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JESUS ENSINOU A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO


 

 
Milênios antes da era cristã, a Doutrina da Reencarnação já era aceita como prova da amorosa e imparcial Justiça Divina. No Antigo Egito, na Índia (livro Os Vedas), filósofos da Grécia Antiga, como Pitágoras, Sócrates, Platão e Plotino, também acreditavam na sobrevivência do espírito humano à morte do corpo somático e seu retorno, em nova roupagem, na dimensão física.



Reencarnação ou Regeneração?

O Evangelho de Mateus, precisamente no capítulo 19, versículo 28, através da tradução do Prof. Pastorino do grego, revela Jesus afirmando a reencarnação, conhecida pelos antigos gregos e denominada de “palligenesíai” (nova gênese). As traduções correntes das religiões dogmáticas colocaram, em substituição, a palavra “regeneração” (nascer de novo com o Cristo). Está bem claro o texto traduzido por Pastorino: “Mas Jesus disse-lhes: "Em verdade vos digo, que vós, que me seguistes na reencarnação, cada vez que o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, sentareis também vós sobre doze tronos, discriminando as doze tribos de Israel”. O texto, no idioma grego: “amén légô humin” (“em verdade vos digo”), “hóti hymeis hoí akolouthésantés moi” (“que vós que me seguistes”) e “en têi palligenesíai” (“na reencarnação”).


 A Reencarnação de Elias como João Batista

No Cristianismo Primitivo,“Mas eu vos digo que Elias já veio, mas não o conheceram; antes, fizeram com ele quanto quiseram. Do mesmo modo farão sofrer o Filho do Homem. Os discípulos compreenderam, então, que ele lhes falava de João Batista”.

A reencarnação de Elias foi predita, no Antigo Testamento, pelo profeta Malaquias, o qual afirmou ser esse renascimento revestido de uma excelsa missão, a de preparar o caminho do Cristo, sendo seu antecessor (Ml. 3:1) e, igualmente, cumprir a tarefa espiritual de “converter o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais” (Ml 4:5-6). O profeta Isaías, no século VIII a.C., já tinha conhecimento da presença de João Batista, antecedendo o trabalho majestoso de Jesus, escrevendo: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus (40:3).

Realmente, João Batista foi o precursor do Mestre, preparando o terreno para a obra magnânima que Jesus descera a fazer, o que foi confirmado pelo próprio Cristo, exclamando: “E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é o Elias que estava para vir (Mt. 11: 14). Essa revelação foi tão sublime, importante e insofismável que Jesus arremata, exclamando: “Quem têm ouvidos para ouvir, ouçam”.

Realmente é concludente e irrefutável a volta à dimensão física de Elias, o qual, também, foi provada, em outra passagem de O Novo Testamento, especificamente no 1º capítulo do Evangelho de Lucas, versículos 13 a 17, quando Zacarias, sacerdote da ordem de Abias, exercendo seu trabalho no Templo de Jerusalém, vê um mensageiro espiritual, o qual se identificou com o nome de Gabriel e lhe diz: “Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e já desde o ventre de sua mãe será cheio de um santo Espírito. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus, e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos” (os grifos são nossos).

Digno de nota o fato do espírito de Gabriel confirmar a profecia de Malaquias, chegando ao ponto de repetir as mesmas palavras do profeta: “para converter os corações dos pais aos filhos”, selando, realmente, a volta de Elias como filho de Zacarias, o precursor João Batista: “Você, menino, será chamado profeta do Altíssimo, pois irá adiante do Senhor, para lhe preparar o caminho” (Lc. 1: 76).

Na obra Sabedoria do Evangelho, onde o erudito Dr. Carlos Torres Pastorino traduziu os textos evangélicos do original grego, há a afirmativa de Gabriel de que João é um espírito já santificado, mesmo antes de nascer: “Após dar-se a concepção, ainda no ventre materno, ele (o homem) está cheio (vivificado) por um espírito que é santo. Note-se que no original grego não há artigo, o que demonstra a indeterminação: um espírito santo, e não O Espírito Santo”.



