Pular para o conteúdo principal

GESTÃO: O "NÓ" DA INSTITUIÇÃO ESPÍRITA

 O Espiritismo será o que o fizerem os homens.
 Similia similibus!
Ao contato da Humanidade as mais altas verdades às
vezes se desnaturam e obscurecem. Podem constituir-se
uma fonte de abusos. A gota de chuva, conforme o lugar onde cai,
continua sendo pérola ou se transformar em lodo.
(Léon Denis, No Invisível)









            Há no Brasil o movimento espírita mais fecundo do Planeta. Porém, a ausência de ações doutrinárias e diretivas eficazes pelos órgãos federativos, favorecidas por essa fertilidade, permitiu a disseminação do sincretismo religioso, o institucionalismo, o religiosismo igrejeiro e o profissionalismo religioso. Atalhos e desvios.

            Em decorrência dessas fragilidades, foi verificado o seguinte:

a)    no afã de promoverem a divulgação doutrinária, alguns adeptos terminam aprisionando-a em pontos de vista pessoais;
b)    a cultura doutrinária de que se necessita para a criação da unidade de princípios acaba por não ser reproduzida, favorecendo a massificação, com prejuízo da própria identidade doutrinária;
c)    há conflitos e prejuízos entre o estabelecimento teórico e a divulgação – estes dois elementos considerados por Allan Kardec para o progresso da Doutrina Espírita –, aprofundando a incoerência entre a teoria e a prática.

            O fator determinante para essa identidade difusa relaciona-se, precisamente, com aspectos de liderança e estilo de gestão administrativa, que se refletem na dinâmica das atividades das Instituições Espíritas como um todo.
            Pesquisas de campo, teses de mestrado, realizadas por antropólogos e sociólogos, apesar de não terem validade doutrinária, apresentam diagnóstico preocupante, pois ofertam visão do movimento que os espíritas brasileiros patrocinam, assumindo uma distância considerável em relação ao Espiritismo de origem.
            O estilo de liderança e gestão do movimento espírita brasileiro percorre caminhos jamais imaginados por Allan Kardec. Quando idealizou a Constituição do Espiritismo, só publicada após a sua morte em Obras Póstumas, fê-la como instrumento de hierarquia máxima, regulamentou as normas operacionais e mantenedoras para as relações institucionais e individuais espíritas. Ao propor nessa Constituição a comissão central,(1) Kardec estabeleceu diversos mecanismos de governança e estendeu seu olhar vanguardista para estilo de liderança situacional(2) (democrático), o mais recomendado na atualidade para ambientes mútuos de crescimento.
            O que se padronizou no movimento espírita, entretanto, foi o modelo vaticanizado, centrado no poder e não na autoridade. Hierarquicamente rígido, verticalizado, arcaico, coercitivo, que se particulariza pela vigilância e duras críticas, inapropriado para a humanização das relações nas casas espíritas, seguindo o triângulo(3) proposto pelo Espírito Joanna de Ângelis, para a sua espiritização. 
             Essa desobediência tem favorecido a parcela expressiva das organizações espíritas de falta de planejamento, direção personalista, despreparo dos líderes e problemas sérios de gestão administrativa.
            A casa espírita é como qualquer outra instituição, e necessita de recursos e boa direção para o seu bom funcionamento. Allan Kardec deixa isso bem claro no instrumento citado, no capítulo Vias e Meios:

Para alguém fazer qualquer coisa de sério, tem que se submeter às necessidades impostas pelos costumes da época em que vive e essas necessidades são muito diversas dos tempos da vida patriarcal.

