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CIÊNCIA ATESTA QUE OS MORTOS VIVEM E SE COMUNICAM

 


A mediunidade é um dos princípios básicos da Doutrina Espírita e, desde um tempo imemorial, muitas pessoas já viram e ouviram os espíritos. O organismo físico fenece e sofre a devida transformação biológica denominada de decomposição cadavérica. Contudo, o espírito nunca morrerá, já que, criado por Deus, é infindo, nunca terá fim. Depois do falecimento dos órgãos, o espírito liberta-se e retorna à dimensão da imortalidade.

Através de um instrumento mediúnico, pode acontecer a comunicação do ser dotado da perpetuidade com os chamados “vivos”, já observada por inúmeros cientistas.

Ciência descobrindo o espírito

Na obra de nossa autoria, “Por que sou espírita? “(1), citamos pesquisadores de alta notoriedade que investigaram, durante longos anos, a mediunidade. O célebre professor da Universidade da Pensilvânia, Robert Hare, em 1856, deu a lume uma obra intitulada Experimental Investigation of the Spirit Manifestation, afirmando, apesar de contrariar a sua expectativa inicial, a realidade da presença dos imortais junto aos encarnados. Depois, surgiu, também, nos EUA, o trabalho do sábio Robert Dale Owen, em 1877, revelando, no livro de sua autoria, Footfalls on the Boundary of Another World” (Pegadas na Fronteira de Outro Mundo, tradução livre), a certeza da sobrevivência espiritual dos seres após a morte.

Outro famoso investigador, Sir William Crookes, uma das maiores inteligências de sua época, na Inglaterra, considerado e proclamado como uma das máximas autoridades científicas, vencedor do Prêmio Nobel de Química, descobridor do tálio, criador do radiômetro e do tubo gerador dos Raios-X, analisou as mesas girantes e o fenômeno da ectoplasmia, concluindo, depois de alguns anos, que a vida continua no além-túmulo. Pela médium Florence Cook, surgia, em plena materialização, o espírito de Katie King, sempre disposta às experimentações do sábio, às quais foram realizadas na residência do afamado cientista, no sentido de se evitar possível fraude. Essa pesquisa abalou o mundo científico da época e foi realizada, pela primeira vez, em 22 de abril de 1872.

Em sua obra Researches Into the Phenomena of Modern Spiritualis”, o prestigiado homem de ciências descreve suas observações realizadas com o Espírito materializado de Katie King. Disse Crookes: “Verdadeiramente, não creio que pudesse levar uma fraude até o fim, ou que a intentasse sequer, pois que seria indubitavelmente descoberta”. Constatou que os mortos vivem, clamando: “É uma verdade indiscutível que uma conexão foi estabelecida entre este mundo e o outro” e “não digo que isso seja possível, mas sim que isso é real”.

Em 1869, a Sociedade Dialética de Londres, com o intuito de negar a presença espiritual, constituiu uma comissão de nomes de renome na área científica. Após 18 meses de árido trabalho, no relatório final, foi divulgada a comprovação do fato mediúnico. O conceituado naturalista, colaborador de Darwin, Alfred Russel Wallace, foi um dos integrantes do seleto grupo e apaixonou-se pelos marcantes fenômenos, depois de sensível resistência. Vencido pelas evidências, publicou um livro intitulado Miracles and Modern Spiritualism, fazendo apologia da presença de espíritos, na gênese dos processos paranormais.

Na Alemanha, um notório homem de ciências, Dr. Kerner, teve a oportunidade de retirar os véus da incredulidade e desvendar a verdade espírita, trabalhando com a “vidente de Prévorst”, Sra. Hauffle. Merece citação especial o eminente astrônomo Zöllner, professor da Universidade de Leipzig, analisando os fenômenos ocorridos através da médium Slade.

A maior pesquisa transcendental de todos os tempos

Em solo francês, na metade do século XIX, surge o Espiritismo, “um dos maiores acontecimentos da história do mundo”(2). Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail, dialogando com os espíritos, foi responsável por um profundo e verdadeiro tratado acerca da Dimensão Espiritual.

Cientistas eméritos revelando a presença viva dos “mortos”

Na Rússia, Butlerof e Alexander Aksakof destacaram-se no intercâmbio dos chamados mortos com os vivos; enquanto que, em solo italiano, se sobressaiu o prof. Chiaia, pesquisando a médium Eusápia Paladino. Um célebre criminalista da época, César Lombroso, crítico contumaz do Espiritismo, teve contato com sua falecida mãe, em sessão de materialização de espíritos e publicou, de imediato, em sua coluna jornalística: “Nenhum gigante do pensamento e da vontade poderia me fazer o que fez esta mulher rude e analfabeta: retirar minha mãe do túmulo e trazê-la aos meus braços”. Lombroso (1835-1909), médico italiano, comprovando a autenticidade do fenômeno, converteu-se ao espiritismo do qual era adversário.

No século XX, refulgiram, igualmente, na pesquisa das revelações mediúnicas, o conceituado fisiologista francês, Charles Richet, professor da Sorbonne, Prêmio Nobel de Medicina, em 1913, e o chamado “Pai da Parapsicologia, Dr. Joseph Banks Rhine, proeminente prof. da Universidade de Duke. Em 1940, o Prof. Rhine anunciava a comprovação científica da telepatia, logo seguida das provas de outros eventos. Declarou, a seguir, a existência de um conteúdo extrafísico no homem, com a aprovação de pesquisadores da Universidade de Londres, de Oxford e de Cambridge.