Semelhanças entre Elias e João Batista

Interessante destacarmos que a Bíblia relata algumas semelhanças entre Elias e João Batista (2-Reis 1:8 e Mt.3:4). Além de se vestirem com os mesmos trajes e viverem do mesmo modo (vestes de pelos de camelos, cinto de couro), apresentavam idêntico temperamento, com Elias, combatendo com violência os profetas de Baal, e João Batista, criticando com veemência os abusos do Administrador da Judeia, Herodes Antipas.



 A Negativa do Batista de ter sido Elias Reencarnado

Apesar de tantas provas irrefutáveis, relatando ser o Precursor a reencarnação de Elias, inclusive provindas até de Jesus, os que a negam citam a negativa do Batista de ter sido Elias reencarnado, conforme está descrito, no Evangelho de João, cap. 1, vers. 21. Realmente, questionado pelos sacerdotes e levitas, João Batista negou ser Elias, o que é perfeitamente entendido, desde que o espírito é o mesmo, contudo as personalidades são distintas. Os neurônios e demais células que compunham o corpo do Precursor não eram os mesmos do corpo de Elias. A personalidade não pode lembrar-se de sua outra personalidade, embora o espírito seja o mesmo. Em verdade, João não era Elias; ele fora Elias em outra época, mas, naquela vivência, ele era somente o Batista, precursor do Cristo. Não existe a chamada ressurreição dos corpos, o corpo de João não era o próprio do profeta do Antigo Testamento.

A Doutrina Espírita, além de tudo, ensina que há esquecimento por parte do espírito, quando encarnado, de suas anteriores vivências. Esse olvido só se verifica durante o seu estágio obrigatório na matéria; cessando esta, o espírito recobra a lembrança do seu pretérito, podendo analisar o seu presente e seu passado, planejando o que fazer no futuro.

Deus, Nosso Pai, em sua infinita bondade e incomensurável amor, nos permite esse desconhecimento do que se passou, no pretérito, em transatas vivências reencarnatórias, porquanto, como exemplo, na presente experiência física, experimentaríamos intenso sofrimento e aumento das angústias, lembrando que nossos familiares ou amigos foram nossos inimigos de antanho, recordando das coisas desagradáveis pelas quais passamos através deles.

      

...”Aquele que não Nascer de Novo não pode ver o Reino de Deus”

Jesus, igualmente, enfatizou a existência da Doutrina da Reencarnação, no diálogo com o erudito judeu, membro do tribunal supremo da Judeia (Sinédrio), chamado Nicodemos, o qual procurou o Cristo, na calada da noite, e, prontamente, considerou-o um Mestre, vindo da parte de Deus. O meigo nazareno, diante de um sábio, aproveitou a ocasião para lhe falar de uma doutrina que oferece argumentações conformes à razão: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus”. Disse-lhe Nicodemos: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? ” (Jo. 3: 3-4).

Está bem claro que Nicodemos entendeu que Jesus falava de um renascimento na carne, porém desconhecia inteiramente como esse surgimento se verifica, mesmo sendo um sábio e mestre em Israel. Então, Jesus respondeu: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da (de) água e do (de) Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo. 3:5). Segundo o Professor Pastorino, no original grego, não há artigo antes das palavras água e espírito, estando certa a tradução como: “nascer de água” (nascer em água) e “nascer de espírito” (pela reencarnação do espírito). Ficaria, então, o texto: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nasceu em água e em espírito, não pode entrar no reino de Deus”.

O Mestre, de fato, como um ser de escol, extremamente sábio, já na condição de espírito puro, há bilhões de anos, quando foi o artífice da formação do orbe terráqueo, ministrou a Nicodemos o que hodiernamente seria uma aula de Biologia. A célula embrionária é constituída de 95% de água, sendo formada pelo encontro do espermatozoide com o óvulo, os dois quase compostos de 100% de água. Ao mesmo tempo, o pequenino ser se desenvolve na chamada bolsa d’água, o líquido amniótico. A água representa o grande elemento gerador da vida física, sendo também o constituinte essencial de todas as criaturas vivas. A formação de um corpo físico é, então, resultante de outro corpo físico, ou seja, carne gerando carne: “O que é nascido da carne é carne...” (João 3:6). Contudo, o Cristo vai mais além, aprofundando-se ainda mais, revelando um fato transcendental que é a presença do espírito, preexistente, dotado da imortalidade, unindo-se à vestimenta somática, necessitando de uma vibração mais densa para a sua ascensão evolutiva. O Espírito, centelha divina aprimorada e individualizada, necessita da arena física, com sua resistência própria, para despertar e exteriorizar suas potencialidades (“O Reino de Deus dentro de si”): “O que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6).

