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KARDEC, APÓSTOLO DO CRISTO





Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869)
Quem já leu a excelente crônica do Irmão X (Humberto de Campos), relatando o encontro, no plano espiritual, de Kardec e Napoleão, constatou a magnitude da estrela que nos foi enviada por Jesus à Terra, com a missão da nova revelação do Cristo à Humanidade. Aqueles eram tempos de profundas mudanças na Ciência, Filosofia e Política, ensejando oportunidades para que, mais tarde, pudesse surgir a base de uma nova era para o querido planeta Terra. No relato do Irmão X, mediante psicografia de Francisco Xavier, naquela noite luminosa, a última do ano de 1799, registravam-se ilustres presenças; eram personalidades da Roma Imperial, pontífices e guerreiros das Gálias; legiões de Césares, com seus estandartes, pioneiros da evolução hispânica e das Américas; gregos ilustres, israelitas famosos, grandes vultos da Inglaterra, sábios chineses, filósofos hindus, teólogos budistas... Também se achavam Sócrates, Platão, Aristóteles, Vicente de Paulo, Joanna D’Arc, Teresa D’Avila, Swedenborg, Dante Alighieri... Era uma noite de intensa alegria e emoção.
Napoleão, o então Primeiro-Cônsul da República Francesa, em sua veste perispiritual, ali estava, como tantos outros encarnados, convidados para aquele grande banquete de luz. Todos aguardavam a vinda dos Divinos Emissários de Deus, quando em determinado momento, surgiram fulgurantes estrelas, descendo de uma estrada de luz, que se transformavam em figuras humanas. Descreve-nos Irmão X:
“Dentre todos, no entanto, um deles avultava em superioridade e beleza. Tiara rutilante brilhava-lhe na cabeça, como que a aureolar-lhe de bênçãos o olhar magnânimo, cheio de atração e doçura.” Era ele, o missionário divino, o apóstolo do Cristo. Emocionado, Napoleão se ajoelha; Kardec o levanta e o procura abraça-lo gentilmente, quando uma “voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para Napoleão”:
“- Irmão e amigo ouve a Verdade, que te fala em meu espírito! Eis-te à frente do Apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento... César ontem, e hoje orientador, rende o culto de tua veneração, ante o pontífice da luz! Renova, perante o Evangelho, o compromisso de auxiliar-lhe a obra renascente!...”
Kardec, o apóstolo do Cristo trouxe o Espiritismo, que vinha preparar uma nova era para a Humanidade, de progresso e fraternidade. O mestre de Lion soube seguir os passos de Jesus, ensinando e exemplificando, dedicando todos os seus dias à Doutrina Espírita, que ele mesmo designou como sendo a obra de sua vida. Ele foi o servo fiel do Cristo, que, com o seu trabalho, colocou claridade sobre os ensinamentos de Jesus, aproximando os homens da realidade da vida espiritual.(1)
 (1) ”Cartas e Crônicas”, cap. 28 - Francisco Cândido Xavier / Irmão X – Espírito

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