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O ESPIRITISMO RESPONDE¹




 


A Doutrina Espírita longe de pronunciar-se como detentora da verdade, vem a público, desde o seu surgimento para facilitar o entendimento dos homens em torno de questões que os têm afligido em toda sua história. Sua meta não é salvacionista, é esclarecedora. Não promete recompensas nem encomenda regiões espirituais para quem quer que seja. Apenas norteia a mente de quem a estuda com seriedade, convidando a pessoa ao constante cuidado com as próprias atitudes. No afã de colaborar com a evolução dos homens e a consequente evolução do planeta, tem servido à humanidade com respostas que transformam as consciências. A obra que a lançou no mundo, O Livro dos Espíritos, é formatada em 1019 perguntas e respostas.

Por todas essas razões é muito comum que as pessoas que aceitam o Espiritismo sejam questionadas, por aqueles que as cercam, pela curiosidade crescente que tais ideias geram no seio de nossa sociedade. É com naturalidade que os conceitos espíritas têm se tornado altamente divulgados por todas as mídias, pois os princípios que defendem conseguem responder aos muitos questionamentos do mundo atual. Há questões que se repetem, entre as quais algumas foram selecionadas nesse texto, e apesar dessas perguntas e respostas serem orientadas pelo principal livro da Codificação, não são reproduções literais daquele.   
1- O Cristo salva? -Jesus é o modelo de perfeição que a Terra aspira. Sua vinda ao mundo não teve a finalidade de trazer a salvação. Sua doutrina de amor, alicerçada em suas palavras e atos, representa um dos maiores caminhos para a paz de espírito.
2-O céu e o inferno existem? -Não em regiões determinadas do espaço, mas sim, dentro da consciência individual. Fazer o bem e buscar estar em paz com a vida é uma forma de conquistar o céu interior. Fazer o contrário é estar no inferno.
3-Por que a morte? -A morte além de ser um processo de decomposição biológica necessária, configura no retorno do Espírito à pátria espiritual, onde continua seu processo de aprendizado enquanto se prepara para o retorno a outro corpo, em nova encarnação.
4- Os mortos se comunicam? -Jesus que o diga. Foi ele mesmo quem surgiu do sepulcro para render graças à vida que pulsa no mundo espiritual finda a existência no corpo.
5- Vive-se só uma vez? –Sim, a vida é uma só. As existências é que são múltiplas. Isso explica a diversidade das inteligências, as desigualdades sociais, o sofrimento de uns em paralelo ao gozo de outros. Impera o grande ensinamento: “a cada um segundo o seu merecimento”.
6-O que produz tais diferenças e desigualdades? -As atitudes do ser imortal em viagem pelas múltiplas existências, mercê do livre arbítrio que lhe permite agir como lhe aprouver, mas o compromete a responder pelas suas práticas.
7-Como considerar Deus e sua Justiça nas desigualdades? -Exatamente porque Deus é justo que não julga, não condena, não absolve. Simplesmente dá ao ser espiritual a oportunidade dele mesmo refazer o seu caminho, propiciando-lhe a condição de renascer. A reencarnação é o que há de mais genuíno e comprobatório da Justiça de Deus, cuja maior característica é ser misericordioso, dando oportunidades iguais a todos indistintamente.
Perguntemos a nós mesmos o que a Doutrina Espírita tem para nos responder nesse momento de nossas vidas e ela nos responderá: “Conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres” (João VIII:32), como dizia Jesus.

¹ editorial do programa Antena Espírita de 05.02.2017.

Comentários

  1. O Céu é o Inferno não são dois continentes materiais. Somente o espírito, encarnado ou desencarnado, conhece esses dois horizontes longitudinalmente opostos. Mundos diversos para espíritos de diferentes características morais, muitos dos quais na erraticidade ainda conservam os desejos e paixões terrenas, entre elas o ódio e a ambição. Tanto encarnados como desencarnados podem desfrutar de todos os encantos e misérias que, respectivamente, o Céu é o Inferno podem oferecer. Pode-se viver como que em céu, na terra, onde sabidamente não é um campo de benesses e, sim, de provações. Cada espírito vive em suas luzes, embora muitos estejam ainda na escuridão.
    Toni Ferreira,
    Belém-PA

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