Pular para o conteúdo principal

O DIRIGENTE ESPÍRITA EFICIENTE E EFICAZ





 Por Alkíndar de Oliveira(*)




De forma comparativa podemos dizer que, como nosso corpo humano, o Espiritismo tem cabeça, tronco, membros superiores (braços e mãos) e membros inferiores (pernas e pés).

A cabeça.
A cabeça, por conter nosso cérebro, representa a iluminação. É ali que nossa mente utiliza do instrumento cerebral para – com o tempo – fazer brilhar nossa luz.

Num Centro Espírita a cabeça representa a evangelização.

O tronco.
O tronco, por conter nosso aparelho digestivo, representa a necessária assistência social.

Um parêntese: lembremos que a assistência social num Centro Espírita é importante e necessária, mas a evangelização, além de necessária é fundamental. Centro Espírita que presta assistência social, mas não evangeliza os assistidos, está cuidando apenas do importante, mas esquecendo-se do fundamental. E ambas (a importante assistência social e a fundamental evangelização) são necessárias.


Os membros superiores.
Os membros superiores - nossos braços e mãos - por estabelecer o contato com o próximo (um aperto de mão, um abraço carinhoso), representa o necessário relacionamento harmonioso entre os integrantes de um Centro Espírita.

Os membros inferiores.
Os membros inferiores – nossas pernas e pés – por assegurar o nosso caminhar, representa a necessária divulgação da Doutrina Espírita. É preciso caminhar também fora do Centro Espírita. É fundamental fazer como Jesus fazia: levar a Boa Nova para outras terras.

O dirigente espírita que trabalha com a cabeça, o tronco e os membros superiores, mas não trabalha com os membros inferiores, é um dirigente eficiente.

O dirigente espírita que trabalha com a cabeça, o tronco, os membros superiores e também com os membros inferiores é um dirigente eficiente e eficaz.

A diferença básica entre um dirigente espírita eficiente e um dirigente espírita eficiente e eficaz é que esse último, ao contrário do primeiro, não se isola no seu Centro Espírita.

O dirigente eficiente e eficaz, além de procurar relacionar-se bem com o pessoal do seu Centro Espírita, preocupa-se em irmanar-se com os demais Centros Espíritas, e mais: divulga a Doutrina além-muro, isto é, divulga-a para toda a comunidade, inclusive para os não espíritas (sem proselitismo e com respeito às demais instituições).

O dirigente espírita eficiente cuida muito bem do Centro Espírita que dirige. Mas só do Centro Espírita que dirige.

O dirigente espírita eficiente e eficaz cuida muito bem do Centro Espírita que dirige e – ao mesmo tempo – procura integrá-lo com os demais Centros Espíritas.

O dirigente espírita eficiente não divulga o Espiritismo para os não espíritas.

O dirigente espírita eficiente e eficaz divulga o Espiritismo também para os não espíritas (respeitando, no entanto, a crença que professam).

O dirigente espírita eficiente preocupa-se com a união do pessoal do seu Centro Espírita.

O dirigente espírita eficiente e eficaz, além de preocupar-se com a união do pessoal do seu Centro Espírita, têm como uma de suas fundamentais metas a união do seu Centro com os demais Centros Espíritas.

Você é um dirigente espírita eficiente ou um dirigente espírita eficiente e eficaz?


(*)  Alkindar de Oliveira, palestrante corporativo, escritor e Consultor de Empresas radicado em São Paulo-SP, profere palestras e ministra treinamentos comportamentais em todo o Brasil. Obras espíritas:Aprimoramento Espírita, O Trabalho Voluntário na Casa Espírita.



Comentários

  1. É sempre uma atividade constante. Abraçar a causa e casar-se com ela! Parabéns pelo texto.

    ResponderExcluir
  2. Todos os trabalhadores espíritas tem a oportunidade de ser útil no traçado deste corpo humano.

    ResponderExcluir
  3. O Centro Espírita que se insula se torna personalista. O centro Espirita deve ser um link interconetado com outras casa e com a Federação. Desse modo ele nunca perderá seu rumo.E o dirigente é peça fundamental nesse processo. Parabéns pelo texto!