            Essas situações caminham com a própria questão sócio-econômico-cultural do perfil do voluntariado, nem sempre valorizada pelo dirigente espírita, que se perde em práticas inadequadas, não se permitindo ser o grande catalizador de competências e habilidades para favorecer o surgimento de novos colaboradores na seara espírita.
            A Federação Espírita Brasileira vem tentando melhorar o perfil do dirigente espírita através de curso ofertado online no site da própria entidade, o que já é um bom começo.
            É imperioso notar que o indivíduo para se habilitar a ser dirigente espírita não basta apenas ter boa vontade. Além de ter conhecimento doutrinário e condicionante moral, deve também apresentar noções básicas de liderança e de administração. Não se pode prescindir desses dois últimos itens. A instituição espírita presta serviços espirituais, e a sua relação com os frequentadores e colaboradores está sujeita às dinâmicas organizacionais convencionais. Há a necessidade de se discutir os modelos atuais de gestão e de liderança das instituições espíritas. Essas providências passam necessariamente pela detecção dos principais motivos que têm provocado o esvaziamento delas.
            Apesar de o Espiritismo ser uma doutrina evolucionista, o movimento espírita brasileiro não evolui, principalmente no estilo de liderança. O modelo institucional brasileiro continua sendo o mesmo de 60 anos passados, isto por força dos processos de gestão e liderança que são ultrapassados.
            Chegou-se naquela etapa da Humanidade, que Kardec assinala em A Gênese:

O Espiritismo não cria a renovação social; a madureza da Humanidade é que fará dessa renovação uma necessidade.
          
          É impossível continuar “andando sobre um pé só” (4) acreditando que se alcançará os objetivos colimados pelo Espiritismo.
            O Espiritismo caminha lado a lado com a Ciência. Partindo deste princípio, é bom lembrar Peter Drucker (5) (1909-2005), cuja metodologia desenvolvida para as organizações consideradas do terceiro setor, no qual as instituições espíritas se situam, foi desenvolvida sobre o seguinte pilar:

Tornar eficazes os pontos fortes das pessoas e irrelevantes suas fraquezas.           
           
            A acepção druckeriana visa converter o conhecimento em ação efetiva. Significa estimular um engajamento da diretoria, dos colaboradores e frequentadores em um processo desafiador de autodescoberta organizacional.
            Cabe ao dirigente promover uma autoavaliação da sua instituição que o alcance, bem como todos os colaboradores e frequentadores, olhando para dentro da organização, realinhando-a aos princípios constitucionais kardecianos, partindo das premissas druckerianas: qual a missão, função e significado da instituição? Quem são os frequentadores? O que os frequentadores valorizam? Quais são os resultados alcançados e a alcançar? Quais os planejamentos organizacionais e pedagógicos? Agindo assim, certamente os resultados convergirão para as seguintes expectativas kardecianas:

(...) os resultados coletivos e gerais serão fruto do Espiritismo completo, que sucessivamente se desenvolverá.



 (1) A comissão seria composta de, no máximo, de doze membros titulares, que deverão para tal efeito preencher certas condições indispensáveis, e de igual número de conselheiros, cujo presidente terá mandato de um ano. Ele dirigirá as deliberações da comissão, velará pela execução dos trabalhos e pelo expediente; mas, fora das atribuições que os estatutos constitutivos lhe conferirem, nenhuma decisão poderá tomar sem o concurso da comissão.
 (2) Liderança situacional consiste na liderança que é moldada pela situação apresentada, ou seja, o líder tem a capacidade de adequar-se ao momento, e dentro desta dinâmica, ele consegue delegar e motivar seus colaboradores para que reajam positivamente, deem o seu melhor e alcancem os resultados esperados.
(3) Espiritização, Qualificação e Humanização. “Novos Rumos para o Centro Espírita”. Palestra com Divaldo Franco. Salvador, LEAL,1999.
(4) Santo Agostinho (Sermões 2, 2, 2), ironiza os que acreditam “in via Dei posse se uno pede ambulare”, “poder andar com um só pé pelo caminho de Deus”.
(5)  Peter Ferdinand Drucker, (nasceu em 19 de novembro de 1909, em Viena, Áustria - faleceu em 11 de novembro de 2005, em Claremont, Califórnia, EUA) foi um escritor, professor e consultor administrativo de origem austríaca, considerado como o pai da administração moderna, sendo o mais reconhecido dos pensadores do fenômeno dos efeitos da Globalização na economia em geral e em particular nas organizações - subentendendo-se à administração moderna como a ciência que trata sobre pessoas nas organizações, como dizia ele próprio.