Afirmou Rhine que “a mente não é física e por meios não físicos age sobre a matéria. O cérebro é simplesmente o instrumento de manifestação da mente no plano físico. A questão logo surge: “Existe algo extrafísico ou espiritual na personalidade Humana?” Segundo Rhine: “A resposta experimental é afirmativa. Há provas atualmente da existência de tal fator no homem (3). O insigne cientista penetrou depois no mais sublime trabalho: os chamados fenômenos PSI-TETA (TETA-PSI-GAMA E TETA-PSI-KAPA), alusivos às manifestações de espíritos de indivíduos já mortos. Portanto, segundo Rhine, o responsável pelo excepcional acontecimento é o ser desencarnado, manifestando-se na dimensão física. A esposa de Rhine, Louise, igualmente cientista, continuou nas pesquisas e concluiu que “se tornou impossível qualquer explicação além de uma presença extrafísica” (4)

Fenômenos mediúnicos marcantes no Brasil

Na cidade de Belém do Pará, na década de 1920, uma mulher sem estudo se tornou pioneira dos fenômenos de efeitos físicos no Brasil, colaborando para que a imortalidade fosse comprovada e divulgada. Além das fotografias das materializações, foram produzidos moldes em parafina de flores, mãos e pés materializados. O fenômeno foi amplamente divulgado pela imprensa, contribuindo para o conhecimento da presença do Espírito imortal. O importante trabalho mediúnico de Ana Prado teve grande repercussão fora do país. Na França, Gabriel Delanne, intelectual renomado e pesquisador espírita, assim afirmou: “Essas sessões se fizeram debaixo de fiscalização minuciosa. Muitas vezes era a Sra. Prado fechada numa gaiola, e os Espíritos se materializavam do lado de fora e essas experiências se reproduziram em vários lugares, com o mesmo êxito”.

Em 28 de abril de 1921, estando presente o Sr. Frederico Figner, proprietário da conhecida Casa Edison, no Rio de Janeiro e notável introdutor do fonógrafo no Brasil, aparece, em plena ectoplasmia, sua filha Raquel. Figner testemunhou o fenômeno, afirmando que “a materialização foi a mais perfeita possível” e acrescenta que a filha materializada “se apresentou com tanta perfeição, com tanta graça e tão ela mesma, com os mesmos gestos e modos, que não pudemos conter nossa emoção e todos, chorando, de joelhos, rendemos graças a Deus, por tamanha esmola” (5)

No Brasil, os fenômenos sempre aconteceram, apontando, em especial, os médiuns Peixotinho, Chico Xavier, Yvonne Pereira, Divaldo Franco, Isabel Salomão, sempre prontos para consolar os corações angustiados com a perda de seus entes queridos e chamar à atenção que os mortos estão vivos e bem despertos.

Pesquisas contemporâneas descobrindo o espírito

Na atualidade, será concedida aos cientistas a tarefa grandiosa de atestar a presença espiritual. Segundo o saudoso Jorge Andréa, psiquiatra e pesquisador espírita, “a Ciência descobrirá o espírito e, então, começará uma nova era para a humanidade”. Ernesto Bozzano, professor de filosofia da ciência na Universidade de Turim e pesquisador espírita italiano, discorreu que “os fundamentos do saber humano passarão da concepção materialista do Universo à concepção espiritualista do ser, com as consequências filosóficas, sociais, morais e religiosas, que dela decorrem” (6).

O mesmo pensamento do magnânimo codificador da Doutrina Espírita é apontado: “São chegados os tempos em que (...) a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual. O espaço que separa a ciência da espiritualidade é preenchido por um traço de união, o qual consiste no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal. Uma vez constatadas pela experiência essas relações, uma nova luz se fez: a fé se dirigiu à razão, esta nada encontrou de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido” (7).

Através das pesquisas relacionadas ao fenômeno EMI (Experiências de Morte Iminente) ou EQM (Experiência de quase-morte), muitos cientistas estão à busca do transcendental, especialmente o Dr. Sam Parnia, inglês, professor na Stony Brook University School of Medicine (NY); Dr. Pim van Lommel, pesquisador holandês e autor do best-seller Consciousness Beyond Life: The Science of the Near-Death Experience; Dr. Eben Alexander-Professor em Harvard e um brasileiro, o Dr. Alexander Moreira de Almeida, psiquiatra e professor associado da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora).

Está chegando o momento em que a ciência atestará, em definitivo, em total aclamação, o que a Doutrina Espírita já desvela desde 1857 e o Dr. Eben Alexander, enfaticamente, aponta, desde que passou pelo fenômeno da EQM, como protagonista: “Minha experiência de quase morte mostrou que a morte não é o fim da consciência e que a existência humana continua no além-túmulo”.

A mente e a consciência existem separadamente do cérebro. Jesus, o querido Mestre, é o maior exemplo da certeza da vida após a vida. Ele mesmo atestou a imortalidade, revelando a morte da morte, continuando a viver.

 

 

 

Bibliografia

Domingos, Americo, N. F., Porque Sou Espírita, páginas 38-41, editora EME;

Denis, Léon, Depois da Morte, pág. 176, editora FEB;

Rhine, Joseph, O Alcance do Espírito, editora Best Seller;

Rhine, Louise, Canais Ocultos da Mente, editora Best Seller;

Nogueira de Faria, O Trabalho dos Mortos, editora FEB;

Ernesto Bozzano, Fenômenos de Bilocação, Editora Correio Fraterno;

Kardec, Allan, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I-8.

Comentários

  1. Muito importante esse resgate histórico, ainda que nossa ciência ainda seja oficialmente cética com relação à vida após a morte do corpo físico.

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