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O VERDADEIRO AMIGO DA HUMANIDADE¹

              

Por Roberto Caldas (*)



                   
Somadas todas as citações sofridas no decorrer dos anos, a questão nº 625 de “O Livro dos Espíritos” deve ser aquela que mais vezes foi repetida entre tantas importantes perguntas veiculadas por Allan Kardec em direção aos Espíritos que compuseram a equipe de apoio da Codificação Espírita. Retrata o aspecto moral da Doutrina Espírita indicando a sua marca referencial e filosófica: “Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo? -- Vede Jesus”. 

            A menor das respostas da citada obra não deixa espaço para dúvidas. Jesus representa para os espíritas aquele que sintetiza e simboliza o ideal a ser perseguido a cada momento de nossas vidas. Certamente não apenas pelo curto período em que viveu no começo de nossa era, naqueles três anos de lições e ensinamentos, senão pelo que representa para a própria formação do planeta e os destinos da humanidade, como muito bem nos ilustra a sua assertiva em João (8:58) “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou”.

            Na qualidade de irmão mais instruído, eis que Jesus tem buscado, pelos milhares de anos que antecederam o mundo contemporâneo, auxiliar-nos na construção de uma identidade de serenidade diante dos conflitos existenciais que povoam os nossos passos ainda claudicantes na direção do Bem. Presença constante que ensina, pelo eco de suas palavras, qual o melhor caminho para a solução de nossas aflições doando-se sem exigir recíproca, honra a sua promessa de jamais nos deixar órfãos.
            Nada mais pertinente que numa data especial como essa destinada ao “dia do amigo” do que homenagearmos aquele que nas horas difíceis nos serve de refúgio, mesmo no mais profundo espaço de silêncio e solidão que às vezes preenche a nossa mente.
            Divino amigo Jesus, passados dois mil anos de Sua viagem pelo nosso mundo, a humanidade inteira se curva à mensagem de Paz que ainda vibra por toda a Terra, onde quer que exista alguém sintonizado em seu nome. Elevamos o teor de nossas súplicas na direção de tantos conflitos que mobilizam a sociedade humana, que luta pela hegemonia de territórios, pelo controle das instituições impondo derrotas e gerando violência sob as bandeiras da ambição. Igualmente suplicamos pelas vozes que pregam a concórdia e enobrecem o seu legado de amor em todos os recantos do planeta.

            Convidamo-lo Jesus a sentar-se conosco mais uma, vez em torno das mesas que pensam os destinos dos povos, para que possa nos ensinar a simples prática de dividir o pão, enquanto aprendemos a doar algo de nós mesmos em favor do próximo. Amigo que é, de todos que povoamos a Terra, ensina-nos a valorizar a amizade como uma das maiores conquistas para alavancar a concórdia e restabelecer a PAZ.

¹ editorial do programa Antena Espírita de 20.07.2014.

(*) editorialista do programa Antena Espírita e voluntário do C.E. Grão de Mostarda.

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