Pular para o conteúdo principal

UMA VISÃO ESPÍRITA SOBRE O COVID-19 E AS SUAS CAUSAS ESPIRITUAIS - FINAL

 


Chegou a hora, leitor amigo, de descerrarmos o véu que está impedindo o homem de nutrir esperanças ao longo dessa pandemia. Nesta quarta e última parte de nosso artigo, falarei que nem tudo é infelicidade. Direi que as almas enlutadas pela COVID-19 têm motivos para sorrir novamente. Demonstrarei que o grande medo do contágio e até o uso da máscara vão passar. Explicarei que, apesar de o saldo de mortos ser imenso e não menos doloroso para todos nós, a luz pode ser entrevista no fim do túnel. Na verdade não serei eu, propriamente, quem responderá por tudo isto. É a Doutrina da Esperança, ou seja, o Espiritismo, quem nos deixou tudo previsto, cabendo-nos unicamente interpretar com serenidade. E por sua vez a Doutrina Espírita, através da voz dos espíritos reveladores, veio com a missão de interpretar as parábolas e os ensinos de Jesus que não puderam ser explicados com detalhes à humanidade da época: É o consolador prometido por Jesus, cuja missão é ficar conosco para sempre, pois chegaremos ao dia em que os dois mundos se tocarão, Mundo Corpóreo e Mundo dos Espíritos.

Sim! “O Livro dos Espíritos”, em seu magistral espírito de síntese, possui um capítulo inteiro sobre as “Esperanças e Consolações”. Lá Kardec nos diz, por exemplo, “que o homem será feliz sobre a Terra quando a humanidade estiver transformada” (questão 921). É verdade que ainda não podemos gozar sobre o orbe terreno uma felicidade completa (questão 920). Mas sabendo-se que somos os artífices de nossa infelicidade (questão 921), mas também da felicidade que fruiremos, está em nossas mãos, ou, como diria a canção, só “depende de nós”.

Em seguida os espíritos nos oferecem um mapa de tesouro, revelando-nos a medida comum da felicidade humana: Posse do necessário, para a vida material; consciência tranquila e fé no futuro para a vida moral (questão 922). Será tão difícil praticarmos isto? Ou haveria negligência e má vontade de nossa parte? (os grifos são meus).

Outra senha nos é dada, através da questão 932, na qual Kardec pergunta “por quê, no mundo, os maus tão frequentemente sobrepujam os bons em influência”. E a resposta: “Pela fraqueza dos bons; os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, dominarão”. Pergunta nossa: Não teria chegado a hora de as pessoas sinceramente comprometidas com o bem da humanidade formarem uma vanguarda, mesmo as mais humildes? Não seria a hora de valorizarmos mais o gari honesto do que o magnata desleal? Não seria também a hora de olharmos sem despeito para o homem rico, porém generoso, humilde e bom?

São tantas perguntas. Já não estamos passando da hora de trabalharmos definitivamente nos alicerces dessas sociedades de amor e verdade que Jesus chamou de “Reino dos Céus”?

Se pensarmos sinceramente nas famílias que estão sofrendo dia por dia a angústia de terem um parente em uma enfermaria do SUS, vitimada pela COVID-19; se refletirmos na ansiedade daquele paciente, que não vê as horas passarem, sem saber se morrerá, enquanto ouve gritos dos que morrem no leito ao lado; se analisarmos com sentimento, construiremos pelo menos uma Terra aperfeiçoada, caso não consigamos para logo a sonhada regeneração.

Não! Não sairemos da COVID tão impiedosos quanto entramos nela. Muitos passarão a ter sensibilidade para com a dor humana. Muitos farão uso da compaixão por toda a vida. E não importa que o egoísmo ainda tripudie das vítimas, pois como afirmou Mohandas Gandhi, em palavras equivalentes a estas, “o amor de um só é capaz de fazer face ao ódio de milhões”. Então não será preciso que todos sejam generosos, mas que alguns (quanto mais, melhor!) deixem de ser indiferentes e pratiquem a caridade.

Nenhum ato de crueldade será digno de comparação com o holocausto, durante a segunda guerra mundial. Mas a noite escura produz as mais rutilantes estrelas. Os sobreviventes até há pouco deram-nos aulas de inteligência e humanismo. Vários deles se tornaram emblemas de um mundo justo e fraterno, como o Dr. Victor Frankl. E pensar que, a certa altura, tanta era a dor nos campos de concentração que alguns buscavam o “fio”. O “fio” era a cerca eletrificada. O sofrimento fez muitos se suicidarem. Mas alguns resistiram, em nome dos amores que ainda possuíam na Terra. E esses alguns fizeram a diferença.

