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MISSÃO CUMPRIDA?

 


              Toda existência corpórea cumpre um objetivo, constituindo-se num pequeno capítulo dentro do que se entenda a infinitude da vida. A encarnação de um Espírito é etapa passageira que constrói uma experiência evolutiva que se estende à eternidade, obrigatória ao processo de harmonia universal. Disposto aos problemas com que se depara é que o indivíduo se desloca numa espiral de crescimento e aprendizados.

            Os passos desse crescimento têm relação com o cumprimento em parte ou na totalidade das tarefas, cuja programação antecede ao nascimento e se estrutura sobre as necessidades e possibilidades de cada um. André Luiz, no livro Missionários da Luz, psicografia do Chico Xavier, oportuniza o termo “completista” (neologismo) para designar aqueles raros Espíritos que conseguem cumprir de forma excelente todos os resgates com que tenha se comprometido, termo que premia por exceção, visto que a regra indica diferente. São esses que por definição cumprem suas missões com denodo.

            Naturalmente não é comum encontrar-se um completista em toda esquina, especialmente entre os que se jactam de sê-lo, pois a jactância por si mesma denota a sordidez de quem a exibe. Geralmente as estrelas têm o seu brilho designado por quem as observa, posto que aqueles que, de fato brilham, iluminam ao seu derredor banhados de uma condição de simplicidade natural das grandes almas. Ter a “missão cumprida” é condecoração rara.

            O chamamento às lutas humanas constitui o cenário que expõe as performances e dá o tom das metas que cada pessoa estabelece para si. O resultado final das ações determina os erros e acertos alcançados, baseando-se na extensão dos benefícios que se tenha gerado e o alvo alcançado.  

Toda ação que coletiviza uma atividade redobra as responsabilidades daquele que as assume. Diferente de decidir por si mesmo, a interação com a coletividade redimensiona os riscos, pois tanto amplia a gravidade dos cometimentos equivocados quanto bonifica grandemente quem age com acerto. Decorre disso que aqueles que se proponham liderar multidões se arrisquem em buscar para si enormes encargos de compromissos futuros, caso negligenciem os devidos cuidados com a vida dos outros.

Desde sempre a humanidade passou por chamados de dor e sofrimento, mercê das necessidades inerentes ao reajuste vibratório do planeta, seja por catástrofes naturais ou por intervenção humana, constituindo as provas coletivas. Descobrir o quanto é possível colaborar pela solução desses trágicos momentos exige o pôr-se no lugar daqueles alcançados pelo infortúnio.         

            Cuidar de si e do outro é o caminho de quem pretenda acarpetar a sua existência com a sensação da luta consciente pela implantação de um mundo que se renova apesar de todas as tragédias que cercam a vida humana. É possível cooperar do espaço em que está, sempre é possível. O mundo precisa de cooperação e empatia. Enquanto não se alcançou o poder de uma estrela, vale lutar para acender uma centelha de vagalume.

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