Pular para o conteúdo principal

DOENÇAS CONGÊNITAS NA ÓTICA ESPÍRITA



Durante o transcurso de uma gravidez, há a possibilidade de o indivíduo em formação ser acometido, em sua integridade biológica, por alguma afecção, causando transtorno no seu desenvolvimento intrauterino e ostentar, ao nascimento, o consequente comprometimento malsão. Em medicina, esse acometimento é denominado de doença congênita.

Para o Espiritismo, um ser que vive após o nascimento, seja qual for a lesão deformante demonstrada, tem forçosamente encarnado em si um Espírito (1). Portanto, qualquer criatura humana, mesmo que seu prognóstico seja o pior possível e o seu tempo de vida muito curto, muitas vezes, alguns minutos ou poucas horas, é digna de respeito e tudo deve ser feito para manter a sua integridade.


Um ser com comprometimento congênito corporal

No caso dos anencéfalos, por exemplo, os espíritos, então presentes, em uma encarnação essencialmente expiatória, conseguem plasmar praticamente todo o corpo, mantendo-se lesados em grande parte do cérebro, mantendo o tronco cerebral, o que lhes permite movimento involuntário de engolir, respirar e manter os batimentos cardíacos. Vivem em estado vegetativo, sem a parte da consciência, que é de responsabilidade da parte do cérebro não formado.

É importante frisar que esses heróis necessitam sobremaneira do tempo precioso da gestação e do pouco tempo de vida neonatal para se reconduzirem, paulatinamente, à situação na qual se encontravam antes do comprometimento moral calamitoso, ocorrido em desastrosa vivência pretérita, conseguindo o necessário e bendito expurgo espiritual, “ceifando na carne a corrupção”, segundo ensinamento de Paulo (2).

A questão 345 de OLE ensina que “não é definitiva a união do espírito com o corpo”, desde o momento da concepção, podendo o ser extrafísico renunciar a habitar o corpo que lhe está destinado. Portanto, tanto o espírito, animando o blastócito, no laboratório, destinado às as experiências envolvendo as células tronco ou dando vida ao anencéfalo, pode desistir da empreitada reencarnatória. No caso do anencéfalo, em que pese a infeliz aprovação jurídica do aborto, tem que se respeitar a persistência do espírito em querer restaurar o seu equilíbrio perdido e não o assassinar no casulo materno, interrompendo o curso da gestação.

Sempre é importante valorizar e respeitar a vida em curso no sublime templo uterino. Seja qual for a malformação diagnosticada, o que está em curso é uma alma, materializando-se na arena física, dando passos gigantescos, na estrada que a conduzirá no caminho da perfeição, descarregando suas mazelas armazenadas dentro de si, causa de dor na consciência, atormentada que está por atroz remorso e culpa.

O ser em formação, deficiente ou hígido, é independente, possui uma vida que tem de ser sempre respeitada e preservada. Sua morte tem que acontecer naturalmente. Sua destruição corresponde a um infanticídio. Matar um neném desfigurado, dentro do casulo materno, constitui moralmente o mesmo proceder ao de assassinar uma criança malformada já crescida. Não se justifica destruir uma vida, baseando-se no fato de ser alguém já condenado, sabendo que sua morte é inevitável.

Importante ressaltar que as doenças congênitas, com pequenas exceções, verificadas em caso de provação, derivam de erros graves cometidos pelo espírito, em vivências pretéritas, havendo necessidade de o ser retornar à arena física no sentido premente de depurar os delitos imprimidos no seu psiquismo enfermo. Segundo Emmanuel, nesse caso, “a cela física, na escola do Planeta, é o cubículo de retificação que nos patrocina o progresso” (3).



 A inexistência de um famigerado inferno eterno

Em não existindo condenação eterna, desde que o Pai é o Amor por excelência e que Suas Misericórdias não têm fim e são a causa de ninguém ser consumido (4), haverá sempre a oportunidade do resgate espiritual, através do “nascer de novo” ou da reencarnação. O Mestre Jesus já tinha proclamado que a prisão que se constitui no sofrimento vivenciado no além-túmulo tem sua finalização prevista no momento em que o ser espiritual decida saldar seus débitos (5), Afinal, o discípulo Pedro afirmou que o Cristo visitou e pregou aos mortos em prisão (6), enfatizando que Jesus foi lá, após a sua desencarnação, pregar exatamente o evangelho aos sofredores em espírito (7).