Tem sido badalada e desvirtuada uma fala de Francisco Cândido Xavier no programa Pinga Fogo, interpretada por Geraldo Lemos Neto. Diga-se, de passagem, que Geraldinho é gente da melhor qualidade e o caráter deve ser o mais alto penhor da verdade. Desde muito jovem, Geraldinho privou da intimidade do Chico... E fez-lhe perguntas que só podem ser atestadas por essa idoneidade de Geraldinho, já que não foram registradas em áudio ou vídeo, recursos que para a época eram raros, além de que Chico falou na intimidade. Mas o que impede de ser verdadeiro?

No Pinga Fogo, Chico afirmou, em outras palavras, que os espíritos da esfera crística (Jesus e outros da mesma envergadura), sensíveis ao fato de o homem terreno ter progredido em tecnologia, a ponto de ter chegado à Lua, reuniram-se em 1969 para tratar do avanço da Terra. E constatando que o progresso ético-moral-espiritual estava muito aquém do desenvolvimento intelectual-científico-tecnológico dos terrícolas, o amado mestre Jesus pactuou com os demais “cristos” uma moratória de cinquenta anos para a humanidade terrena. No auge da guerra fria e após duas grandes e sangrentas guerras armadas, restariam postas para o homem duas possibilidades antagônicas: a) As grandes e pequenas potências explodirem o globo em mais uma guerra descomunal, desta vez nuclear, ao que o próprio planeta responderia com cataclismos nunca vistos, de maneira que parte da humanidade sucumbiria, antes da destruição total do orbe; ou b) Conseguirmos passar sem tal guerra até 2019, ou seja, cinquenta anos após a reunião crística, e se tal acontecesse a humanidade alcançaria uma etapa de vertiginoso progresso.

A cada um o arbítrio sobre a revelação de Chico, a maior antena paranormal de sua época. Consideremos ainda, conforme Allan Kardec, que essas datas preditas pelos espíritos nem sempre serão exatas, apesar de que algumas pessoas previram, por exemplo, o dia de sua morte e o mesmo se concretizou. Mas... Por que 2019 viria coincidir com a data em que surgiu o maior fenômeno pandemiológico dos últimos cem anos e talvez um dos mais marcantes, senão o maior da história? Por que uma pandemia a mudar por completo a vida de toda a humanidade já por um ano e meio? Por que uma doença a desafiar todas as nossas conquistas científicas, acumuladas em milênios de evolução?

E terminamos com outras perguntas: Não estaria neste evento pandêmico a definitiva oportunidade de nos tornarmos o ambiente em que leão e cordeiro conviverão em paz? Sim! O cordeiro já é cordeiro; animal imaculado, vai ao matadouro sem um único berro. São aqueles que estão oferecendo a vida em holocausto, símbolo dAqueloutro que foi anunciado pela palavra profética de Isaías. Chegou a vez de nós, leões, amansarmos quanto à crueldade, egoísmo, indiferença, animalidade e todas as imperfeições que desornam nosso caráter.

Não falemos em mudanças impostas por leis, de fora para dentro do indivíduo. Façamos o próprio parto ético-moral, de dentro para fora, como o pinto que quebra a casca do ovo, ansioso por nascer. Aliás, há 2000 anos o apóstolo dos gentios sintetizou admiravelmente essa questão, na segunda epístola à comunidade de Corinto, capítulo quinto, versículo dezessete: “Portanto, se alguém está em Cristo é nova criatura”. E se não nos tornarmos novas criaturas, dotadas de compaixão, de caridade? A resposta é muito simples: Não estaremos em Cristo, de verdade! Não há como escamotearmos com as Palavras de Vida Eterna. Ser ou não ser: Eis a questão.

O ambiente era a UTI de um desses hospitais de Fortaleza. A paciente estava internada, infectada com a COVID-19, e certamente o medo a tomava por inteiro. A amiga mandou-lhe uma foto de Dr. Bezerra de Menezes. Lembram-se do amorável médico cearense referido por nós na parte 3/4? A cabeleira branca como neve e uma olhar transbordante de ternura do ancião conferem-lhe um ar de patriarca judeu, de irresistível bondade. Difícil não sentir o amparo daquela alma sublimada no bem. Então a paciente respondeu que aquele mesmo ancião tinha estado junto a seu leito, na madrugada, e que tinha lhe falado: “O problema não é a COVID. A questão principal é focarmos no amor do Cristo e em seu Evangelho.”

Meus queridos e minhas queridas, não sei se vou conseguir esse foco. De um salto não conseguirei. Mas que vou fazer tentativas, isto vou! Venha comigo, de onde você está, seja qual for sua posição. Fortaleça-me com sua fibra, que lhe fortalecerei com a minha.

É também Dr. Bezerra quem recorre a um provérbio milenar: “Fácil quebrar um graveto, mas é quase impossível quebrar um feixe de deles”. Vamos formar esse feixe! Não adiemos! Um grande abraço!

