Pular para o conteúdo principal

O QUADRADO DA HIPOTENUSA É IGUAL À SOMA DO QUADRADO DOS CATETOS


 

            Desculpe Pitágoras (Grécia - 570 – c. 495 a.C.), mas ficou complicado continuar ouvindo gracejos com um dos maiores teoremas já descritos em todas as épocas da humanidade. Entornou a paciência outra vez ouvir tantas pessoas dizerem que viveram um ano a mais em suas vidas sem descobrir porque aprenderam que “o quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos”, como se esse conhecimento não tivesse a menor importância. Perdoe a nossa ignorância, somos pessoas que não sabemos o que dizemos. E o pior fala-se isso fazendo gracejo e parece que passamos por intelectuais ofendidos como se tivéssemos sido enganados.

            No fundo somos pessoas apressadas e irrefletidas. Moramos em um planeta, cuja circunferência comprovada é resultado desse teorema sem importância e moramos em casas, apartamentos que são construídos pela sua Matemática, além de medirmos as distâncias gigantescas baseados nesse mesmo teorema. É lamentável que os nossos olhos só vejam aquilo que os agride e somos cegos ao que passa com suavidade a nossa frente.
            Espero que não lhe deixe triste ver que o esquadro que a sua ideia criou sirva de base para a indústria aeronáutica e ainda assim seja considerado inútil pela maioria daqueles que passaram pelos bancos da escola sem a devida reflexão, cujo percentual não parece ser menor em relação àqueles que reverenciam a sua inteligência privilegiada.
            O ser humano é ingrato com o que não entende e, muitas vezes, trata assuntos muito sérios como se brincadeira fosse. Da mesma forma que tratam o instrumento matemático que calcula o triângulo retângulo deixam de atender aos cuidados com a saúde, desdenham da educação espiritual, riem das atitudes de prevenção de acidentes, brincam com os conceitos de proteção da Ecologia, trocam a expectativa de felicidade por um cofre recheado.  
            Você Pitágoras faz parte de um ciclo pequeno daqueles que vieram para trazer à Terra o conhecimento para que os homens e mulheres comuns, inclusive aqueles que zombam dos seus cálculos, pudéssemos viver melhor. Sua comitiva passou pelo planeta espalhando iluminação e é recheado de nomes que a humanidade reverencia, apesar de não entender muito aquilo que vieram fazer: Sócrates, Platão, Aristóteles, Hipocrates, Demócrito, Galileu, Budha, Descartes, Rousseau, Lutero, Kant, Marx, Newton, Heisenberg, Kardec, Planck, Tesla, Edison, Einstein, entre tantos outros. Todos norteados pelos planos dimensionados por Jesus que compôs uma equipe de primeira linha entre filósofos, pensadores, cientistas com a finalidade. Uma equipe de outro mundo para fazer a Terra progredir.  
            Por isso Pitágoras, pelo respeito ao mágico Teorema de sua lavra, é que faz tanto mal ouvir os gracejos que os nossos pares distribuem mundo afora apenas por não haverem compreendido a grandiosidade daquele enunciado. É certo que, nós que ainda habitamos esse planeta, ainda vamos demorar perdendo tempo com preocupações menores, até percebermos que temos um trabalho importante a executar. Enquanto esse momento de despertar não chegar ainda haveremos de bater cabeças, meio perdidos, Daí, não tem jeito mesmo, teremos que apelar vezes sem conta para que o pensamento luminoso desse esquadrão que passou e trouxe todo aparato do pensamento filosófico,religioso e científico nos alcance de forma a trazer mais agilidade para que alcancemos mais rapidamente o amadurecimento de nossa civilização. Quanto a nós, é certo que podemos tornar menos difícil o caminho se resolvermos pensar antes de falar, refletir antes de fazer. Orar antes de agir, olhar no entorno antes de construir e deixar de opinar enquanto não tivermos certeza do que estamos falando. Obrigado Pitágoras pelo enunciado que esclarece que “o quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos”, abençoado seja o seu legado.   