Inadmissível argumentar que réprobos condenados para todo o sempre no famigerado “inferno” possam ser visitados e recebam a pregação da “boa nova”. A verdade é que o chamado “suplício eterno” não passa de uma alegoria, retratando sob o ponto de vista emblemático o estado de espírito, vivenciado por alguém que passa pela dor do remorso e da culpa. Já dizia o magnânimo poeta e escritor português Guerra Junqueiro: "A noite do remorso anda espreitando a vida pela porta da alma. A noite do remorso é um tenebroso prisma". “A Tirania ao fim pune o tirano; contra o injusto volta-se a injustiça; e a maldade é aos maus que faz o dano.”

O espírito Emmanuel afirma que, “ante o catre da enfermidade mais insidiosa e mais dura, brilha o socorro da Infinita Bondade, facilitando a quem deve a conquista da quitação. Por isso mesmo, nas próprias moléstias reconhecidamente obscuras para a diagnose terrestre, fulgem lições cujo termo é preciso esperar, a fim de que o homem lhes não perca a essência divina. E tal acontece, porque o corpo carnal, ainda mesmo o mais mutilado e disforme, em todas as circunstâncias, é o sublime instrumento em que a alma é chamada a acender a flama de evolução”. (8)

O mesmo benfeitor espiritual enfatiza que, “antes da reencarnação, nós mesmos, em plenitude de responsabilidade, analisamos os pontos vulneráveis da própria alma, advogando em nosso próprio favor a concessão dos impedimentos físicos que, em tempo certo, nos imunizem, ante a possibilidade de reincidência nos erros em que estamos incursos” (9).

Mais uma vez, o abnegado seareiro complementa: “Havendo o Espírito agido erradamente, nesse ou naquele setor da experiência evolutiva, vinca o corpo espiritual com desequilíbrios ou distonias, que o predispõem à instalação de determinadas enfermidades” (10). Exemplificando todos esses ensinamentos em relação à retificação expiatória, o excelso “Mestre de todos nós” cura o paralítico e, para o alertar de uma grave recaída, diz o seguinte:  “Veja que já estás curado; não voltes a errar, para que não te aconteça coisa pior” (11).

Portanto, assim como afirma o estimado codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, “o espírito é o artífice de seu próprio corpo, por assim dizer, modela-o, a fim de apropriá-lo às suas necessidades e à manifestação de suas tendências” (12). Assim sendo, compreende-se que a entidade reencarnante, antes ou logo após a fecundação, de acordo com sua sintonia evolutiva, grava o seu código cifrado vibratório na matéria, atuando sobre o DNA (ácido desoxirribonucleico). Se há algo a expiar, a distonia arquivada, no perispírito, propiciará a escolha da fita compatível e sua posterior gravação. Plasma-se, no DNA, a informação codificada que traz o espírito. Logo, somos hoje o que construímos ontem. Tudo registrado no DNA.



Atuação espiritual no cadinho materno

O ser reencarnante desarmônico pode atuar no óvulo ou no SP, ainda não liberado, sendo responsável pela mutação na sequência de DNA de um determinado gene ou a ação deletéria sobre o cromossoma, alterando o seu número ou acarretando erro de sua posição ou de sua localização na célula reprodutora. Esse processo ocorre durante a meiose para a formação dos gametas, espermatozoides e óvulo, sementinhas mentoras do processo magnífico da fecundação. A opinião científica consiste em que grande parte dos erros durante a duplicação do DNA surja espontaneamente, acreditando-se em acasos, acidentes genéticos, quando, na realidade, acontece a atuação espiritual.

Também o espírito pode agir no momento da fecundação, conforme ensina o médico espiritual André Luiz: “O espermatozoide magnetizado, ao dispor de energia adicional sobre os demais, chega primeiro ao alvo, rompe a cutícula e penetra no óvulo, gastando pouco mais de quatro minutos para alcançar seu núcleo (13). Esse fenômeno é tão marcante que pesquisadores americanos e israelenses, respectivamente, na Universidade do Texas e no Instituto Weizmann, estão enfronhados em pesquisá-lo, acreditando que os óvulos se comunicam com os espermatozoides, enviando-lhes sinais para guiá-los, tornando possível a fecundação.