REFERÊNCIAS
DRUCKER, Peter Ferdinand. Terceiro setor. São Paulo: Futura, 2001.
KARDEC, Allan. A gênese. São Paulo: Lake, 2010.
_____________. Obras póstumas. Rio de Janeiro: FEB, 1987.



Comentários

  1. Concordo amigo Jorge. Seria mais ou menos assim: a boa vontade é a raiz que sem ela nada prospera, mas a boa vontade não pode ser utilizada como única ferramenta de ação na casa espírita. Necessário a capacitação para enfrentar as demandas crescentes, renunciando ao anacronismo sem se perder na volatilidade das novas ondas. Roberto Caldas

    ResponderExcluir
  2. A boa vontade funciona como um impulsionador, "motor de arranque" por exemplo, mas para dar movimento e continuidade é necessário vontade. Jorge você foi muito feliz em sintetizar o pensamento de muitos de nós que participamos do Movimento Espírita. É necessário que temas como liderança, administração, planejamento dentre outros, fação parte do cotidiano da Instituições Espíritas, primordialmente nos Conselhos, Diretorias e com os futuros gestores. No âmbito das Federações meu pensamento é o mesmo, desde que acompanhado de ações propositivas, não apenas paliativas.



    Ps.: Já algumas coisas sobre pesquisas e teses sobre o assunto, mas nunca consegui ter acesso. Caso o companheiro conheça algum site ou blog que disponibilize material para consulta agradeceria a indicação.

    ResponderExcluir
  3. Olá, Edi!
    Grato pelas considerações.
    O tema realmente desperta meu interesse e tenho buscado muitas fontes, principalmente não espíritas, que apesar da invalidade doutrinária, não invalida os fatos sociais e antropológicos. Tem um trabalho muito interessante de Emerson Giumbelli, "O Cuidado dos Mortos". Outra obra que não deve deixar de ser lida é "O Livro, a mesa e os espíritos", de Marion Aubreé e François Laplantine". "Espiritismo à Brasileira" de Sandra Jacqueline Stoll. "Da elite ao povo", Sylvia Damásio. "Afinal, Espiritismo é religião?, Célia da Graça Arribas. Você encontrará alguns desses trabalhos na internet. Abraços!

    ResponderExcluir
  4. Olá, Edi!
    Na sequência, algumas obras espíritas."O Centro Espírita", "A pedra e o joio", "O Verbo e a Carne", "Curso Dinâmico de Espiritismo" do prof. Herculano Pires. "Os intelectuais e o Espiritismo", de Ubiratan Machado, "O Espiritismo em movimento", Elzio F. Souza, pelo Espírito Deolindo Amorim. "Reafirmação ou revisão do Espiritismo", de Francisco Cajazeiras, pelo Esp. J. Herculano Pires. Abraços!

    ResponderExcluir
  5. Francisco Castro de Sousa20 de dezembro de 2014 às 17:57

    Parabéns Jorge, belo artigo e que irá mexer com muita gente que se encontra encastelada em posições de direção no movimento espírita e acha que está tudo correndo às mil maravilhas. Eu penso que uma das coisas que têm contribuído para esse atraso no movimento espírita é a transformação, ou melhor a institucionalização do Espiritismo como Religião. Será que Kardec desejava isso quando colocou no frontispício da obra O Evangelho Segundo o Espiritismo essa frase: "Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade." pensemos nisso!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

DIVERSIDADE NÃO JUSTIFICA DESIGUALDADE

  Por Alexandre Júnior                A justiça não se estabelece por si só. É necessário que a façamos. Quando nos negamos a combater, debater, encarar, perceber e estudar as desigualdades sociais, menos estaremos aptos a produzir, de forma consciente e politicamente, ações de enfrentamento às injustiças, bem como posturas afirmativas de produção de igualdade e justiça social. Em que pese a insistência nefasta de toda uma estrutura social hegemônica, que, de forma opressora, transforma diversidade em desigualdade.