No final do encontro memorável, Jesus, o nosso guia e modelo (Q. 625 de “OLE”) que mandava o seu recado à humanidade, através de Nicodemos, utilizando-se da 2ª pessoa do singular, repentinamente fala a todos os homens da Terra, conjugando o verbo na 2ª pessoa do plural, enfaticamente revelando uma grande verdade: “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7).

A Doutrina Espírita assevera que a encarnação humana é primordial, ensinando que “a união do espírito e da matéria é necessária” (OLE, questão 25) e que “os espíritos têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal” (Q. 132 de OLE), como igualmente “criados simples e ignorantes se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal” (Q. 133 de OLE). Os bons Espíritos, segundo a Codificação Kardeciana, são os que conseguiram “predominância sobre a matéria” (Q. 107 de OLE). Bem clara, também, a afirmativa doutrinária de que “os Espíritos puros percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria” (Q. 113 de OLE) e que “para ganhar experiência é preciso que o ser espiritual conheça o bem e o mal. Eis por que se une ao corpo” (Q. 634 de OLE).



Jesus Ressalta a Possibilidade de Poder Saldar os Débitos Assumidos Através da Reencarnação

Consequentemente às faltas praticadas em vivências transatas, a reencarnação serve, igualmente, de porta aberta para o ser extrafísico se libertar do complexo de culpa e do império do remorso que infernizam sua consciência. O Espírito, sendo imortal e cidadão da eternidade, apresentando-se lesado, em sua vestimenta perispirítica, é impelido pela misericórdia divina a uma existência retificadora. Sob as bênçãos do "nascer de novo", a individualidade extrafísica recebe a cura espiritual tão ansiada, desde que exterioriza e vinca na vestimenta orgânica, a desarmonia imperante alhures no corpo espiritual.

Relata o Mestre Jesus que o sofrimento, vivenciado pelo Espírito, é transitório e existem meios de expurgá-lo — "resgatando o último ceitil" (Mateus 5:25-26). O Novo Testamento enfatiza, também, que "o Cristo visitou e pregou aos que estavam na prisão" (l Pedro 3:19), revelando-nos a possibilidade de saldar os débitos assumidos, reencarnando em um novo corpo, já que o ato de pregar indica-nos a chance da retificação. Enfatizou, igualmente, Jesus, que deveríamos nascer mancos, aleijados ou cegos para alcançarmos a nossa redenção (Mateus 18:7). As malformações, as agenesias, as doenças degenerativas, verificadas já na fase embrionária ou fetal, indicam uma necessidade premente de a entidade reencarnante conquistar a reparação curadora, pois que Deus é Amor (l João 4:8) e nenhuma ovelha se perderá (Lucas 15:3-6). Perante o Universo, em alguma morada na Casa do Pai, a Individualidade imortal terá a oportunidade de tornar-se um "Filho Pródigo", ouvindo em seu íntimo as palavras bondosas da Paternidade Divina, dizendo: “...este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado...” (Lucas 15:24).

A Doutrina da Reencarnação explica, com sensatez e lógica, as adversidades do caminho e os golpes do destino. Assim como o Mestre Jesus questionou a Nicodemos (João 3:10), o mesmo faríamos aos exegetas adversários e negadores do “nascer de novo”: Vocês são mestres de Israel, e não sabem isso?

            Nota do articulista: Para maior aprofundamento do tema, aconselhamos a leitura dos nossos livros: A Verdade mais Além e Por que sou Espírita? (Editora EME-Capivari-SP).

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