Outra possibilidade é a do ser extrafísico operar no ovo ou zigoto, causando, de acordo com a densidade das suas lesões perispiríticas, uma organogênese imperfeita, com defeitos verificáveis em qualquer etapa da morfogênese. Grande número de afecções congênitas de causas físicas complexas e obscuras são observadas e, na maioria das vezes, surgem como casos isolados, sem a observância das mesmas nos familiares.

As doenças congênitas podem, igualmente, ser produzidas por infecções, durante a gravidez, principalmente pela sífilis, rubéola e citomegalovírus, acarretando graves lesões orgânicas no período gestacional, principalmente no cérebro, olhos e coração. A presença desarmônica do espírito proporciona menor defesa vibratória contra os microrganismos, diminuindo a ação do sistema imune, facilitando sua disseminação no concepto, principalmente em tecido uterino já envelhecido.



As Misericórdias Divinas não têm fim

Deus é Amor e todos os seus filhos são destinados à felicidade que será conquistada, paulatinamente, no decurso das reencarnações, desabrochando suas potencialidades. Afirma o insigne Léon Denis que, “depois de haver feito de sua consciência um antro tenebroso, um covil do mal”, todos os espíritos “terão de transformá-lo em templo de luz” (14).

Portanto, “a tempestade pode rugir à noite, mas não existem forças na Terra que impeçam, cada dia, a chegada de novo amanhecer” (15).



NOTA DO AUTOR: Essa matéria sobre doenças congênitas foi baseada em palestra proferida nas XIV Jornadas Portuguesas de Medicina e Espiritualidade, em Lisboa, em 01 de junho, em homenagem aos 150 anos da desencarnação do excelso Allan Kardec, o qual recebeu o seguinte ensinamento da espiritualidade superior: “Um pai justo e misericordioso não pode banir seus filhos para sempre. Pretenderias que Deus, tão grande, tão bom, tão justo, fosse pior do que vós mesmos?” (OLE-questão 116), ratificando o maior mestre que a humanidade tem, quando nos tranquiliza, clamando: “E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial (...)” (Lucas XI: 11-13).



   Bibliografia
   O Livro dos Espíritos, q. 356 (b);
    Epístola aos Gálatas, VI:8;
    Portal da Luz, psicografia de Chico Xavier;
    Lamentações de Jeremias, III:31;
    O Evangelho de Mateus” V:26;
    Primeira Epístola de Pedro, III;19;
    Ibidem, IV:6;
    Religião dos Espíritos, psicografia de Chico Xavier, cap. 23;
    Leis de Amor, psicografia de Chico Xavier;
    Ibidem, psicografia de Chico Xavier;
    Evangelho de João, V:14;
    Revista Espírita, vol. 3, março-1869, A Carne é Fraca;
    Missionários da Luz, Reencarnação de Segismundo;
    O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis;
    Amizade, Meimei, psicografia de Chico Xavier.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PESTALOZZI E KARDEC - QUEM É MESTRE DE QUEM?¹

Por Dora Incontri (*) A relação de Pestalozzi com seu discípulo Rivail não está documentada, provavelmente por mais uma das conspirações do silêncio que pesquisadores e historiadores impõem aos praticantes da heresia espírita ou espiritualista. Digo isto, porque há 13 volumes de cartas de Pestalozzi a amigos, familiares, discípulos, reis, aristocratas, intelectuais da Europa inteira. Há um 14º volume, recentemente publicado, que são cartas de amigos a Pestalozzi. Em nenhum deles há uma única carta de Pestalozzi a Rivail ou vice-versa. Pestalozzi sonhava implantar seu método na França, a ponto de ter tido uma entrevista com o próprio Napoleão Bonaparte, que aliás se mostrou insensível aos seus planos. Escreveu em 1826 um pequeno folheto sobre suas ideias em francês. Seria quase impossível que não trocasse sequer um bilhete com Rivail, que se assinava seu discípulo e se esforçava por divulgar seu método em Paris. Pestalozzi, com seu caráter emotivo e amoroso, não era de ...

