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JESUS CONOSCO


OCristianismo nascente foi alicerçado através da ajuda considerável da Espiritualidade Superior. Os Espíritos, sob a tutela do Cristo, assessoraram os primeiros cristãos, auxiliando-os na grande tarefa de difundir o Evangelho para todas as criaturas.

O escritor da Epístola aos Hebreus dizia que uma “nuvem de testemunhas” rodeava-lhe e aos seus discípulos (12:1). O mesmo autor denomina Deus como “Pai dos espíritos” (Hebreus 12:9) e exorta os primeiros seguidores do Cristo a “obedecerem aos guias, sendo obedientes para com eles, já que velam por suas almas” (Hebreus 13:17). É claro que fala de guias espirituais, já que alerta que

Todos deveriam “lembrar-se deles, imitando a fé que tiveram” (Hebreus 13:7) e enfatiza que “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo, e o será para sempre” (Hebreus 13:8).

A mediunidade era praticada consideravelmente pelos que pregavam a nova doutrina. O apóstolo Paulo lembra a seu discípulo Timóteo que permaneça no exercício do intercâmbio mediúnico (“dom de Deus”), o qual foi desenvolvido por Paulo, através de passes (“imposição das mãos"). (Segunda Epístola a Timóteo 1:6).

Em verdade, na fase de implantação da mensagem cristã, foi primordial o exercício das faculdades medianímicas, as quais tiveram o seu apogeu no célebre dia de Pentecostes, quando todos os discípulos, em transe, pregaram o Evangelho, falando línguas estrangeiras, fenômeno conhecido no Espiritismo como Xenoglossia (Atos dos Apóstolos 2:1-13).

Muitos ensinamentos profundos não podiam ser ministrados na época do Cristo, devido ao atraso intelectual e evolutivo da humanidade. Jesus disse: “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora” (João 16:12). Contudo, o Mestre ressalta que, no tempo certo, Suas palavras seriam reafirmadas e ampliadas, através de um mensageiro, o “Consolador” ou o “Espírito da Verdade”

(João 15:26; João 16:25). O Cristo se refere às falanges de Espíritos que “não falariam por si mesmos, mas que diriam tudo o que tivessem ouvido e anunciariam as coisas que hão de vir” (João 16:13). Jesus relata que o “Consolador”, O honraria, recebendo a incumbência de dar testemunho das Suas lições: “Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar” (João16:14).

Coube à Doutrina Espírita a tarefa de reatualizar o Cristianismo e novamente, surge, exponencialmente, o fenômeno mediúnico, possibilitando a comunicação dos arautos do Mestre com os encarnados.

No início do século passado (1804), um enviado do Cristo reencama com uma sublime missão: anunciar aos corações humanos a vinda do Espírito da Verdade, prometido por Jesus. Nasce, na França, Hippolyte Léon Denizard Rivail, Allan Kardec, incumbido por Jesus para esse grande ministério.

Novamente passa a doutrina cristã por nova etapa, surgindo a religião espírita, com seus postulados éticos da transformação moral do homem, reforçando a máxima do amor para todas as pessoas, conscientizando-as que o hoje é vivido em decorrência do ontem e prepara-se agora o que será colhido amanhã.

Ensina o Espiritismo que os atos amorosos, sendo praticados sem nenhum interesse pessoal, criam vibrações harmoniosas que são armazenadas nos refolhos mais íntimos de nosso ser, fazendo-nos mais fortes e aptos a enfrentar os embates da evolução.

Allan Kardec pergunta, inteligentemente, aos Espíritos, mensageiros do Consolador: “Qual o tipo mais- perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?” A resposta veio enfática: “Jesus”. (Questão 625 de “O Livro dos Espíritos”).

Na resposta da pergunta 627, da mesma obra, os Benfeitores do Além esclarecem: Estamos incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou...”

Não há dúvidas, o Mestre retoma novamente à Terra, enviando o “Espírito da Verdade”, o qual representa essas falanges de emissários espirituais que vêm reafirmar o que o Cristo ensinou, utilizando-se novamente da mediunidade.

Nossos irmãos protestantes, da seita adventista, estudando com afinco as profecias de Daniel, chegaram à conclusão de que Jesus voltaria ao nosso planeta, em meados do século passado, e aguardaram com ansiedade o grande evento, que não realizado trouxe muita tristeza a esses exegetas. Em realidade, eles não erraram, porquanto, na época prevista, as manifestações espíritas, observadas, em grande intensidade, com as irmãs Fox, em Hydesville, Estado de Nova York, passaram a multiplicar-se com incrível rapidez na Europa, chamando a atenção dos pesquisadores e estudiosos. Então, surge Allan Kardec que, comunicando-se com as Entidades, através de inúmeros médiuns, reúne todas as revelações feitas, sob a direção do “Espírito da Verdade", codificando- as e publicando-as na importante obra denominada “O Livro dos Espíritos”. O Cristo, assim como tinha anunciado há quase dois mil anos, realmente regressava ao nosso mundo.

Muitos estudiosos do Novo Testamento consideram as “Sete Igrejas da Ásia", citadas no Apocalipse, como fases distintas do período cristão. A penúltima igreja, a de Filadélfia, corresponde à etapa atual da atividade cristã, precursora da última que bem próxima desponta. Se considerarmos que Filadélfia quer dizer “Amor Fraternal” e que o primeiro ensinamento, ministrado pelo “Espírito da Verdade" a Allan Kardec, foi: “Espíritas! Amai-vos...” (Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 69), constatamos mais uma prova segura de que ao Espiritismo está destinado o encargo de reviver a Doutrina Cristã primitiva, em toda a sua pureza e essência, concluindo a obra do amado Cristo e preparando a humanidade para o grande porvir que se aproxima, dentro do Terceiro Milênio, quando nosso planeta transformar-se-á em mundo de regeneração, iniciando-se então o último período do Cristianismo, sob a direção amorosa e magnânima do nosso querido e excelso Mestre Jesus.

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