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SOCIEDADE PARISIENSE DE ESTUDOS ESPÍRITAS¹

Por Roberto Caldas (*)         Depois de anunciado o advento da Doutrina Espírita com a publicação de “O Livro dos Espíritos”, eis que Allan Kardec inicia o ano de 1858 com o lançamento da Revista Espírita numa nítida atitude científica que exigia que as informações colhidas nas investigações mediúnicas fossem colocadas para avaliação pública em tal periódico. Desde algum tempo o Codificador deixara de frequentar os salões, onde preponderava a curiosidade fútil e se reunia em sua residência com um grupo de pessoas sérias e comprometidas com o estudo e a pesquisa da nova doutrina, cujo espaço se tornara acanhado para receber tantos participantes.

A PERSPECTIVA ECUMÊNICA KARDECIANA

O mestre espírita por excelência postulava que “a unidade se fará em religião, como já tende a fazer-se socialmente, politicamente, comercialmente, pela queda das barreiras que separam os povos”.[1] Não deixou, pois, de expressar uma perspectiva ecumênica, universalista, ou como preferirem hoje chamá-la. Balizou-a solidamente ao dizer qual seria a melhor de todas as religiões e, depois, manteve-se nessa rota, detalhando-a: “[...] a melhor de todas as religiões é aquela que só ensina o que é conforme à bondade e justiça de Deus; que dá de Deus a maior e a mais sublime ideia e não o rebaixa emprestando-lhe as fraquezas e as paixões da humanidade; que torna os homens bons e virtuosos e lhes ensina a amarem-se todos como irmãos; que condena todo mal feito ao próximo; que não autoriza a injustiça sob qualquer forma ou pretexto que seja; que nada prescreve de contrário às leis imutáveis da natureza, porque Deus não se pode contradizer; aquela cujos ministros dão o melhor exempl...

JULGAMENTOS SILENCIOSOS

“Não julgueis, a fim de que não sejais julgados; porque vós sereis julgados segundo houverdes julgados os outros; e servirá para convosco da mesma medida da qual vos serviste.” (Mt, VII: 1-2)                       Certa feita, ao pesquisar uma obra adquirida, verifiquei que fazia referência ao Espiritismo. Lendo a opinião do autor, verifiquei que ele era adepto de outra corrente religiosa, o que me levou a entender o pensamento dele como preconceituoso. Cheguei, inclusive, a tecer crítica à obra para um amigo, o que certamente, por confiança, poderia induzi-lo a multiplicar minha interpretação.             Passado algum tempo, constatei que a citação nada tinha nada de desairosa ao Espiritismo; que o conteúdo do livro é resultado de anos de experiência do autor na área médico-cirúrgica; que a obra...

COMO TER SORTE NA VIDA¹

Por Roberto Caldas (*)                 Quando pensamos que estamos pensando simplesmente dramatizamos a superfície do pensamento. Aquilo que o cérebro sintetiza não passa de uma ínfima parte do conhecimento que se acumula no inconsciente pluripotente, esse sim o depositório de todo o cabedal de experiências que assinala a viagem multimilenária do Espírito. No vasto espaço mental que se esconde além das aparências que os cinco sentidos alcançam há um conjunto de possibilidades que nos tornam preparados para enfrentar qualquer obstáculo que se disponha na caminhada.