FÉ E CONSCIÊNCIA DE CLASSE: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DA LUTA ENTRE OPRESSORES E OPRIMIDOS NOS EVANGELHOS.

    Por Jorge Luiz   Para Além do Chão da Fábrica: A Luta de Classes na Contemporaneidade Até hoje, a história de todas as sociedades é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e aprendiz; em resumo, opressores e oprimidos, estiveram em constante antagonismo entre si, travando uma luta ininterrupta, ora aberta, ora oculta — uma guerra que terminou sempre ou com uma transformação revolucionária de toda a sociedade ou com a destruição das classes em luta. Assim, Karl Marx e Friedrich Engels iniciam o desenvolvimento das ideias que comporão o Manifesto do Partido Comunista (Marx & Engels, ebook). As classes determinadas por Marx – burguesia e proletariado – não surgem de um tratado sociológico, são consideradas a partir das relações da reprodução da forma da mercadoria, frente os antagonismos e as contradições entre os opressores e oprimidos, a partir da apropriação do excedente da produç...

EXPRESSÕES QUE DENOTAM CONTRASSENSO NA DENOMINAÇÃO DE INSTITUIÇÕES ESPÍRITAS

    Representação gráfica de uma sessão na SPEE (créditos: CCDPE-ECM )                                                     Por Jorge Hessen     No movimento espírita brasileiro, um elemento aparentemente periférico vem produzindo efeitos profundos na percepção pública da Doutrina Espírita. Trata-se da escolha dos nomes das instituições.  Longe de constituir mero detalhe administrativo ou expressão cultural inofensiva , a nomenclatura adotada comunica valores, orienta expectativas e, não raro,  induz a equívocos graves quanto à natureza do Espiritismo . À luz da codificação kardequiana, o nome de um centro espírita jamais é neutro; ele é, antes, a primeira  síntese doutrinária oferecida ao público . Desde sua origem, o Espiritismo foi definido por Allan Kardec como uma doutrina de tríplice aspecto...

SILÊNCIO, PODER E RESPONSABILIDADE MORAL: A JUSTIÇA ESPÍRITA E A ÉTICA DA PALAVRA NÃO DITA

  Por Wilson Garcia   Há silêncios que protegem. Há silêncios que ferem. E há silêncios que governam. No senso comum, o ditado “quem se cala consente” traduz uma expectativa moral básica: diante de uma interpelação legítima, o silêncio sugere concordância, incapacidade de resposta ou aceitação tácita. O direito moderno, por sua vez, introduziu uma correção necessária a essa leitura, ao reconhecer o silêncio como garantia individual — ninguém é obrigado a produzir provas contra si. Trata-se de um avanço civilizatório, pensado para proteger o indivíduo vulnerável frente ao poder punitivo do Estado. O problema começa quando esse direito — concebido para a assimetria frágil — é apropriado por indivíduos ou instituições fortes, que não se encontram em situação de coerção, mas de conforto simbólico. Nesse contexto, o silêncio deixa de ser defesa e passa a ser estratégia. Não responde, não esclarece, não corrige — apenas espera. E, ao esperar, produz efeitos.

OS FILHOS DE BEZERRA DE MENEZES

                              As biografias escritas sobre Bezerra de Menezes apresentam lacunas em relação a sua vida familiar. Em quase duas décadas de pesquisas, rastreando as pegadas luminosas desse que é, indubitavelmente, a maior expressão do Espiritismo no Brasil do século XIX, obtivemos alguns documentos que nos permitem esclarecer um pouco mais esse enigma. Mais recentemente, com a ajuda do amigo Chrysógno Bezerra de Menezes, parente do Médico dos Pobres residente no Rio de Janeiro, do pesquisador Jorge Damas Martins e, particularmente, da querida amiga Lúcia Bezerra, sobrinha-bisneta de Bezerra, residente em Fortaleza, conseguimos montar a maior parte desse intricado quebra-cabeças, cujas informações compartilhamos neste mês em que relembramos os 180 anos de seu nascimento.             Bezerra casou-se...

