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TERCEIRO MILÊNIO - ADVENTO DOS NOVOS TEMPOS (*)

         

Por Doris Gandres

Fala-se do terceiro milênio como a época do advento dos novos tempos... E nos parece que assim será...

A Ciência aponta as transformações físicas por que passará nosso planeta, transformações essas coerentes e de acordo com as expectativas fundamentadas na sua história geológica.

A Medicina, sob todos os seus aspectos, apresenta a todo momento mais e mais possibilidades de novos tratamentos e curas antes aparentemente impossíveis, aproximando-se cada vez mais da paramedicina, já compreendendo que o homem não é apenas matéria.

A Astronomia, a Astronáutica, nos descortinam cada vez com mais clareza o Universo – “a casa do Pai” – nos confirmando, já a nível do nosso entendimento, a existência das “muitas moradas”. (1)

A Física Quântica, desvendando o microcosmo, os campos de força independentes porém interligados e interagentes, conduz os cientificistas, os céticos, os materialistas, cada vez mais para perto de Deus quando, mediante os mais precisos cálculos possíveis, a razão primeira de toda essa fantástica organização lhes foge ao entendimento, demonstrando-lhes a realidade de uma “Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas” (2) muito acima e além da capacidade humana.

Manifestam-se as Artes, em seus diversos aspectos – a literatura, a escultura, a música, a pintura e outros, inclusive a chamada sétima arte, o cinema, particularmente através os ditos filmes de ficção – buscando interpretar, gravar no tempo, os sinais já tão evidentes de que, a par das transformações físicas, operam-se transformações intelectuais e morais de vulto, a um ritmo cada vez mais acelerado.

Contudo, e paralelamente, vemos crescer de forma assustadora a violência, os abusos de todo tipo; a desigualdade social agigantar-se, transformando ricos em hiper-ricos, e pobres em superpobres; o genocídio técnico-econômico estender-se impune com a derrocada do sistema de saúde; a queda da qualidade das escolas transformadas em “corredores”, pois os professores, cada vez mais desrespeitados e desprestigiados, já não podem reprovar nem sequer tentar coibir e corrigir alunos de comportamento prejudicial a eles mesmos e a outros alunos, tornando-se até suas vítimas.

E assim nos apavoramos e, em face à nossa ignorância e sobretudo ao nosso medo, passamos a acreditar naqueles que preconizam o “final dos tempos” de forma catastrófica... Esquecemo-nos de que nada na Natureza dá saltos, “de que tudo se encadeia, do Átomo ao Arcanjo” (3). Esquecemo-nos de que, acima de todas as vozes e de todas as manifestações, destaca-se o alerta e o ensinamento da Espiritualidade Maior, através da Doutrina Espírita que, pelo trabalho e dedicação de Allan Kardec, espírito missionário, e seus colaboradores, convoca-nos, de forma clara e inequívoca, à lucidez, à assunção da nossa potencialidade crística, de nossa perfectibilidade, qualquer seja o ponto evolutivo em que nos encontremos, por meio de nosso esforço individual.

O Espiritismo nos oferece todo o esclarecimento necessário para estabelecermos um roteiro ético-moral em conformidade com a lei de justiça, amor e caridade, permitindo-nos enfrentar, dessa forma, todas as transformações relativas ao processo educativo, sejam elas quais sejam. O progresso intelectual, ainda que por caminhos tortuosos por nós mesmos elaborados, conduz fatalmente ao progresso moral (4).

O grande codificador desse roteiro de luz, Allan Kardec, pedagogo e espiritualista experiente de há muitos milênios, deixou-nos suas recomendações ao ressaltar a busca da educação integral, do ser moral, ao declarar: É pela educação, mais do que pela instrução, que se transformará a humanidade (5).

Efetivamente, é a educação que nos possibilita utilizar a instrução de forma adequada, consciente, no sentido do bem para si e para todos; é a educação bem compreendida que nos facilitará a superação de nossos remanescentes instintos ainda primários, que nos levará à aquisição de sentimentos cada vez mais elevados e a seu aprimoramento máximo que é a vivência do amor em todos os níveis, tal como nos concitou o Mestre Maior, Jesus de Nazaré: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Portanto, é imprescindível assumirmos a responsabilidade perante nós próprios, perante o próximo, perante toda a criação, rechaçarmos o medo e então, finalmente, com olhos de ver e ouvidos de ouvir, buscarmos o conhecimento seguro assentado na Doutrina dos Espíritos, o Consolador prometido (6), que nos conduzirá à verdadeira compreensão das leis divinas, perfeitas, eternas e imutáveis.

 

 

 

Fontes bibliográficas

    O Evangelho Segundo o Espiritismo – CAP.III

    O Livro dos Espíritos – Q.1

    O Livro dos Espíritos – Q.540

    O Livro dos Espíritos – QS.780,780ª,780B

    Obras Póstumas – Credo Espírita

    O Evangelho Segundo o Espiritismo – CAP.VI

(*) publicado originalmente no site Correio Espírita, nov/2018. 

 


Comentários

  1. COMENTÁRIO ELABORADO PELA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - IA (GEMINI)
    O texto discute o terceiro milênio como uma era de grandes transformações. Aponta os avanços notáveis em áreas como a ciência, a medicina e a física quântica, que, segundo o autor, levam até mesmo os céticos a uma aproximação de Deus, reconhecendo uma "Inteligência Suprema". No entanto, contrasta esse progresso com o crescimento alarmante da violência, desigualdade social e a degradação dos sistemas de saúde e educação. O autor argumenta que, em meio a esse cenário de medo e incerteza, a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, oferece um caminho para a lucidez e o progresso moral através da educação integral. A conclusão é que a verdadeira solução para os desafios da humanidade reside na assunção da responsabilidade individual e na busca por um conhecimento ético-moral, que capacite as pessoas a utilizar o progresso intelectual em benefício de todos.

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