vídeos, livros e Anais de nossos congressos à venda no site da Editora Comenius, além de muitos livros publicados. Com poucos recursos e poucos colaboradores, privilegiamos a produção de alcance mais amplo.
 
Para a divulgação coletiva de ideias, também temos o blog da ABPE e o programa Educação para Todos na Rádio Boa nova. Mas, principalmente, a ABPE está mantendo (e esperamos que continuará por muitos anos) a Universidade Livre Pampédia, para a qual estamos montando uma plataforma de cursos à distância. Na matrícula desses cursos, também pode-se ajudar a manutenção do projeto.

Sem vaidade, sem arrogância, podemos dizer que o nosso trabalho é único no movimento espírita. Estamos lutando para que o Espiritismo dê uma contribuição cultural, pedagógica e filosófica consistente no Brasil e, para isso, buscamos excelência acadêmica (sem elitismo), ensaiamos excelência estética (porque a beleza educa) e mantemos compromisso com a transformação da sociedade.

Ajude-nos a manter as portas abertas!

Dora Incontri

¹ Associação Brasileira de Pedagogia Espírita

Comentários

  1. Os propósitos da ABPE por si sós, justificam a nossa adesão. É pela educação espírita que alcançaremos os propósitos tão sonhados por Jesus e Kardec. Portanto, a carta é extensiva a todos os espíritas. Vamos aderir!

    ResponderExcluir
  2. Francisco Castro de Sousa27 de julho de 2016 às 20:34

    A Professora Dora Incontri fez uma excelente exposição de motivos que sensibiiza o mais ranzinza a contribuir com esse projeto, porém esqueceu de dizer por quais maneiras se pode ajudar! Que tal elencar as formas de contribuição para quem deseja ajudar Professora Dora Incontri?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Castro,
      Boa interpelação! Associando-se à ABPE, pelo site:http://www.pedagogiaespirita.org.br/#!blank-3/oxcph
      - Mensal normal: R$32,00 p/mês.
      - Mensal estudante: R$20,00 p/mês.
      Mensal casal: R$50,00 por mês. Vamos lá!

      Excluir
  3. Francisco Castro de Sousa1 de agosto de 2016 às 18:28

    Vou já me associar Jorge Luiz!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

NEM ESPIRITISMO LAICO, NEM NOVA RELIGIÃO

Por Dora Incontri(*) A posição de Kardec ainda não foi compreendida pela maioria e uma das provas disto está no debate ainda atual se o espiritismo é ou não é religião. Por um lado, estão os que se autodenominam espíritas laicos e que defendem a idéia de que Kardec jamais pensou o espiritismo como religião, mas apenas como ciência, filosofia e moral; do outro, estão os que defendem o chamado tríplice aspecto do espiritismo, ciência, filosofia e religião, mas agem e pensam como se o espiritismo fosse apenas mais uma religião. Estes constituem a maioria do movimento espírita brasileiro. Analisemos a polêmica com cuidado, porque os dois lados têm suas razões e os dois lados cometem enganos. De fato, Kardec não quis estabelecer mais uma religião, no sentido comum do termo, (por isso, diz muitas vezes que o espiritismo não é religião), visto que o espiritismo não tem sacerdócio, templos, hierarquia institucional, dogmas de fé e nem rituais que o adepto deva seguir p...

PESTALOZZI E KARDEC - QUEM É MESTRE DE QUEM?¹

Por Dora Incontri (*) A relação de Pestalozzi com seu discípulo Rivail não está documentada, provavelmente por mais uma das conspirações do silêncio que pesquisadores e historiadores impõem aos praticantes da heresia espírita ou espiritualista. Digo isto, porque há 13 volumes de cartas de Pestalozzi a amigos, familiares, discípulos, reis, aristocratas, intelectuais da Europa inteira. Há um 14º volume, recentemente publicado, que são cartas de amigos a Pestalozzi. Em nenhum deles há uma única carta de Pestalozzi a Rivail ou vice-versa. Pestalozzi sonhava implantar seu método na França, a ponto de ter tido uma entrevista com o próprio Napoleão Bonaparte, que aliás se mostrou insensível aos seus planos. Escreveu em 1826 um pequeno folheto sobre suas ideias em francês. Seria quase impossível que não trocasse sequer um bilhete com Rivail, que se assinava seu discípulo e se esforçava por divulgar seu método em Paris. Pestalozzi, com seu caráter emotivo e amoroso, não era de ...

PARA FICARMOS JUNTOS NO INFERNO

        Por Orson Carrara                  Já  sabemos que o chamado inferno não é um local, mas um estado consciencial. Amarguras, desejos de vingança, inveja, ciúme, intrigas e manipulações que alimentamos transformam a vida naquilo que podemos denominar de um inferno emocional, um estado de intensa perturbação e sofrimento. Aquele inferno de sofrimento eterno, de diabo e caldeirões ferventes, isso não existe -  é imaginação humana.             Referimo-nos aqui aos tormentos que a inveja e o ciúme produzem. Ou, da mesma forma, as culpas e ainda os sentimentos de vingança ou de controle sobre a vida alheia.

OS FILHOS DE BEZERRA DE MENEZES

                              As biografias escritas sobre Bezerra de Menezes apresentam lacunas em relação a sua vida familiar. Em quase duas décadas de pesquisas, rastreando as pegadas luminosas desse que é, indubitavelmente, a maior expressão do Espiritismo no Brasil do século XIX, obtivemos alguns documentos que nos permitem esclarecer um pouco mais esse enigma. Mais recentemente, com a ajuda do amigo Chrysógno Bezerra de Menezes, parente do Médico dos Pobres residente no Rio de Janeiro, do pesquisador Jorge Damas Martins e, particularmente, da querida amiga Lúcia Bezerra, sobrinha-bisneta de Bezerra, residente em Fortaleza, conseguimos montar a maior parte desse intricado quebra-cabeças, cujas informações compartilhamos neste mês em que relembramos os 180 anos de seu nascimento.             Bezerra casou-se...