O ESTUDO DA GLÂNDULA PINEAL NA OBRA MEDIÙNICA DE ANDRÉ LUIZ¹

Alvo de especulações filosóficas e considerada um “órgão sem função” pela Medicina até a década de 1960, a glândula pineal está presente – e com grande riqueza de detalhes – em seis dos treze livros da coleção A Vida no Mundo Espiritual(1), ditada pelo Espírito André Luiz e psicografada por Francisco Cândido Xavier. Dentre os livros, destaque para a obra Missionários da Luz, lançado em 1945, e que traz 16 páginas com informações sobre a glândula pineal que possibilitam correlações com o conhecimento científico, inclusive antecipando algumas descobertas do meio acadêmico. Tal conteúdo mereceu atenção dos pesquisadores Giancarlo Lucchetti, Jorge Cecílio Daher Júnior, Décio Iandoli Júnior, Juliane P. B. Gonçalves e Alessandra L. G. Lucchetti, autores do artigo científico Historical and cultural aspects of the pineal gland: comparison between the theories provided by Spiritism in the 1940s and the current scientific evidence (tradução: “Aspectos históricos e culturais da glândula ...

COMPULSÃO SEXUAL E ESPIRITISMO

  Certamente, na quase totalidade dos distúrbios na área da sexualidade, a presença da espiritualidade refratária à luz está presente ativamente, participando como causa ou mesmo coadjuvante do processo. O Livro dos Espíritos, na questão 567, é bem claro, ensinando-nos que espíritos vulgares se imiscuem em nossos prazeres porquanto estão incessantemente ao nosso redor, tomando parte ativamente naquilo que fazemos, segundo a faixa vibratória na qual nos encontramos. Realmente, na compulsão sexual ou ninfomania, a atuação deletéria de seres espirituais não esclarecidos é atuante, apresentando-se como verdadeiros vampiros, sugando as energias vitais dos doentes. O excelso sistematizador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, em A Gênese, capítulo 14, define a obsessão como "(...) a ação persistente que um mau espírito exerce sobre um indivíduo". Diz, igualmente, que "ela apresenta características muito diferentes, que vão desde a simples influência moral, sem sin...

DEUS¹

  No átimo do segundo em que Deus se revela, o coração escorrega no compasso saltando um tom acima de seu ritmo. Emociona-se o ser humano ao se saber seguro por Aquele que é maior e mais pleno. Entoa, então, um cântico de louvor e a oração musicada faz tremer a alma do crente que, sem muito esforço, sente Deus em si.

A REBELDIA DOS JOVENS, COMO AGIRMOS?

  Por Alkíndar de Oliveira (*) As atitudes de determinados jovens (nossos filhos ou não) nos estimulam a pensar: o que fazermos com esses jovens rebeldes? Para ilustrar que a rebeldia do jovem é um fato a ser enfrentado, conto a seguir duas histórias reais. A primeira história real: Imagine certo professor que, ao estar ministrando determinada aula, percebe que a atenção dos alunos se dispersa como consequência do procedimento inusitado e inadequado de um deles. Aos olhos do professor este é um aluno problema. E, apesar de inteligente, pela sua displicência ele não se sai bem nas provas. Tem o hábito de falar em momentos errados, adota atitudes estranhas, e nesse dia em especial, colou algodão em seu rosto formando longos bigode e cavanhaque. Com esta expressão ridícula e engraçada, apoiou os queixos com as mãos, formando como que uma forquilha e, muito sério, fingiu estar prestando religiosa atenção à aula. A classe caiu em riso. Esse jovem, depois...

ESPIRITISMO: CRISTIANISMO REDIVIVO

                      O termo Cristianismo Redivivo se incorporou ao imaginário dos espíritas brasileiros a partir de três mensagens do Espírito Emmanuel, através da psicografia de Francisco C. Xavier, insertas na obra Caminho, Verdade e Vida.             A opinião de Emmanuel se circunscreve aos aspectos pertinentes à mediunidade, mas também faz referências à vivência dos postulados do Cristo, abdicando das formas exteriores. Faz menção ao socorro do plano invisível através da cura pelo passe.