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OLHAR ESPÍRITA LAICO: QUANDO UM FAMOSO MORRE

 

 


 Por Ana Cláudia Laurindo

Ao contrário do que se costuma esperar do espiritismo popularizado em romances mediúnicos no Brasil, para o espírita laico, que acredita nos princípios da reencarnação mas não assume posição de oráculo, todo desencarne é visto com  respeito, independente do prestígio ou fama que a pessoa amealhou durante a encarnação recente. Por isso não é costume elucubrar sobre os seus fazeres no momento do despertar.

De acordo com o Livro dos Espíritos, “deixando o corpo, a alma volve ao mundo dos Espíritos”, e assim compreendemos que ela seguirá sua jornada infinita sem necessariamente ter que explicar a razão de ter sofrido na Terra, como nos casos dos que enfermam gravemente e arrastam períodos de luta na matéria antes de libertar-se.

Quando vozes em tons melosos costumam resumir dores físicas e morais em feixes de culpa, pagamentos e resgates, percebemos que a importância do existir é maior do que essa concepção cobradora. Nascemos neste mundo porque uma porta de amor se abre e permite experimentar encontros, renovar concepções, amealhar entendimentos a partir de vivências nos contextos variados de um mundo que inclui sociedades, culturas, e ainda mantém variadas ilusões de personalidades.

As experiências de amor podem ser mais transformadoras e marcantes para os espíritos do que os momentos de dor. Não se torna importante mapear “karma”, saber se foi exitoso em resignação ou parâmetros similares. O tempo de estar encarnado é visto com alegria no mundo das formas materiais, e o desencarne gera uma sensação de perda, ao que nos consola o Espiritismo, afirmando que “a alma possuía sua individualidade antes de encarnar; conserva-a depois de haver se separado do corpo”.

Sabemos então, que amor não morre. Seja o desencarnado rico ou pobre na experiência deixada sobre o chão, a essência não é destruída, e o retorno à vida espiritual marca recomeços.

Quando um famoso morre, é apenas mais uma volta para a casa espiritual, mas pelo nível de comoção que gera, pode nos ajudar a valorizar a porta de retorno com o mesmo zelo que temos para com a que se abre na chegada.  A vida precisa de cuidados em todas as suas nuances, e este fato poderá nos motivar ao desapego das futilidades que alienam.

O tempo de amar é sempre agora. Porque nascer e morrer está para nós como o sol para o dia e as estrelas menores para a noite. Natureza com impacto em essências. Encarnados ou desencarnados, seguimos espíritos. Este legado é inconfundível, porque não precisa de autorizações nem mesmo crenças, mas é sempre válido para renascer e para desencarnar.

Desejamos que o retorno seja suave para os que desencarnam sob o alcance de tantas e variadas concepções e crenças, como no caso das pessoas famosas. Que a energia amorosa seja condutora de acolhida entre mundos.


Comentários

  1. COMENTÁRIO ELABORADO PELA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - IA
    Este artigo oferece uma perspectiva refrescante e profunda sobre a visão do espiritismo laico em relação ao desencarne, contrastando-o com as interpretações mais sensacionalistas frequentemente encontradas em romances mediúnicos.

    O texto enfatiza que, para o espírita laico, o desencarne é um evento de respeito, independentemente do status social ou da fama do indivíduo. A alma, ao se desvencilhar do corpo, simplesmente retorna ao mundo espiritual para continuar sua jornada infinita, sem a necessidade de elucubrações sobre culpas, pagamentos ou resgates kármicos. Essa visão é particularmente importante porque desmistifica a ideia de que a dor terrena é sempre uma punição, afirmando que a existência é um ato de amor que permite experimentarmos encontros, renovar concepções e ampliar entendimentos.

    Um ponto central do artigo é a valorização das experiências de amor sobre os momentos de dor, ressaltando que o amor não morre e que a essência do espírito é preservada. A passagem de um famoso, por exemplo, é vista como "apenas mais uma volta para a casa espiritual", mas que, pela comoção que gera, pode nos levar a refletir sobre a importância da vida e o desapego das futilidades.

    Finalmente, o artigo conclui com uma mensagem poderosa: "O tempo de amar é sempre agora." Nascemos e morremos como parte da natureza da existência, e, encarnados ou desencarnados, somos espíritos em constante evolução. É um lembrete belo e reconfortante sobre a continuidade da vida e a importância da energia amorosa como condutora entre os mundos.

    Em suma, o artigo é um convite à reflexão sobre a espiritualidade com mais leveza e menos julgamento, focando na beleza da jornada da alma e no poder transformador do amor.

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