sábado, 6 de abril de 2013

O COQUEIRO SOLITÁRIO







Por Paulo Eduardo (*)



A sensibilidade de Ariane Cajazeiras nos traz duas histórias infantis, num livro rico de idéias. Ela escreve “O Coqueiro Solitário” e “O Novo Irmãozinho”. Duas vertentes de doce emoção. Priorizar a criança numa literatura infantil fada a repercutir também no mundo dos adultos. Temos o lado criança que nos faz caminhar na divina estrada das coisas bonitas.
A autora do livro ora em destaque teve, de logo, sua aceitação pela Editora Eme. Ariane escreveu em linguagem acessível dois primores de textos. Fez evolução belíssima pela estrada do coração, mostrando a ventura de caminhar despreocupada para dizer, com sonoridade, da fraternidade, do amor ao próximo, sem qualquer complicação.
A singeleza do que foi escrito em “O Coqueiro Solitário” e “O Novo Irmãozinho” bem traduz a leveza de alma da autora que cursa jornalismo e já dedica sua parcela de colaboração para entreter o mundo maravilhoso da criança. Escreve com entusiasmo e passa alegria aos que têm a ventura lê-la.

Dois assuntos e um livro que vale por mil. Recado de ternura em época que se luta para conquistar novos níveis de redação para amenizar a crueza dos noticiários da violência. É possível, sim, sair da rota da brutalidade e priorizar a concórdia através de historinhas infantis.
Ariane Cajazeiras é talento jovem a serviço de uma causa. Vai longe no seu ideário de servir. Exemplo que se deseja copiar, no bom sentido de formar na equipe dos que trabalham a pureza da vida.
Brincar com os personagens, no mesmo diapasão de ternura. Colher frutos para entender os sonhos pueris de amar, sem temer. Ilustrar nossa consciência para a certeza de conquistar novos rumos através da sadia leitura.
Exata coluna, “Tribuna Espírita” orgulha-se de colocar mais um livro na pauta dos que merecem louvores. Vale destacar o trabalho gráfico de Gabriel Góes e a ilustração colorida de Danilo Perillo. Todos unidos em produzir autêntica festa de cores e de palavras.
É preciso que se dê continuidade a obras do porte desse livrinho capaz de conquistar os mais empedernidos corações. A literatura infantil merece respeito e a autora Ariane Cajazeiras consegue mostrar o lado bom e construtivo de uma linguagem que não está perdida.
O livro espírita tem, sempre, muita sensibilidade e o livro espírita com a roupagem infantil tem o traje a rigor para assumir passe livre em qualquer biblioteca de cultura miscigenada para adultos, jovens e crianças. A verdade é que nem tudo está perdido. Ainda há esperança neste mundo maravilhoso que Deus nos deu. Vamos trabalhar a dignidade de colher os frutos da literatura que aconchega.

(*) jornalista e integrante da equipe do programa Antena Espírita.

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