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. de Salvador Gentile; rev. Elias Barbosa. ed. 87. Araras: IDE, 2008.

FRANKL, Victor E. Em Busca De Sentido: Um psicólogo no campo de concentração. Ed. 35. Petrópolis: VOZES, 2018.

Comentários

  1. A grande falha nossa foi termos nos preocupado com acúmulo de capital e termos deixado de lado que o melhor investimento que existe é em pessoas: saúde pública, especialmente a preventiva, o que passa tambémpela educação de qualidade.

    Quando finalmente iremos acordar para isso?

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

PESTALOZZI E KARDEC - QUEM É MESTRE DE QUEM?¹

Por Dora Incontri (*) A relação de Pestalozzi com seu discípulo Rivail não está documentada, provavelmente por mais uma das conspirações do silêncio que pesquisadores e historiadores impõem aos praticantes da heresia espírita ou espiritualista. Digo isto, porque há 13 volumes de cartas de Pestalozzi a amigos, familiares, discípulos, reis, aristocratas, intelectuais da Europa inteira. Há um 14º volume, recentemente publicado, que são cartas de amigos a Pestalozzi. Em nenhum deles há uma única carta de Pestalozzi a Rivail ou vice-versa. Pestalozzi sonhava implantar seu método na França, a ponto de ter tido uma entrevista com o próprio Napoleão Bonaparte, que aliás se mostrou insensível aos seus planos. Escreveu em 1826 um pequeno folheto sobre suas ideias em francês. Seria quase impossível que não trocasse sequer um bilhete com Rivail, que se assinava seu discípulo e se esforçava por divulgar seu método em Paris. Pestalozzi, com seu caráter emotivo e amoroso, não era de ...

OS FILHOS DE BEZERRA DE MENEZES

                              As biografias escritas sobre Bezerra de Menezes apresentam lacunas em relação a sua vida familiar. Em quase duas décadas de pesquisas, rastreando as pegadas luminosas desse que é, indubitavelmente, a maior expressão do Espiritismo no Brasil do século XIX, obtivemos alguns documentos que nos permitem esclarecer um pouco mais esse enigma. Mais recentemente, com a ajuda do amigo Chrysógno Bezerra de Menezes, parente do Médico dos Pobres residente no Rio de Janeiro, do pesquisador Jorge Damas Martins e, particularmente, da querida amiga Lúcia Bezerra, sobrinha-bisneta de Bezerra, residente em Fortaleza, conseguimos montar a maior parte desse intricado quebra-cabeças, cujas informações compartilhamos neste mês em que relembramos os 180 anos de seu nascimento.             Bezerra casou-se...

CORRIDA DESABALADA POR MAIS POSSUIR

  Por Orson P. Carrara                O significado da palavra desabalada , entre outros, é: o que parece não ter freios ou limites , ou o que se mostra excessivo e mesmo o que é desmedido, como uma paixão gigantesca, desenfreada, indicando falta de moderação e reflexão . Daí adjetivar a palavra corrida .             E referida corrida não fica restrita apenas ao mais possuir , pode ser ampliada ou enquadrada também para ser mais reconhecido, ser mais famoso, por mais aparecer, por ser mais destacado socialmente, mais seguido ou curtido , como se diria na linguagem das redes sociais, atualmente.

CENTRO ESPÍRITA NÃO É E JAMAIS DEVERÁ SER PALANQUE DE PODER

                 Por Jorge Hessen                  A instituição espírita nasceu para ser escola de almas, oficina de trabalho no bem e  posto avançado de fraternidade . Sua finalidade não é a  conquista de posições de chefia ,  prestígio ou autoridade administrativa , mas a  transformação moral  dos frequentadores  à luz do Evangelho do Cristo.             Entretanto, não raras vezes, observa-se o surgimento de aborrecíveis disputas por cargos, movimentos de bastidores, articulações silenciosas ( maledicência ) e verdadeiras campanhas eleitorais antecipadas em torno de futuras diretorias e presidências. Trata-se de um fenômeno deplorável que revela o quanto ainda estamos distantes dos valores que supostamente abraçamos.

VISÕES NO LEITO DE MORTE¹

Especialista no tratamento de traumas e processo de superação, Dr Julio Peres, analisa as experiências no final da vida e o impacto das visões espirituais ao enfermo e sua família, assim como para os profissionais da saúde que atuam em cuidados paliativos. De acordo com Dr. Júlio Peres, pesquisas recentes demonstram que um grande número de pessoas de distintas culturas têm relatado experiências no final da vida – originalmente chamadas na literatura por end-of-life experiences – sob a forma de visões no leito de morte, sugestivas da existência espiritual. Esta linha de pesquisa tem trazido contribuições que interessam diretamente aos profissionais que atuam com cuidados paliativos e mais especificamente, aqueles que desenvolveram a Síndrome de Burnout decorrente do esgotamento, angústia e incapacidade perante a falta de recursos para lidar com as sucessivas mortes de seus pacientes.

