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DEUS, NOSSA FONTE E NOSSA FOZ¹

          


Por Roberto Caldas (*)



       
Árvore da Diversidade
 O mundo é constituído pelas diversidades. Diversidade significa, na essência, diferença. Salve as diferenças! Só os sistemas autoritários vão tentar silenciar a discussão e se há autoritarismo, logo há o medo de ser desmascarado. Quem tentar impor ao outro a medida que utiliza para si próprio teme o repensar, o perceber-se em completo equívoco.
            A coragem do homem espiritualizado está na condição de respeitar as decisões do outro, não na sua capacidade de converter pessoas ao conteúdo de suas crenças. Quando tratamos de caminhada espiritual é fundamental a compreensão de que não há aquele que, isento de imperfeições, sirva de tradutor da mensagem fidedigna da verdade, se a si mesmo confere essa qualidade. O verdadeiro comunicador das lições superiores é destituído dos valores da prepotência e da pretensão. Os intérpretes da profunda lição da vida se apresentam como pessoas que não gostariam de destaque da multidão, a necessidade de holofotes decorre das vaidades materiais, do espetáculo egoico, das tentativas que acabam por lançar a mente às escadarias da loucura.

            Na questão 841 de O Livro dos Espíritos ao tratar das posturas diante de crenças, mesmo aquelas que tenham o potencial de confundir o seu adepto, a posição aconselhada é que o respeito à individualidade precisa buscar na mensagem iluminativa de Jesus, a sutileza do respeito à posição de cada um, pois a convicção jamais se impõe. Porém, a questão 842 dá um xeque mate nas pretensões de quem quer se arvore em senhor das ações do outro e tanto a pergunta quanto a resposta necessitam ser apresentadas na íntegra:  ”Todas as doutrinas têm a pretensão de ser a única expressão da verdade; como se pode reconhecer a que tem o direito de se posicionar assim? – Será aquela que faz mais homens de bem e menos hipócritas, ou seja, pela prática da lei de amor e de caridade em sua maior pureza e sua aplicação mais abrangente. A esse sinal reconheceis que uma doutrina é boa, já que toda doutrina que semear a desunião e estabelecer uma demarcação entre os filhos de Deus só pode ser falsa e nociva.”
            A humanidade é uma Criação Divina, logo todos estamos predestinados ao alcance das possibilidades máximas que Deus nos reserva. Os percalços da longa caminhada nos conferem dificuldades particulares que teremos que ultrapassar à medida que evoluímos e ajuntamos informações que alimentam os processos de aprendizado.  A responsabilização diante dos nossos atos são os maiores saltos evolucionais que permitem diminuírem as agonias da estrada, simplesmente por termos compreendido.

            A percepção de que podemos mudar a qualquer momento a trajetória é a maior conquista que a vida nos oferece. Não há quem nos substitua na condução de nossas escolhas. Não há palavras sagradas, frases cabalísticas nem livros sagrados. Deus é o Grande Oceano, somos fontes que sabemos a nossa destinação, cedo ou tarde haveremos de chegar ao abraço com o divino que há em nós e isso nem o tempo nem qualquer outro empecilho nos vai impedir de alcançar. Surgimos em Deus e para Ele caminhamos... e nada nos impedirá essa trajetória.   

¹ editorial do programa Antena Espírita de 17.08.2014.

(*) editorialista do programa Antena Espírita e voluntário do C.E. Grão de Mostarda.

Comentários

  1. Caro Roberto,
    Oportuna abordagem.
    Ser reencarnacionista é ter essa perspectiva. Não foi à toa que Kardec afirmou: o pensamento é tudo. Aí está a gênese da diversidade, e como espíritas devemos respeitá-la.
    Parabéns!

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  2. Parabéns pelo editorial, cada dia que passa estamos adquirindo mais conhecimentos espíritas através do Programa Antena Espirita.

    ResponderExcluir
  3. Quase dois anos depois desse editorial e confesso que o escreveria de novo. É maravilhosa a perspectiva de Deus que a Doutrina Espírita nos possibilita. Sabê-lo Justo e Misericordioso permite uma liberdade que só pode usufruir quem vence o medo do futuro e põe a cara no mundo para o necessário aprendizado de cada dia. Roberto Caldas

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