Pular para o conteúdo principal

S.O.S. IPREDE

Com estoque suficiente para apenas 20 dias, Iprede solicita doações de leite para 1.250 crianças.

Segundo o presidente da instituição, Dr. Sullivan Mota, pelo menos 450 latas de leite são usadas diariamente.
Foto: Alex Costa/Diário do Nordeste

Por dia, o Instituto da Primeira Infância (Iprede) recebe cerca de 100 crianças com idades entre zero e seis anos. Muitas chegam desnutridas, já que pertencem a famílias que vivem em situação de miséria no Ceará. Lá, recebem atendimento e acompanhamento de profissionais especializados. Também levam para casa alimentos essenciais para um bom desenvolvimento. O estoque de um destes itens, no entanto, está quase no fim. Com urgência, a instituição pede doações de leite.

Segundo o presidente do Iprede, Dr. Sullivan Mota, a instituição usa, pelo menos, 450 latas de leite diariamente. Atualmente, o estoque é de 9.000, suficiente para apenas 20 dias. “O leite é imprescindível para as crianças, e isso é muito pouco em relação ao tempo que levamos para adquirir tal quantidade. O Iprede já passou por situações muito mais difíceis e a sociedade sempre respondeu muito bem. Por isso, pedimos que a sociedade nos atenda não só pontualmente, mas se projete a doar com frequência, para que essas crianças tenham um futuro de qualidade através de uma boa nutrição”, diz.

Fundado em 1986, o Iprede hoje supre as necessidades nutricionais de 1.250 crianças e oferece atendimento psicossocial a 80 famílias. Cerca de 15 toneladas de alimentos são utilizadas mensalmente. Além do leite, outros itens como arroz, feijão, óleo, açúcar, massa, frutas, verduras e carnes são distribuídos. Dr. Sullivan Mota explica que a instituição tem um custo fixo de R$ 750 mil por mês e já consegue arcar com 75% dos gastos gerados por algumas ações. Mesmo assim, as doações continuam sendo fundamentais.

“Além de alimentar adequadamente a criança, estimulamos o cérebro através de tecnologias científicas, trabalhamos com tecnologias sociais desenvolvendo o vínculo entre criança e mãe, alfabetizamos os adultos das famílias atendidas, profissionalizamos esses familiares através de mais de 30 tipos de cursos, damos cursos para profissionais de saúde, temos duas publicações. São muitas outras ações que nós autofinanciamos, mas solicitamos que a sociedade se faça plural principalmente com as doações de leite”, pontua.

Ele reforça que o leite deve ser do tipo em pó, “de qualquer marca e de qualquer embalagem”. As doações podem ser entregues na sede do Iprede (Rua Professor Carlos Lobo, 15 – Cidade dos Funcionários), de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. O doador também pode solicitar por telefone (3218.4000) que o Iprede recolha a doação em casa. Além dos alimentos, a instituição recebe brinquedos, roupas, móveis, livros, material de informática e notas fiscais.

Serviço:
Iprede – Instituto da Primeira Infância
Endereço: Rua Professor Carlos Lobo, 15 – Cidade dos Funcionários
Telefone: (85) 3218.4000
E-mail: iprede@iprede.org.br

Comentários

  1. Olá, amigos (as)
    Quem queira ajudar e encontre dificuldades, entre em contato conosco que teremos o maior prazer em fazer chegar ajuda à Instituição.

    ResponderExcluir
  2. Francisco Castro de Sousa1 de julho de 2015 às 12:45

    Jorge Luiz, Parabéns por mais essa iniciativa. Mostrar a situação do IPREDE e se dispor a ajudar é fundamental. Conte comigo! Contribuirei com o equivalente a 5 Kg de leite pó, mensalmente.

    ResponderExcluir
  3. Castro,
    Igualmente. Contribuiremos, mensalmente, com fardo de 10kg.
    A campanha está lançada!