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PESTALOZZI E KARDEC - QUEM É MESTRE DE QUEM?¹

Por Dora Incontri (*) A relação de Pestalozzi com seu discípulo Rivail não está documentada, provavelmente por mais uma das conspirações do silêncio que pesquisadores e historiadores impõem aos praticantes da heresia espírita ou espiritualista. Digo isto, porque há 13 volumes de cartas de Pestalozzi a amigos, familiares, discípulos, reis, aristocratas, intelectuais da Europa inteira. Há um 14º volume, recentemente publicado, que são cartas de amigos a Pestalozzi. Em nenhum deles há uma única carta de Pestalozzi a Rivail ou vice-versa. Pestalozzi sonhava implantar seu método na França, a ponto de ter tido uma entrevista com o próprio Napoleão Bonaparte, que aliás se mostrou insensível aos seus planos. Escreveu em 1826 um pequeno folheto sobre suas ideias em francês. Seria quase impossível que não trocasse sequer um bilhete com Rivail, que se assinava seu discípulo e se esforçava por divulgar seu método em Paris. Pestalozzi, com seu caráter emotivo e amoroso, não era de ...

OS FILHOS DE BEZERRA DE MENEZES

                              As biografias escritas sobre Bezerra de Menezes apresentam lacunas em relação a sua vida familiar. Em quase duas décadas de pesquisas, rastreando as pegadas luminosas desse que é, indubitavelmente, a maior expressão do Espiritismo no Brasil do século XIX, obtivemos alguns documentos que nos permitem esclarecer um pouco mais esse enigma. Mais recentemente, com a ajuda do amigo Chrysógno Bezerra de Menezes, parente do Médico dos Pobres residente no Rio de Janeiro, do pesquisador Jorge Damas Martins e, particularmente, da querida amiga Lúcia Bezerra, sobrinha-bisneta de Bezerra, residente em Fortaleza, conseguimos montar a maior parte desse intricado quebra-cabeças, cujas informações compartilhamos neste mês em que relembramos os 180 anos de seu nascimento.             Bezerra casou-se...

MARCHA PARA JESUS: ENTRE A FIGUEIRA ESTÉRIL E A FÁBRICA DE LÁZAROS

    Imagem criada por IA, a partir do texto Por Jorge Luiz                  O Chão da Avenida e as Vozes do Povo               Ao estudar a psicologia das multidões, Gustave Le Bon (2022) assegura que, quando o edifício de uma civilização está podre, as massas apressam a sua destruição. É esse o seu papel: por um instante, a força cega do número transforma-se na única filosofia da história.             As entrevistas concedidas pelos fiéis na última Marcha para Jesus, realizada no dia 23 de maio, e veiculadas por um portal de notícias (1) , demonstram com exatidão essa práxis. As declarações, desconexas da realidade, estão desalinhadas à mensagem do paraninfo do evento, “em nome de Jesus”.

SOBRE ATALHOS E O CAMINHO NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO JUSTO E FELIZ... (1)

  NOVA ARTICULISTA: Klycia Fontenele, é professora de jornalismo, escritora e integrante do Coletivo Girassóis, Fortaleza (CE) “Você me pergunta/aonde eu quero chegar/se há tantos caminhos na vida/e pouca esperança no ar/e até a gaivota que voa/já tem seu caminho no ar...”[Caminhos, Raul Seixas]   Quem vive relativamente tranquilo, mas tem o mínimo de sensibilidade, e olha o mundo ao redor para além do seu cercado se compadece diante das profundas desigualdades sociais que maltratam a alma e a carne de muita gente. E, se porventura, também tenha empatia, deseja no íntimo, e até imagina, uma sociedade que destrua a miséria e qualquer outra forma de opressão que macule nossa vida coletiva. Deseja, sonha e tenta construir esta transformação social que revolucionaria o mundo; que revolucionará o mundo!

SOCIALISMO E ESPIRITISMO: Uma revista espírita

“O homem é livre na medida em que coloca seus atos em harmonia com as leis universais. Para reinar a ordem social, o Espiritismo, o Socialismo e o Cristianismo devem dar-se nas mãos; do Espiritismo pode nascer o Socialismo idealista.” ( Arthur Conan Doyle) Allan Kardec ao elaborar os princípios da unidade tinha em mente que os espíritas fossem capazes de tecer uma teia social espírita , de base morfológica e que daria suporte doutrinário para as Instituições operarem as transformações necessárias ao homem. A unidade de princípios calcada na filosofia social espírita daria a liga necessária à elasticidade e resistência aos laços que devem unir os espíritas no seio dos ideais do socialismo-cristão. A opção por um “espiritismo religioso” fundado pelo roustainguismo de Bezerra Menezes, através da Federação Espírita Brasileira, e do ranço católico de Luiz de Olympio Telles de Menezes, na Bahia, sufocou no Brasil o vetor socialista-cristão da Doutrina Espírita. Telles, ao ...

