segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O PERDÃO ABSOLUTO



Por Gilberto Veras (*)



A fome à mostra na rua sendo ocultada pela miopia da alma,
o frio da madrugada implacável com o desabrigo do sem teto,
o prazer sádico a divertir-se do desafortunado,
a insensibilidade sorrindo do infortúnio no outro,
a intelectualidade menosprezando a ignorância dos ignorados,
a boa fé massacrada pela esperteza do egoísmo,
o saber sem ouvidos para o desinformado,
favores interesseiros e outras hipocrisias.
Acontecimentos tais apertam-me o coração,
com eles sofro,
e lágrimas de lamentação banham-me a face.
Elevo o pensamento a esferas superiores
e de lá visualizo a imagem do Mártir no madeiro infame,
quanta dor, quanta decepção
visitaram-lhe naquele trágico momento
e receberam Dele amor profundo,
incondicional,
expresso pela intervenção ao Todo-Poderoso,
“Perdoa-os, Pai, eles não sabem o que fazem”.
Quando poderemos perdoar nessa dimensão divina?...

Mais um mistério entre o Céu e a Terra.

(*) poeta e escritor espírita, autor das obras: A \Recompensa do Bem, Vinte Contos Conclusivos, Extrato do Ser, dentre outros.

Um comentário:

  1. Caro amigo Gilberto!
    Muito oportuno para as reflexões do Natal.
    Parabéns!

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