segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

QUANDO OS HOMENS FOREM BONS...




Por Francisco Castro (*)



Allan Kardec deixou o mundo físico no dia 31 de março de 1869, em Paris, após o seu desencarne, nas suas estantes, muitos escritos seus foram encontrados e com autorização de Amélie Gabrielle Boudet, sua viúva, vieram a ser publicados em janeiro de 1890, sob o título “Obras Póstumas.”
O último texto publicado nessa obra traz o título “CREDO ESPÍRITA,” onde Allan Kardec faz uma análise dos problemas que o mundo enfrentava naquela época, e inicia fazendo a seguinte afirmação:
“Os males da Humanidade provêm da imperfeição dos homens; pelos seus vícios é que eles se prejudicam uns aos outros. Enquanto forem viciosos, serão infelizes, porque a luta de interesses gerará constantes misérias.”

Será que os problemas a que se referia Allan Kardec, ainda no século XIX, são muito diferentes daqueles enfrentados na atualidade, e que permeiam todos os recantos do Globo, no século XXI?
Observe-se a afirmação que ele faz no parágrafo seguinte:
“Sem dúvida, boas leis contribuem para melhorar o estado social, mas são impotentes para tornar venturosa a humanidade, (...). Aliás, a bondade das leis guarda relação com a bondade dos homens; enquanto estes se conservarem dominados pelo orgulho e pelo egoísmo, farão leis em benefícios de suas ambições pessoais.”
Há um trecho nesse texto que não me canso de reler, pela profundidade, alcance e atualidade das suas palavras:
“Por melhor que seja uma instituição social, sendo maus os homens, eles a falsearão e lhe desfigurarão o espírito para a explorarem em proveito próprio.”
Outra não é a situação enfrentada pelo nosso País na atualidade, em que a corrupção grassa em todas as esferas da nossa sociedade, e a violência e os crimes vem se tornando coisa tão comum, que países em guerra matam menos que em nossas cidades.
Mas Allan Kardec não se limitou em apresentar o problema, ele também ofereceu a solução:
“Quando os homens forem bons, organizarão boas instituições, que serão duráveis, porque todos terão interesse em conservá-las.”
“A questão social não tem, pois, por ponto de partida a forma de tal ou qual instituição; ela está toda no melhoramento moral dos indivíduos e das massas.”
Reflitamos sobre palavras tão sábias e atuais, embora, pronunciadas há mais de um século!

(*) escritor e expositor espírita; membro da AMLEF, integrante da equipe do programa Antena Espírita e voluntário do C.E. Grão de Mostarda.

2 comentários:

  1. Amigo Francisco, muito bom você trazer o pensamento esclarecido do Mestre de Lyon para esse momento tão conturbado pelo qual estamos todos passando. Roberto Caldas

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  2. Excelente texto. Parabéns ao Dr. Castro e ao Canteiro.
    Everaldo Mapurunga
    Viçosa do Ceará

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