A INVERSÃO DO QUERIGMA: BOLSONARISMO E NEOPENTECOSTALISMO COMO ANTÍTESES SOCIOPOLÍTICAS DO JESUS HISTÓRICO

    Por Jorge Luiz              O Escândalo do Banco Master como sintoma da inversão.             Em outro momento defini a relação entre o status político chamando eufemisticamente de extrema-direita, simbolizada aqui como bolsonarismo e o neopentecostalismo, como uma “simbiose promíscua”. O escândalo do Banco Master, oferece uma nova definição, resultante dessa simbiose, que agora defino-a como “escândalo ontológico” , por não se constituir em um mero desvio ético de indivíduos isolados. Para alguns, como Glair Arruda, essa simbiose pode ser interpretada como cristofascismo, fenômeno que não é novo, mas ganhou proeminência nos anos de recrudescimento de uma ideologia de extrema direita especialmente nos Estados Unidos e Brasil (Passos, 2025). A definição de Arruda, ela mesma reforça a conceituação, ao admitir que o líder que se autoproclama como o salvador da pát...

AFINAL, QUANDO O ESPIRITISMO SE TORNOU RELIGIÃO? UMA CONVERSA FRANCA SOBRE CULTURA, PODER E TRANSFORMAÇÃO NO ESPIRITISMO BRASILEIRO

  Por Wilson Garcia A Dissertação Espiritismo transnacional: poder, habitus e mitopráxis na configuração religiosa brasileira em décadas de perseguições, defendida na PUC-SP por Adair Ribeiro Júnior em 2026, tenta responder a uma pergunta que há décadas tira o sono de quem estuda ou vive o espiritismo: como e por que o espiritismo se tornou uma religião no Brasil?               A resposta que o autor apresenta é fundamentada, bem documentada, mas não é definitiva. E é justamente aí que mora seu valor. Ela nos obriga a pensar. Quem conhece Allan Kardec sabe: o projeto original não era religioso. Era um tripé — ciência, filosofia e moral — apoiado na investigação metódica dos fenômenos espirituais. Observação, comparação, controle das comunicações: um verdadeiro laboratório do invisível.             Mas aí essa ideia atravessou o Atlântico, desembarcou ...

GOSTO, DEVER E NECESSIDADE

  A necessidade se impôs primeiro, talvez o gosto veio em seguida e o dever acabou se desenvolvendo por si mesmo, face a imperativos inadiáveis que se apresentam. Sim, o trabalho. Exigiu-se trabalhos variados por necessidade inclusive de sobrevivência e proteção. Essa necessidade desenvolveu o gosto e este mostrou o dever.

O ESTUDO DA GLÂNDULA PINEAL NA OBRA MEDIÙNICA DE ANDRÉ LUIZ¹

Alvo de especulações filosóficas e considerada um “órgão sem função” pela Medicina até a década de 1960, a glândula pineal está presente – e com grande riqueza de detalhes – em seis dos treze livros da coleção A Vida no Mundo Espiritual(1), ditada pelo Espírito André Luiz e psicografada por Francisco Cândido Xavier. Dentre os livros, destaque para a obra Missionários da Luz, lançado em 1945, e que traz 16 páginas com informações sobre a glândula pineal que possibilitam correlações com o conhecimento científico, inclusive antecipando algumas descobertas do meio acadêmico. Tal conteúdo mereceu atenção dos pesquisadores Giancarlo Lucchetti, Jorge Cecílio Daher Júnior, Décio Iandoli Júnior, Juliane P. B. Gonçalves e Alessandra L. G. Lucchetti, autores do artigo científico Historical and cultural aspects of the pineal gland: comparison between the theories provided by Spiritism in the 1940s and the current scientific evidence (tradução: “Aspectos históricos e culturais da glândula ...

ESPIRITISMO, COISA DO DEMÔNIO?

“Reconhecereis meus discípulos por muito se amarem” . Jesus Sou espírita. Respeito todas as religiões que têm Deus como o Pai maior. Vejo os integrantes das demais religiões como diletos irmãos. Nem poderia ser diferente. Se somos filhos do mesmo Deus por que o fato de professarmos diferentes religiões impediria vermo-nos como irmãos? E como irmão do caro leitor, aproveito desta oportunidade para trazer à tona alguns conceitos - ou preconceitos - equivocados em relação ao Espiritismo. Caro irmão-leitor, não tenho o intuito de convertê-lo ao Espiritismo. Se você se encontrou no Catolicismo ou no Protestantismo para que mudar de religião?