    ResponderExcluir
  4. Ligiane Neves (Casa do Caminho de Aquiraz-CE)1 de julho de 2015 às 15:54

    Amigo Jorge, já estou mobilizando algumas pessoas para juntos fazermos nossa contribuição.
    Parabéns, pela iniciativa, mais uma vez!
    Um grande abraço!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

PESTALOZZI E KARDEC - QUEM É MESTRE DE QUEM?¹

Por Dora Incontri (*) A relação de Pestalozzi com seu discípulo Rivail não está documentada, provavelmente por mais uma das conspirações do silêncio que pesquisadores e historiadores impõem aos praticantes da heresia espírita ou espiritualista. Digo isto, porque há 13 volumes de cartas de Pestalozzi a amigos, familiares, discípulos, reis, aristocratas, intelectuais da Europa inteira. Há um 14º volume, recentemente publicado, que são cartas de amigos a Pestalozzi. Em nenhum deles há uma única carta de Pestalozzi a Rivail ou vice-versa. Pestalozzi sonhava implantar seu método na França, a ponto de ter tido uma entrevista com o próprio Napoleão Bonaparte, que aliás se mostrou insensível aos seus planos. Escreveu em 1826 um pequeno folheto sobre suas ideias em francês. Seria quase impossível que não trocasse sequer um bilhete com Rivail, que se assinava seu discípulo e se esforçava por divulgar seu método em Paris. Pestalozzi, com seu caráter emotivo e amoroso, não era de ...

16.11 - DIA INTERNACIONAL DA TOLERÂNCIA

“Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Jesus, Mt, 22:34-40)                            John Locke (1632-1704), filósofo inglês, com o propósito de apaziguar católicos e protestantes, escreveu em 1689, Cartas sobre a Tolerância. Voltaire (1694-1778), filósofo iluminista francês, impactado com o episódio ocorrido em 1562, conhecido como Massacre da Noite de São Bartolomeu , marcado pelos assassinatos de milhares de protestantes, por fiéis católicos, talvez inspirado por Locke, em 1763, escreveu o Tratado sobre a Tolerância.             Por meio da  UNESCO¹, em sua 28ª Conferência Geral, realizada de 25.10 a 16.11.1995, com apoio da Carta das Nações Unidas que “declara a necessidade de preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra,...a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e...

OS FILHOS DE BEZERRA DE MENEZES

                              As biografias escritas sobre Bezerra de Menezes apresentam lacunas em relação a sua vida familiar. Em quase duas décadas de pesquisas, rastreando as pegadas luminosas desse que é, indubitavelmente, a maior expressão do Espiritismo no Brasil do século XIX, obtivemos alguns documentos que nos permitem esclarecer um pouco mais esse enigma. Mais recentemente, com a ajuda do amigo Chrysógno Bezerra de Menezes, parente do Médico dos Pobres residente no Rio de Janeiro, do pesquisador Jorge Damas Martins e, particularmente, da querida amiga Lúcia Bezerra, sobrinha-bisneta de Bezerra, residente em Fortaleza, conseguimos montar a maior parte desse intricado quebra-cabeças, cujas informações compartilhamos neste mês em que relembramos os 180 anos de seu nascimento.             Bezerra casou-se...

ENCANTAMENTO

  Por Doris Gandres Encanta-me o silêncio da Natureza, onde, apesar disso, com atenção, podem-se perceber ruídos sutis e suaves cantos, quase imperceptíveis, das folhas e das aves escondidas. Encanta-me o silencioso correr dos riachos e o ronco contido de pequenas quedas d’água.

O CAMBURÃO E A FORMA-MERCADORIA: A ANATOMIA DE UMA EXCLUSÃO ÉTICA

      Por Jorge Luiz   A Estética do Terror O racismo estrutural não é um ato isolado, mas uma relação social que estrutura o Brasil. Quando a sociedade aceita que "bandido bom é bandido morto" , ela está, na verdade, validando que a vida de um homem negro periférico tem menos valor. Pesquisas indicam que, apesar de a maioria dos brasileiros reconhecer o racismo, a aplicação da frase seletiva perpetua desigualdades históricas de raça e classe, com a mídia e o sistema de segurança muitas vezes reforçando essa lógica. Um caso chamou a atenção da sociedade brasileira, vista nos órgãos de imprensa e redes sociais, de D. Jussaara, uma diarista que foi presa e contida de forma violenta pela Polícia Militar na Avenida Paulista, em São Paulo, após ir ao local cobrar diárias de trabalho que não haviam sido pagas por antigos patrões. O caso gerou grande indignação nas redes sociais. A trabalhadora recebeu apoio e foi recebida no Palácio do Planalto após o ocorrido.