    Alex Saraiva
    Crateús/CE

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

PESTALOZZI E KARDEC - QUEM É MESTRE DE QUEM?¹

Por Dora Incontri (*) A relação de Pestalozzi com seu discípulo Rivail não está documentada, provavelmente por mais uma das conspirações do silêncio que pesquisadores e historiadores impõem aos praticantes da heresia espírita ou espiritualista. Digo isto, porque há 13 volumes de cartas de Pestalozzi a amigos, familiares, discípulos, reis, aristocratas, intelectuais da Europa inteira. Há um 14º volume, recentemente publicado, que são cartas de amigos a Pestalozzi. Em nenhum deles há uma única carta de Pestalozzi a Rivail ou vice-versa. Pestalozzi sonhava implantar seu método na França, a ponto de ter tido uma entrevista com o próprio Napoleão Bonaparte, que aliás se mostrou insensível aos seus planos. Escreveu em 1826 um pequeno folheto sobre suas ideias em francês. Seria quase impossível que não trocasse sequer um bilhete com Rivail, que se assinava seu discípulo e se esforçava por divulgar seu método em Paris. Pestalozzi, com seu caráter emotivo e amoroso, não era de ...

O APLAUSO NAS INSTITUIÇÕES ESPÍRITAS

  “O aplauso é tão oportuno quanto o silêncio em outros momentos, de concentração e atividade mediúnica, ou o aperto de mãos sincero, o abraço, o beijo, o “muito obrigado”, o “Deus lhe pague”, o “até logo”… ***  Por Marcelo Henrique Curioso este título, não? O que tem a ver o aplauso com as instituições espíritas? Será que teremos que aplaudir os palestrantes (após suas exposições) ou os médiuns (após alguma atividade)? Nada disso! Não se trata do “elogio à vaidade”, nem o “afago de egos”. Referimo-nos, isto sim, ao reconhecimento do público aos bons trabalhos de natureza artística que tenham como palco nossos centros. O quê? Não há apresentações artísticas e literárias, de natureza cultural espírita, na “sua” instituição? Que pena!

OS FILHOS DE BEZERRA DE MENEZES

                              As biografias escritas sobre Bezerra de Menezes apresentam lacunas em relação a sua vida familiar. Em quase duas décadas de pesquisas, rastreando as pegadas luminosas desse que é, indubitavelmente, a maior expressão do Espiritismo no Brasil do século XIX, obtivemos alguns documentos que nos permitem esclarecer um pouco mais esse enigma. Mais recentemente, com a ajuda do amigo Chrysógno Bezerra de Menezes, parente do Médico dos Pobres residente no Rio de Janeiro, do pesquisador Jorge Damas Martins e, particularmente, da querida amiga Lúcia Bezerra, sobrinha-bisneta de Bezerra, residente em Fortaleza, conseguimos montar a maior parte desse intricado quebra-cabeças, cujas informações compartilhamos neste mês em que relembramos os 180 anos de seu nascimento.             Bezerra casou-se...

REFORMA ÍNTIMA OU ÍNFIMA?

  Por Marcelo Teixeira Quando resolvi que iria escrever sobre a tão incensada reforma íntima, um dos assuntos que figuram nos “trend topics” do movimento espírita conservador (só deve perder para o bônus-hora), fiquei pensando por qual caminho iria. Afinal, tudo que se fala acerca do assunto está nos moldes convencionais. Com o passar dos dias, no entanto, percebi que seria viável começar justamente pelo que dizem os autores e palestrantes tradicionais. Encontrei, então, num artigo publicado no site “Amigo espírita” e assinado por “o redator espírita”, os subsídios que procurava para o pontapé inicial. O artigo se chama “Autoconhecimento e reforma íntima no contexto espírita: um caminho de transformação espiritual”. Ele argumenta que a dita reforma passa antes pelo autoconhecimento, ou seja, precisamos conhecer nossas fraquezas, virtudes, tendências e desejos e, gradualmente, substituindo vícios por virtudes. Nas palavras do autor, “um processo contínuo e dinâmico, que exige esfo...

