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UMA DECLARÇÃO PARA UM MUNDO MELHOR

 


   Ainda havia fumaça saindo dos canhões e o horror que havia ceifado a vida de milhões de pessoas estava entranhado na pele das pessoas que haviam experimentado toda sorte de flagelos causados pela devastação da Segunda grande Guerra, quando em 10 de dezembro de 1948 o mundo recebe a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

            O documento vinha selar um pacto que reunia todos os países que se agrupavam como provedoras da Organização das Nações Unidas e propunha ao mundo um caminho de paz. Os últimos anos tinham disseminado ódio, perseguição, preconceito, violência até então nunca experimentada naquela dimensão pavimentada pelas ideologias alimentadas pelo fascismo e pelo nazismo.

            Infelizmente a humanidade precisou passar por uma devastação e grandes nações serem reduzidas a pó para que finalmente se percebesse que “TODOS OS SERES HUMANOS SÃO LIVRES E IGUAIS EM DIREITOS E DIGNIDADE”, princípio evocado no primeiro artigo do documento que completa em 2021 exatos 73 anos.

            Seguem-se outros 29 artigos que completam a Carta. Os termos produzem musicalidade aos ouvidos humanos tão afeitos ao vozerio da irracionalidade. Pontua-se a vida, a liberdade, a segurança, igualdade perante a lei, acesso á justiça, julgamento justo e sem arbitrariedade, presunção de inocência, livre escolha religiosa, acesso ao bem estar e à educação. Um verdadeiro apelo de civilidade e humanismo.

            As decisões implementadas pelo conjunto da sociedade humana, consideradas todas as diferenças que nos separam e aproximam nem sempre se mostraram influenciadas pelas benditas ilações que saltam da Declaração Universal. Ainda soam como retórica diante das extremadas ambições que afundam os comportamentos na lama das conquistas do poder passageiro, do enriquecimento depravado e do imperialismo geopolítico. Nada que torne os 30 artigos da Declaração obsoletos ou desnecessários. Muito ao contrário.

            Quanto mais a humanidade se perde nas armadilhas do egoísmo e do orgulho, mais gritante a necessidade de tornarmos a Declaração Universal dos Direitos Humanos uma peça viva de reivindicação e luta social. A história já se tornou túmulo de ditadores sanguinolentos e inconsequentes que se tornaram apenas nódoas humanas sem que conseguissem segurar os ventos do progresso ou impedir o nascimento do sol depois de noites de terror que tentaram eternizar sem sucesso.

            Por pior que pareçam as condições atuais da humanidade não há precedentes de crescimento, tecnologia e evolução. O mundo é hoje muito melhor do que sempre foi. Sem dúvidas, esses esforços representados pela Declaração são vitais para que assim seja.

            Nós espíritas, por sermos evolucionistas e em aceitando a ação pacificadora de Jesus, convictos da doutrina social e humanista do Espiritismo saudamos a Declaração Universal dos Direitos Humanos, uma carta de intenções que tornam a humanidade melhor.

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