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MÃE EM DESESPERO

 


Salão cheio, palestra prestes a ser iniciada. Pequeno tumulto, vozerio na surdina chama a atenção. Uma mãe adentra o salão, procura alguém como quem busca orientação. Segue-a um adolescente, olhos vermelhos, expressão de contrariedade.



Apesar da contrariedade, senta-se numa das cadeiras do salão. A mãe, muito nervosa, é levada para pequena saleta, para ser atendida com reserva, onde revela seu drama: filho rebelde, agressivo, indiferente às orientações da família e ainda com o agravante do envolvimento às drogas.

A chegada tumultuada devia-se ao fato de violenta discussão entre o filho e os pais, ainda dentro do carro, devido à recusa para vinda à instituição. O pai, que ali nunca entrara, forçara o filho a acompanhar a mãe, vindo também a encontrar-se no salão com as demais pessoas.

São situações comuns em nossos dias. Os pais se desesperam, como é natural. Perde-se o rumo. A agressividade tem invadido os lares, desnorteando comportamentos e destruindo a serenidade que se precisa para viver como criaturas que buscam o progresso e o bem próprio ou da própria família.

O que fazer nesses novos tempos? Como enfrentar esses desafios intensos que rondam a família humana? Qual a solução, afinal, para tudo isso? E, considere-se ainda, os fatores como conflito de gerações, pressão da mídia, a imaturidade própria de cada idade e a presença terrível do egoísmo que ainda se faz presente nos corações, dando origem à rebeldia, ao orgulho e seus desdobramentos.

Os caminhos de superação são vários e naturalmente se alteram conforme a realidade própria de cada família. São eles o diálogo em família, a terapia profissional através da psicologia, o envolvimento com atividades construtivas e humanitárias e, óbvio, a prece, a fé. Esta, a fé, é o melhor dos caminhos. Através desse sentimento abrigado no coração – e unicamente através dessa virtude extraordinária – somos capazes de remover os obstáculos quase intransponíveis que muitas vezes adentram nossa intimidade pessoal e familiar, com os prejuízos próprios que desestruturam violentamente nossos melhores anseios de paz e progresso.

É ela que nos convida à prece. É ela que pode colocar recursos na água que ingerimos. É ela, a fé, que pode mentalizar luzes protetoras em torno do lar e da pessoa que amamos – muitas vezes nossos próprios filhos – e mesmo sobre nós mesmos. É ela que nos leva ao diálogo com Deus.

Se pensarmos bem, a ÚNICA solução para os problemas do mundo, para as tensas questões do relacionamento, dos desafios da família e mesmo nas empresas ou até nas questões internacionais, está no Evangelho, que em síntese recomenda o respeito ao próximo, em toda sua intensidade.
Poderemos ouvir o questionamento de como vão nos respeitar, quando estamos na condição de pai e mãe, filhos e jovens imaturos sem experiência de vida e ainda pressionados por inúmeros desafios? A resposta é simples: novamente o Evangelho. Desde cedo, na educação. E se não tínhamos esse conhecimento antes, nunca é tarde para implantar a disseminação desses valores no coração.

Afinal, o Evangelho traz a caridade. Quando a caridade chega, a indiferença se põe em retirada. O orgulho e o egoísmo se afastam, a agressão se envergonha e as portas para o amor se escancaram para o bem de todos. Medo, traumas e angústias são atenuados ou até extintos, porque passamos a confiar e agir no bem. Todos são beneficiados, pois ela traz a força do amor.

Amor como o de mãe, incomparável como se sabe!

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