OS FILHOS DE BEZERRA DE MENEZES

                              As biografias escritas sobre Bezerra de Menezes apresentam lacunas em relação a sua vida familiar. Em quase duas décadas de pesquisas, rastreando as pegadas luminosas desse que é, indubitavelmente, a maior expressão do Espiritismo no Brasil do século XIX, obtivemos alguns documentos que nos permitem esclarecer um pouco mais esse enigma. Mais recentemente, com a ajuda do amigo Chrysógno Bezerra de Menezes, parente do Médico dos Pobres residente no Rio de Janeiro, do pesquisador Jorge Damas Martins e, particularmente, da querida amiga Lúcia Bezerra, sobrinha-bisneta de Bezerra, residente em Fortaleza, conseguimos montar a maior parte desse intricado quebra-cabeças, cujas informações compartilhamos neste mês em que relembramos os 180 anos de seu nascimento.             Bezerra casou-se...

SOCIALISMO E ESPIRITISMO: Uma revista espírita

“O homem é livre na medida em que coloca seus atos em harmonia com as leis universais. Para reinar a ordem social, o Espiritismo, o Socialismo e o Cristianismo devem dar-se nas mãos; do Espiritismo pode nascer o Socialismo idealista.” ( Arthur Conan Doyle) Allan Kardec ao elaborar os princípios da unidade tinha em mente que os espíritas fossem capazes de tecer uma teia social espírita , de base morfológica e que daria suporte doutrinário para as Instituições operarem as transformações necessárias ao homem. A unidade de princípios calcada na filosofia social espírita daria a liga necessária à elasticidade e resistência aos laços que devem unir os espíritas no seio dos ideais do socialismo-cristão. A opção por um “espiritismo religioso” fundado pelo roustainguismo de Bezerra Menezes, através da Federação Espírita Brasileira, e do ranço católico de Luiz de Olympio Telles de Menezes, na Bahia, sufocou no Brasil o vetor socialista-cristão da Doutrina Espírita. Telles, ao ...

DEUS¹

  No átimo do segundo em que Deus se revela, o coração escorrega no compasso saltando um tom acima de seu ritmo. Emociona-se o ser humano ao se saber seguro por Aquele que é maior e mais pleno. Entoa, então, um cântico de louvor e a oração musicada faz tremer a alma do crente que, sem muito esforço, sente Deus em si.

REFORMAR OU TRANSFORMAR? REFORMA ÍNTIMA OU TRANSFORMAÇÃO ESPIRITUAL?

        Por Marcelo Henrique   O conjunto de elementos que impregnam o conceito de “reforma íntima” repete muitos chavões de culturas e abordagens não espíritas, pertencentes a ideologias religiosas em que há a “obrigação” de seguir certas prescrições, sob pena de… É a cultura do temor, do medo e da culpa. *** Alguns conceitos são entronizados e se enraízam de tal modo em Filosofias que é difícil, depois, retirá-los ou entendê-los na sua real essência. No caso do Espiritismo, eles surgem a partir de alguma declaração – seja de um encarnado, médium ou dirigente, seja de um desencarnado – e vão ficando, ficando… Passam a ser retórica tradicional e, não raro, viram “figurinha fácil” no álbum das condutas humanas. Falemos, pois, de uma delas: a decantada reforma íntima. Onde surgiu? Quem foi o primeiro a mencionar? Em que contexto foi dito? Qual era o alcance? Que objetivos se tinha? Qual a relação deste conceito com o Espiritismo?

REFLEXÕES PARA O ANO QUE SE ANUNCIA...

  Sinta, chega o tempo de enxugar o pranto dos homens. Se fazendo irmão e estendendo a mão... Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a Terra inteira feliz! (A Paz. Homenagem a Paulinho/Roupa Nova)   É bem comum, a cada final de ano, pensarmos sobre o ano que finda e projetarmos expectativas, sonhos e planos para o ano vindouro. Fazer isso é bom! Afinal, pensar sobre o que fizemos, avaliar o que houve de bom e o que precisa ser melhorado pode nos ajudar a depurar nossas ações, para tentarmos ser melhores e, consequentemente, fazer um ano melhor. Santo Agostinho nos ensinou esse exame de consciência. Toda noite, ele passava o dia a limpo, observando seus atos e pensando a melhor maneira de corrigir seus erros e chegar mais perto de Deus.

