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REFLETINDO NA PROVAÇÃO

 


          Todo espírita tem como base de conhecimento que a encarnação, muito além de ser uma mera opção, é uma das determinações/obrigações que cumpre ser atendida pela universalidade de Espíritos. Não há evolução direta nem houve queda do paraíso. O processo é sempre progressivo cumprindo etapas de renascimentos, apenas com variações dependentes do mundo físico onde isso se dê. Daí o mal e o bem que se debatem desde os primeiros grupamentos humanos (consideradas as encarnações na Terra) resultaram dos interesses egoísticos ou altruísticos que moviam as pessoas. O retorno ao corpo físico é oportunidade para que o debate de conceitos traga novos aprendizados a partir da discussão de atitudes e costumes que fomentam as relações sociais e decretam o estilo de vida da humanidade.

            É exatamente no Evangelho Segundo o Espiritismo (cap. 3 – Há Muitas Moradas na Casa de Meu Pai) que a relação evolução do orbe/evolução de sua população aparece mais claramente. Naquele estudo a Terra aparece classificada como um “mundo de Expiações e Provas”. Terá ultrapassado a etapa Primitiva estagiando nas proximidades do patamar de Regeneração, seu futuro mais próximo, e tem como premissa ainda distante, alcançar as esferas Felizes ou Ditosas, pois isso é da Lei. O texto esclarece os caracteres de cada etapa.

            A encarnação num planeta da dimensão/estadiamento da terra exige prévio planejamento, segundo nos traz a informação de O Livro dos Espíritos (q.334): “- A união da alma com este ou aquele corpo está predestinada, ou no último momento é que se faz a escolha? – O Espírito é sempre designado com antecedência. Escolhendo a prova que deseja sofrer, o Espírito pede para se encarnar; ora Deus, que tudo sabe e tudo vê, sabe e vê com antecedência que tal alma se unirá a tal corpo.”

            Ponderadas as informações do mundo espiritual, pode-se entender que cada pessoa escolhe o seu tipo de existência, inclusive a dotação das características físicas, além de manter afinidade com a vibração moral e social do mundo em que renasceu. O que acontece na existência de alguém, e tenha caráter de importância, sucede sem coincidência ou acaso.  Há quem se proclame injustiçado por viver em lugar e tempos tão complicados e se julgue preparado para outra época e outro mundo. Consideremos, porém, se está aqui e agora é porque essa é a realidade que necessita apesar de vangloriar-se em querer outro cenário.

            O desdobramento pelo sono, hiato de libertação parcial enquanto dorme, é Importante momento de discussão para mudanças nos planos existenciais. Nessas ocasiões é possível recobrar parte das lembranças que permanecem esquecidas na vigília e assim entender o porquê das experiências que nos alcançam. Nessa condição, o Espírito pode arrazoar escolhas que fizera antes do nascimento e modificar naturalmente o programa, de forma que atenda melhor as suas expectativas de amadurecimento (LE – q. 267).

            Portanto, parece que vivemos no mundo possível e numa existência que escolhemos. Não adianta espernear nem culpar Deus ou o destino. De toda forma estamos aqui para aprender a aprender. Se aproveitarmos cada noite de sono teremos a possibilidade de todos os dias despertarmos mais sabidos. Vamos refletir nessas possibilidades?  

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