O CAMBURÃO E A FORMA-MERCADORIA: A ANATOMIA DE UMA EXCLUSÃO ÉTICA

      Por Jorge Luiz   A Estética do Terror O racismo estrutural não é um ato isolado, mas uma relação social que estrutura o Brasil. Quando a sociedade aceita que "bandido bom é bandido morto" , ela está, na verdade, validando que a vida de um homem negro periférico tem menos valor. Pesquisas indicam que, apesar de a maioria dos brasileiros reconhecer o racismo, a aplicação da frase seletiva perpetua desigualdades históricas de raça e classe, com a mídia e o sistema de segurança muitas vezes reforçando essa lógica. Um caso chamou a atenção da sociedade brasileira, vista nos órgãos de imprensa e redes sociais, de D. Jussaara, uma diarista que foi presa e contida de forma violenta pela Polícia Militar na Avenida Paulista, em São Paulo, após ir ao local cobrar diárias de trabalho que não haviam sido pagas por antigos patrões. O caso gerou grande indignação nas redes sociais. A trabalhadora recebeu apoio e foi recebida no Palácio do Planalto após o ocorrido.

ENCANTAMENTO

  Por Doris Gandres Encanta-me o silêncio da Natureza, onde, apesar disso, com atenção, podem-se perceber ruídos sutis e suaves cantos, quase imperceptíveis, das folhas e das aves escondidas. Encanta-me o silencioso correr dos riachos e o ronco contido de pequenas quedas d’água.

SILÊNCIO, PODER E RESPONSABILIDADE MORAL: A JUSTIÇA ESPÍRITA E A ÉTICA DA PALAVRA NÃO DITA

  Por Wilson Garcia   Há silêncios que protegem. Há silêncios que ferem. E há silêncios que governam. No senso comum, o ditado “quem se cala consente” traduz uma expectativa moral básica: diante de uma interpelação legítima, o silêncio sugere concordância, incapacidade de resposta ou aceitação tácita. O direito moderno, por sua vez, introduziu uma correção necessária a essa leitura, ao reconhecer o silêncio como garantia individual — ninguém é obrigado a produzir provas contra si. Trata-se de um avanço civilizatório, pensado para proteger o indivíduo vulnerável frente ao poder punitivo do Estado. O problema começa quando esse direito — concebido para a assimetria frágil — é apropriado por indivíduos ou instituições fortes, que não se encontram em situação de coerção, mas de conforto simbólico. Nesse contexto, o silêncio deixa de ser defesa e passa a ser estratégia. Não responde, não esclarece, não corrige — apenas espera. E, ao esperar, produz efeitos.

ALLAN KARDEC, O DRUIDA REENCARNADO

Das reencarnações atribuídas ao Espírito Hipollyte Léon Denizard Rivail, a mais reconhecida é a de ter sido um sacerdote druida chamado Allan Kardec. A prova irrefutável dessa realidade é a adoção desse nome, como pseudônimo, utilizado por Rivail para autenticar as obras espíritas, objeto de suas pesquisas. Os registros acerca dessa encarnação estão na magnífica obra “O Livro dos Espíritos e sua Tradição História e Lendária” do Dr. Canuto de Abreu, obra que não deve faltar na estante do espírita que deseja bem conhecer o Espiritismo.

10.12 - 140 ANOS DE NASCIMENTO DE VIANNA DE CARVALHO

Por Luciano Klein (*) Manoel Vianna de Carvalho (1874-1926) Com entusiasmo e perseverança, há duas décadas, temos procurado rastrear os passos luminosos de Manoel Vianna de Carvalho, alma preexcelsa, exemplo perfeito de inclinação missionária, baluarte de um trabalho incomparável na difusão dos postulados espíritas, por todo o País. Entre os seus pósteros, todavia, bem poucos conhecem a dimensão exata de seu labor inusitado, disseminando os princípios de uma verdade consoladora: a doutrina sistematizada por Allan Kardec.             Não nos passa despercebido, nos dias atuais, o efeito benéfico dos serviços prestados ao Movimento Espírita por Divaldo Pereira Franco. Através desse médium admirável, ao mesmo tempo um tribuno consagrado, Vianna de Carvalho se manifesta com frequência, inspirando-o em suas conferências fenomenais que aglutinam multidões.

NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM¹

Devidamente documentada em Lucas (IV; 04) a ocasião em que Jesus adverte aos circunstantes: “nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Há de se intuir das palavras do Mensageiro da Paz a importância do alimento do corpo sem que perdesse a oportunidade para ressaltar a essencialidade da nutrição para a alma. À parte a questão da manutenção do corpo, assaz importante, compete que se considerem os caminhos que conduzem à descoberta dos nutrientes que saciam o apetite de espiritualidade presente em cada elemento humano, o qual se apresenta de forma diversificada entre os que creem e os que buscam algo para crer. Justamente em Genesis (II: 17) se encontra a indicação dessa fonte: “... Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.