09.10 - O AUTO-DE-FÉ E A REENCARNAÇÃO DO BISPO DE BARCELONA¹ (REPOSTAGEM)

            Por Jorge Luiz     “Espíritas de todos os países! Não esqueçais esta data: 9 de outubro de 1861; será marcada nos fastos do Espiritismo. Que ela seja para vós um dia de festa, e não de luto, porque é a garantia de vosso próximo triunfo!”  (Allan Kardec)                    Cento e sessenta e quatro anos passados do Auto-de-Fé de Barcelona, um dos últimos atos do Santo Ofício, na Espanha.             O episódio culminou com a apreensão e queima de 300 volumes e brochuras sobre o Espiritismo - enviados por Allan Kardec ao livreiro Maurice Lachâtre - por ordem do bispo de Barcelona, D. Antonio Parlau y Termens, que assim sentenciou: “A Igreja católica é universal, e os livros, sendo contrários à fé católica, o governo não pode consentir que eles vão perverter a moral e a religião de outr...

OS ESPÍRITAS FAZEM PROSELITISMO?

  Por Francisco Castro (*) Se entendermos que fazer proselitismo é montar barracas em praça pública, fazer pessoas assinar fichinha, ou ter que fazer promessa de aceitar essa ou aquela religião? Por outro lado, se entendermos que fazer proselitismo significa fazer visitação porta a porta no sentido de convencer alguém, ou de fazer com que uma pessoa tenha que aceitar essa ou aquela religião? Ou, ainda, de dizer que essa ou aquela religião é a verdadeira, ou de que essa ou aquela religião está errada? Não. Não, os Espíritas não fazem proselitismo! Mas, se entendermos que fazer divulgação da existência da alma, da reencarnação, da comunicabilidade dos Espíritos, da Doutrina dos Espíritos, do Ensino Moral de Jesus e de que ele é modelo e guia da humanidade e não de certa parcela de uma nacionalidade ou de uma religião? A resposta é sim! Os Espíritas fazem proselitismo sim! Qual seria então a razão de termos essa grande quantidade de jornais e revistas espírita...

OS ESPÍRITAS E OS GASPARETTOS

“Não tenho a menor pretensão de falar para quem não quer me ouvir. Não vou perder meu tempo. Não vou dar pérolas aos porcos.” (Zíbia Gaspareto) “Às vezes estamos tão separados, ao ponto de uma autoridade religiosa, de um outro culto dizer: “Os espíritas do Brasil conseguiram um prodígio:   conseguiram ser inimigos íntimos.” ¹ (Chico Xavier )                            Li com interesse a reportagem publicada na revista Isto É , de 30 de maio de 2013, sobre a matéria de capa intitulada “O Império Espírita de Zíbia Gasparetto”. (leia matéria na íntegra)             A começar pelo título inapropriado já que a entrevistada confessou não ter religião e autodenominou-se ex-espírita , a matéria trouxe poucas novidades dos eventos anteriores. Afora o movimento financeiro e ...

SEMANA MAURÍCIA

Cap. Maurício - Patrono da CME CAPITÃO MAURÍCIO era o comandante da Legião Tebana. Essa legião era originária do Egito e seus soldados eram todos cristãos. No ano (286 d.C.), o Império Romano convocou a Legião Tebana para debelar a Revolta dos Bagaudos . Era costume do Exército romano, antes de entrar em combate, realizar os “sacrifícios propiciatórios aos deuses pagãos” para sucesso da batalha. Capitão Maurício e toda a sua Legião, por serem cristãos, recusam-se a participarem daqueles rituais. A mentalidade cristã não poderia, naturalmente, coincidir com a pagã. Embora respeitando as leis e sendo leais ao Império, não colocavam a pátria terrena acima de tudo.