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A REENCARNAÇÃO EXPLICANDO CHAMPOLLION

Jean-François Champollion (1790-1832)



O domínio de uma língua extinta através dos dons de um homem.

Ilustração 1
A doutrina das vidas sucessivas ou reencarnação explica com lógica e segurança o porquê das dessemelhanças da vida, oferecendo argumentações convincentes e conformes à razão.


Ilustração 2
A biografia do decifrador dos hieróglifos, Jean-François Champollion, revela-se enigmática, destituída da ótica reencarnacionista, desde que, já antes do seu nascimento, em 23 de dezembro de 1790, fenômenos inusitados aconteceram. Sua genitora, acometida de paralisia e desenganada, foi curada por um curandeiro, o qual vaticinou o nascimento de um varão cuja fama, no futuro, se tornaria manifesta.

Ilustração 3
Foi dada à luz, realmente, um menino. Contudo, de imediato, chamou a atenção a pele escura, a córnea dos olhos amarela e a face com feição predominantemente oriental, acontecimento excepcional, porquanto nasceu no sudoeste da França, em uma região notadamente de origem ariana.

Desde a idade de 10 anos, era chamado de "O Egípcio", não somente pelo aspecto físico, semelhante a um oriental, como igualmente por devotar profunda identidade com as coisas do Antigo Egito, até mesmo estudando línguas mortas, em uma época dedicada às armas.

Ilustração 4
O famoso físico e matemático Fourrier, participando da expedição científica ao Egito, organizada e chefiada pelo imperador Napoleão Bonaparte, trouxe importante coleção, constituída de fragmentos de papiros e inscrições hieroglíficas em pedras. Convidado a expor seus conhecimentos na escola, onde estudava Champollion, o sábio francês foi questionado persistentemente pelo menino, a ponto de Fourrier convidá-lo para conhecer seu importante material.


Foi à casa do cientista e, emocionado, observou as vetustas inscrições. De imediato, perguntou: - "Pode-se ler isso?".

Devido à negativa do sábio, o garoto afirmou: - "Eu os lerei! Dentro de alguns anos eu os lerei! Quando for grande!".
Ilustração 5

Naquele momento exteriorizava-se uma determinação, oriunda dos mais recônditos refolhos do inconsciente. Ele sabia que poderia ter acesso àquelas importantíssimas comunicações. Em verdade, vivera nas antigas terras do Nilo e, intuitivamente, conhecia aqueles sinais, revelando-lhe peculiares. Somente a doutrina da reencarnação explica o fenômeno vivenciado, naquele momento, por um menino, contando apenas 11 anos de idade.

Seis anos após o ocorrido, tendo domínio completo das línguas remotas ligadas ao Egito, como o copta, faz o primeiro mapa histórico das terras do Nilo e esboça um livro a respeito dos antigos egípcios. A partir daí, então, recebe um convite para expor suas audaciosas teses em Grenoble. Por unanimidade, é aclamado pelos cientistas membro da Academia. Em caminho a Paris, na carruagem, diz ao irmão: "Eu decifrarei os hieróglifos. Eu sei!".

Naquele momento patenteava-se integralmente a faculdade intuitiva em Champollion. Ele sabia interiormente que tinha domínio sobre a escrita antiga dos egípcios. A explicação é ministrada pela Doutrina Espírita, ensinando-nos que todas as nossas aquisições, conquistadas em vivências anteriores, são gravadas no inconsciente e surgem nas futuras reencarnações.
Ilustração 6

Sua paixão pelo Egito não tinha limites, conhecia tudo que se relacionasse com essa grande civilização antiga, encontrando, com facilidade, a chave da decifração dos hieróglifos, abrindo as portas do conhecimento daqueles que habitaram as velhas terras áridas do Nilo.

Com 38 anos de idade, tem a feliz oportunidade de pisar naquele solo tão conhecido e ver com os olhos do presente o que já pôde observar em existência passada. Seu aspecto era de um nativo do país, vestindo-se a caráter, com a aparência natural de um árabe, dominando por completo a língua atual e os hieróglifos.

Para os que conhecem a doutrina das vivências anteriores, não é difícil interpretar os fatos aqui relatados. Com facilidade a reencarnação decifra o enigmático Champollion, o qual veio ao mundo com a sublime e dificílima missão de ressuscitar o pensamento da estranha e mística civilização egípcia, permitindo-nos perceber, no presente, o eco das vozes dos antigos habitantes do Nilo, gravadas nos hieróglifos.



Ilustrações da matéria (em ordem, de cima para baixo)

De Lilia Gomide e Claudia Gomide Nunes

1- Genitora de Champollion, albergando em seu útero o espírito reencarnante de um provável escriba egípcio.

2- Um curandeiro atendeu à futura mãe de Champollion, desenganada pelos médicos.

3- A reencarnação de um sábio egípcio.

4- O menino nasceu com pele escura, córnea dos olhos amarela e face marcadamente oriental.

5- Observação do neném, nascido diferente.

6- Na casa do famoso Fourier, em contato com a coleção egípcia.



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