CONSUMO DE CARNE NA VISÃO ESPÍRITA

Entrevistei o engenheiro agrônomo e professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP-Botucatu (SP), Edson Ramos de Siqueira – que é espírita desde 1993 e vincula-se ao CE Irmão Thomaz na mesma cidade. Palestrante e ministrando cursos de Espiritismo, é autor do livro Alimentação e Evolução Espiritual, com abordagem sobre os animais, inclusive sobre a alimentação humana. A íntegra da entrevista, com lúcidas respostas, ainda inédita, oferece a lucidez do pensamento espírita. Reproduzimos aqui os trechos mais expressivos das respostas.

JESUS, ESPÍRITO ESPÍRITA

    Por Marcelo Henrique  O Espiritismo é uma filosofia atemporal, com o compromisso de manter-se atualizada e compatível com a progressão do nosso mundo, uma referência plena e permanente em termos de explicação das questões que envolvem o binômio espírito-matéria, considerados estes, pela teoria espírita, como dois dos três elementos básicos, ao que se vincula e acresce o primordial, a causa primeira, Deus. ***             Temos buscado diferenciar o Jesus Homem do Jesus Mito, ambos vigentes e observados no Movimento Espírita, como se fossem facetas de uma mesma personalidade, mas que são inconciliáveis entre si, porque apresentam contrariedades recíprocas. E isto só ocorre porque, a par dos conceitos trazidos pela Doutrina dos Espíritos, compostos por Allan Kardec (1857-1869) a partir das comunicações mediúnicas recepcionadas pela Codificação e pelas interpretações dadas pelo professor francês, há um simbolismo...

PODE UM PASTOR QUE NEGA A REENCARNAÇÃO PALESTRAR NUMA CASA ESPÍRITA?

    Por Jorge Hessen Convidar um líder religioso (pastor) que nega a reencarnação e a mediunidade para palestrar numa casa espírita é, no mínimo, uma alucinação.  O problema começa quando se perde a clareza dos objetivos doutrinários. O Espiritismo ensina o respeito irrestrito à liberdade de consciência. Allan Kardec jamais defendeu o sectarismo. Aliás, dialogou com cientistas, materialistas, religiosos e céticos. O diálogo é saudável e necessário. Todavia, existe uma diferença fundamental entre dialogar com quem pensa diferente e  conceder tribuna doutrinária a quem combate os princípios fundamentais da Doutrina Espírita. Se um  palestrante evangélico  afirma categoricamente que a comunicação entre encarnados e desencarnados é impossível; que a mediunidade é fraude ou ação demoníaca; que a reencarnação não existe, então estamos diante de alguém que rejeita os pilares básicos do Espiritismo.

COMPULSÃO SEXUAL E ESPIRITISMO

  Certamente, na quase totalidade dos distúrbios na área da sexualidade, a presença da espiritualidade refratária à luz está presente ativamente, participando como causa ou mesmo coadjuvante do processo. O Livro dos Espíritos, na questão 567, é bem claro, ensinando-nos que espíritos vulgares se imiscuem em nossos prazeres porquanto estão incessantemente ao nosso redor, tomando parte ativamente naquilo que fazemos, segundo a faixa vibratória na qual nos encontramos. Realmente, na compulsão sexual ou ninfomania, a atuação deletéria de seres espirituais não esclarecidos é atuante, apresentando-se como verdadeiros vampiros, sugando as energias vitais dos doentes. O excelso sistematizador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, em A Gênese, capítulo 14, define a obsessão como "(...) a ação persistente que um mau espírito exerce sobre um indivíduo". Diz, igualmente, que "ela apresenta características muito diferentes, que vão desde a simples influência moral, sem sin...

AS EXPRESSÕES "KARDECISTAS E/OU "KARDECISMO" NÃO DEVEM SER DESESTIMADAS

    É evidente que o termo espírita só é aquele preconizado por Kardec, sem hibridezes. Entretanto, as palavras “kardecista” e/ou “kardecismo” seriam de uso censuráveis? Talvez seja ineficaz a utilização dessas palavras, no entanto jamais serão impróprias. Além disso, entendemos que há algumas ponderações plausíveis a serem expostas com relação ao assunto. Primeiramente recorramos ao Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa [1]. Nele encontraremos as definições: kardecismo – Doutrina religiosa de Allan Kardec; kardecista – pertencente ou relativo a Allan Kardec ou ao kardecismo – adepto do kardecismo. A Enciclopédia Universal define o seguinte: kardecismo – Doutrina de Allan Kardec, espiritismo – kardecista – aquele que adota as doutrinas de Allan Kardec – Relativo a kardecismo [2]. Estamos aqui fazendo referência a duas consagradíssimas fontes do saber.

UMA AMOSTRAGEM DA TESE ESPÍRITA: DOIS CASOS QUE SUGEREM REENCARNAÇÃO (PARTE I)

   Por Jerri Almeida   Introdução A pesquisa científica sobre reencarnação oferece contribuições valiosas para ampliar horizontes de conhecimento sobre o sentido da vida. Não se trata, obviamente, de trilharmos somente o caminho da fé ou da crença, pois estamos diante de uma questão mais complexa, que envolve de forma totalizante o saber humano. Infelizmente, na atualidade, nem sempre as pesquisas nessa área ocorrem com o ritmo e os critérios que as possam alavancar em termos de reconhecimento científico, mesmo porque o mundo acadêmico, em boa parte, ainda se ressente dos preconceitos com tal tipo de temática.