Por Jorge Luiz O Mito da Identidade Intacta Antes mesmo de pronunciarmos a primeira palavra ou esboçarmos o primeiro pensamento reflexivo, já fomos batizados. O nome próprio — esse signo fundamental que carrega nossa existência jurídica e social — nos é atribuído pela expectativa, pelo gosto e pelas projeções do outro. Somos nomeados no escuro. Para muitos, no entanto, o amadurecimento da consciência traz consigo um estranhamento visceral diante desse rótulo herdado. Descobre-se que a roupagem simbólica recebida no berço não se ajusta à pele de quem nos tornamos, levando um número crescente de pessoas a recorrer ao Direito Civil para alterar aquilo que parecia ser a mais imutável das certezas: a própria alcunha. Talvez houvesse um ganho civilizatório profundo se a consolidação do nome dependesse de uma validação posterior, um ...

"A felicidade está na razão direta do progresso realizado, de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto outro, unicamente por não possuir o mesmo adiantamento intelectual e moral, sem que por isso precisem estar, cada qual, em lugar distinto. Ainda que juntos, pode um estar em trevas, enquanto que tudo resplandece para o outro, tal como um cego e um vidente que se dão as mãos: este percebe a luz da qual aquele não recebe a mínima impressão. Sendo a felicidade dos Espíritos inerente às suas qualidades, haurem-na eles em toda parte em que se encontram, seja à superfície da Terra, no meio dos encarnados, ou no Espaço"
ResponderExcluirKARDEC, ALLAN, O Céu e o Inferno, Parte I, Cap III, O Céu