EXPRESSÕES QUE DENOTAM CONTRASSENSO NA DENOMINAÇÃO DE INSTITUIÇÕES ESPÍRITAS

    Representação gráfica de uma sessão na SPEE (créditos: CCDPE-ECM )                                                     Por Jorge Hessen     No movimento espírita brasileiro, um elemento aparentemente periférico vem produzindo efeitos profundos na percepção pública da Doutrina Espírita. Trata-se da escolha dos nomes das instituições.  Longe de constituir mero detalhe administrativo ou expressão cultural inofensiva , a nomenclatura adotada comunica valores, orienta expectativas e, não raro,  induz a equívocos graves quanto à natureza do Espiritismo . À luz da codificação kardequiana, o nome de um centro espírita jamais é neutro; ele é, antes, a primeira  síntese doutrinária oferecida ao público . Desde sua origem, o Espiritismo foi definido por Allan Kardec como uma doutrina de tríplice aspecto...

ESSENCIALMENTE EDUCATIVO

  Por Orson P. Carrara A Doutrina Espírita é essencialmente educativa. Seu objetivo é a melhora moral de todos aqueles que se conectam ao seu inesgotável conteúdo, sempre orientativo e luminoso. Aliás, como indicou o próprio Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, no comentário acrescentado à resposta da conhecida e sempre comentada questão 685-a de O Livro dos Espíritos, referindo-se a um elemento capaz de equilibrar as relações sociais e seus desdobramentos nos diversos segmentos com suas especificações próprias: “(...) Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. (...)”

SILÊNCIO, PODER E RESPONSABILIDADE MORAL: A JUSTIÇA ESPÍRITA E A ÉTICA DA PALAVRA NÃO DITA

  Por Wilson Garcia   Há silêncios que protegem. Há silêncios que ferem. E há silêncios que governam. No senso comum, o ditado “quem se cala consente” traduz uma expectativa moral básica: diante de uma interpelação legítima, o silêncio sugere concordância, incapacidade de resposta ou aceitação tácita. O direito moderno, por sua vez, introduziu uma correção necessária a essa leitura, ao reconhecer o silêncio como garantia individual — ninguém é obrigado a produzir provas contra si. Trata-se de um avanço civilizatório, pensado para proteger o indivíduo vulnerável frente ao poder punitivo do Estado. O problema começa quando esse direito — concebido para a assimetria frágil — é apropriado por indivíduos ou instituições fortes, que não se encontram em situação de coerção, mas de conforto simbólico. Nesse contexto, o silêncio deixa de ser defesa e passa a ser estratégia. Não responde, não esclarece, não corrige — apenas espera. E, ao esperar, produz efeitos.

O ESTUDO DA GLÂNDULA PINEAL NA OBRA MEDIÙNICA DE ANDRÉ LUIZ¹

Alvo de especulações filosóficas e considerada um “órgão sem função” pela Medicina até a década de 1960, a glândula pineal está presente – e com grande riqueza de detalhes – em seis dos treze livros da coleção A Vida no Mundo Espiritual(1), ditada pelo Espírito André Luiz e psicografada por Francisco Cândido Xavier. Dentre os livros, destaque para a obra Missionários da Luz, lançado em 1945, e que traz 16 páginas com informações sobre a glândula pineal que possibilitam correlações com o conhecimento científico, inclusive antecipando algumas descobertas do meio acadêmico. Tal conteúdo mereceu atenção dos pesquisadores Giancarlo Lucchetti, Jorge Cecílio Daher Júnior, Décio Iandoli Júnior, Juliane P. B. Gonçalves e Alessandra L. G. Lucchetti, autores do artigo científico Historical and cultural aspects of the pineal gland: comparison between the theories provided by Spiritism in the 1940s and the current scientific evidence (tradução: “Aspectos históricos e culturais da glândula ...

FÉ E CONSCIÊNCIA DE CLASSE: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DA LUTA ENTRE OPRESSORES E OPRIMIDOS NOS EVANGELHOS.

    Por Jorge Luiz   Para Além do Chão da Fábrica: A Luta de Classes na Contemporaneidade Até hoje, a história de todas as sociedades é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e aprendiz; em resumo, opressores e oprimidos, estiveram em constante antagonismo entre si, travando uma luta ininterrupta, ora aberta, ora oculta — uma guerra que terminou sempre ou com uma transformação revolucionária de toda a sociedade ou com a destruição das classes em luta. Assim, Karl Marx e Friedrich Engels iniciam o desenvolvimento das ideias que comporão o Manifesto do Partido Comunista (Marx & Engels, ebook). As classes determinadas por Marx – burguesia e proletariado – não surgem de um tratado sociológico, são consideradas a partir das relações da reprodução da forma da mercadoria, frente os antagonismos e as contradições entre os opressores e oprimidos, a partir da apropriação do excedente da produç...