“BEM AVENTURADOS OS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA PORQUE SERÃO SACIADOS...” (Mt 4, 23-25)

  Doris Gandres Essa uma das bem aventuranças proferidas pelo Mestre Jesus em seu Sermão da Montanha, há quase 2 mil anos e da qual bem pouco se fala... Não foi mencionada nem comentada no Evangelho Segundo o Espiritismo por Allan Kardec e os Espíritos que com ele trabalharam, quando tantas outras lhes mereceram a atenção... E de algum tempo me pergunto por que... Julgaram talvez, Kardec e a equipe espiritual, que ainda não tínhamos capacidade de entender o significado dessa afirmativa de Jesus? Que talvez, famintos e sedentos por justiça como estávamos – e ainda continuamos a estar – para nos saciarmos recorreríamos a métodos separatistas e violentos? Afinal, mesmo assim, mesmo relegando essa bem aventurança a segundo plano, praticamente ao ostracismo, povos e nações de todos os tempos, mesmo após o vinda do Cristo e mesmo ainda após o surgimento da doutrina espírita, recorreram ao domínio pela força de todo tipo com a justificativa de estabelecer e implantar justiça.

O ESPIRITISMO E A CIÊNCIA MATERIALISTA¹

Por Roberto Caldas (*)               A ciência humana, considerada um dos grandes avanços da espécie desde o seu aparecimento sobre o planeta, tem sido uma das inequívocas provas do caminho evolutivo pelo qual trilha a humanidade. Descortinando os ditames da Natureza o pesquisador abre perspectivas para o crescimento coletivo e acena para novos patamares de conquistas nos campos da qualidade de vida e da socialização dos grupamentos mundo afora.             Dotada de exigência afinada à compreensão analítica profunda e baseada em resultados objetivos resultantes de estudos e experiências que necessitam ser sérias para então aceitas, a ciência humana estabelece uma ponte entre o imaginário que alimenta a observação e o concreto que estabelece a mudança de paradigma sempre que vencida uma etapa de testes e formulação de teses. Foram as experiências que c...

O QUE É O ESPÍRITO SANTO?

    Quem se defronta com os textos bíblicos sem os subsídios proporcionados pela Doutrina Espírita, fica confuso, em muitas situações, como, por exemplo, no entendimento da identidade do chamado “Espírito Santo”. Em verdade, o Mestre Jesus, sabendo que suas instruções seriam falseadas, esquecidas e mal compreendidas, prometeu enviar, e assim o fez, o Consolador, a excelsa Doutrina Espírita que faz lembrar os seus sublimes ensinamentos. Ao mesmo tempo, revelou que todos os esclarecimentos seriam ofertados (“vos ensinará todas as coisas”), deixando evidente à posteridade que não pode dizer tudo devido ao intenso atraso evolutivo das criaturas daquela época (João XIV: 15-26).

DEUS¹

  No átimo do segundo em que Deus se revela, o coração escorrega no compasso saltando um tom acima de seu ritmo. Emociona-se o ser humano ao se saber seguro por Aquele que é maior e mais pleno. Entoa, então, um cântico de louvor e a oração musicada faz tremer a alma do crente que, sem muito esforço, sente Deus em si.

A DOR É NOSSA AMIGA E AGE COMO CINZEL DIVINO PARA NOSSA EVOLUÇÃO

       Por Jorge Hessen   A humanidade foge da dor desde os tempos mais antigos. Busca-se o prazer, o conforto, a estabilidade e a ausência de dor como se isso representasse a verdadeira felicidade. Entretanto, a experiência humana demonstra exatamente o contrário:  são as grandes dores que frequentemente transformam as criaturas, despertam consciências e renovam destinos .             À luz da Doutrina Espírita,  a dor não é punição arbitrária de Deus.  Ela possui finalidade educativa. Allan Kardec ensina que Deus, sendo soberanamente justo e bom, não cria dores inúteis. Toda aflição possui causa, objetivo e valor moral. Em muitos casos, a dor é o instrumento através do qual o espírito corrige excessos, aprende limites e reconstrói a própria caminhada.